Se fosse a Cláudia, provavelmente influenciada pela sua estada em Espanha, diria: "Mira", ou seja olha, penso eu.
Na sexta-feira foi mais ou menos isso que eu mais a PP, a "Rita" Tang e a Milú, fomos fazer.
No âmbito de um trabalho para Atelier de TV, lá fomos calcorrrear as colinas de Lisboa em busca dos Miradouros da capital (percebem agora a introdução, mira, miradouro... bem, avancemos).
Foi um dia bem divertido, passado de forma alegre, com as minhas três companheiras a fazerem uma excelente equipa.
Só faltou a Kieza para o quinteto ficar completo.
Agora vamos passar à edição das imagens, ficando desde já a promessa de surgirem por aqui mais tarde.
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sexta-feira, 1 de janeiro de 2016
sexta-feira, 25 de abril de 2008
Gratuitos
Acho que tem o seu lado positivo. Jornais gratuitos. Todos os dias de trabalho, nas estações de comboio, no Metro, a cada esquina, lá está alguém a distribuí-los ou em self-service.Como são de borla toda a gente lhes pega, passa por lá os olhos e... pois é, aqui é que surge o problema. É que depois de os usarem, deixam-nos em qualquer sítio, nomedamente no chão.
Novos e velhos, brancos e pretos, homens e mulheres todos cumprem este ritual. O da falta de educação.
A Carris, e bem, lançou uma campanha para sensibilizar os leitores, para que o lixo, é para levar consigo e pôr... no lixo.
Deixo a foto com a ideia em jeito de apelo.
Gosto deste dia
Gosto deste meu lado... esquerdista. Do meu lado que dá tudo pelos outros.
Do meu lado que se esquece que nem todos pensam assim.
Há horas atrás, na aula de rádio, falando sobre o dia de hoje, recordei que fui do MRPP... esse, o mesmo do Durão Barroso. Do Arnaldo Matos. Dos murais pintados em longas paredes. Dos que, na escola, eram a alternativa aos comunistas.
Eram 15 anos plenos de irreverência, de vontade de ser do contra.
Hoje, 34 anos depois, gosto deste dia.
Gosto das pessoas que gostam deste dia.
Não gosto das que não gostam deste dia.
quinta-feira, 20 de março de 2008
A melhor quinta
Desde que trabalho para este patrão, já lá vai um quatro de século, sempre me recordo da quinta-feira santa como um dia de almoço prolongado, de agradável confraternização com colegas de trabalho, que geralmente termina tarde, algumas vezes já ao jantar.Hoje, não fugiu à regra e lá fui com o meu Gang do Almoço, reforçado pelo Tó e pelo Caçador, ao encontro de uma bela cabeça de peixe.
Devia haver mais dias assim, quintas ou não.
Trabalho, almoço e casa.
terça-feira, 4 de março de 2008
Também tenho um Vaio
Já que os meus amigos Ouriço e Now Katrineta andam às voltas com os seus Vaio’s, acho que posso dar a minha modesta contribuição.Também eu tenho um Vaio – sim, sim, é verdade – que sempre se portou bem.
Mas um dia começou a dar sinais de fadiga. Fiquei preocupado, mas antes de qualquer solução, sentei-me à mesa com ele, conversámos demoradamente, bebemos um whisky em conjunto e... a coisa ficou resolvida, definitivamente.
Ele continua a trabalhar, ligado à máquina, é certo, mas não tenho coragem de o mandar assim, meio embriagado, para longe de mim.
Complicadas as máquinas, principalmente quando ficam dependentes do álcool.
segunda-feira, 19 de novembro de 2007
Ela chegou
Estava à espera dela há algum tempo.No meu cérebro a contradição era clara. O hemisfério esquerdo suspirava por ela, mas o lado oposto, nem queria pensar na sua chegada.
Lá por casa tudo estava como no Verão. Casacos e camisas, continuavam tranquilamente guardados, também eles esperando a sua chegada.
Hoje ela chegou, bem cedo, ainda o sol não tinha nascido.
Quando me viu, bem cedo, deu-me uma chapada, forte, que me deixou irritado... e molhado.
