quarta-feira, 24 de abril de 2024

O Casalinho do Henrique

A noção

 

#24/04/2024#



No Paraíso

Está, não esteve? 

 

#24/04/2024#



Economia de Luís Afonso


Uma em Português


O Digestivo do Avô


Um Zalazar dos Bons

 

“Já tenho mais informações sobre o futuro do Rúben Amorim”, afirmou o ESPERTO.

“O que sabes?”.

“Além de existir a informação que ele vai esclarecer tudo na conferência de imprensa do próximo sábado, parece que ele pode ficar no Sporting”.

“Olha, tu sabes que eu sou benfiquista e bem-educado, pelo o que se passa na casa dos outros só a eles diz respeito”.

“Ok, está bem, não precisas de te zangar. Vamos lá receber o AMAGADINHO”.

“Boa tarde”.

“Boa tarde”, ripostámos os dois.

“Estamos a doze pontos do final da Liga, sendo que daqui para a frente, em todas as jornadas, vamos dizer que o Sporting pode ser campeão ..., até ele ser”.

“Verdade, se o Benfica perder na Luz com o Braga e os leões vencerem no Dragão temos o título entregue”, confirmou o ESPERTO.

“Este foi uma jornada marcada pela falta de educação, de Chaves a Faro, pois infelizmente há muita gente que não sabe perder. Parece-me que flavienses e vizelenses dificilmente se salvam da descida, mas na luta pela liguilha temos oito equipas que podem lá cair, com a curiosidade do clube da Liga ter sempre descido de divisão”.

“Pois é, foi sempre assim nos últimos anos”.

“Já há muito tempo que não vos fazia uma pergunta, mas hoje tenho aqui uma fácil”.

Agora que ele se andava a portar tão bem.

“Nesta jornada marcaram-se 26 golos, igual à jornada anterior. Quantas vezes isso aconteceu esta temporada, além desta?”.

“Portanto, duas jornadas com os mesmos golos?”.

“Isso”.

“Eu digo..., nenhuma vez”, riu-se o ESPERTO.

“Talvez duas vezes”.

“Boa Tio, tal e qual, na 2ª e 3ª jornadas, e na penúltima e última da 1ª volta. Relativamente ao jogador da jornada escolhi o uruguaio Rodrigo Zalazar (SC Braga), entrou ao intervalo e marcou os dois golos que mantêm a sua equipa na luta pelo 3º lugar. Um abraço e até para a semana”.

“Até quarta-feira, com ou sem campeão”, rimo-nos os dois.

 

Até logo.

Quadradinhos em Português


Henricartoon... da Bola

As viagens de Rúben

 

#23/04/2024#



Crónicas do Bom Malandro


Quatro Rodas de Livros e Vinil

 

(20/04/2024) Apesar de não ser uma data comemorada em Portugal, descobri que hoje se festeja o Dia do Disco de Vinil, ele que surgiu em homenagem ao músico brasileiro Ataulfo Alves, que morreu em 20 de abril de 1968, sendo que dez anos depois, os saudosistas e colecionadores de discos decidiram dedicar esta data para celebrar a sua paixão pelo vinil.

Também eu fiz parte deste grupo de apaixonados pelos discos, que terá começado, por esta altura em que a data começou a ser festejada no Brasil, ano em que completei 19 anos.

Mas já antes de ter discos e o indispensável gira-discos, tinha um pequenino gravador de cassetes – a juventude nem sonha o que é – com o respetivo microfone que servia para gravar as músicas que mais gostava, ouvindo os programas na rádio, sendo sempre uma irritação quando o locutor falava no meio das mesmas, pelo que o Quando o Telefone Toca era o palco ideal para um registo sem interrupções.

Recuando a esses tempos, fico com a sensação de que isto era um bocadinho de pirataria, mas com atenuante de que uma cassete era bem mais barata de que um single – um disco pequeno – lá podiam gravar-se muitas músicas, eram para uso próprio e não para benefício financeiro.

Quando mais tarde chegou o primeiro gira-discos, com o tempo fui percebendo que o principal problema era ter uma boa agulha, coisa que não era fácil de arranjar e um bocadinho onerosa, além de que elas se deterioravam com alguma frequência, já os discos, principalmente aquelas faixas mais ouvidas, ficavam riscados e essa música já era, ficando numa irritante repetição.

