segunda-feira, 19 de fevereiro de 2007

Pontes

Viva o descanso Hoje é um daqueles dias em que ficamos com a sensação de que há muito pouca gente a trabalhar. Transportes públicos em versão dominical, muitos lugares para estacionar, enfim, um autêntico feriado...para alguns.
Como estamos no Carnaval, nada parece mal.
O pior é depois quando chegarem as contas, aquelas que só alguns pagam, normalmente os que também trabalham nestes dias.
Somos um país de engenheiros.
Fazer pontes é connosco.

domingo, 18 de fevereiro de 2007

Mouchões

Os mouchões ficam situados na Reserva Natural do Estuário do tejo Andava à procura de um tema para postar hoje, quando a Cláudia me deu a inspiração: "Fala dos mouchões".
Ora aí está.
Quem mora, como eu, há 46 anos no concelho de Vila Franca de Xira, já ouviu falar por diversas vezes no mouchão de Alhandra, da Póvoa, das Garças e do Lombo do Tejo, apesar de não serem os únicos existentes no rio. Mas o que são mouchões?
Procurando facilitar a explicação, trata-se de um depósito sedimentar, formado por materiais em geral grosseiros, mais ou menos soltos, transportados por águas correntes. Ora estes materiais vão-se acumulando e formam uma especie de ilha, normalmente de pequenas dimensões, que se transforma num excelente terreno agrícola. Pois é, mas a agricultura já deu o que tinha a dar.
Voltando ao casos dos mouchões do concelho ribatejano, a polémica já transbordou para os interesses privados, embrulhados em turismo.
Deixo para consulta dois artigos sobre o tema. Um publicado no Agroportal, um site dedicado ao mundo agrícola e tudo o que o rodeia, o outro no site do Jornal Vida Ribatejana.
Ambos abordam a questão do confronto entre o turismo e a defesa dos direitos da natureza.
Espero que a solução seja um exemplo para o nosso país, esmagado pela corrupção.

sábado, 17 de fevereiro de 2007

Ressonar

Ressonar...eu? A manhã começou cedo, com uma ida ao médico, antecipadamente marcada.
Há algum tempo que a Célia reclamava do ruído provocado por mim durante o sono. Vamos lá saber o que se passa e como o evitar ou reduzir.
O Dr. João Prata é uma referência dentro desta especialidade, tendo-me explicado tudo o que tenho que fazer. Fiquei a saber que não se trata apenas de um problema de décibeis a mais, mas sim uma questão, que pode ser grave, de saúde pública, como por exemplo a apneia.
Para já, como pontapé de saída para a melhoria, vou ter que perder peso.
Mas como quero partilhar com todos os problemas decorrentes desta doença - por que se trata de uma doença - façam o favor de clicar AQUI e escolher Ressonar & Apneias do Sono.
Acho que vai ser importante para todos.

sexta-feira, 16 de fevereiro de 2007

Do lado de lá

Sempre tive uma especial inclinação para as músicas e textos vindos do lado lá do Atlântico.
Vários cantores, autores e canções estão na minha memória. Esta é uma delas.
Letra de Tom Jobim para a voz de Elis Regina.
Mais de 30 anos depois.

Omissão

Está instalada a confusão na CM Lisboa Já começa a ser generalidade e não a anormalidade. Rara é a semana em que não há mais um autarca acusado de qualquer irregularidade: fraude, peculato (apropriação indevida de bens de uma empresa pública), corrupção, etc.
Sou daqueles que acredito na inocência dos arguidos até ao julgamento, mas...
Recupero talvez o caso mais mediático de todos, o de Felgueiras. Se Fátima estava inocente, porque motivo fugiu para o Brasil?
Agora surge a verdadeira confusão na Câmara de Lisboa. Fontão de Carvalho, vice-presidente, foi entrevistado acerca de um mês em diversos orgãos da Comunicação Social, por causa do caso Bragaparques. Foi diversas vezes questionado se tinha ou não sido constituido arguido. Sempre negou.
Soube-se ontem que, afinal o autarca de Lisboa, era arguido já nessa altura, mas doutro processo, onde é acusado de peculato, no caso do pagamento indevido de prémios de produtividade a administradores da EPUL.
Cá está ele metido noutra, apesar de recusar demitir-se.
Confrontado com esta aparente omissão, afirmou: "Não omiti. Nunca ninguém me perguntou. O que me questionaram foi sobre o processo Bragaparques e nesse não fui constituído arguido".
Termino, utilizando o ditado popular: Mais depressa se apanha um mentiroso de que um coxo.