Chegou a chuva.
quinta-feira, 25 de outubro de 2007
Louras e amendoins
Com o aproximar do final desta, curta, semana de férias, hoje aproveitei um intervalo nas leituras escolares, para fazer um lanche, rico em colestrol.Uns amendoins com cerveja.
E se há coisas de que eu gosto, é de amendoins.
É certo que comidos em quantidade elevada, fazem mal, dão-nos volta à barriga.
Já passei por dois ou três sustos, mas mesmo assim, de tempos em tempos, lá marcham uma mão cheia deles.
Com umas louras bem fresquinhas.
sábado, 13 de outubro de 2007
Ai, ai...
Neste meu caminhar diário, casa , trabalho, universidade, casa, sou um adepto incondicional dos transportes colectivos.CP e Carris ajuda-me a chegar aos locais onde preciso estar, com a vantagem que vou lendo um livro, um jornal ou alguns apontamentos, aproveitando desta forma o pouco tempo disponível nas 24 horas.
Faz-me até confusão porque é que os que têm de se deslocar diariamente para Lisboa, continuam a vir no seu automóvel.
Somos um povo estranho.
Ontem quando caminhava para casa, num excelente Inter-Regional, foquei a minha atenção em dois jovens, na casa dos vinte anos, estudantes universitários, que falavam de futebol: "Já sabes que hoje perdemos com a Bulgária, em Sub-21?", ao que o outro respondeu: "Ai foi? Quem é o treinador?". Resposta rápida: " É o Couceiro".
E logo saiu a revolta: "Ah, pois claro com esse...".
Um dos nossos problemas, é que temos a mania de falar de tudo, mesmo que não façamos a mínima ideia do assunto que se fala.
Ai, ai...
sexta-feira, 12 de outubro de 2007
Cem contos
Andava à procura de uma foto, quando descobri este recorte de jornal.Recordo-me como se fosse hoje.
Tinha chegado a casa, depois de mais um jogo de andebol no campeonato do Inatel.
Liguei o computador, procurei o site em busca da classificação semanal, e... apareceu o meu nome!
Nem acreditei.
A família estava a dormir.
Não os acordei.
Esperei pelo dia seguinte.
Levantei-me mais cedo que o habitual e acordei-os.
Resmungando, mãe e filho, expliquei-lhes que precisávamos de ver uma coisa no PC.
Com os olhos arregalados, fizemos uma pequena festa.
Transformámos o prémio numa excelente viagem à Madeira, num fim-de-semana alargado, tipo lua-de-mel, versão 2.
Por vezes a sorte está ao virar da esquina.
Criancinhas
Este texto chegou-me só hoje ao conhecimento. Porque não leio a Visão.O jornalista Miguel Carvalho escreveu, a revista publicou em 01/03/2007.
Como só deixo posts de artigos com os quais concordo, aqui está este.
Numa altura em que o Governo se prepara, através de incentivos financeiros, para tentar aumentar a natalidade.
Bom, seria que escolhesse a via educacional, não para a dilatar a família, mas para aumentar a formação, leia-se educação de pais e filhos.
A criancinha quer Playstation. A gente dá.
A criancinha quer estrangular o gato. A gente deixa.
A criancinha berra porque não quer comer a sopa. A gente elimina-a da ementa e acaba tudo em festim de chocolate.
A criancinha quer bife e batatas fritas. Hambúrgueres muitos. Pizzas, umas tantas. Coca-Colas, às litradas. A gente olha para o lado e ela incha.
A criancinha quer camisola adidas e ténis nike. A gente dá porque a criancinha tem tanto direito como os colegas da escola e é perigoso ser diferente.
A criancinha quer ficar a ver televisão até tarde. A gente senta-a ao nosso lado no sofá e passa-lhe o comando.
A criancinha desata num berreiro no restaurante. A gente faz de conta e o berreiro continua.
Entretanto, a criancinha cresce. Faz-se projecto de homem ou mulher.
Desperta.
É então que a criancinha, já mais crescida, começa a pedir mesada, semanada, diária. E gasta metade do orçamento familiar em saídas, roupa da moda, jantares e bares.
A criancinha já estuda. Às vezes passa de ano, outras nem por isso. Mas não se pode pressioná-la porque ela já tem uma vida stressante, de convívio em convívio e de noitada em noitada.