Por esta altura eles começaram a surgir nas suas pequenas janelas, aguardei que estivessem por lá os três e recebi a saudação.

“Bom dia Tio”.

“Bom dia juventude, está tudo bem?”.

“Foi uma boa semana, com um tempo excelente”, afirmou a RODINHAS.

“Calor demais para esta altura do ano”, resmungou o ALÉU.

“Hoje já está mais fresco”, referiu o OLHA.

“Sim, por aqui também se nota que a temperatura baixou um bocadinho, aliás hoje aqui já choveu um pouco. Alguns de vocês não sabe o que é um disco de vinil?”.

Eles entreolharam-se os três, mas ninguém disse nada.

“Esse silêncio é um sim?”.

“Tio, já ouvi falar, mas não sei bem o que é”, confessou a RODINHAS.

“Eu sei o que é, mas acho que nunca tive nenhum na mão. Trata-se de círculo preto, que vem dentro de um quadrado de cartão e que tem músicas lá dentro”, riu-se o ALÉU.

“O meu Pai tem muitos, coloca-os no aparelho onde eles rodam e dão música, mas o som que sai deles tem menos qualidade do que um CD”, afirmou o OLHA.

“Parece-me uma boa explicação. Comecei a adquirir os meus primeiros discos quando tinha, sensivelmente, a vossa idade, talvez um bocadinho antes. Os primeiros que comprei ou me ofereceram eram os singles ou 45 rpm (rotações por minuto), mais pequenos, com duas a quatro canções, depois foram chegando os de 33 rpm, álbuns com muitos temas, alguns deles duplos, mas todos eles, pequenos ou grandes, com essa característica de terem dois lados com música”.

“A sério!? Mas um CD ou DVD só toca de um lado”, constatou a RODINHAS com ar de espanto”.

“Pois é, mas o vinil era assim, e as capas de alguns discos eram autênticas obras de arte que marcaram gerações. O mais curioso é que depois de terem praticamente desaparecido do mercado, os discos à maneira antiga voltaram a surgir, com muitos trabalhos a serem editados em vinil e digital”, expliquei eu.

“Estou com comichão na ponta dos dedinhos! O Tio fez-me nascer o entusiasmo pelos discos. Quando tiver uns euros disponíveis vou comprar um gira-discos e um disco, que até já sei qual aquele com que me vou estrear”, riu-se a RODINHAS. 

“Como fazes anos em breve, lanças a dica aos teus Pais, sendo que aqui a rapaziada até te pode oferecer um cheque-disco”.

“Isso sei o que é, excelente ideia”, gritou ela radiante.

“Vamos mudar a agulha dos discos para o hóquei, mas já não me recordo quem é esta semana a fazer o Plano de Festas”.

Hello, és mesmo tu”, recordou o OLHA com olhar de gozo.

“Caso para dizer que é sempre o burro que fala”, afirmei eu em conjunto com uma grande gargalhada. “Vamos lá a ela, como é habitual o AMAGADINHO trata da Primeirona, a RODINHAS vai até à Póvoa de Varzim, o ALÉU ruma à Parede, dois jogos da Segundona e respetiva visão global de cada uma das séries, o OLHA vai focar a atenção na Terceirona, enquanto que eu vou espreitar o que se passa nos dois grupos da Feminona”.

“Só falta uma coisa Tio”, disse o ALÉU.

“Do que é que me esqueci?”.

“De nos dizeres o que é o almoço hoje”, riram-se o três.

“Claro, só faltava a ementa para este sábado, que mais uma vez vem do Camponês”.

“Não me digas que é choco frito”, brincou o OLHA.

“Não me importava, mas hoje é cabidela de frango”.

“Bolas Tio, não gosto nada, aliás, coisas com sangue não consigo comer”, confirmou a RODINHAS.

“Não sabes o que é bom”, afirmou o ALÉU.

“Também aprecio muito, mas gostos são gostos. Até terça-feira juventude”.

“Adeus Tio”, despediram-se eles saindo em velocidade furiosa.

A mesa está posta, salada de alface e coentros temperada, só falta chegar o franganito envolvido no arroz.

 

Nasceu, jogou e é treinador na sua terra, pelo que hoje no FORA DO BANCO temos um verdadeiro homem da casa. 

