Começo por esclarecer que sou contra as praxes.
Quando frequentei a universidade - e não foi há tanto tempo quanto isso - ninguém me obrigou a fazer nada.
A tragédia ocorrida na praia do Meco tem sido a forma escolhida - nos últimos dias - pelas televisões para subir o seu
share.
Vi algumas delas, li o que foi escrito sobre o assunto, mas acho que o tema foi abordado de forma incorreta.
Até o ministro da Educação tomou uma posição, também ela estúpida!
Vamos por partes, enquadrando o que aconteceu.
O que passou com estes alunos da Lusófona - pelos menos uma das raparigas que morreu já tinha terminado a sua licenciatura - não tem nada a ver com as habituais praxes para os novos alunos que chegam anualmente às faculdades, nomeadamente a esta.
Tudo o que aconteceu naquele fatídico fim-de-semana, não passou de um encontro entre amigos universitários que terminou de forma trágica, independentemente de se tratar, ou não, de um ritual habitual entre responsáveis das praxes anuais.
Confundir a brutalidade ocorrida, com as brincadeiras inocentes de início de ano escolar, é
misturar alhos com bugalhos e o que temos visto na Comunicação Social é uma enorme desonestidade, procurando confundir factos que não são comparáveis.
Tentar perceber o que passou naquela madrugada de 15 de dezembro, é perfeitamente justificável pela deontologia jornalística.
Abordar o assunto da forma como o tem sido feito, trata-se de incompetência, só justificada com a necessidade de encher o
prime time.