sexta-feira, 19 de janeiro de 2007

Rádio 2000

A bandeira da 2000 Logo no início desta aventura bloguista, fiz uma pequena referência a ela. Depois, por força do trágico desaparecimento da nossa Leonor, emergiu de dentro de nós, os que a ajudaram a crescer, os que fizeram dela uma adolescente, para depois ser covardemente assassinada pelas costas, uma enorme vontade de nos reencontrarmos.
Através da Internet, temos vindo, paulatinamente, a recuperar o nosso espírito e camaradagem que existia na nossa saudosa Rádio 2000.
Em Abril de 1989, apesar de já correrem rumores, saiu uma notícia no jornal O Diário (já desaparecido) que confirmava os nossos receios. Tinhamos sido afastados.
Nessa altura estava em curso uma formação do Cenjor, nos estúdios da Rádio, onde vários de nós participavamos, sendo que nesse distante dia vinte e quatro decorria um simulador noticioso. Mantivemos a galhardia e o profissionalismo, na altura elogiado pelo Adelino Gomes e restantes colegas formadores. Fizemos o melhor que sabiamos.
Hoje, vou recuperar um texto que escrevi nessa data e que a Elsa Furtado leu com tristeza, durante um noticiário da referida formação:

"Não foi ainda publicado no Diário da República, mas O Diário de hoje notícia que as duas frequências disponíveis no nosso concelho foram atribuídas às rádios Lezíria e Ateneu de Vila Franca de Xira.
Num processo marcado por graves atropelos e irregularidades, a exclusão da Rádio 2000, com todo o cheiro a manobra política, é uma forte machadada no desejo de todos os habitantes do concelho, que esperavam ansiosamente o regresso desta Rádio que lhes era tão querida.
E as dezenas de jovens colaboradores da Rádio 2000 vêm-se, mais uma vez, impedidos de fazerem de borla aquilo que gostam.
QUE RAIO DE PAÍS ESTE!"

Foi uma grande canalhice.

quinta-feira, 18 de janeiro de 2007

Mundo virtual

As crianças, a solidão e a fome Já por várias vezes aqui falei delas, das crianças. Hoje, aproveitando um mail recebido, deixo-vos uma história ficcionada, mas que ultrapassa, infelizmente, a realidade. É extensa, mas leiam-na até ao fim.

Entrei apressado e com muita fome no restaurante. Escolhi uma mesa bem afastada do movimento, porque queria aproveitar os poucos minutos que dispunha naquele dia, para comer e acertar alguns bugs de programação num sistema que estava a desenvolver, além de planear a minha viagem de férias, coisa que há tempos que não sei o que são.
Pedi um filete de salmão com alcaparras em manteiga, uma salada e um sumo de laranja, afinal de contas fome é fome, mas regime é regime não é? Abri o meu portátil e apanhei um susto com aquela voz baixinha atrás de mim:
- Senhor, não tem umas moedinhas?
- Não tenho, menino.
- Só uma moedinha para comprar um pão.
- Está bem, eu compro um.
Para variar, a minha caixa de entrada está cheia de e-mail. Fico distraído a ver poesias, as formatações lindas, rindo com as piadas malucas. Ah! Essa música leva-me até Londres e às boas lembranças de tempos áureos.
- Senhor, peça para colocar margarina e queijo.
Percebo nessa altura que o menino tinha ficado ali.
- Ok. Vou pedir, mas depois deixas-me trabalhar, estou muito ocupado, está
bem?
Chega a minha refeição e com ela o meu mau-estar. Faço o pedido do menino e o empregado pergunta-me se quero que mande o menino ir embora. O peso na consciência, impedem-me de o dizer. Digo que está tudo bem. Deixe-o ficar. Que traga o pão e mais uma refeição decente para ele. Então sentou-se à minha frente e perguntou:
- Senhor, o que está fazer?
- Estou a ler uns e-mail's.
- O que são e-mail's?
- São mensagens electrónicas mandadas por pessoas. É como se fosse uma carta, só que via Internet (sabia que ele não ia entender nada, mas pensei que seria uma forma de evitar uma quantidade de perguntas)
- Senhor, você tem Internet?
- Tenho sim, essencial no mundo de hoje.
- O que é Internet ?
- É um local no computador, onde podemos ver e ouvir muitas coisas, notícias, músicas, conhecer pessoas, ler, escrever, sonhar, trabalhar, aprender. Tem de tudo no mundo virtual.
- E o que é virtual?
Resolvo dar uma explicação simplificada, sabendo com certeza que ele pouco
vai entender e deixar-me-ia almoçar, sem culpas.
- Virtual é um local que imaginamos, algo que não podemos tocar, apanhar,
pegar... é lá que criamos um monte de coisas que gostaríamos de fazer. Criamos as nossas fantasias, transformamos o mundo em quase como queríamos que fosse.
- Que bom isso. Gostei!
- Menino, entendeste o significado da palavra virtual?
- Sim, também vivo nesse mundo virtual.
- Tens computador? - Exclamo eu!
- Não, mas o meu mundo também é vivido dessa maneira...virtual. A minha mãe fica todo dia fora, chega muito tarde, quase não a vejo, enquanto eu fico a cuidar do meu irmão pequeno que vive a chorar de fome e eu dou-lhe água para ele pensar que é sopa. A minha irmã mais velha sai todo dia também, diz que vai vender o corpo, mas não entendo, porque ela volta sempre com o corpo. O meu pai está na cadeia há muito tempo, mas imagino sempre a nossa família toda junta em casa, muita comida, muitos
brinquedos de natal e eu a estudar na escola para vir a ser um médico um dia.
Isto é virtual não é senhor?
Fechei o portátil, mas não fui a tempo de impedir que as lágrimas caíssem
sobre o teclado. Esperei que o menino acabasse de, literalmente, devorar o prato dele, paguei e dei-lhe o troco, que me retribuiu com um dos mais belos e sinceros sorrisos que já recebi na vida e com um: "Brigado senhor, você é muito simpático".
Ali, naquele instante, tive a maior prova do "virtualismo" insensato em que vivemos todos os dias, enquanto a realidade cruel nos rodeia de verdade e fazemos de conta que não percebemos
.