 

Nome Completo: Horácio Miguel Lopes Ferreira

Clube atual: Riba d’Ave Hóquei Clube

Idade: 40 anos

Local de Nascimento: Riba de Ave

 

Prato preferido: Picanha

Melhor local para viver: Perto da praia

Livro que está na mesa de cabeceira: Liderator, Luís Lourenço e Tiago Guadalupe

O filme que já viu mais do que uma vez: Sozinho em Casa

Jogou hóquei em patins? Se sim, em que clube(es): Sim, Riba d’Ave

Como/quando chegou a opção de ser treinador: Muito cedo, na altura era jogador da equipa sénior, 3ª/4ª época, e foi-me proposto treinar os iniciados, aceitei e depois o gosto pelo treino foi crescendo até hoje

Clubes/seleções que já treinou: Riba d’Ave, CAR Taipense e HC Braga

Mais fácil treinar equipas da formação ou seniores: Acho que as duas tem os seus prós e contras, mas prefiro treinar seniores

Quanto tempo demora a preparar o próximo jogo da sua equipa: Para além dos treinos, várias horas a observar vídeos do adversário

Se pudesse, que regra alteraria no hóquei em patins: O livre direto e o penálti, acho que ao apito do arbitro o guarda-redes deveria poder movimentar-se livremente, pois como está cria sempre a dúvida se saiu ou não antes

Maior tristeza como treinador: Descida à 2ª divisão 2011/2012

E, claro, a maior alegria: Subida à 1ª Divisão 2010/2011

Para terminar, o que mais o irrita durante um jogo: A dualidade de critérios da equipa de arbitragem.

 

(22/04/2024) Desde o regresso do AMAGADINHO, depois das férias da Páscoa, que tenho vindo a refletir sobre a sua atitude.

Ele moderou o seu comportamento mais impulsivo, pensei que fosse devido ao frio que apanhou na serra, mas de repente descobri o motivo, bem mais simples do que eu imaginava: Cresceu!

Mistério desvendado, está na hora de ir falar com ele.

“Boa noite Tio”.

“Boa noite miúdo, está tudo bem?”.

“Tudo em grande. A fase regular da Primeirona está a duas jornadas do fim, mas a grande notícia desta jornada foi a primeira vitória do Carvalhos, ao fim de duas dúzias de jogos”.

“Verdade. Já que falas no lanterna vermelha, a luta pela descida e pelo 7º e 8º lugares quase que se confunde”.

“Exatamente, apesar de o Turquel, para não descer, precisar de vencer os seus jogos e esperar por alguns milagres. Relativamente às duas vagas para o play-off, o Valongo é o que está melhor, mas ainda temos mais cinco formações com hipóteses... para o melhor e o pior, sendo que na próxima jornada tudo poderá ficar esclarecido de forma mais clara. Relativamente a esta ronda o Sporting caiu para o 3º lugar, por troca com a Oliveirense, sendo que o FC Porto precisa de quatro pontos para garantir o 1º lugar, sempre vantajoso em caso de desempate na fase a eliminar”.

“Para onde vai a ALMOFADA desta semana?”.

“Desta vez viaja até ao Barreiro, pois por lá os bês do Sporting derrotaram os da casa e o guarda-redes João Caldeira (Fabril) sofreu 4 golos e fica com ela”.

“Só falta a tua meia-dúzia classificativa”.

“Sempre com o Carvalhos na frente (9 pontos), 2º lugar para o Turquel (21), seguidos do Famalicense, HC Braga, Murches e Riba d’Ave, todos com 30 pontos. Por hoje é tudo, sendo que para a semana estou de folga, não é Tio?”.

“Pois é, não há Primeirona, pois é o fim de semana da final a quatro da Taça de Portugal em Barcelos. Voltamos a falar daqui a duas semanas, adeus AMAGADINHO”.

“Xau Tio”.

Está confirmado, o miúdo cresceu muito nas férias.

 

(23/04/2024) Esta semana temos muita cultura nestas linhas de palermice semanal, pois se no sábado falei aqui de discos e música, hoje comemora-se o Dia Mundial do Livro e dos Direitos de Autor, data instituída pela UNESCO em 1995. 

Esta data foi escolhida por ser um dia importante para a literatura mundial, pois a 23 de abril de 1616 faleceu Miguel de Cervantes, no mesmo dia de 1899, nasceu Vladimir Nabokov, sendo que o 23 de abril o também o dia em que nasceu e morreu o famoso escritor inglês William Shakespeare.

