quinta-feira, 11 de outubro de 2018
quarta-feira, 10 de outubro de 2018
Um olhar alentejano
Uma das coisas que me irrita - e ainda são bastantes - é a facilidade com que utilizamos termos em língua estrangeira para designar situações em que podíamos perfeitamente usar a nossa língua, a quarta mais falada em todo o Mundo por 250 milhões de pessoas, como língua oficial.
São os chamados anglicismos
Querem alguns exemplos na área desportiva, daqueles que mais me aborrecem?
Flash-interview: não é mais bonito entrevista rápida?
Time-out: e se dissermos desconto de tempo, não é melhor?
Off-side: mesmo com VAR, fora de jogo é bem mais compreensível.
Ranking: porque não dizem classificação?
Vamos a outros, sem serem desportivos.
Performance: vá lá digam desempenho.
Mouse: mas quando o periférico não funciona o que dizemos? Este rato não trabalha!
Dizem os defensores destas estrangeirices, que há expressões que não devem ser traduzidas, pois podem desvirtuar a ideia.
Eu concordo.
Olhem esta.
Hoje foi anunciado que a Cimeira da Rede vai ser realizada em Lisboa até 2028.
Pronto, ok, Web Summit por mais 10 anos na capital lusa.
São os chamados anglicismos
Querem alguns exemplos na área desportiva, daqueles que mais me aborrecem?
Flash-interview: não é mais bonito entrevista rápida?
Time-out: e se dissermos desconto de tempo, não é melhor?
Off-side: mesmo com VAR, fora de jogo é bem mais compreensível.
Ranking: porque não dizem classificação?
Vamos a outros, sem serem desportivos.
Performance: vá lá digam desempenho.
Mouse: mas quando o periférico não funciona o que dizemos? Este rato não trabalha!
Dizem os defensores destas estrangeirices, que há expressões que não devem ser traduzidas, pois podem desvirtuar a ideia.
Eu concordo.
Olhem esta.
Hoje foi anunciado que a Cimeira da Rede vai ser realizada em Lisboa até 2028.
Pronto, ok, Web Summit por mais 10 anos na capital lusa.
terça-feira, 9 de outubro de 2018
Um olhar alentejano
Uma manhã destas nasceu um sinal de trânsito na Rua Nova, em Cabeça de Carneiro, precisamente naquela onde estou a morar.É verdade.
Fui beber um café ao Rui e lá estava ele.
Recordei-me que já uma vez escrevi e falei sobre sinais e alterações de trânsito.
Dessa vez foi em Alverca, num simulador de rádio, há quase
trinta anos.
Mas regressemos ao Alentejo.Como podem ver na foto, em cima à direita, trata-se de um sinal de perigo, mas falta-lhe o conteúdo, pois só temos um fundo branco.
Esmiuçando melhor a situação, o que aconteceu é que na montagem do mesmo, o triângulo ficou com um vértice para cima, em vez de para baixo, para ser uma indicação de cedência de prioridade, situação que se justifica visto tratar-se de um entroncamento.
Uma coisa parece certa.
O empregado camarário que fez a instalação do sinal não deve ter carta de condução.
Mas tudo fica bem quando acaba bem.
No final do dia o sinal já foi dormir na sua posição normal, explicando que aqui é preciso ceder passagem a quem lá vem.
segunda-feira, 8 de outubro de 2018
Um olhar alentejano
Porque motivo se juntaram no dia 5 de outubro o Jubas, Billas, Super Afonso, Castor, Vermelhinho e Pantera, em Santa Maria da Feira?
Esta ação de solidariedade das mascotes do Feirense, Vitória de Guimarães, Paços de Ferreira, Aves e Boavista surgiu na sequência do castigo aplicado ao Jubas, a mascote do Sporting, por este motivo, relatado na lista de castigos da Federação Portuguesa de Futebol.
"No final do jogo, a mascote do SC Portugal, aquando do directo do superflash, entrou no relvado, colocou-se primeiro atrás do backdrop, depois na frente e abraçou o jogador do SC Portugal na entrevista, perturbando a normal realização do superflash".
Além de não gostar dos estrangeirismos utilizados no texto, mas isso agora não interessa nada, esta brincadeira do Jubas custou 479 € ao seu clube, dado que os zelosos delegados da Liga escreveram no relatório esta gravíssima situação.
Parece uma anedota mas não é.