Não lhe peço que reenvie esta história a vinte amigos. Apenas lhe peço que a leia e reflicta sobre ela.

quarta-feira, 17 de janeiro de 2007

Três meses

A entrada principal da UnI Apesar dos defeitos que tenho não sou mentiroso. Vem isto a propósito de ontem ter aqui escrito que não falava mais, para depois ter voltado a postar, mas foi por obrigação académica, na sequência de um trabalho universitário. Coisas do Professor Bruno Júlio.
Aproveitando a deixa e três meses após a minha introdução na blogosfera, penso que ainda não contei como fui parar à Universidade Independente, numa altura em que os cabelos brancos já eram mais que os outros.
Tudo começou numa brincadeira com a minha filha Cláudia. Ela ia fazer alguns exames do 12º ano para melhorar notas e andava um pouco desanimada. Para a espicaçar disse-lhe que ia fazer Português e História, para ver quem tirava a melhor nota.
Comprei os livros e guardei-os bem guardados, para não se estragarem. Ela fez as nossas inscrições, mas aí, para mim, já só em Português, pois os “calhamaços” históricos eram demais para as minhas meninges.
Lá fui fazer o exame, praticamente só lendo os Maias e pouco mais. Mesmo assim…dez.
E agora, o que faço com isto? E a resposta está à vista. Meio curso praticamente concluído (passou de quatro para três anos por causa do Bolonha) e uma enorme vontade de continuar a estudar.
Talvez um mestrado, quem sabe?

terça-feira, 16 de janeiro de 2007

Um golo... ao gordo da contabilidade

Mais um momento brilhante do Gato Fedorento.
A confirmação de uma forma inteligente de fazer humor.

Desilusão

O verdadeiro beco sem saída A manhã nasceu hesitante entre o sono e a tristeza. Nem o banho me reconfortou o espírito. A rotina normal, hoje manchada de nevoeiro, conduz-me até ao local de trabalho.
Acho que o desconforto da frustração, leva-me, por vezes, até ao final da rua da minha desilusão. É uma rua sem saída.
O meu anjo da guarda chega, deixando uma mensagem de ânimo.
Que me falta às vezes.
Hoje não quero dizer mais nada.

segunda-feira, 15 de janeiro de 2007

Bicharada

Desde que vivo na minha casa, sempre me recordo de ter bichos a fazerem-me companhia. Em tempos tive piriquitos e um hamster. Actualmente a frota é composta por três animais: uma caturra, um coelho e um esquilo. Vou falar um bocadinho deles.

