Ninguém tem dúvidas do que os jornalistas escrevem e dizem influencia a opinião pública.
Quantos vezes não ouvimos a expressão “eu ouvi na televisão” , como sendo sinónimo de uma verdade absoluta.
Eu que sou, como costumo dizer, uma espécie de jornalista, sou dos que defendem esta classe, mas entristece-me quando a opinião resvala para o lado do ataque pessoal, principalmente quando vem de alguém que me habituei a apreciar, caso de Vítor Serpa, diretor do jornal A Bola.
O que tem escrito nos últimos tempos sobre Rui Vitória - aliás, como quase todos naquele jornal - tem sido uma verdadeira campanha para que ele seja despedido, ao nível do que tem feito muitos benfiquistas.
Mas eles podem, Serpa é que não!
Curiosamente são os mesmos jornalistas que criticam os presidentes quando estes usam o chicote do despedimento.
Na véspera do jogo com o Braga escreveu “Calculo que para o jogo de hoje, independentemente da qualidade da exibição, Rui Vitória assinasse já por baixa da proposta de qualquer resultado mínimo, mas que significasse o sucesso dos tais três pontinhos” e “Enquanto Keizer e Conceição discutem se a nota artística ... fica melhor com ... 1-0 ou 4-3, Vitória contenta-se com a teoria dos três pontinhos e acha que ganhar por um é uma goleada”.
Sempre defendi que os jornalistas podem e devem opinar sobre as opções dos treinadores, mas não podem deduzir pensamentos que eles nunca proferiram.
Quando se querem substituir aos próprios, armando-se também eles em treinadores de bancada, acabam, invariavelmente, por escrever muitos disparates.
Senhor Vítor Serpa, talvez seja a altura de meter a viola no saco e escrever os seus editoriais sobre outros assuntos, por exemplo na vergonha que se passa no seu Belenenses.
quarta-feira, 26 de dezembro de 2018
Imagens
O ucraniano Georgii Zantaraia e o esloveno Andraz Jereb no Campeonato da Europa de Judo, no Tel Aviv Convention Center, Israel.
26/04/2018
terça-feira, 25 de dezembro de 2018
Um olhar alentejano
Em 2005 iniciou-se um dos maiores estudos da Europa, o único deste tipo realizado em Portugal.
O projeto de investigação Geração 21 acompanha 8600 crianças desde o dia em que nasceram em maternidades públicas da área metropolitana do Porto.
Hoje têm entre 12 e 13 anos - com a adolescência a bater-lhes à porta - enfrentando uma nova fase de avaliações, medições e perguntas dos investigadores.
Apesar de ainda ser cedo para se chegarem a conclusões, já se pode dizer por esta altura que as crianças portuguesas estão mais altas, mais gordas, mais informadas, mas também mais dependentes dos pais.
Muitos destes miúdos nunca foram para escola sozinhos, pois mesmo morando perto, vão de carro com os pais, os mesmos pais que no final do dia andam a correr para os levar, mais uma vez de carro, para uma atividade desportiva.
Outra conclusão que já se pode tirar, tem a ver com o mapa da obesidade.
As crianças mais gordas são aquelas que ficam em freguesias que têm por perto um McDonalds.
Mais exercício e melhor alimentação, precisa-se.
Principalmente a seguir ao Natal!
O projeto de investigação Geração 21 acompanha 8600 crianças desde o dia em que nasceram em maternidades públicas da área metropolitana do Porto.
Hoje têm entre 12 e 13 anos - com a adolescência a bater-lhes à porta - enfrentando uma nova fase de avaliações, medições e perguntas dos investigadores.
Apesar de ainda ser cedo para se chegarem a conclusões, já se pode dizer por esta altura que as crianças portuguesas estão mais altas, mais gordas, mais informadas, mas também mais dependentes dos pais.
Muitos destes miúdos nunca foram para escola sozinhos, pois mesmo morando perto, vão de carro com os pais, os mesmos pais que no final do dia andam a correr para os levar, mais uma vez de carro, para uma atividade desportiva.
Outra conclusão que já se pode tirar, tem a ver com o mapa da obesidade.
As crianças mais gordas são aquelas que ficam em freguesias que têm por perto um McDonalds.
Mais exercício e melhor alimentação, precisa-se.
Principalmente a seguir ao Natal!
Imagens
A festa dos Washington Capitals após a vitória na Stanley Cup, no T_Mobile Arena, Las Vegas.
7/06/2018
segunda-feira, 24 de dezembro de 2018
Um olhar alentejano
Estes são dias de grande comezaina, com a Família à volta da mesa.
Uma olhadela rápida ao que mais se come no nosso país, na Consoada e no almoço de Natal.
No jantar da véspera, o bacalhau com as couves domina em quase todo o Portugal Continental, sendo que no Norte, divide a preferência com o polvo cozido, enquanto que no Alentejo e Algarve o galo assado já dominou, mas o fiel amigo também já é o primeiro na ementa.