Além dos que entraram na minha vida por obrigação escolar, muito cedo nasceu o meu interesse pela leitura, mas o livro, quando eu era muito miúdo, era um bem caro, até porque para o regime vigente nessa altura e que caiu há 50 anos, a ignorância era uma virtude para os fascistas que nos governavam.

Felizmente – para mim – um ano antes de eu nascer foi criado o Serviço de Bibliotecas Itinerantes (SBI) criado pela Fundação Calouste Gulbenkian, que se destinava ao público com menor acesso à educação e cultura, habitando nas regiões mais desfavorecidas e estendendo-se a todas as faixas etárias, mas foi entre os mais novos que teve melhor acolhimento.

Há pormenores de que já não me recordo, nomeadamente a frequência em que ela chegava a Alverca – acho que era quinzenalmente - mas tenho na minha memória aquela carrinha Citröen, cinzenta e de chapa ondulada que parava em frente ao Cine-Teatro, trazendo lá dentro muitos livros e emoções.

O processo era simples, escolhia-se os que queríamos levar para casa para ler, era preenchido um documento com os nomes deles – penso que havia uma quantidade limite – sendo que na próxima visita da SBI entregávamos estes e levávamos outros, sempre com o entusiasmo redobrado e os dias contados no calendário para próxima chegada daquelas quatro rodas culturais.

Ao longo dos anos as bibliotecas fixas foram aumentando no país, principalmente depois do 25 de abril, sendo que este serviço foi extinto em 2002.

“Boa noite Tio”.

“Boa noite juventude”.

“Mais uma vez a rever o passado?”, questionou a RODINHAS

“Por acaso estava, como sabias?”.

“Estavas com cara de miúdo pequeno”, explicou ela com uma gargalhada.

“Eram memórias antigas, sem dúvida. Vocês sabiam que há muitos anos existiam umas bibliotecas que nos traziam os livros até à porta de casa?”.

“A sério!?”, entreolharam-se os três.

“Verdade, mas hoje não tenho tempo para vos dar pormenores, até porque já é tarde, mas um dia destes conto-vos. Este tema veio a terreiro porque hoje é o Dia Mundial do Livro. Vocês são daqueles que têm sempre um livro em andamento ou os estudos não deixam?”.

“Sim”, confirmaram os três aos gritos.

“Muito bem, eu atualmente estou a ler O Herdeiro de Monsaraz de Diana Vieira, e a juventude?”.

“Neste momento estou quase a terminar O Segredo do Vaticano, autoria de David Leadbeater”, afirmou o OLHA.

“Eu comecei a ler um livro de Gonçalo Cadilhe, um escritor de viagens, de nome 1Km de Cada Vez”, informou o ALÉU.

“Há dias terminei um, mas em cima da mesa de cabeceira já está A Breve Vida das Flores de Valérin Perrin”, divulgou a RODINHAS.

“Muito bem, nunca percam esses hábitos de leitura que fazem muito bem à nossa cabeça. Deixemos a literatura e vamos ao nosso desporto preferido, e podemos começar já por ti”.

“Obrigado Tio, sempre um cavalheiro”, riu-se ela. “Era uma verdadeira final para as duas equipas, não tivemos muitos golos, mas tivemos incerteza até ao fim com a vitória, bem pertinho do buzinão final – como o Tio gosta de dizer - a sorrir à malta da Póvoa, que agora estão no 2º lugar com mais um ponto que a Juventude de Viana, a quatro jornadas do fim, com a Sanjoanense na frente com 10 pontos de avanço, mas um jogo, ainda, numa gaveta da secretária disciplinar, enquanto que na zona de descida as dúvidas ainda são muitas, mas com a Escola Livre em grande perigo”, concluiu ela.

“Continuamos na Segundona, e que grande jogo eu vi na Parede!”, exclamou o ALÉU. “A rapaziada de Valado de Frades jogava a última cartada, entrada forte com dois golos de vantagem, reação dos locais, que chegaram ao intervalo a perder por um, com sete marcados. Se a primeira parte foi boa, a segunda ainda foi melhor, cedo o Parede passou para a frente, ainda consentiu uma igualdade a 6 minutos do fim, mas os derradeiros cinco minutos foram de loucos, de novo dois de avanço para os da casa, com a Biblioteca ainda a conseguir chegar à quarta e derradeira igualdade no jogo, ficando a três pontos do Parede e Paço de Arcos – perdeu na casa do aflito Sintra - num dia em que o Candelária também jogou na Linha e venceu, dilatando para oito pontos a sua vantagem para os segundos classificados, numa altura em que estão doze em disputa, já lá por baixo o Grândola continua muito perto da Terceirona, mas ninguém já está despromovido, com seis formações – alentejanos incluídos - a querem fugir aos três lugares fatais”, finalizou ele.  