A criancinha cresce a ver Morangos com Açúcar, cheia de pinta e tal, e torna-se mais exigente com os papás. Agora, já não lhe basta que eles estejam por perto. Convém que se comecem a chegar à frente na mota, no popó e numas férias à maneira.
A criancinha, entregue aos seus desejos e sem referências, inicia o processo de independência meramente informal. A rebeldia é de trazer por casa. Responde torto aos papás, põe a avó em sentido, suja e não lava, come e não limpa, desarruma e não arruma, as tarefas domésticas são «uma seca».
Um dia, na escola, o professor dá-lhe um berro, tenta em cinco minutos pôr nos eixos a criancinha que os papás abandonaram à sua sorte, mimo e umbiguismo. A criancinha, já crescidinha, fica traumatizada. Sente-se vítima de violência verbal e etc e tal. Em casa, faz queixinhas, lamenta-se, chora. Os papás, arrepiados com a violência sobre as criancinhas de que a televisão fala e na dúvida entre a conta de um eventual psiquiatra e o derreter do ordenado em folias de hipermercado, correm para a escola e espetam duas bofetadas bem dadas no professor «que não tem nada que se armar em paizinho, pois quem sabe do meu filho sou eu».
A criancinha cresce. Cresce e cresce. Aos 30 anos, ainda será criancinha, continuará a viver na casa dos papás, a levar a gorda fatia do salário deles. Provavelmente, não terá um emprego. «Mas ao menos não anda para aí a fazer porcarias».
Não é este um fiel retrato da realidade dos bairros sociais, das escolas em zonas problemáticas, das famílias no fio da navalha? Pois não, bem sei. Estou apenas a antecipar-me. Um dia destes, vão ser os paizinhos a ir parar ao hospital com um pontapé e um murro das criancinhas no olho esquerdo.
E então teremos muitos congressos e debates para nos entretermos.
segunda-feira, 8 de outubro de 2007
A vida
Estive a ganhar coragem durante semanas.A mudança era demasiado radical, carecia de grande capacidade de envolvimento e sofrimento.
No dia escolhido, à mesa do café, as palavras saíram trôpegas, atrapalhadas.
A resposta não chegou... logo. Mas chegou. E boa.
Ultrapassámos montes e vales, más vontades e invejas.
Por vezes escorregamos, nas nossas próprias armadilhas.
Mas levantamo-nos, sacudimos os escombros e seguimos em frente, mais fortes do que nunca.
O pacto instituído naquela mesa é inviolável, apesar dos ventos que, por vezes, sopram de lugares desconhecidos.
Isto é a vida.
quinta-feira, 4 de outubro de 2007
Ouriço
Já tardava.Em rádio, ouvimos uma voz e imaginamos como será o personagem.
Nos blogues, personificamos quem está do lado de lá do teclado, projectado na forma como escreve.
Talvez por ter tido acesso a informação privilegiada, mas nunca fotográfica, a minha imaginação não se tornou surpresa.
O Ouriço já era assim para mim.
Parabéns.
quinta-feira, 27 de setembro de 2007
Os sinais da Terra
Conforme referi na Efeméride, comemora-se hoje os cinquenta anos do “nascimento” do Vulcão dos Capelinhos, na ilha do Faial, Açores.Descobri um sítio dedicado a esta comemoração, donde recolhi parte de um texto sobre o assunto, com uma descrição dos acontecimentos:
A ilha do Faial, à semelhança de todas as restantes ilhas dos Açores, é de génese vulcânica e desenvolveu-se em 4 fases, temporalmente espaçadas. A mais antiga deve-se ter iniciado há cerca 800 mil anos e dela resultam as "lombas" da Ribeirinha, de Pedro Miguel e da Ponta da Espalamaca. A fase mais recente de cresimento da ilha enquadra o alinhamento de cones vulcânicos da zona do Capelo cujo extremo ocidental corresponde exactamente ao Vulcão dos Capelinhos.
Desse modo o Vulcão dos Capelinhos é uma das provas de que muitas das ilhas dos Açores se encontram divididas em sectores vulcânicamente activos o que, em termos práticos, significa que ao longo dos séculos irão surgir episódios vulcânicos em diversas parcelas insulares.
