segunda-feira, 8 de outubro de 2018

Um olhar alentejano

Porque motivo se juntaram no dia 5 de outubro o Jubas, Billas, Super Afonso, Castor, Vermelhinho e Pantera, em Santa Maria da Feira?
Esta ação de solidariedade das mascotes do Feirense, Vitória de Guimarães, Paços de Ferreira, Aves e Boavista surgiu na sequência do castigo aplicado ao Jubas, a mascote do Sporting, por este motivo, relatado na lista de castigos da Federação Portuguesa de Futebol.
"No final do jogo, a mascote do SC Portugal, aquando do directo do superflash, entrou no relvado, colocou-se primeiro atrás do backdrop, depois na frente e abraçou o jogador do SC Portugal na entrevista, perturbando a normal realização do superflash".
Além de não gostar dos estrangeirismos utilizados no texto, mas isso agora não interessa nada, esta brincadeira do Jubas custou 479 € ao seu clube, dado que os zelosos delegados da Liga escreveram no relatório esta gravíssima situação.
Parece uma anedota mas não é.
Por este andar qualquer dia ainda multam o Emplastro!

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domingo, 7 de outubro de 2018

No Reino da Águia


Dia de clássico na Catedral com a receção ao FC Porto.
Primeira parte muito morna, sem oportunidades de golo.
Na segunda metade um Benfica bem melhor, dominou o jogo e chegou à vitória com um golo de Seferovic, tendo sofrido nos últimos minutos, quando estava reduzido a 10 unidades.
Três pontos justos para os encarnados, num jogo dirigido por Fábio Veríssimo.
O jovem árbitro de Leiria esteve péssimo no aspeto disciplinar.
Perdoou a expulsão a Otávio - ainda na primeira parte - e mostrou o segundo amarelo a Lema, num lance em que há muitas dúvidas se foi falta, quanto mais para cartão.
Mostrou que ainda não tem estofo para arbitrar estes jogos.
No mínimo!

Um olhar alentejano

Volto a falar de Cristiano Ronaldo e não pelos melhores motivos.
Um acontecimento de 2009 colocou-o nas bocas do mundo, como se ele precisasse disso para ser falado.
Um enquadramento muito rápido do caso.
O internacional português ter-se-á embrulhado com Kathryn Mayorga num hotel de Las Vegas.
Na sequência do acontecimento Ronaldo terá pago à professora americana 375 mil dólares para ela ficar em silêncio.
Um caso que vai fazer correr muito tinta, mas que me permite deixar três perguntas.
Se o sexo foi consentido, porque motivo a necessidade do silêncio da mulher?
Se existiu violação, porque Kathryn aceitou o dinheiro, em vez de fazer queixa à polícia?
E porquê, só nove anos passados, vir fazer a denúncia?
Sou totalmente contra ao assédio sexual, de todas as formas, mas deixa-me sempre intrigado quando tal vem a acontecer dezenas de anos depois, como aconteceu agora com as acusações ao juiz americano Brett Kavanaugh.
Vamos deixar o tribunal fazer o seu papel, não esquecendo o que Ronaldo já fez pelo País, mas que seja penalizado se vier a ser provada a sua culpa.
Sem contemplações!
Mas por favor, não esqueçam a presunção de inocência.

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sábado, 6 de outubro de 2018

Um olhar alentejano

Já não me recordo quem era, mas conheci alguém que dizia isto muitas vezes "Isso é cíclico".
São vários os assuntos que se repetem anualmente, como o assunto de que falo agora.
As praxes académicas.
Como muitos temas da nossa sociedade, as posições estão extremadas.
Ou sim ou sopas, que é o mesmo que dizer que uns concordam e outros não.
Não faço parte de nenhum destes grupos de opinião.
Vou explicar.
Fui estudante universitário, como eu costumo dizer, já velho.
Não fui praxado ... porque não quis.
Esta é para mim uma das condições para a situação existir, o consentimento do caloiro.
Depois o cerimonial deve ser uma forma de integração, sem qualquer tipo de violência verbal e muito menos física.
Reunidas estas condições, sou totalmente a favor das praxes.
Todas as situações que ciclicamente vamos tomado conhecimento, fora destes parâmetros, são casos de polícia!