Tintim Tintim, a caturra foi o primeiro a chegar, há mais de quatorze anos, vindo de Santa Cruz. Apesar do nome, é uma fêmea e muito senhora do seu nariz, perdão, do seu bico, não dando grandes confianças. Mantêm um bom relacionamento com os vizinhos, que passam por perto, oferecendo, a alguns, umas assobiadelas. A mim, nem pó. Já teve uma aventura com o gato de uma vizinha. Este atacou-o dentro da gaiola, tombou-a, ferrando-lhe umas valentes arranhadelas, que quase lhe iam levando uma asa, mas sobreviveu, tendo-a recuperado pelos seus próprios meios.

Bunny Depois, há cerca de dois anos, chegou o Bunny, que, como se depreende da originalidade do nome, é um coelho. É meigo, apesar das dentadas que me dá, de vez em quanto. Gosta de passear pela casa e virar os tapetes. Mas do que ele gosta mais é de fios, eléctricos e não só. Que o diga o cabo do carregador do telemóvel do Ricardo.
Tem tido algumas problemas de saúde. Primeiro com o pêlo, mas que a Célia recuperou com grande devoção, mais tarde, ficou cego de uma vista, mas continua animado e brincalhão.

Fly, the second O último a chegar foi o Fly, the second. O esquilo é um animal desconfiado, parece sempre "stressado", como gosta de dizer a minha "lindona". Adora avelãs, que come com grande destreza. A razão do nome, é a parte mais engraçada desta história.
Quando o fui comprar, levei uma gaiola e assim que o dono da loja o colocou lá dentro, ele fugiu de imediato, porque as grades da dita eram muito largas. Fugiu porta fora, subiu para cima de uma árvore, ainda andamos a tentar apanhá-lo, mas a missão tornou-se impossível, apesar da ajuda e bom vontade dos que por ali passavam na altura. Este seria o Fly, the first.

Dão algum trabalho, mas fazem-nos companhia. Gostamos deles. É a nossa bicharada e já fazem parte da família.

domingo, 14 de janeiro de 2007

Domingos de "bola"

Tenho saudades do futebol às três da tarde. Lembram-se concerteza das romarias, aos domingos para ir à "bola". Cestos com farnel, garrafões e principalmente os “catraios” de mãos dadas com os pais, alindavam as tardes que antecediam os jogos de futebol.
São tempos distantes, que nos deixam saudades, para os que gostam deste desporto espectacular.
Para recuperarmos o orgulho pela modalidade, deixo um conjunto com dez dos melhores golos, marcados na Premier League britânica.
A qualidade do vídeo não é a melhor mas os golos são fabulosos.

sábado, 13 de janeiro de 2007

Bom exemplo

Volto ao assunto. É habitual dizermos, que o futuro é das crianças. Veja os exemplos que não devemos dar.

Esta campanha intitulada: Children see, children do. Make your influence positive, (As crianças vêm, as crianças fazem. Utilize a sua influência de forma positiva), é uma excelente iniciativa da organização não governamental australiana, Amigos da criança, que deveria passar na televisão portuguesa.
Aproveite o que de mau é transmitido neste pequeno filme, mostrando às crianças o que precisam de fazer para mudar este nosso mundo.

sexta-feira, 12 de janeiro de 2007

Na Suécia, por exemplo

Podia ser num parque de estacionamento como este Conforme prometi ontem, deixo aqui uma história reveladora das diferenças de comportamento e mentalidade dos portugueses em relação a outros povos.

José, técnico informático, foi trabalhar seis meses para a Suécia. Ficou instalado num hotel, nos subúrbios de Estocolmo, a cerca de cinquenta quilómetros do local da fábrica.
Todos os dias, Ralf, alemão de nascimento, mas sueco por adopção, seu colega de trabalho, passava no hotel e transportava José. Chegavam cerca de trinta minutos antes da hora de entrada e estacionavam o automóvel no extremo oposto à fabrica, apesar do parque de estacionamento se encontrar praticamente deserto. José estranhou, mas não comentou.
Os dias foram-se passando, e a cena repetia-se, até que um dia ele perguntou a Ralf: “Se o parque está vazio, porque não estacionamos mais perto da entrada?”. Ele sorriu e explicou: “Nós chegamos cedo, temos tempo para ir a pé, sem chegarmos atrasados. Os lugares mais perto da fábrica ficam para os nossos colegas que, por qualquer motivo, só podem chegar em cima da hora”.