quinta-feira, 15 de fevereiro de 2007

As nossas conversas

A nossa prenda do dia dos Namorados A nossa prenda foi comum, um livro para lermos os dois.
Não gostaste muito, acho que não te enviei um mail como tinhamos combinado, em época de austeridade, ou seja, tempo de vacas magras, em vez da habitual prenda.
Mas gostamos de ler e gostamos ainda mais de conversar. Acho...não, tenho a certeza, que são os nossos longos diálogos que nos proporcionam tantos anos felizes.
Recordo, aqueles finais de tarde, no nosso café, nos nossos bancos altos, onde não dávamos pelo tempo, à sombra das palavras, cruzadas com a nossa alegria de ali estarmos os dois.
Por isso é que o nosso amor está cada vez melhor.

quarta-feira, 14 de fevereiro de 2007

São Valentim

São Valentim em França, a vila dos apaixonados Conhecemos o dia de hoje mais como dos Namorados, do que de São Valentim, um santo praticamente desconhecido por cá, contrariamente a outros países da Europa onde é muito popular.
Este 14 de Fevereiro, para nós portugueses, tem mais tradições consumistas do que religiosas.
Fui tentar saber mais sobre ele. Apesar de haver diversas versões sobre a sua origem, algumas coincidem.
Valentim seria um bispo de Terni. Na altura o Império Romano era governado por Cláudio II (sec. III) que andava envolvido em sangrentas campanhas militares, havendo dificuldade para recrutar novos soldados, devido ao facto de os homens não quererem abandonar as suas esposas e namoradas.
Perante este dificuldade, o Imperador proibiu todos os casamentos, mas o bispo Valentim continuou a casar, em segredo, os jovens apaixonados. Descoberto, foi decapitado em 14 de Fevereiro de 270.
Em 498, o Papa Gelásio santificou-o, passando o dia da sua morte a ficar ligado aos apaixonados.
Aproveitem bem este dia.

terça-feira, 13 de fevereiro de 2007

Antes de beber...

Para não faltar ao prometido no post anterior, mais um excelente momento publicitário, pelos mesmos de ontem, reforçados por Henry e Lampard, desafiados por uns rapazes de suspensórios e por umas miúdas giras.
Aproveite o momento.

segunda-feira, 12 de fevereiro de 2007

Que batalha!

Regresso à publicidade, depois de uma larga ausência. A guerra das colas, oferece-nos momentos magníficos, aproveitando os craques da bola...Beckham, Raúl, Totti, Torres, Roberto Carlos...e Ronaldinho...um monumento visual, com mais de dois anos, que não passou na nossa televisão.
Fica a promessa de mais um, da mesma marca, para amanhã...e mais recente.

Mil setecentos e cinquenta e cinco

Uma pintura da tragédia Senti o chão tremer. A cadeira tentava ganhar autonomia. O que se estava a passar?
Era mesmo um sismo, com uma amplitude de 5,8 na escala de Richter e epicentro a 160 quilómetros a sudoeste do Cabo de São Vicente, ao largo de Sagres.
Depois do susto, pequeno como a duração do abanão, lembrei-me do terramoto de 1755. Procurei na net histórias daquele tempo e encontrei um texto de Maria Luisa V. Paiva Boléo, extraído do livro CASA HAVANEZA - 140 anos à esquina do Chiado, donde extraí este pequeno excerto da tragédia ocorrida há mais de 250 anos.