“A Terceirona foi a minha praia esta semana, sendo que por aqui ainda estamos a seis jornadas do fim da prova, com o Limianos na frente da série A e mais seis pontos que o Lavra, na série B lidera o OH Sports, com o Leiria e Marrazes a 4 pontos, o Alcobacense não jogou esta semana e foi ultrapassado pelo Tojal, que está na frente da série C com mais um ponto e mais um jogo, já na série D o Marítimo de Ponta Delgada segue tranquilamente na frente, com mais 16 pontos e mais três jogos que a equipa B do Sporting”, terminou o OLHA.

“Ou seja, tirando a equipa açoriana, ainda está tudo em aberto para a subida de divisão. Eu esta semana fui espreitar a Feminona, prova que por esta altura se disputa em dois grupos (1 e 2) de oito equipas, que se encaminham a patinadas largas para o fim, sendo que para os mais distraídos, recordo como vão ser as coisas quando terminar esta fase de grupos. Entramos então nos oitavos de final, que se vão disputar entre os quatro primeiros do grupo 2 e os quatro últimos do grupo 1, os quatro primeiros do grupo principal, que nesta altura são o Benfica, Turquel, Escola Livre e Feira, ficam à espera dos vencedores para jogarem os quartos de final, e daí até à final”.

“Uma matemática um bocadinho complicada”, gozou o OLHA. “Uma dúvida, todos esses jogos a eliminar são à melhor de três, certo?”.

“Exatamente, quem vencer duas vezes segue para a eliminatória seguinte, com o pormenor de que nenhum pode terminar empatado, recorrendo-se a prolongamento e grandes penalidades como último recurso. Depois desta comprida explicação, está na altura de me despedir até para a semana”.

“Adeus Tio, até sábado”.

Olhei para o relógio e conclui que a quarta-feira estava quase a chegar.

Há 50 anos vivíamos numa ditadura.

Que ninguém, NUNCA, se esqueça disso!

 

Cada vez mais perto de se soltarem os fogos em São João da Madeira, tivemos por lá a SACADA desta semana, dezanove golos marcados com destaque para Miguel Mateus (9) e João Gamelas (6), os dois guarda-redes da Briosa

 

Foi um jogo daqueles que o público adora, os treinadores nem por isso, mas um empate (8-8) é sempre uma excelente propaganda da modalidade.

A Biblioteca jogava neste jogo a possibilidade de se manter na corrida pela subida, Tiago Silva fez um poker e fica com O VELHO desta semana.

O Bar do Luís



A Bola no País das Maravilhas


Vedeta da Jornada

30ª jornada – Rodrigo Zalazar 



O Barbeiro de Serpa Nascido em Aljustrel


Comando Desportivo


As Capas








O Mundo da NBA



Alvorada do Avô


Lápis Azul

 

“Há 50 anos não havia Internet, certo?”, perguntou o ESPERTO.

“Como a conhecemos hoje não, mas ela surgiu na década de 1960, quando foi criada uma rede para fins militares. Apesar de não haver consenso sobre a data exata em que a Internet moderna surgiu, mas terá em meados da década de 1980”.

“Ou seja, há 50 anos nem Internet, nem democracia”.

“Por acaso era interessante se já houvesse redes sociais, pois nesse caso os polícias do lápis azul teriam muito mais trabalho”.

 

Até logo.

terça-feira, 23 de abril de 2024

O Avô em Ceroulas


A Mais ou a Menos

 

“Temos boas notícias em relação ao Europeu de futebol”, informou o ESPERTO.

“Pois já ouvi, parece que podem ser escolhidos 26 jogadores”.

“Não era a isso que eu me estava a referir, aliás, isso ainda não confirmado pela UEFA. A boa notícia é que Artur Soares Dias integra a lista dos 18 árbitros escolhidos para a prova, repetindo a presença na prova, ele que vai ser auxiliado por Pedro Ribeiro e Paulo Soares. Mas há mais, também no VAR vamos ter a estreia de Tiago Martins na prova”.