É claro que se trata de uma questão de educação. Mas também é evidente que temos que ser nós a fazer algo, começando por incutir este espírito nas nossas crianças, dando nós o exemplo.

quinta-feira, 11 de janeiro de 2007

Pelo menos um

Descontando as dimensões do local da foto, é mais ou menos como descrito no texto Confesso que me irrita. Todo o que diga respeito à falta de civismo, deixa-me com os nervos em franja. O egoísmo e a falta de educação dos portugueses chega a ser desesperante.
O Ricardo já me diz: “Só falta colocarem os automóveis dentro da escola, não é pai?”.
Eu explico. O estabelecimento de ensino que frequenta o meu filho, tem duas vastas zonas de estacionamento. Mas mesmo assim, não chega. E não chega porque? Simplesmente, porque, faça chuva ou faça sol, os pais e mães dos meninos, têm que, forçosamente, colocar os meios de transporte, leia-se automóveis, a pelo menos dez centímetros do portão da Escola, não vá o menino ou menina perderem-se.
Claro que quando toca a campainha e a rapaziada começa a sair, é o caos, com toda a gente a querer ser o primeiro a partir.
Já experimentaram a estacionar os carros nos locais marcados, para ver o que acontece? Vá lá, façam um esforço. O respeito pelo próximo é tão bonito.
Amanhã, vou contar uma história sobre o respeito pelo nosso semelhante, bem indicadora da mentalidade de outros países.
Mas vou continuar a escrever sobre este tema. Pode ser que de entre todos, os que têm a paciência de ler o meu blog, algum seja um dos muitos prevaricadores e mude de atitude. Um já era bom.

quarta-feira, 10 de janeiro de 2007

Um belo olhar

A minha Célia Estou em perfeita sintonia com o branco e azul, não o do Dragão, mas o do Ouriço. É que estes dias, tristes e cinzentos, deixam-nos assim...vazios. Nestas alturas, uma boa solução é recordar-nos de coisas alegres.
Vou buscar um excerto de um texto que escrevi há algum tempo, onde revivo um momento importante da minha vida.

Era uma sexta-feira à tarde, do mês de Setembro e os “alunos” previamente inscritos compareceram cedo no local. O entusiasmo era grande, também muito devido à juventude assinalável da maioria dos participantes. Salvo raras excepções, onde eu me incluía, tratavam-se de “teens”, ávidos de conhecimentos, mas carregados de irreverência. Um dos muros que rodeavam as instalações era o alvo privilegiado das brincadeiras, onde o Pinto, rapaz de muitos quilos e centímetros, ia colocando as moças, à vez, em cima do tal muro, que apesar de não ser o das lamentações, não deixava de não provocar reclamações das visadas. A Célia foi uma das escolhidas. Morena, com a cor agravada por muitas horas de sol no verão recente, uma mini-saia branca deixava ver umas pernas que faziam virar para elas os olhares masculinos. Os meus não fugiram à regra. Num impulso, dirigi-me a ela e ajudei-a a descer daquele alpendre improvisado. Cruzaram-se os olhares, os sorrisos e os agradecimentos. Não era um crente nos amores instantâneos, mas algo bateu cá bem fundo. Foi o primeiro dia do resto da minha vida.

É assim que vou ultrapassando estes dias, ancorado à sombra do teu belo olhar, decorado com um belo sorriso.
Um belo olhar da Célia.

