quarta-feira, 10 de outubro de 2018

Um olhar alentejano

Uma das coisas que me irrita - e ainda são bastantes - é a facilidade com que utilizamos termos em língua estrangeira para designar situações em que podíamos perfeitamente usar a nossa língua, a quarta mais falada em todo o Mundo por 250 milhões de pessoas, como língua oficial.
São os chamados anglicismos
Querem alguns exemplos na área desportiva, daqueles que mais me aborrecem?
Flash-interview: não é mais bonito entrevista rápida?
Time-out: e se dissermos desconto de tempo, não é melhor?
Off-side: mesmo com VAR, fora de jogo é bem mais compreensível.
Ranking: porque não dizem classificação?
Vamos a outros, sem serem desportivos.
Performance: vá lá digam desempenho.
Mouse: mas quando o periférico não funciona o que dizemos? Este rato não trabalha!
Dizem os defensores destas estrangeirices, que há expressões que não devem ser traduzidas, pois podem desvirtuar a ideia.
Eu concordo.
Olhem esta.
Hoje foi anunciado que a Cimeira da Rede vai ser realizada em Lisboa até 2028.
Pronto, ok, Web Summit por mais 10 anos na capital lusa.

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terça-feira, 9 de outubro de 2018

Um olhar alentejano

Uma manhã destas nasceu um sinal de trânsito na Rua Nova, em Cabeça de Carneiro, precisamente naquela onde estou a morar.
É verdade.
Fui beber um café ao Rui e lá estava ele.
Recordei-me que já uma vez escrevi e falei sobre sinais e alterações de trânsito.
Dessa vez foi em Alverca, num simulador de rádio, há quase
trinta anos.
Mas regressemos ao Alentejo.
Como podem ver na foto, em cima à direita, trata-se de um sinal de perigo, mas falta-lhe o conteúdo, pois só temos um fundo branco.
Esmiuçando melhor a situação, o que aconteceu é que na montagem do mesmo, o triângulo ficou com um vértice para cima, em vez de para baixo, para ser uma indicação de cedência de prioridade, situação que se justifica visto tratar-se de um entroncamento.
Uma coisa parece certa.
O empregado camarário que fez a instalação do sinal não deve ter carta de condução.
Mas tudo fica bem quando acaba bem.
No final do dia o sinal já foi dormir na sua posição normal, explicando que aqui é preciso ceder passagem a quem lá vem.

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segunda-feira, 8 de outubro de 2018

Um olhar alentejano

Porque motivo se juntaram no dia 5 de outubro o Jubas, Billas, Super Afonso, Castor, Vermelhinho e Pantera, em Santa Maria da Feira?
Esta ação de solidariedade das mascotes do Feirense, Vitória de Guimarães, Paços de Ferreira, Aves e Boavista surgiu na sequência do castigo aplicado ao Jubas, a mascote do Sporting, por este motivo, relatado na lista de castigos da Federação Portuguesa de Futebol.
"No final do jogo, a mascote do SC Portugal, aquando do directo do superflash, entrou no relvado, colocou-se primeiro atrás do backdrop, depois na frente e abraçou o jogador do SC Portugal na entrevista, perturbando a normal realização do superflash".
Além de não gostar dos estrangeirismos utilizados no texto, mas isso agora não interessa nada, esta brincadeira do Jubas custou 479 € ao seu clube, dado que os zelosos delegados da Liga escreveram no relatório esta gravíssima situação.
Parece uma anedota mas não é.
Por este andar qualquer dia ainda multam o Emplastro!

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domingo, 7 de outubro de 2018

No Reino da Águia


Dia de clássico na Catedral com a receção ao FC Porto.
Primeira parte muito morna, sem oportunidades de golo.
Na segunda metade um Benfica bem melhor, dominou o jogo e chegou à vitória com um golo de Seferovic, tendo sofrido nos últimos minutos, quando estava reduzido a 10 unidades.
Três pontos justos para os encarnados, num jogo dirigido por Fábio Veríssimo.
O jovem árbitro de Leiria esteve péssimo no aspeto disciplinar.
Perdoou a expulsão a Otávio - ainda na primeira parte - e mostrou o segundo amarelo a Lema, num lance em que há muitas dúvidas se foi falta, quanto mais para cartão.
Mostrou que ainda não tem estofo para arbitrar estes jogos.
No mínimo!

