Todos os que lidam de perto comigo sabem o que penso do Nuno Gomes. Eles dizem-me: É pá ele é um grande benfiquista", ao que eu respondo: "Também eu e não jogo no Benfica". Ontem na aula de Atelier de Rádio, fizeram-me chegar um texto publicado no DN, que espelha na perfeição a inutilidade do capitão encarnado.
Concordo totalmente e assino por baixo.
O receio do Benfica era a falta de entrosamento Edcarlos/Luisão. Preocupação falsa. O essencial era haver entrosamento Edcarlos/Edcarlos. E, esse, houve. Edcarlos é como se fosse um Eduardo Carlos compacto, entrosado. Por ali, no centro, atrás, o Benfica está servido. O problema é o centro, à frente. Minuto 56: Rui Costa remata forte e Stojkovic defende mas larga a bola para a pequena área. Lugar da verdade do ponta-de-lança. Se este tem lá uma oportunidade, não falha. Excepto, claro, se for Nuno Gomes. Definição de Nuno Gomes: alguém que afasta a melena dos olhos, admirado por ter falhado qualquer coisa, e faz esse gesto 137 vezes por época. Esse, nunca poderia chamar-se Nugomes. Tipo menos entrosado consigo próprio não há. Deve pronunciar-se "Nuno e Gomes", com "e" onde se tropeça. Minuto seguinte: Di Maria arranca pela direita, já está dentro da área, deveria ter chutado mas passou para Nuno Gomes. Um defesa corta, sem culpa nenhuma de Nuno Gomes. Definição de Nuno Gomes: aquele que mesmo quando não tem culpa, tem. Se não tivesse pensado nele, Di Maria teria chutado e o Benfica ganhava.
Fernando Ferreira, in Diário de Notícias



