terça-feira, 9 de janeiro de 2007

Irresponsabilidade

Uma caricatura de Miguel Sousa Tavares, retirado de acuso.blogspot.com Como leitor assíduo do jornal A Bola, todas as terças-feiras leio a crónica de Miguel Sousa Tavares. Confesso que tenho feito um esforço para não escrever nada, com inspiração nos seus textos, pois acho, que desta forma, é a melhor homenagem que lhe posso prestar.
Mas algum dia a resistência tombaria. Não motivado pelo texto de hoje, mas pelo arrastar de alarvidades que tem vindo a escrever.
Dizem que é um grande escritor. Não posso julgar, pois não li nenhum dos seus livros, apesar de já ter corrido pelos jornais e pela Net que um deles poderia ser plágio.
Referem-no como jornalista. Talvez, mas nunca leu o Código Deontológico da classe.
Para mim o seu grande problema é quando escreve sobre futebol, nomeadamente sobre o FC Porto, transforma-se e ultrapassa a barreira do razoável. Claro que eu sei, que é na condição de adepto dos azuis-e-brancos que faz essas crónicas. O problema é que quem as lê, facilmente se deixa levar pelos argumentos de MST.
A sua responsabilidade, até por acumular a função do comentador televisivo, ultrapassa a do cidadão comum. Posso, mesmo, chamar-lhe de irresponsabilidade, quando escreve a "Nortada".
Quando escreve n'a Bola, devia tentar ser pedagógico, defendendo as suas ideias, mas sem demagogia. Principalmente deixar a justiça decidir, como no caso do "Apito Dourado". Se está tão convicto da inocência dos seus pares, porque continua, semana a semana a falar do mesmo assunto? Hoje até compreendo. Foi uma forma de não referir a humilhante derrota com o Atlético.
Para terminar, não consigo perceber uma coisa. MST reconhece que houve alguns contactos com árbitros (que estão nas escutas telefónicas, senão, claro que negaria), referindo que qual seria o interesse dos portistas, em jogos fáceis, tentar "comprar" o juiz? O problema senhor MST, e o senhor sabe tão bem como eu, quem é subornado uma vez, fica, como se diz na gíria popular "com o rabo preso".
Termino com uma pergunta. Será que esses árbitros nunca mais apitaram nenhum jogo do FC Porto?

segunda-feira, 8 de janeiro de 2007

Recordações

A festa após a vitória sobre o FC Porto por 2-1, em Junho de 2004 Por vezes a procura de um tema, para motivar o meu post diário, torna-se numa árdua tarefa. Um blog é por definição, digamos assim, uma especie de diário pessoal, por isso, além de poder e dever ter actualidade, tem que traduzir as nossas sensações da altura.
Quando me deslocava para uma consulta de rotina, liguei o rádio do autómóvel, deparando com um tema dos Queen. Fiquei atento, pois sou fã do grupo, apesar de achar que depois da morte de Freddie Mercury, a banda terminou.
Há músicas que associamos a momentos, quase sempre recordações agradáveis. Este conjunto britânico e o seu tema "We are the Champions", vai para mim, ficar sempre ligado à conquista do Campeonato Nacional de Hóquei em Patins, na categoria de Infantis A, que o Ricardo ajudou a ganhar, na altura ao serviço do Sporting.
Hoje apetece-me voltar a ouvi-lo.

domingo, 7 de janeiro de 2007

Envergonhados

A imagem do desespero Domingo de futebol com Taça de Portugal, com jogos a horas normais, sem transmissões televisivas, é uma coisa de saudar.
De tempos a tempos, os três grandes do nosso cantinho, põem-se a jeito e deixam os seus adeptos, muito perto de um colapso cardíaco.
Quem não se recorda dos "recentes" tomba-gigantes Gondomar, para as bandas da Luz, os figueirenses da Naval, em divisão inferior, a arrancarem assobios em Alvalade, ou um irrequieto Torreense, em época de Carnaval a pregar uma partida, no desaparecido estádio das Antas?
Hoje, o Atlético Clube de Portugal, prestigiada colectividade de Alcântara, um dos bairros típicos de Lisboa, contrariou a máxima de que a história nunca se repete. Sessenta anos depois voltou a eliminar o F.C. Porto, numa eliminatória da Taça portuguesa.
No final do encontro o treinador azul-e-branco, Jesualdo Ferreira confessou que estava envergonhado com o resultado.
O que ele não disse, era que se não ficaria ainda mais envergonhado, caso Quaresma, tivesse transformado o "penalty" que poderia, mais tarde, causado a eliminação dos lisboetas.
Paulo Pereira, foi o árbitro do jogo. Ele não teve vergonha de marcar o castigo máximo.
Eu tenho vergonha do nosso futebol.

