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Sócrates de Gaia, Luís Filipe Menezes, mergulhou a Câmara de Vila Nova de Gaia
num mar de dívidas que outros terão de pagar, porque agora o senhor quer ir
endividar a Câmara do Porto. Como é que Menezes legou à posteridade esse mar de
dívidas? Através do seu magnífico olho para a coisa pública, bem visível no
seguinte negócio: por apenas 500 euros por mês, o FC Porto garantiu (e
garante) o direito de usar um centro desportivo completamente novo, o Centro
de Estágio do Olival. A construção deste complexo desportivo foi financiada
pela Fundação PortoGaia, uma daquelas fundações fundamentalíssimas para o
bem-estar da pátria. Em 1999, a PortoGaia foi constituída pela Câmara de Gaia,
pelo FC Porto e, repare-se, pela empresa municipal Águas de Gaia. Para que
serve uma empresa pública de águas? Para fazer relvados e balizas, pois claro.
Segundo a revista Sábado, esta fundação recebeu 4,2 milhões de euros de apoios
públicos entre 2008 e 2010, e Pinto da Costa era o seu presidente, apesar de o
FC Porto deter apenas 0,8% da instituição. Moral da história? Através do
sistema de financiamento das fundações e/ou através da Câmara de Gaia, nós, os
contribuintes, oferecemos um complexo desportivo ao FC Porto.
Só
espero que o Benfica não tenha beneficiado de semelhantes negócios no Seixal.
Se quer dinheiro, o meu clube não deve andar a bater à porta dos fundos do
contribuinte, só tem de falar com os sócios e apoiantes.
Subscrevo
na íntegra o último parágrafo.
Por
estas e por outras é que eu lhes chamo batoteiros.


