O Vulcão dos Capelinhos é um dos mais paradigmáticos do mundo da Vulcanologia não só pela continuidade das respectivas observações mas também pela originalidade dos seus processos evolutivos. Ou seja, Capelinhos foi o exemplo sequencial do nascimento e desenvolvimento das ilhas açorianas: iniciou-se como vulcão submarino e terminou como vulcão terrestre.
Capelinhos não apareceu de um momento para o outro. Antecederam-se períodos de actividade sísmica, iniciados nos primeiros dias de Maio de 1957 e cujos máximos energéticos se processaram entre 16 e 27 de Setembro de 1957.
Na madrugada do dia 27, com a terra balançando continuadamente, os "vigias da baleia" do Costado da Nau, a escassos metros acima do Farol dos Capelinhos, notaram o oceano revolto a meia milha da costa, para os lados de oeste. Assustados, desceram ao farol, alertaram os faroleiros e os seus companheiros de baleação, no porto do Comprido. Não era baleia, nem cachalote nem outro bicho qualquer – o mar entrava em ebulição e havia cheiros fétidos!!
Chamaram-se as autoridades e lanchas e botes baleeiros zarparam para o porto do Castelo Branco. As famílias fizeram trouxas e foram juntar-se aos baleeiros. Às 7 horas o oceano já "fumegava" abundantemente e às 8 horas surgiram as primeiras cinzas, como jactos de criptoméria. Assim começou a fase submarina do Vulcão dos Capelinhos. Horas mais tarde apareceram outras 3 chaminés, num total de 4. Ao fim do dia havia uma coluna de vapor com mais de 4 Km de altura, visível de todas as ilhas centrais.
Em início de Outubro as cinzas (tipo areias e pó com alguns blocos intermitentes de basalto) eram tão volumosas que se gerou uma ilhota, em feitio de ferradura, com entrada do mar virada a sudoeste – passou a chamar-se a Ilha Nova. Quando o vento rodava para oeste as cinzas caíram no Faial e destruíram tudo o que era vegetação. E com o tempo começaram a cobrir casas, quintais, pastos e caminhos.
Entre 29 e 30 de Outubro a primeira Ilha Nova desapareceu mas a actividade reactivou-se em inícios de Novembro repetindo-se o fenómeno anterior (jactos de cinzas, blocos, nuvens ora altas ora anegradas com areias) - assim se formou a 2.ª Ilha Nova. Até então os cientistas ignoravam que, em tal tipo eruptivo, existiam amplos deslocamentos do fundo do mar. Foi a primeira lição dos Capelinhos...
Em Novembro a ilhota ligou-se aos antigos ilhéus dos Capelinhos (restos de erupção idêntica mais antiga) e daí surgiu um istmo até à ilha do Faial, prolongando-a.
No dia 16 de Dezembro de 1957, perante o espanto de muitos curiosos, em vez de cinzas o Vulcão dos Capelinhos passou a lançar exuberantes repuxos de basalto fundido – um espectáculo emocionante!!! Nos fins de Dezembro regressou a fase de cinzas e uma vez ou outra observaram-se sinais de lava, especialmente ao longo de crateras alinhadas. A terra tremia continuadamente – era o tremor vulcânico, fenómenos explicado pelos cientistas que entretanto foram chegando dos quatro cantos do mundo. Entre eles veio Tazieff, o célebre vulcanólogo belga, que se tornou grande amigo das gentes do Faial e com quem convivi durante anos e anos.
Durante o primeiro trimestre de 1958 predominaram os episódios de actividade submarina com emissão de jactos de cinzas cipressóides, pontiagudos, alguns impressionantemente altos e volumosos. Quando o vento rondava a oeste, na ilha do Faial era uma desgraça. As cinzas chegaram à cidade da Horta e o cheiro a enxofre invadia todo e qualquer lugar.
Os centros vulcânicos migraram mais para leste, aproximando-se da "ilha velha". Além das cinzas, alguns blocos bombardeavam o farol, por sorte não atingindo os numerosos "mirones", a mais de 1 Km de distância. Durante esses 4 meses, desde Janeiro de 1958, Capelinhos exibiu numerosas variantes de actividade submarina. O istmo alargou e a "Ilha Nova" já se encontrava integrada no Faial, a "ilha velha". Constituíram-se praias longas que encheram as baias do Varadouro e da Praia do Norte.