sábado, 6 de janeiro de 2007

Nostalgia

os gloriosos relatos...à molhada Nesta fase final do semestre escolar universitário, aumenta a quantidade de horas necessárias para levar esta aventura a sério. Por isso, o tempo para sair de casa, no fim-de-semana, fica restrito ao indispensável. Televisão quase nada, uma vista de olhos pelo diário desportivo do costume e rádio, que normalmente oiço no carro, nada.
Bem, deixem-me corrigir. Hoje, como jogava o meu Benfica para a Taça de Portugal, com o Oliveira do Bairro e não dava na televisão (coisa rara), liguei a telefonia - é assim que eu gosto de lhe chamar - para acompanhar a marcha do marcador.
O meu amor pela rádio volta à superfície quando oiço um relato de futebol. Chega-me uma nostalgia...sempre foram quase vinte anos a gritar golos, a dizer disparates, a fazer o que mais gosto.
Volto à terra. Talvez por defeito profissional, entenda-se da comunicação, estou sempre muito atento. No final de uma jogada, descrevia o repórter de "pista" que o guarda-redes, depois de uma defesa, tinha se deixado cair para ganhar tempo. Pois é...já foi assim...agora o goleiro, como dizem os brasileiros, só tem seis segundos para se livrar da "redondinha".
São lugares comuns, compreensíveis, mas que têm que ser actualizados, por outros.

sexta-feira, 5 de janeiro de 2007

Em português

o lance da polémica Numa altura em que tanto se fala da profissionalização da arbitragem no futebol português, não resisto a deixar aqui um texto que circula na Net há já algum tempo. Hipoteticamente, será um excerto do relatório do árbitro Carlos Xistra, aquando da recepção do Benfica ao Estrela da Amadora. Em causa a amostragem de um cartão amarelo a Miccoli, jogador dos encarnados:

O jogador da equipa visitada, Micolli, desmandou-se em velocidade tentando desobstruir-se no intuito de desfeitear o guarda-redes visitante. Um adversário à ilharga procurou desisolá-lo, desacelerando-o com auxílio à utilização indevida dos membros superiores, o que conseguiu. O jogador Micolli procurou destravar-se
com recurso a movimentos tendentes à prosecução de uma situação de desaperto mas o adversário não o desagarrava. Quando finalmente atingiu o desimpedimento desenlargando-se, destemperou-se e tentou tirar desforço, amandando-lhe o membro superior direito à zona do externo, felizmente desacertando-lhe. Derivado a esta atitude, demonstrei-lhe a cartolina correspectiva.


Confesso que tenho sérias dúvidas sobre a veracidade desta verdadeira pérola linguística.
Mas a ser real, é urgente, antes da profissionalização, que já se vislumbra no horizonte, dar umas aulas de português aos árbitros. E muitas.

quinta-feira, 4 de janeiro de 2007

Vergonha

Fernando Correia na apresentação do novo jornal Ontem à noite fui surpreendido com a notícia do despedimento do Fernando Correia da TSF, resultando dessa decisão, o fim da Bancada Central, um dos programas mais ouvidos da rádio portuguesa. Motivo argumentado por José Fragoso, director da estação, o facto dele ter assumido a direcção do "Diário Desportivo", o primeiro jornal grátis da temática a aparecer nas bancas amanhã.
Já tinha previsto escrever um post sobre o lançamento deste jornal. Nunca pensei foi que, em vez de estar aqui a desejar felicidades ao Fernando, tivesse que mostrar a minha indignação por esta enorme falta de respeito. Após cinquenta anos, sempre na rádio, além de outas actividades, ser despedido, por incompatibilidade do novo cargo, com a função na estação radiofónica, cheira a vingança.
Talvez a Controlinveste, detentora da TSF e também do jornal desportivo O Jogo, tenha ficado com medo desta nova concorrência na sua área.
Seria mais fácil introduzir qualidade no referido jornal, para não ter medo da concorrência.
Força Fernando, eu vou ler o teu "Diário Desportivo".