Por este andar qualquer dia ainda multam o Emplastro!
Esta ação de solidariedade das mascotes do Feirense, Vitória de Guimarães, Paços de Ferreira, Aves e Boavista surgiu na sequência do castigo aplicado ao Jubas, a mascote do Sporting, por este motivo, relatado na lista de castigos da Federação Portuguesa de Futebol.
"No final do jogo, a mascote do SC Portugal, aquando do directo do superflash, entrou no relvado, colocou-se primeiro atrás do backdrop, depois na frente e abraçou o jogador do SC Portugal na entrevista, perturbando a normal realização do superflash".
Além de não gostar dos estrangeirismos utilizados no texto, mas isso agora não interessa nada, esta brincadeira do Jubas custou 479 € ao seu clube, dado que os zelosos delegados da Liga escreveram no relatório esta gravíssima situação.
Parece uma anedota mas não é.
Por este andar qualquer dia ainda multam o Emplastro!
domingo, 7 de outubro de 2018
No Reino da Águia
Dia de clássico na Catedral com a receção ao FC Porto.
Primeira parte muito morna, sem oportunidades de golo.
Na segunda metade um Benfica bem melhor, dominou o jogo e chegou à vitória com um golo de Seferovic, tendo sofrido nos últimos minutos, quando estava reduzido a 10 unidades.
Três pontos justos para os encarnados, num jogo dirigido por Fábio Veríssimo.
O jovem árbitro de Leiria esteve péssimo no aspeto disciplinar.
Perdoou a expulsão a Otávio - ainda na primeira parte - e mostrou o segundo amarelo a Lema, num lance em que há muitas dúvidas se foi falta, quanto mais para cartão.
Mostrou que ainda não tem estofo para arbitrar estes jogos.
No mínimo!
Um olhar alentejano
Volto a falar de Cristiano Ronaldo e não pelos melhores motivos.
Um acontecimento de 2009 colocou-o nas bocas do mundo, como se ele precisasse disso para ser falado.
Um enquadramento muito rápido do caso.
O internacional português ter-se-á embrulhado com Kathryn Mayorga num hotel de Las Vegas.
Na sequência do acontecimento Ronaldo terá pago à professora americana 375 mil dólares para ela ficar em silêncio.
Um caso que vai fazer correr muito tinta, mas que me permite deixar três perguntas.
Se o sexo foi consentido, porque motivo a necessidade do silêncio da mulher?
Se existiu violação, porque Kathryn aceitou o dinheiro, em vez de fazer queixa à polícia?
E porquê, só nove anos passados, vir fazer a denúncia?
Sou totalmente contra ao assédio sexual, de todas as formas, mas deixa-me sempre intrigado quando tal vem a acontecer dezenas de anos depois, como aconteceu agora com as acusações ao juiz americano Brett Kavanaugh.
Vamos deixar o tribunal fazer o seu papel, não esquecendo o que Ronaldo já fez pelo País, mas que seja penalizado se vier a ser provada a sua culpa.
Sem contemplações!
Mas por favor, não esqueçam a presunção de inocência.
Um acontecimento de 2009 colocou-o nas bocas do mundo, como se ele precisasse disso para ser falado.
Um enquadramento muito rápido do caso.
O internacional português ter-se-á embrulhado com Kathryn Mayorga num hotel de Las Vegas.
Na sequência do acontecimento Ronaldo terá pago à professora americana 375 mil dólares para ela ficar em silêncio.
Um caso que vai fazer correr muito tinta, mas que me permite deixar três perguntas.
Se o sexo foi consentido, porque motivo a necessidade do silêncio da mulher?
Se existiu violação, porque Kathryn aceitou o dinheiro, em vez de fazer queixa à polícia?
E porquê, só nove anos passados, vir fazer a denúncia?
Sou totalmente contra ao assédio sexual, de todas as formas, mas deixa-me sempre intrigado quando tal vem a acontecer dezenas de anos depois, como aconteceu agora com as acusações ao juiz americano Brett Kavanaugh.
Vamos deixar o tribunal fazer o seu papel, não esquecendo o que Ronaldo já fez pelo País, mas que seja penalizado se vier a ser provada a sua culpa.
Sem contemplações!
Mas por favor, não esqueçam a presunção de inocência.
sábado, 6 de outubro de 2018
Um olhar alentejano
Já não me recordo quem era, mas conheci alguém que dizia isto muitas vezes "Isso é cíclico".
