quinta-feira, 8 de novembro de 2018
quarta-feira, 7 de novembro de 2018
No Reino da Águia
Jornada quatro da Liga dos Campeões com o Benfica a receber o Ajax.
Primeira parte muito disputada, com o metro quadrado de relvado muito caro.
Poucas oportunidades, mas o Benfica a marcar por Jonas, aproveitando bem uma falha do guarda-redes holandês.
A segunda metade foi bem melhor, mais bem jogada, mas o Ajax conseguiu chegar ao empate.
No último lance do jogo - com aconteceu em Amesterdão - o Benfica poderia ter saído com os três pontos, mas uma grande defesa de Onana negou a justiça do resultado.
Um olhar alentejano
Como diz o meu Amigo Manuel Russo "O Alentejo não é melhor, nem pior que outras zonas do País. É diferente!"
Estou totalmente de acordo.
Já tinha essa convicção, depois de passar férias por cá nos últimos cinco anos - onde a paixão foi ganhando asas - mas estar a morar em definitivo, têm um sabor e um carinho diferentes.
Até agora só encontrei uma situação que se assemelha à cidade.
As buzinadelas de sábado de manhã.
Eu explico.
Numa pequena aldeia onde o comércio de restringe a uma padaria - da Dona Inácia - e dois pequenos cafés, os artigos dos dia a dia chegam sobre rodas.
Logo pela fresquinha e até à hora de almoço, os diferentes sons, bem estridentes, dão-nos conta que chegou o peixe fresco, a fruta e os legumes, os produtos de mercearia e até os artigos de pronto a vestir.
Com o passar das semanas, já vou identificando os veículos antes de eles nos desvendarem o seu interior.
Em relação às buzinas, ainda só apanho o relinchar do cavalinho do peixeiro!
Estou totalmente de acordo.
Já tinha essa convicção, depois de passar férias por cá nos últimos cinco anos - onde a paixão foi ganhando asas - mas estar a morar em definitivo, têm um sabor e um carinho diferentes.
Até agora só encontrei uma situação que se assemelha à cidade.
As buzinadelas de sábado de manhã.
Eu explico.
Numa pequena aldeia onde o comércio de restringe a uma padaria - da Dona Inácia - e dois pequenos cafés, os artigos dos dia a dia chegam sobre rodas.
Logo pela fresquinha e até à hora de almoço, os diferentes sons, bem estridentes, dão-nos conta que chegou o peixe fresco, a fruta e os legumes, os produtos de mercearia e até os artigos de pronto a vestir.
Com o passar das semanas, já vou identificando os veículos antes de eles nos desvendarem o seu interior.
Em relação às buzinas, ainda só apanho o relinchar do cavalinho do peixeiro!
terça-feira, 6 de novembro de 2018
Um olhar alentejano
Numa altura em que há dezenas de jogos de futebol na televisão, quem se lembra do primeiro jogo transmitido em direto pela RTP?
Mais um excelente texto publicado no jornal A Bola, leva-nos até às 18:30 do dia 22 de outubro de 1978.
É verdade já lá vão 40 anos.
A preto e branco, a estreia aconteceu no estádio do Bonfim, em Setúbal, com os sadinos a receberem o Belenenses.
Nessa altura os jogos dos campeonatos de Inglaterra, Alemanha, Itália e França não passavam em direto nas televisões dos seus países.
O Vitória recebeu 250 contos (mais ou menos 18.600 €) e o Belenenses 40 contos, valor que receberiam todos os visitantes nos 23 jogos a transmitir.
O Benfica e o Sporting não se mostraram interessados no negócio e FC Porto, Belenenses e Sporting de Braga eram os que como visitados mais recebiam: 400 contos.
Recordemos como decorreu o jogo.
Os da casa começaram melhor com golos de Vítor Batista - ele que se apelidava de O Maior - e de Vítor Madeira.
Na segunda parte os de Belém deram a volta ao resultado, marcaram Clésio, Lincoln e Cepeda.
Os primeiros 5 golos que passaram em direto na televisão portuguesa.
Mais um excelente texto publicado no jornal A Bola, leva-nos até às 18:30 do dia 22 de outubro de 1978.
É verdade já lá vão 40 anos.
A preto e branco, a estreia aconteceu no estádio do Bonfim, em Setúbal, com os sadinos a receberem o Belenenses.
Nessa altura os jogos dos campeonatos de Inglaterra, Alemanha, Itália e França não passavam em direto nas televisões dos seus países.
O Vitória recebeu 250 contos (mais ou menos 18.600 €) e o Belenenses 40 contos, valor que receberiam todos os visitantes nos 23 jogos a transmitir.
O Benfica e o Sporting não se mostraram interessados no negócio e FC Porto, Belenenses e Sporting de Braga eram os que como visitados mais recebiam: 400 contos.
