quinta-feira, 27 de dezembro de 2018

Um olhar alentejano

Acontece-nos muitas vezes ... demasiadas vezes.
Idealizamos um projeto - nalguns casos somos pioneiros - recebemos elogios do exterior e deixamos as bases para a sua evolução.
E depois o que acontece?
Os que agarraram a nossa ideia vão fazendo com que ele evolua e nós regredimos.
Estou a falar concretamente do videoárbitro, o conhecido VAR.
A Federação Portuguesa de Futebol lançou o projeto, FIFA, UEFA e alguns dos principais campeonatos europeus já o adotaram, sendo que os resultados têm sido elogiados.
Porque cá passa-se o contrário e porquê?
Em minha opinião a culpa é dos árbitros.
Como em muitas classes profissionais, também esta é cooperativista.
Um erro do árbitro dentro do campo, não é devidamente avaliado pelo VAR, para que não seja detetado o erro cometido na avaliação dentro das quatro linhas, tipo "ele errou, mas nós com os recursos que temos também não vimos".
E como se resolve este problema?
De certeza que não é colocando na videoarbitragem árbitros que eram maus dentro do campo, mas sim criando e formando elementos para uma carreira como VAR, independente dos árbitros de campo.
Talvez assim consigamos chegar aos bons resultados que se esperavam desta ferramenta.

À volta da Comercial


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O estádio do Henninsvaer FC, em Henninsvaer, ilhas Lofoten, norte da Noruega, no Círculo Polar Ártico.

8/03/2018

Os cestos da NBA

 
 
 

quarta-feira, 26 de dezembro de 2018

Um olhar alentejano

Ninguém tem dúvidas do que os jornalistas escrevem e dizem influencia a opinião pública.
Quantos vezes não ouvimos a expressão “eu ouvi na televisão” , como sendo sinónimo de uma verdade absoluta.
Eu que sou, como costumo dizer, uma espécie de jornalista, sou dos que defendem esta classe, mas entristece-me quando a opinião resvala para o lado do ataque pessoal, principalmente quando vem de alguém que me habituei a apreciar, caso de Vítor Serpa, diretor do jornal A Bola.
O que tem escrito nos últimos tempos sobre Rui Vitória - aliás,   como quase todos naquele jornal - tem sido uma verdadeira campanha para que ele seja despedido, ao nível do que tem feito muitos benfiquistas.
Mas eles podem, Serpa é que não!
Curiosamente são os mesmos jornalistas que criticam os presidentes quando estes usam o chicote do despedimento.
Na véspera do jogo com o Braga escreveu “Calculo que para o jogo de hoje, independentemente da qualidade da exibição, Rui Vitória assinasse já por baixa da proposta de qualquer resultado mínimo, mas que significasse o sucesso dos tais três pontinhos” e “Enquanto Keizer e Conceição discutem se a nota artística ... fica melhor com ... 1-0 ou 4-3, Vitória contenta-se com a teoria dos três pontinhos e acha que ganhar por um é uma goleada”.
Sempre defendi que os jornalistas podem e devem opinar sobre as opções dos treinadores, mas não podem deduzir pensamentos que eles nunca proferiram.
Quando se querem substituir aos próprios, armando-se também eles em treinadores de bancada, acabam, invariavelmente, por escrever muitos disparates.
Senhor Vítor Serpa, talvez seja a altura de meter a viola no saco e escrever os seus editoriais sobre outros assuntos, por exemplo na vergonha que se passa no seu Belenenses.

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O ucraniano Georgii Zantaraia e o esloveno Andraz Jereb no Campeonato da Europa de Judo, no Tel Aviv Convention Center, Israel.

26/04/2018

Os cestos da NBA


terça-feira, 25 de dezembro de 2018

Um olhar alentejano

Em 2005 iniciou-se um dos maiores estudos da Europa, o único deste tipo realizado em Portugal.
O projeto de investigação Geração 21 acompanha 8600 crianças desde o dia em que nasceram em maternidades públicas da área metropolitana do Porto.
Hoje têm entre 12 e 13 anos - com a adolescência a bater-lhes à porta - enfrentando uma nova fase de avaliações, medições e perguntas dos investigadores.
Apesar de ainda ser cedo para se chegarem a conclusões, já se pode dizer por esta altura que as crianças portuguesas estão mais altas, mais gordas, mais informadas, mas também mais dependentes dos pais.
Muitos destes miúdos nunca foram para escola sozinhos, pois mesmo morando perto, vão de carro com os pais, os mesmos pais que no final do dia andam a correr para os levar, mais uma vez de carro, para uma atividade desportiva.
Outra conclusão que já se pode tirar, tem a ver com o mapa da obesidade.
As crianças mais gordas são aquelas que ficam em freguesias que têm por perto um McDonalds.
Mais exercício e melhor alimentação, precisa-se.
Principalmente a seguir ao Natal!

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A festa dos Washington Capitals após a vitória na Stanley Cup, no T_Mobile Arena, Las Vegas.

7/06/2018

segunda-feira, 24 de dezembro de 2018

Um olhar alentejano

Estes são dias de grande comezaina, com a Família à volta da mesa.
Uma olhadela rápida ao que mais se come no nosso país, na Consoada e no almoço de Natal. 
No jantar da véspera, o bacalhau com as couves domina em quase todo o Portugal Continental, sendo que no Norte, divide a preferência com o polvo cozido, enquanto que no Alentejo e Algarve o galo assado já dominou, mas o fiel amigo também já é o primeiro na ementa.
Na Madeira comem-se as espetadas em pau de louro e nos Açores a galinha é o que enche a mesa, assada, guisada ou em canja.
No dia seguinte os assados são o prato forte, com o peru e o cabrito a serem os eleitos, em conjunto com borrego, porco ou galinha, enquanto que a carne de porco temperada em vinha-de-alhos, conforta os estômagos madeirenses.
Doces há com fartura, de norte a sul, como as filhós com diversos sabores, rabanadas, coscorões, fatias douradas, broas castelares, azevias de batata doce ou grão, um merengue de banana açoriano e um bolo de mel da Madeira.
Claro que o bolo Rei também marca presença em muitas mesas, tudo bem regado com os nossos excelentes vinhos.
Bom apetite e bom Natal!

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