(…) O terramoto teve início às 9 horas e 40 minutos do Dia de Todos os Santos, 1 de Novembro de 1755. A terra tremeu três vezes, num total de 17 minutos, e, durante vinte e quatro horas, a terra não deixou de estremecer.
(…) O sismo teve o epicentro no mar, a oeste do estreito de Gibraltar, atingiu o grau 8,6 na escala de Richter e o abalo mais forte durou sete intermináveis minutos. Por ser sábado, acorreram mais pessoas às preces. As igrejas tinham os devotos mais madrugadores. Só na igreja da Trindade estavam 400 pessoas. Se os abalos tivessem começado mais tarde, teria havido mais vítimas, pois os aristocratas e burgueses iam à missa das 11 horas. Depois dos abalos, começaram as derrocadas. O Tejo recuou e depois as ondas alterosas tudo destruíram a montante do Terreiro do Paço e não só. Era o fim do mundo!
Os incêndios lavraram por grande parte da cidade durante intermináveis dias. Foram dias de terror. As igrejas do Chiado e os conventos ficaram destruídas. A capital do império viu-se em ruínas, já para não falar de outras zonas do país, como o Algarve, muitíssimo atingida pelo sismo e maremotos subsequentes.
(…) Na voragem do terramoto de 1755 desapareceram cinquenta e cinco palácios, mais de cinquenta conventos, a Biblioteca Real, vastíssima em livros e manuscritos e as livrarias (como sinónimo de bibliotecas) dos conventos de S. Francisco, Trindade e Boa Hora.
(…) Balanço da tragédia: entre 12 a 15 mil vítimas mortais, numa população de 260 mil e mais de 10 mil edifícios destruídos.


Por favor, não brinquem com a natureza.

domingo, 11 de fevereiro de 2007

Até já

José António Nunes Vilaça Neste dia "agitado", para mim, fui-me despedir do Bacalhau. Difícil exprimir o que nos vai na alma nestas ocasiões. A Isa, sua mulher, foi descobrir, neste momento doloroso, perante a insensibilidade dos actuais responsáveis do Alhandra Sporting Clube, uma camisola que o Zé Antonio utilizou, num longíquo confronto para a Taça de Portugal com o Sporting, em pleno estádio de Alvalade.
Por ironia do destino, já em plena actividade radiofónica e com as botas quase arrumadas, fiz o relato desse encontro desequilibrado.
Depois de uns 11-0, a festa dos alhandrenses continuou, noite fora, cientes do dever cumprido.
Foste sempre assim na tua vida. Sorriso fácil, amizade ampla e sem tempo para rancores.
A camisola com que tu jogaste, nessa partida, foi contigo para o futuro.
Eu vou reconhece-la quando nos encontrarmos.

Perseverança

Ângela Ferreira Este intervalo semanal tem sido muito complicado, até pela mistura de sentimentos.
A morte do Bacalhau, meu grande amigo, o aniversário da Ângela e do meu Pai, já desaparecido e o referendo ao aborto.
Procuro gerir todas estas emoções e sensações de forma equilibrada. Não é fácil.
Escrevo estas palavras numa altura em já se sabe que o "SIM" vai vencer. Independentemente das causas posteriores, que espero terminem, como já o disse antes, com a hipocrisia, retive hoje um exemplo para todos.
Falei atrás da Ângela, avó da Célia, minha avó, colmatando, para mim, o desaparecimento dessa instituição que são os avós, que, honestamente, nunca tive.
Sem saber ler nem escrever, fruto da sua época de educação onde cedo se deixava a escola, não abdica de manifestar as suas ideias e convicções.
Hoje fez 78 anos. Nem por isso deixou de ir votar.
Tenho orgulho da sua perseverança. Fico contente por me considerar seu neto.
Força Ângeloca, como gosto de lhe chamar.

sábado, 10 de fevereiro de 2007

Parabéns Pai

Joaquim Paulino

Hoje fazias 73 anos, mas não estás cá para festejar connosco.
Já o ano passado não tivemos a tua companhia, mas eu não tinha esta forma de falar contigo.
Envio-te um grande beijo e parabéns Pai.

Adeus Bacalhau

Um jogo do Alhandra SC no campo da Hortinha A notícia chegou, esta manhã, de forma telegráfica, via SMS: "O Zé António Vilaça morreu". Uma forma estúpida de iniciar o fim-de-semana.
Uma amizade com mais de trinta anos, iniciada nos campos de futebol, consolidada ao longo dos anos. No mundo do pontapé na bola, todos o conheciam por Bacalhau, uma alcunha que perdurou.
Fui ao baú das fotos onde descobri esta. Mais um jogo na Hortinha, em Alhandra, pelo clube do seu coração, do meu coração. Nessa tarde o Zé era o capitão da nossa equipa, o quarto da parte de cima, a contar da direita.
Foram tantas as horas que passamos juntos e sempre tão boas.
Os 50 anos chegavam em Abril, mas os cruzamentos da vida não deixaram.
Um abraço amigo Zé e até um dia deste, num campo qualquer.

sexta-feira, 9 de fevereiro de 2007

Fim à hipocrisia (2)

Rita Ferro Rodrigues A blogosfera está imparável. Há pouco, recebi uma mensagem, via mail, com um texto da Rita Ferro Rodrigues. Procurei descobrir a sua origem e encontrei o sorriso-do-bisturi, o blog da Rita.
Também ela procura explicar, com um texto brilhante, a realidade da actual hipocrisia.
Leia e pense bem. Ainda está a tempo.