Em Maio de 1958 a paisagem do Vulcão dos Capelinhos sofreu profundas alterações: a fase submarina de cinzas passou a stromboliana, de bagacinas incandescentes, e na noite de 12 para 13 apareceu um lago de lava muito fluida com altos repuxos de basalto em fusão. Entretanto o centro Vulcão da Caldeira explodiu e emitiu cinzas muito finas, acinzentadas. Felizmente essa fase vulcânica concentrou-se nos Capelinhos e a caldeira não prosseguiu.
A noite de 12 para 13 a ilha do Faial foi sacudida por violenta crise sísmica e algumas falhas geológicas deslocaram-se. Na área exterior da Caldeira algumas falhas geológicas subiram 1,5 metros e em outros sítios da Praia do Norte abriram-se fendas de 2 metros de largura. Aliás todo o casario da Praia do Norte colapsou e no Norte Pequeno e no Capelo muitas habitações sofreram danos importantes. Não morreu ninguém porque o eng.º Frederico Machado recomendou ao Governador Freitas Pimentel, no início da noite de 12 para 13, que a população se retirasse das suas casas. Foi uma decisão arriscada e notável!!! Recordo-me bem desses avisos...
De Maio em diante o Vulcão dos Capelinhos passou inteiramente à fase terrestre, com emissão de bagacinas incandescentes e longos rios de lava fluida, ora em "lajedos" (tipo pahoehoe) ora em "biscoito" (tipo aa). Tal regime, que aumentou substancialmente a área da "terra nova" e que edificou o cone de bagacinas cujos restos presentemente se observam, permaneceu até Outubro de 1958. Foram emitidos 24 milhões de metros cúbicos de rocha basáltica em fusão.•
No dia 24 de Outubro de 1958, sem aviso prévio, ocorreram as derradeiras explosões strombolianas, de bagacinas avermelhadas. No dia 25 iniciou-se o processo de desgasificação, de arrefecimento e de erosão que perdura até aos tempos actuais.
O texto é da autoria de Victor Hugo Forjaz, vulcanólogo da Universidade dos Açores e do Observatório Vulcanológico e Geotérmico dos Açores.
in Vulcão dos Capelinhos
domingo, 23 de setembro de 2007
Adão e Eva
Por necessidade familiar, estive durante vários minutos numa loja de um centro comercial, nos arredores de Lisboa, onde se comercializa roupa e afins.Do meu ponto de observação dei conta de situações muito interessantes.
As coisas que as pessoas fazem.
Desde de irem experimentar peças, uma a uma, sem qualquer intenção de comprar, até ao desdobrar de tudo o que lhes aparece pela frente, sem qualquer preocupação de arrumação, tudo por aqui podemos vislumbrar.
Mas mais rídiculo é a forma como as pessoas andam actualmente vestidas.
O que se passa?
Há algum concurso para encontrar os mais pirosos?
Adão e Eva voltem que estão perdoados.
sábado, 8 de setembro de 2007
Modernices
Estamos sempre a encontrar coisas novas.Hoje fui comprar uma cadeira para a secretária do Ricardo, para substituir a actual que estava num estado deplorável.
Aproveitei para procurar um teclado para adaptar ao portátil, que tem, naturalmente, as teclas pequenas e como os meus dedos estão como eu, gordos, dificulta um pouco a redacção.
E não é que encontrei uma modernice preparada para isso mesmo?
Fica a foto do objecto.
E garanto que o material provoca um extremo conforto na escrita, além de outras potencialidades, como mais portas USB.
Juro que não tenho comissão nas vendas.
domingo, 2 de setembro de 2007
Experiência única
Por causa dos campeonatos de Mundo de Atletismo, que hoje terminaram em Osaka, com uma boa recordação de ouro para Portugal e para Nélson Évora, recordei-me das minhas duas participações em pista de tartan, no Jamor, à altura a única em Portugal.Na altura, no desporto escolar, integrando uma selecção da Escola Secundária Gago Coutinho, em Alverca. A minha capacidade devia ser grande, pois foi escolhido para os 100 e 1.500 metros!?