quarta-feira, 3 de janeiro de 2007

Figos e Ronaldos

As pernas que duram pouco O futebol português começa o ano como o acabou. Mal.
Os árbitros estão zangados com a Federação, porque não quer pagar as portagens das deslocações e só aumentou o valor do quilómetro em dois cêntimos.
Os jogadores de futebol profissional, também estão "danados", segundo o presidente do Sindicato, Joaquim Evangelista pois o governo, perto do fim que está o período de transição, quer colocá-los no regime igual ao comum dos portugueses (que já não são muitos).
Sempre tive esta opinião, por isso para mim, acho que os futebolistas devem ter um regime de excepção. Senão vejamos: trata-se de uma profissão que dura, a correr tudo bem, quinze anos; a média de vencimentos é superior à maioria das profissões, mas tratando-se de uma de desgate rápido, depressa termina, enquanto, outras também bem renumeradas, têm uma vida, geralmente até à reforma, que ainda querem que seja mais tarde.
Depois, tenho a consciência que apenas uma pequena minoria, termina a carreira com a sua situação financeira estável para o resto da caminhada. Já para não falar nos que auferindo vencimentos dentro do "normal", são apanhados pelos diversos clubes e dirigentes que raramente pagam os vencimentos dos seus atletas.
Não se esqueçam que Figos e Ronaldos há poucos.

terça-feira, 2 de janeiro de 2007

Civismo e educação

As crianças que podem mudar a actual situação Nunca comecei a escrever um post sem ter um tema para sobre ele opinar. Acho que tem a ver com a minha organização mental. Normalmente, aproveito a corrente noticiosa actual, para ganhar a inspiração necessária.
Hoje, sem futebol, vergonhosamente parado quase um mês, podia-me socorrer do discurso de ano novo do Presidente da Républica. Mas também por aí, as novidades foram...nenhumas.
Opto por aproveitar uma conversa da hora de almoço, com os meus amigos, Luis, José Manuel e Hélder. Na ressaca das festas, vieram à discussão os acidentes rodoviários.
Debatemos, discutimos, esgrimimos as nossas ideias, mas rapidamente concluímos que tudo passa pela educação. Essa mesmo, que tem que começar nos bancos da escola.
Quando conseguirmos que o civismo seja o principal motivo de orgulho dos portugueses, os acidentes nas estradas vão diminuir de forma drástica.
E em época de vacas magras, vamos poupar nas campanhas de segurança rodoviária.

segunda-feira, 1 de janeiro de 2007

Quatro endiabrados

Tio Jorge e o Tomás no Natal de 2006 No pontapé de saída do novo ano, aproveito para explicar a origem do nome do meu blog. Há quatro anos, frequentei um curso de Jornalismo Desportivo na Universidade Autónoma de Lisboa. Eu era, de longe, o mais velho. Para facilitar o relacionamento, comecei a dizer à rapaziada: "tratem-me por Tio Jorge". Aí ganhei uma boa dezena de sobrinhos (um beijo especial para a Maria João). Agora, no meu regresso ao estudos, utilizei a mesma formula e fiquei apelidado em definitivo. Mas só em Agosto deste ano, oficializei a minha alcunha. Chegou o Tomás, o meu verdadeiro sobrinho.
O Pedro e a Catarina Antes do Tio Jorge, chegaram os afilhados. Não aqueles de quem gostamos, no trabalho ou na vida, mas aqueles que os pais acham que podemos ser uma mais valia para eles. É assim que eu vejo a minha figura de padrinho, nesta altura, já a triplicar.
Primeiro chegou o Pedro. Nascido no continente, em Vila Franca de Xira, mas açoreano de gema. Sete anos de enorme energia e inteligência. Quatro mais tarde nasceu a Catarina, oferecendo os primeiros choros na Horta, transformando-se numa perfeita fotocópia da sua mãe, Isabel. Juntamente com o Emanuel, pai e marido desta família, vivem à sombra da mais bela montanha portuguesa, na lindíssima ilha do Pico, onde quero voltar em breve. Nessa altura somei mais uma afilhada.
A minha afilhada Rafaela
Pelo meio, os meus amigos Quim e Bela, foram pais. Em Vila Franca de Xira, há seis anos atrás nesceu a Rafaela. Nessa altura, fui padrinho pela segunda vez. Criada em Alverca, actualmente vive em Samora Correia. Uma verdadeira ribatejana. Difícil de gerir nos primeiros anos, vem paulatinamente ganhando competências que a transformam, nesta altura, numa linda menina.
Pedro, Rafaela, Catarina e Tomás, espero que possa estar perto de vocês sempre que precisem.