Carminho senta-se nos bancos almofadados do BMW da mãe. Chove lá fora. Encosta o nariz ao vidro para disfarçar duas enormes lágrimas que lhe rolam pela face. A mãe conduz o carro e aperta-lhe ternamente a mão. Há muito trânsito na Lapa ao fim da tarde. A mãe tem um olhar triste e vago mas aperta com força a mão da filha de 18 anos. Estão juntas. A caminho de Espanha.

(Mais a baixo na cidade)

Sandra senta-se no banco côr-de-laranja do autocarro 22 que sai de Alcântara. Chove lá fora. Encosta o nariz ao vidro para disfarçar duas enormes lágrimas que lhe rolam pela face. A mãe está sentada ao lado dela. Encosta o guarda-chuva aos pés gelados e aperta-lhe ternamente a mão. Há muito trânsito em Alcântara ao fim da tarde. A mãe tem um olhar triste e vago mas aperta com força a mão da filha de 18 anos. Estão juntas. A caminho de casa de Uma Senhora.

O BMW e o autocarro 22 cruzam-se a subir a Avenida Infante Santo.

Carminho despe-se a tremer sem nunca conseguir estancar o choro. Veste uma bata verde. Deita-se numa marquesa. É atendida por uma médica que lhe entoa palavras doces ao ouvido, enquanto lhe afaga o cabelo. Carminho sente-se a adormecer depois de respirar mais fundo o cheiro que a máscara exala. Chora enquanto dorme.

Sandra não se despe e treme muito sem conseguir estancar o choro. Nervosa, brinca com as tranças que a mãe lhe fez de manhã na tentativa de lhe recuperar a infância. A Senhora chega. A mãe entrega um envelope à Senhora. A Senhora abre-o e resmunga qualquer coisa. É altura de beber um liquido verde de sabor muito ácido. O copo está sujo, pensa Sandra. Sente–se doente e sabe que vai adormecer. Chora enquanto dorme.

Carminho acorda do seu sono induzido. Tem a mãe e a médica ao seu lado. Não sente dores no corpo mas as lágrimas não param de lhe correr cara abaixo. Sai da clínica de rosto destapado. Sabe–lhe bem o ar fresco da manhã. É tempo de regressar a casa. Quando a placa da União Europeia surge na estrada a dizer PORTUGAL, Carminho chora convulsivamente.

Sandra não acorda. E não acorda. E não acorda. A mãe geme baixinho desesperada ao seu lado. Pede à Senhora para chamar uma ambulância. A Senhora não deixa, ponha–se daqui para fora com a miúda, há uma cabine lá em baixo, livre–se de dizer a alguém que eu existo.
A mãe arrasta a Sandra inanimada escada a baixo. Um vizinho cansado, chama o 112 e a polícia.
Sandra acorda no quarto 122 dias depois. As lágrimas cara abaixo. Não poderás ter mais filhos, Sandra, disse–lhe uma médica, emocionada.
Sai do hospital de cara tapada, coberta por um lenço. Não sente o ar fresco da manhã. No bolso junto ao útero magoado, a intimação para se apresentar a um tribunal do seu país: Portugal.

Eu voto sim. Pela Sandra e pela Carminho. Pelas suas mães e avós. Por mim.

Contrastes

Vencedora do World Press Photo 2006 Esta é a melhor foto de 2006, galardão atribuído pela World Press Photo, uma organização independente fundada em 1955, com o objectivo de apoiar internacionalmente o trabalho dos profissionais da fotografia de imprensa. O premiado foi o fotógrafo americano, Spencer Platt, da Agência Getty Images.
A imagem vencedora mostra-nos, alguns libaneses num descapotável vermelho a passearem-se em Beirute no meio dos escombros, depois dos bombardeamentos israelitas.