Recordemos como decorreu o jogo.
Os da casa começaram melhor com golos de Vítor Batista - ele que se apelidava de O Maior - e de Vítor Madeira.
Na segunda parte os de Belém deram a volta ao resultado, marcaram Clésio, Lincoln e Cepeda.
Os primeiros 5 golos que passaram em direto na televisão portuguesa.
segunda-feira, 5 de novembro de 2018
Um olhar alentejano
No início deste texto convém deixar a data em que foi escrito, pois quase todos os dias há novidades sobre o caso Tancos.
22 de outubro.
Já se demitiu o ministro da Defesa, foi exonerado o Chefe do Estado-Maior do Exército e o Major Vasco Brazão já entregou o memorando.
Até a Fátima Felgueiras já o leu.
Todos querem apurar responsabilidades políticas, mas parece que ninguém quer saber como aconteceu o desaparecimento/aparecimento do material militar roubado.
Deixo alguma perguntas que continuam sem resposta, mais de um ano passado, à luz dos dados que vão sendo conhecidos.
Quem ajudou o presumível ladrão - que está em prisão preventiva - a roubar as armas?
Quando ele se arrependeu, com quem contactou para as devolver?
Porque motivo a Polícia Judiciária Militar não se limitou a prender o ladrão e recuperar as armas, sem ter que criar a famosa encenação?
Quando estas três perguntas tiverem resposta, talvez se perceba melhor quem são os bons e os maus desta fita.
22 de outubro.
Já se demitiu o ministro da Defesa, foi exonerado o Chefe do Estado-Maior do Exército e o Major Vasco Brazão já entregou o memorando.
Até a Fátima Felgueiras já o leu.
Todos querem apurar responsabilidades políticas, mas parece que ninguém quer saber como aconteceu o desaparecimento/aparecimento do material militar roubado.
Deixo alguma perguntas que continuam sem resposta, mais de um ano passado, à luz dos dados que vão sendo conhecidos.
Quem ajudou o presumível ladrão - que está em prisão preventiva - a roubar as armas?
Quando ele se arrependeu, com quem contactou para as devolver?
Porque motivo a Polícia Judiciária Militar não se limitou a prender o ladrão e recuperar as armas, sem ter que criar a famosa encenação?
Quando estas três perguntas tiverem resposta, talvez se perceba melhor quem são os bons e os maus desta fita.
domingo, 4 de novembro de 2018
Um olhar alentejano
Eleito que está Jair Bolsonaro como presidente do Brasil, vamos ver como se vai comportar este clone de Donald Trump.
Para já vai anunciando os nomes que vão compor o seu governo, já estando confirmado o juiz Sérgio Moro para ministro da Justiça.
Uma pequena cronologia.
Em 2017 Moro dá uma entrevista ao jornal Expresso. Questionado sobre a hipótese de entrar na política, afirmou "Já o repeti várias vezes. Não existe nenhum possibilidade".
No início deste ano, sondagens dão vitória a Lula da Silva, bem à frente de Bolsonaro.
Em Abril, na sequência do processo Lava Jato, Moro dá ordem de prisão a Lula, ficando impossibilitado de concorrer às eleições.
Muitas vozes habilitadas dizem que as provas não eram suficientes para a prisão do antigo presidente brasileiro.
Como a mulher de César, as contradições de Moro não deixam de levantar desconfiança.
Por cá o irrevogável Paulo Portas - que tem andado, e ainda bem, desaparecido - foi comentador numa televisão sobre esta eleição.
Afirmou que depois de procurar não encontrou "nos 27 anos de vida pública do capitão Bolsonaro nenhum indicador eticamente reprovável em termos pessoais".
Para ele ser racista, machista, homofóbico, apoiar a tortura, desviar impostos, entre outras trafulhices, não é na de grave.
Portas ou procurou pouco ou é parvo!
Para já vai anunciando os nomes que vão compor o seu governo, já estando confirmado o juiz Sérgio Moro para ministro da Justiça.
Uma pequena cronologia.
Em 2017 Moro dá uma entrevista ao jornal Expresso. Questionado sobre a hipótese de entrar na política, afirmou "Já o repeti várias vezes. Não existe nenhum possibilidade".
No início deste ano, sondagens dão vitória a Lula da Silva, bem à frente de Bolsonaro.
Em Abril, na sequência do processo Lava Jato, Moro dá ordem de prisão a Lula, ficando impossibilitado de concorrer às eleições.
Muitas vozes habilitadas dizem que as provas não eram suficientes para a prisão do antigo presidente brasileiro.
Como a mulher de César, as contradições de Moro não deixam de levantar desconfiança.
Por cá o irrevogável Paulo Portas - que tem andado, e ainda bem, desaparecido - foi comentador numa televisão sobre esta eleição.