São vários os assuntos que se repetem anualmente, como o assunto de que falo agora.
As praxes académicas.
Como muitos temas da nossa sociedade, as posições estão extremadas.
Ou sim ou sopas, que é o mesmo que dizer que uns concordam e outros não.
Não faço parte de nenhum destes grupos de opinião.
Vou explicar.
Fui estudante universitário, como eu costumo dizer, já velho.
Não fui praxado ... porque não quis.
Esta é para mim uma das condições para a situação existir, o consentimento do caloiro.
Depois o cerimonial deve ser uma forma de integração, sem qualquer tipo de violência verbal e muito menos física.
Reunidas estas condições, sou totalmente a favor das praxes.
Todas as situações que ciclicamente vamos tomado conhecimento, fora destes parâmetros, são casos de polícia!
São vários os assuntos que se repetem anualmente, como o assunto de que falo agora.
As praxes académicas.
Como muitos temas da nossa sociedade, as posições estão extremadas.
Ou sim ou sopas, que é o mesmo que dizer que uns concordam e outros não.
Não faço parte de nenhum destes grupos de opinião.
Vou explicar.
Fui estudante universitário, como eu costumo dizer, já velho.
Não fui praxado ... porque não quis.
Esta é para mim uma das condições para a situação existir, o consentimento do caloiro.
Depois o cerimonial deve ser uma forma de integração, sem qualquer tipo de violência verbal e muito menos física.
Reunidas estas condições, sou totalmente a favor das praxes.
Todas as situações que ciclicamente vamos tomado conhecimento, fora destes parâmetros, são casos de polícia!
sexta-feira, 5 de outubro de 2018
Um olhar alentejano
No dia 7, próximo domingo, vai decorrer a primeira volta das eleições presidenciais brasileiras.
Nos últimos anos a corrupção, em conjunto como uma carrada de trafulhices, têm batido à porta da maioria dos políticos, da esquerda à direita.
A ideia que fica, até para os próprios brasileiros, é que são poucos o que escapam.
Este caldeirão efervescente é o local indicado para o nascimento de uma boa dose de populismo.
Jair Bolsonaro tem aproveitado bem as suas características radicais, capitalizou o esfaqueamento que foi vítima em campanha, conseguindo arrecadar intenções de voto superiores a 20%.
Polémico, o antigo militar destila ódio sobre os homossexuais, os negros e as mulheres, conseguindo, mesmo assim estar na frente das sondagens.
Como é possível?
Numa altura é que não se confia em ninguém, esta forma de fazer política, vai ganhando cada vez mais adeptos.
Infelizmente há muito gente - e não só no Brasil - que partilha das ideias radicais deste general na reserva, que já afirmou que não vai aceitar o resultado se não ganhar.
Acredito que ter que optar entre um corrupto e um populista não seja fácil, mas isso não desculpa escolherem para presidente um Hitler em potência.
Há dias ouvi Gregório Duviver, ator brasileiro, afirmar "O Brasil não tem o mesmo apego à democracia que Portugal".
Talvez seja por isso!
Nos últimos anos a corrupção, em conjunto como uma carrada de trafulhices, têm batido à porta da maioria dos políticos, da esquerda à direita.
A ideia que fica, até para os próprios brasileiros, é que são poucos o que escapam.
Este caldeirão efervescente é o local indicado para o nascimento de uma boa dose de populismo.
Jair Bolsonaro tem aproveitado bem as suas características radicais, capitalizou o esfaqueamento que foi vítima em campanha, conseguindo arrecadar intenções de voto superiores a 20%.
Polémico, o antigo militar destila ódio sobre os homossexuais, os negros e as mulheres, conseguindo, mesmo assim estar na frente das sondagens.
Como é possível?
Numa altura é que não se confia em ninguém, esta forma de fazer política, vai ganhando cada vez mais adeptos.
Infelizmente há muito gente - e não só no Brasil - que partilha das ideias radicais deste general na reserva, que já afirmou que não vai aceitar o resultado se não ganhar.
Acredito que ter que optar entre um corrupto e um populista não seja fácil, mas isso não desculpa escolherem para presidente um Hitler em potência.
Há dias ouvi Gregório Duviver, ator brasileiro, afirmar "O Brasil não tem o mesmo apego à democracia que Portugal".
Talvez seja por isso!
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