Fim à hipocrisia

Uma decisão da mulher No próximo domingo os portugueses vão ser chamados, pela segunda vez, a referendar a questão do aborto. Em 28/06/1998, aquando da primeira possibilidade de alterar a lei, o "NÃO" venceu com 50.07%, face aos 48.28% do "SIM", destacando-se uma elevada abstenção (68.11%).
Atentemos agora na pergunta concreta, idêntica nos dois referendos: «Concorda com a despenalização da interrupção voluntária da gravidez, se realizada, por opção da mulher, nas primeiras 10 semanas, em estabelecimento de saúde legalmente autorizado?».
Fica bem claro na questão levada a plebiscito popular, não deixando margem para duas interpretações, que o que se pretende saber é se se deve, ou não, criminalizar o acto de abortar até às 10 semanas.
O aborto é um acto do foro intímo da mulher, por vezes deixando marcas para toda a vida. Mas é uma opção que não se lhe pode negar, dentro do que estiver legalmente estipulado.
Não vale a pena perdermos muito tempo com outras considerações. Deixemo-nos de hipocrisias.
Eu vou votar "SIM".

quinta-feira, 8 de fevereiro de 2007

Lições de gestão

Hoje vou aproveitar um mail divertido que recebi, onde, supostamente, se aprendem algumas técnicas de gestão e respectivas conclusões.
Leiam e divirtam-se.

Gestão do Conhecimento Aqui, ainda não tinha deixado cair a toalha
Um homem entra no banho enquanto a mulher acaba de sair dele e se enxuga.
A campainha da porta toca. Depois de alguns segundos de discussão para ver quem iria atender, a mulher desiste, enrola-se na toalha e desce as escadas. Quando abre a porta, vê o vizinho Bob na soleira. Antes que ela possa dizer qualquer coisa, Bob diz:
"Eu dou-lhe 800 euros se você deixar cair essa toalha."
Depois de pensar por alguns segundos, a mulher deixa a toalha cair e fica nua. Bob, então, entrega-lhe os 800 euros prometidos e vai-se embora. Confusa, mas excitada com sua sorte, a mulher enrola-se novamente na toalha e volta para o quarto. Quando entra no quarto, o marido grita do chuveiro "Quem era?"
"Era o Bob, o vizinho da casa ao lado." - Diz ela.
"Óptimo! Ele deu-te os 800 euros que me estava a dever?"

Moral da história: Se compartilhares informações a tempo podes evitar exposições
desnecessárias.

Chefia e Liderança Um génio moderno
Dois funcionários e o gerente de uma empresa saem para almoçar e na rua encontram uma antiga lampada a óleo. Esfregam a lampada e de dentro dela sai um génio. O génio diz:
"Eu só posso conceder três desejos, por isso, concederei um a cada um de vós".
"Eu primeiro, eu primeiro." Grita um dos funcionários. "Eu queria estar nas Bahamas a pilotar um barco, sem ter nenhuma preocupação na vida!" Puf...e lá se foi.
O outro funcionário apressa-se a fazer o seu pedido:" Eu quero estar no Havai com o amor da minha vida e um provimento interminável de piñas coladas!" Puf... e lá se foi.
"Agora você" diz o génio para o gerente. "Eu quero que aqueles dois voltem ao
escritório logo depois do almoço." - Diz o gerente.

Moral da História: Deixe sempre o teu chefe falar primeiro.

Zona de Conforto Foi antes de ser comido pela raposa
Um corvo está sentado numa árvore o dia inteiro sem fazer nada. Um pequeno coelho vê o corvo e pergunta: "Eu posso me sentar como tu e não fazer nada o dia inteiro?"
O corvo responde: "Claro, por que não?"
O coelho senta-se no chão, debaixo da árvore e relaxa. De repente, uma raposa aparece e come o coelho.

Moral da História: Para ficares sentado sem fazeres nada deves estar sentado bem no alto.

Motivação Estas conseguiram fugir do leão
Em África, todas as manhãs, uma gazela ao acordar, sabe que deve conseguir correr mais do que o leão se quiser manter-se viva. Todas as manhãs, o leão acorda e sabe que deverá correr mais do que a gazela se não quiser morrer de fome.

Moral da História: Pouco importa se és gazela ou leão, quando o sol nascer deves começar a correr.