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sexta-feira, 5 de outubro de 2018

Um olhar alentejano

No dia 7, próximo domingo, vai decorrer a primeira volta das eleições presidenciais brasileiras.
Nos últimos anos a corrupção, em conjunto como uma carrada de trafulhices, têm batido à porta da maioria dos políticos, da esquerda à direita.
A ideia que fica, até para os próprios brasileiros, é que são poucos o que escapam.
Este caldeirão efervescente é o local indicado para o nascimento de uma boa dose de populismo.
Jair Bolsonaro tem aproveitado bem as suas características radicais, capitalizou o esfaqueamento que foi vítima em campanha, conseguindo arrecadar intenções de voto superiores a 20%.
Polémico, o antigo militar destila ódio sobre os homossexuais, os negros e as mulheres, conseguindo, mesmo assim estar na frente das sondagens.
Como é possível?
Numa altura é que não se confia em ninguém, esta forma de fazer política, vai ganhando cada vez mais adeptos.
Infelizmente há muito gente - e não só no Brasil - que partilha das ideias radicais deste general na reserva, que já afirmou que não vai aceitar o resultado se não ganhar.
Acredito que ter que optar entre um corrupto e um populista não seja fácil, mas isso não desculpa escolherem para presidente um Hitler em potência.
Há dias ouvi Gregório Duviver, ator brasileiro, afirmar "O Brasil não tem o mesmo apego à democracia que Portugal".
Talvez seja por isso!

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quinta-feira, 4 de outubro de 2018

Um olhar alentejano

Numa altura em que o Caso Tancos chegou a tribunal, a situação é caricata.
Vamos lá ver se percebi bem.
Estão indiciados 12 arguidos.
Um, o civil, terá roubado o armamento.
Os outros onze, todos militares, terão ajudado a recuperá-lo.
Falando um pouco mais a sério.
O que se vai sabendo é que a Polícia Judiciária Militar (PJM) terá encenado, em colaboração com a Guarda Nacional Republicana, uma inventiva recuperação do material roubado, facto que já terá sido confirmado pelo diretor da PJM, Luís Vieira, que é um dos arguidos e ficou em prisão preventiva.
Entretanto Vieira já foi substituído por Paulo Isabel, decisão tomada pelo ministro da Defesa Nacional, Azeredo Lopes.
Paulo Isabel tem 54 anos e desempenhava atualmente a coordenação da área de ensino de comportamento humano e administração de recursos no Instituto Universitário Militar.
Parece-me bem escolhido, pois dentro de portas, em termos de comportamentos humanos, há muita gente a precisar de ensinamentos.

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quarta-feira, 3 de outubro de 2018

Um olhar alentejano

Os taxistas estiveram sete dias em greve.
Queriam que a lei que foi aprovada no Parlamento - entra em vigor a 1 de novembro - fosse revogada.
Esta lei vem regulamentar as plataformas como a Uber, mas apesar das empresas de táxis a pedirem há muito tempo, não concordam com ela.
Vão dizendo que não tem nada contra essas empresas, só gostavam é que elas não existissem.
O Partido Comunista fez questão de apresentar na Assembleia da República uma proposta para revogar a lei.
Sim, esta que ainda não entrou em vigor.
Se a moda pega, podemos ter que aumentar o número de deputados.
Porquê?
Cada grupo parlamentar passa a ter duas partes, tipo jogo de bola.
Metade apresenta projetos de lei.
A outra metade apresenta um pedido de revogação das leis que foram aprovadas, mas que a sua bancada votou contra.
Somos um País com uma enorme capacidade inventiva.
E eu também!

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