Um olhar alentejano

Volto a falar de Cristiano Ronaldo e não pelos melhores motivos.
Um acontecimento de 2009 colocou-o nas bocas do mundo, como se ele precisasse disso para ser falado.
Um enquadramento muito rápido do caso.
O internacional português ter-se-á embrulhado com Kathryn Mayorga num hotel de Las Vegas.
Na sequência do acontecimento Ronaldo terá pago à professora americana 375 mil dólares para ela ficar em silêncio.
Um caso que vai fazer correr muito tinta, mas que me permite deixar três perguntas.
Se o sexo foi consentido, porque motivo a necessidade do silêncio da mulher?
Se existiu violação, porque Kathryn aceitou o dinheiro, em vez de fazer queixa à polícia?
E porquê, só nove anos passados, vir fazer a denúncia?
Sou totalmente contra ao assédio sexual, de todas as formas, mas deixa-me sempre intrigado quando tal vem a acontecer dezenas de anos depois, como aconteceu agora com as acusações ao juiz americano Brett Kavanaugh.
Vamos deixar o tribunal fazer o seu papel, não esquecendo o que Ronaldo já fez pelo País, mas que seja penalizado se vier a ser provada a sua culpa.
Sem contemplações!
Mas por favor, não esqueçam a presunção de inocência.

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sábado, 6 de outubro de 2018

Um olhar alentejano

Já não me recordo quem era, mas conheci alguém que dizia isto muitas vezes "Isso é cíclico".
São vários os assuntos que se repetem anualmente, como o assunto de que falo agora.
As praxes académicas.
Como muitos temas da nossa sociedade, as posições estão extremadas.
Ou sim ou sopas, que é o mesmo que dizer que uns concordam e outros não.
Não faço parte de nenhum destes grupos de opinião.
Vou explicar.
Fui estudante universitário, como eu costumo dizer, já velho.
Não fui praxado ... porque não quis.
Esta é para mim uma das condições para a situação existir, o consentimento do caloiro.
Depois o cerimonial deve ser uma forma de integração, sem qualquer tipo de violência verbal e muito menos física.
Reunidas estas condições, sou totalmente a favor das praxes.
Todas as situações que ciclicamente vamos tomado conhecimento, fora destes parâmetros, são casos de polícia!

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sexta-feira, 5 de outubro de 2018

Um olhar alentejano

No dia 7, próximo domingo, vai decorrer a primeira volta das eleições presidenciais brasileiras.
Nos últimos anos a corrupção, em conjunto como uma carrada de trafulhices, têm batido à porta da maioria dos políticos, da esquerda à direita.
A ideia que fica, até para os próprios brasileiros, é que são poucos o que escapam.
Este caldeirão efervescente é o local indicado para o nascimento de uma boa dose de populismo.
Jair Bolsonaro tem aproveitado bem as suas características radicais, capitalizou o esfaqueamento que foi vítima em campanha, conseguindo arrecadar intenções de voto superiores a 20%.
Polémico, o antigo militar destila ódio sobre os homossexuais, os negros e as mulheres, conseguindo, mesmo assim estar na frente das sondagens.
Como é possível?
Numa altura é que não se confia em ninguém, esta forma de fazer política, vai ganhando cada vez mais adeptos.
Infelizmente há muito gente - e não só no Brasil - que partilha das ideias radicais deste general na reserva, que já afirmou que não vai aceitar o resultado se não ganhar.
Acredito que ter que optar entre um corrupto e um populista não seja fácil, mas isso não desculpa escolherem para presidente um Hitler em potência.
Há dias ouvi Gregório Duviver, ator brasileiro, afirmar "O Brasil não tem o mesmo apego à democracia que Portugal".
Talvez seja por isso!

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