Criatividade Será que ainda estão na lagoa?
Um fazendeiro resolve colher alguns frutos da sua propriedade. Pega num balde vazio e segue para o pomar. No caminho, ao passar por uma lagoa, ouve vozes femininas que provavelmente invadiram as suas terras.
Ao aproximar-se lentamente, observa várias raparigas nuas banhando-se na lagoa.
Quando elas se apercebem da sua presença, nadam até à parte mais profunda da lagoa e gritam: "Nós não vamos sair daqui enquanto você não se for embora".
O fazendeiro responde: "Eu não vim aqui para vos espreitar, só vim dar de comer aos jacarés!"

Moral da História: É a criatividade que faz a diferença na hora de atingirmos nossos objectivos.

quarta-feira, 7 de fevereiro de 2007

Tiro no pé

Uma caricatura de Alberto João Jardim Penso que já não é de estranhar as coisas que saem, amiudadamente, da boca de Alberto João Jardim.
Desde de chamar "bastardos" e "filhos da p..." aos jornalistas do continente, menosprezar as indicações do Tribunal de Contas, até ofender os mais altos representantes do nosso País, tudo é dito por este senhor, que domina a Madeira desde 1978.
Não tenho qualquer dúvida em afirmar que têm sido criadas na ilha excelentes infra-estruturas, nomeadamente turísticas, da responsabilidade de Jardim, apesar da existência de grande pobreza em certas zonas, algumas bem perto do Funchal.
Mas a evidência de trabalho executado, como é a seu dever, decorrente da sua eleição, não lhe dá o direito de ser mal educado.
A última grande novidade vinda deste conselheiro de Estado, foi a sua reacção à notícia de que o seu Governo Regional tinha concedido perto de cinco milhões de euros (quase um milhão de contos) ao Jornal da Madeira, só durante o ano de 2005.
Não negou, mas as suas explicações roçam o ridículo: "O Jornal da Madeira é hoje uma guerra de regime, não alinha pelo pensamento único e pela falta de pluralismo na comunicação social". Brilhante. Mas há mais: "Custe o que custar, tem que ser mantido para continuar a desenvolver a luta contra o sistema imposto".
Jardim que fica sempre tão zangado quando lhe falam do défice democrático, deu um tiro no pé, desvendando umas das mais elementares forma de controlo da informação, que ele tanto critica.
Pagar para escreverem o que ele achar melhor para o seu Governo. E até ele lá escreve.

terça-feira, 6 de fevereiro de 2007

Estupidez

Um Benfica-Porto diferente Já não conseguindo encontrar desculpas para as medíocres exibições do FC Porto, Miguel Sousa Tavares continua a escrever nas páginas d’Bola, acusações graves, para a sua responsabilidade de opinion maker. Esta semana, após mais uma derrota, diz, ainda sobre a lesão de Anderson, que já ocorreu há alguns meses: “Quando ele foi cirurgicamente afastado dos campos (…)”. Será possível que alguém possa dizer que a lesão do jogador brasileiro, foi premeditada? É pena, que quando jogava no seu clube um jogador (se assim lhe posso chamar) de nome Paulinho Santos, que agrediu vários colegas de profissão, até colegas de equipa, MST não destilasse tamanha agressividade, como agora em relação a Katsouranis. Não quero sequer pensar que se trate de xenofobia. Acredito que seja estupidez.
O jornalista azul-e-branco, não contente, consegue escrever mais uma pérola de isenção. Leiam: “(…) e quando, finalmente, consegue arrancar a vitória, numa jogada bem construída já nos descontos, vê o golo anulado e a vitória esfumar-se (se houve fora-de-jogo no momento do cruzamento, foi milimétrico; se houve antes não conta)”. Onde já chega a vergonha. Um lance onde foi unânime a opinião sobre a sua ilegalidade.
Eu não tenho problema em escrever, como já comentei no meu círculo de amigos, que achei a expulsão de Ricardo Quaresma exagerada, assim como a sua punição. Mas como jurista que é não se devia esquecer que os castigos são dados com base no relatório do árbitro.
Da mesma forma acho que o Derlei devia ter sido expulso, no jogo com o Boavista.
Mas daí a escrever que tudo o acontece é para prejudicar os dragões em benefício do Benfica, parece-me doença e do foro psiquiátrico.
Porque será que ele não consegue esconder a raiva que tem contra os encarnados?
Vá lá, pelo menos esta semana não falou da Carolina.