“Já percebi, jogadores ainda não sabemos quantos vão, mas árbitros vamos lá ter quatro”.

“Nem mais!”.

 

Já por várias vezes manifestei aqui o meu desagrado pelas decisões de Roger Schmidt como treinador do Benfica.

Felizmente que todos nós temos direito à nossa opinião – festejamos os 50 anos de liberdade de expressão – mas isso não nos permite agredir fisicamente pessoas de que não gostamos, imagens que vimos ontem em Faro.

Todos sabemos que muitos dos adeptos dos clubes – não de futebol – são insanos, incapazes de discernir e perceber que não se pode ganhar sempre.

Então não se pode manifestar o nosso desagrado em relação a um treinador ou jogador?

Pode, assobiando, mostrar uns lenços brancos, em último caso deixando de apoiar a equipa, agora quando esta fronteira é ultrapassada perde-se a razão da queixa.

Até porque a minha liberdade termina quando começa a do meu semelhante.

 

Até amanhã. 

O Casalinho do Henrique

À boss 

#23/04/2024# 


A Credencial


3º episódio – Norte a Sul Sem Álcool 

 

Estava na Nazaré a fazer a narração da Euro Beach Soccer League’2019 quando o Nuno Inácio me perguntou: “O que vais fazer na semana de 18 a 22 de julho?”.

Olhei para ele com curiosidade e respondi-lhe: “Nada de especial”.

“Boa, então vais fazer o Grande Prémio Estrada Nacional 2 para a ARIC (Associação de Rádios de Inspiração Cristã)”.

Confirmei a minha disponibilidade, ele disse-me que mais tarde me dava mais pormenores sobre esta prova de ciclismo que se ia realizar pela primeira vez, percorrendo a mítica EN2 de Chaves a Faro.

Não era a primeira vez que fazia trabalhos radiofónicos para a ARIC, pois já tinha feito a Volta a Portugal para esta cadeia de rádios locais, mas ser a única rádio presente era uma novidade, pois a prova foi para a estrada meio de surpresa, sendo que só me fazia companhia a TVI, um jovem jornalista sem qualquer experiência na matéria e que gostava de perguntar aos ciclistas se eles tinham gostado da paisagem.

Foram-me buscar a casa na véspera (17/07), apanhámos o João Fonseca – fotógrafo da prova - pelo caminho e chegámos a Chaves às 10 da noite.

Uma das minhas obrigações era ouvir todos os dias o Cândido Barbosa, diretor da prova, que além de outras declarações, explicava como era o percurso no dia seguinte, mas na cidade flaviense havia ainda muita ainda para ele resolver e só consegui falar com o Cândido perto das duas horas da manhã.

Mas como a hora de deitar não tem nada a ver com a hora de levantar, lá estava fresquinho pela manhã, até porque a partida era às 11 e meia da manhã e o hotel bem perto do local de arranque da 1ª etapa, Chaves – Castro Daire.

Andei a boleia com o Teixeira Correia, que era o speaker da prova, mas nesse dia estreie-me a conduzir o carro de uma das equipas – acho que de uma equipa do Bombarral - que tinha dois carros, mas só um condutor, pois o outro só estaria no local da chegada.



Nos dias seguintes fomos de Castro Daire a Pedrogão Grande, de lá até Montargil, ligação até Aljustrel e a 5ª e última etapa entre Ferreira do Alentejo e Faro.

Foram cinco dias bem passados, o espanhol Raúl Alarcón (W52 / FC Porto) venceu no primeiro dia e levou a amarela até ao fim, pelo que todos os dias falei com ele, sendo que em Aljustrel foi em dose dupla, pois o gravador, à primeira, estava desligado.

A prova devia ser realizada todos os anos, um ano partindo a norte e no seguinte a sul, mas ficou-se pela primeira e única edição... até hoje.

Desde 2019 até hoje a novidade foi que o doping retirou a vitória ao espanhol, entregando-a mais tarde ao seu compatriota Mario González (Sporting / Tavira).

Por acaso recordei-me agora de um pormenor engraçado.

Por essa altura estava a cerveja sem álcool, tal como agora.

 

Daqui a duas semanas temos o 4º episódio.

Economia de Luís Afonso