Na distância maior só me recordo que não fiquei em último, mas por lá perto...aquilo nunca mais acabava.
No 100 metros participei na estafeta. Eu, o Gonçalves, o Veríssimo e o Vicente. Fiz a segunda parte. Era uma eliminatória que apurava os dois primeiros para a final.
Praticamente, não tínhamos treinado as transmissões, porque...não havia nenhum local para isso na Escola.
No Jamor as coisas até começaram bem. Luta pela qualificação, com o Vicente a entrar no último percurso em segundo. Grande passada, mas...a 20 metros do final, ele desequilibrou-se, procurou não cair, no entanto... pé para cá, pé para lá...ficámos em último.
A minha única experiência em pista.
sábado, 1 de setembro de 2007
Primeiro olhar
Já nos tínhamos ouvido antes, mas há 19 anos surgiu o primeiro aceno, o primeiro olhar.Foi nos estúdios da Rádio 2000. A Célia estava a fazer o magazine de informação, o Jornal Meia-Uma e eu fui lá buscar uma cassete com o hino do Futebol Clube de Alverca que fazia nesse dia 49 anos.
Eu fazia, alternadamente com o Manel-Zé Madeira, uma intervenção desportiva no tal magazine informativo, durante os sessenta minutos da hora de almoço. Era assim uma espécie de informação entre notas, em escudos, na altura.
Nesse dia 1 de Setembro de 1988 eu queria passar o hino do clube da terra.
O hino tocou e o primeiro olhar ficou.
O início de um grande amor.
quinta-feira, 30 de agosto de 2007
Calendário normalizado
Hoje sinto-me cansado, mais do que o habitual.Porque será?
Talvez da idade... talvez não.
O Ricardo começou os treinos do hóquei.
O pontapé de saída do transporte calhou à Célia.
Mais uma temporada, de novo no Alenquer, mas mais exigente. Andamos nisto há dez anos...sem arrependimentos.
Domingo começa o ténis, para os dois.
Mais duas semanas e chegam aulas. As minhas e as dele.
Trata-se do calendário a voltar ao normal.
domingo, 5 de agosto de 2007
Saragoça - 4º capítulo
Duas ideias para terminar esta passagem por Saragoça.Quando por cá tanto se fala de produtividade, detectei um bom exemplo por aqui. Um bar/restaurante com uma esplanada, com grande movimento, que tinha apenas três empregados: um ao balcão, um nas mesas, que também dava uma ajuda no serviço e um outro na cozinha. E apesar da forte afluência de público, a espera não era demasiada e a boa disposição prevalecia.
Se fosse por cá era preciso o dobro das unidades.
Por último, já que estamos a falar de locais gastronómicos, estes espanhóis são danados para os petiscos.
Principalmente à noite, aconchegam o estômago com pequenas refeições, onde se destacam o presunto, os enchidos e os ovos estrelados.
Por estas bandas as galinhas não devem ter descanso. Nem os porcos.
Saragoça - 3º capítulo
Uma das curiosidades que eu queria satisfazer, nesta visita a Saragoça, era conhecer e perceber o que era o Parque Del Tio Jorge.Pronto, agora já vi.
Estamos a falar de 160.000 metros quadrados de área ajardinada, situado na periferia da cidade, perto da zona onde se vai realizar a Expo-2008, na margem esquerda do Rio Ebro.
Está a beneficiar de obras há alguns meses, ficando numa zona, aparentemente, das mais pobres da urbe.
Um local bem agradável, que durante a Exposição Mundial, será palco de descanso nas imensas zonas relvadas.
Mas quem foi o Tio Jorge?Trata-se de um personagem da história de Saragoça.
Era um velho lavrador que em 1808 ajudou na defesa da cidade, frente à invasão francesa.
É considerado um exemplo de patriotismo na luta contra os invasores.
Deixo aqui um foto da estátua do homem que deu o nome ao Parque, que se encontra bastante degradada. Esta fica situada no interior do mesmo, havendo, apesar do processo de recuperação, diversas mostras de pinturas despropositadas, tirando a beleza a alguns locais.
Coisas que não acontecem só em Portugal.
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