Afirmou que depois de procurar não encontrou "nos 27 anos de vida pública do capitão Bolsonaro nenhum indicador eticamente reprovável em termos pessoais".
Para ele ser racista, machista, homofóbico, apoiar a tortura, desviar impostos, entre outras trafulhices, não é na de grave.
Portas ou procurou pouco ou é parvo!
sábado, 3 de novembro de 2018
Um olhar alentejano
Tenho ideia de que há algum tempo tinha reagido de outra forma.
Tinha dito uma carrada de palavrões, ficava revoltado com o mundo e estava umas horas bem zangado.
Acho que não foi a mudança para o Alentejo que alterou a minha forma de encarar estas situações, pois já antes isso acontecia.
Estou-me a referir a uma derrota do Benfica.
Aliás, três derrotas consecutivas, o que já não acontecia aos encarnados desde de 2010.
Claro que não deixo de ficar triste com os desaires do meu clube, mas ganho alguma coisa em ficar desesperado?
Muitos dos meus amigos benfiquistas, gostam de mostrar lenços brancos, trocar de treinador e de presidente - como o Sporting - muitas vezes, como se isso fosse a solução dos problemas.
Muitos ficam doentes, porque sabem que vão levar com os adeptos dos outros clubes nas redes sociais, porque fazem o mesmo quando eles perdem, uma coisa que eu nunca faço.
Deixem cada um sofrer com os maus momentos, sem deitar sal nas feridas.
Eu vou continuar a torcer pelo meu Benfica, apoiando o excelente trabalho de Luís Filipe Vieira e Rui Vitória, sabendo que estes são momentos porque todos os clubes vão passar.
Mais cedo ou mais tarde.
Tinha dito uma carrada de palavrões, ficava revoltado com o mundo e estava umas horas bem zangado.
Acho que não foi a mudança para o Alentejo que alterou a minha forma de encarar estas situações, pois já antes isso acontecia.
Estou-me a referir a uma derrota do Benfica.
Aliás, três derrotas consecutivas, o que já não acontecia aos encarnados desde de 2010.
Claro que não deixo de ficar triste com os desaires do meu clube, mas ganho alguma coisa em ficar desesperado?
Muitos dos meus amigos benfiquistas, gostam de mostrar lenços brancos, trocar de treinador e de presidente - como o Sporting - muitas vezes, como se isso fosse a solução dos problemas.
Muitos ficam doentes, porque sabem que vão levar com os adeptos dos outros clubes nas redes sociais, porque fazem o mesmo quando eles perdem, uma coisa que eu nunca faço.
Deixem cada um sofrer com os maus momentos, sem deitar sal nas feridas.
Eu vou continuar a torcer pelo meu Benfica, apoiando o excelente trabalho de Luís Filipe Vieira e Rui Vitória, sabendo que estes são momentos porque todos os clubes vão passar.
Mais cedo ou mais tarde.
sexta-feira, 2 de novembro de 2018
No Reino da Águia
O Benfica recebeu na Luz - que fez 15 anos recentemente - o Moreirense, jogo da 10ª jornada da Liga.
Os encarnados chegaram cedo ao golo - 100º golo de Jonas na Liga - mas uma excelente exibição dos visitantes, tornaram a vantagem madrugadora num pesadelo, chegando ao intervalo a vencer por 1-3.
Na segunda metade o Benfica tentou dar volta ao resultado, mas sem discernimento.
Vitória justa do Moreirense.
Só uma pergunta.
Este jogo teve VAR?
Um olhar alentejano
Aníbal Cavaco Silva lançou o segundo volume das suas memórias Quinta-Feira e outros dias.
Quando em março de 2016 abandonou o Palácio de Belém, deixou a convicção de não andaria por aí como Santana Lopes, sendo a política um capítulo encerrado na sua vida, prometendo, na altura, que iria escrever as suas memórias.
A ideia de vir para a praça pública contar episódios, que em minha opinião, deviam ficar na reserva de quem os proferiu, é sem dúvida nenhuma um ajustar de contas com alguns dos seus adversários, e não um prestar de contas, como prometeu aos portugueses.
Se as reuniões semanais entre Presidente da República e Primeiro-Ministro fossem para ser de conhecimento público, davam em direto nas televisões.
Depois há alguns capítulos que escaparam nestes dois livros de Cavaco Silva.
Onde está o artigo sobre a queda do BES e o motivo de ter afirmado que os portugueses podiam confiar no Banco Espírito Santo?
Porque não explica porque geria mal as suas receitas, quando afirmou que as pensões que recebia não davam para pagar as suas despesas?
Porque falta a explicação da sua ligação ao BPN e a Oliveira e Costa, assim como a sua associação à ascensão política de Dias Loureiro e Duarte Lima?
E a sua ligação à PIDE foi apenas uma fake new?
Tenho esperança que vamos ficar esclarecidos no terceiro volume.
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