Na Madeira comem-se as espetadas em pau de louro e nos Açores a galinha é o que enche a mesa, assada, guisada ou em canja.
No dia seguinte os assados são o prato forte, com o peru e o cabrito a serem os eleitos, em conjunto com borrego, porco ou galinha, enquanto que a carne de porco temperada em vinha-de-alhos, conforta os estômagos madeirenses.
Doces há com fartura, de norte a sul, como as filhós com diversos sabores, rabanadas, coscorões, fatias douradas, broas castelares, azevias de batata doce ou grão, um merengue de banana açoriano e um bolo de mel da Madeira.
Claro que o bolo Rei também marca presença em muitas mesas, tudo bem regado com os nossos excelentes vinhos.
Bom apetite e bom Natal!
Uma olhadela rápida ao que mais se come no nosso país, na Consoada e no almoço de Natal.
No jantar da véspera, o bacalhau com as couves domina em quase todo o Portugal Continental, sendo que no Norte, divide a preferência com o polvo cozido, enquanto que no Alentejo e Algarve o galo assado já dominou, mas o fiel amigo também já é o primeiro na ementa.
Na Madeira comem-se as espetadas em pau de louro e nos Açores a galinha é o que enche a mesa, assada, guisada ou em canja.
No dia seguinte os assados são o prato forte, com o peru e o cabrito a serem os eleitos, em conjunto com borrego, porco ou galinha, enquanto que a carne de porco temperada em vinha-de-alhos, conforta os estômagos madeirenses.
Doces há com fartura, de norte a sul, como as filhós com diversos sabores, rabanadas, coscorões, fatias douradas, broas castelares, azevias de batata doce ou grão, um merengue de banana açoriano e um bolo de mel da Madeira.
Claro que o bolo Rei também marca presença em muitas mesas, tudo bem regado com os nossos excelentes vinhos.
Bom apetite e bom Natal!
Imagens
A polaca Justyna Swiety-Ersetic vence a prova dos 400 metros, batendo a grega Maria Belibasaki, nos Campeonatos da Europa de Atletismo, em Berlim.
11/08/2018
domingo, 23 de dezembro de 2018
No Reino da Águia
Perto do Natal o Benfica recebeu o Sporting de Braga na Catedral.
Rui Vitória utilizou o onze habitual após Munique, com Cervi no lugar do lesionado Rafa.
Excelente primeira parte dos encarnados, que marcaram por Pizzi e Jardel, mas podiam ter dilatado a vantagem. O bracarenses tentaram contrariar a superioridade dos da casa, mas apenas Ricardo Horta testou Vlachodimos.
Na segunda metade o Benfica voltou a entrar muito bem, chegou ao terceiro golo por Grimaldo, resposta imediata, com o Braga a reduzir por Dyego Sousa, mas pouco depois chegou o quarto, por Jonas, e a sorte do jogo ficou decidida a trinta minutos do fim.
Mais três golos - Cervi, André Almeida e João Novais - num grande jogo de futebol, no dia em que a retoma chegou com meia dúzia de golos.
Um olhar alentejano
Quem acompanha o futebol de perto, deve ter visto ou ouvido as declarações de José Manuel Viage, treinador do Montalegre, no final do jogo com o Benfica, ele que não esteve no banco por se encontrar castigado.
Vou recuperá-las: "Em Portugal somos muito fortes com os fracos e muito fracos com os fortes. Tenho respeito pelo Sérgio Conceição e pelo Abel Ferreira, admiro-os. mas ... o Sérgio Conceição foi expulso seis vezes e nunca ficou fora do banco. Se o José Manuel Viage se chamasse Jorge Jesus, Rui Vitória ou José Mourinho, não estaria 80 dias de fora por algo normal e caricato".
Até fiquei com pena do homem!
Mas afinal porque motivo ele estava castigado?
No jogo do Campeonato de Portugal, agrediu um jogador do Fafe, aquando dos festejos de um golo, uma estalada que lhe valeu 45 dias de suspensão.
Durante o castigo - ao 26º dia - resolveu ir para o banco no jogo da Taça de Portugal, contra o Águeda, jogo que deu o passaporte para esta eliminatória, sendo suspenso por mais 30 dias.
Para já ficámos a saber que para Viage dar um estalo num jogador adversário é "algo normal e caricato".
Sobre o resto só me apetece dizer que é preciso ter uma grande lata e descaramento!
Vou recuperá-las: "Em Portugal somos muito fortes com os fracos e muito fracos com os fortes. Tenho respeito pelo Sérgio Conceição e pelo Abel Ferreira, admiro-os. mas ... o Sérgio Conceição foi expulso seis vezes e nunca ficou fora do banco. Se o José Manuel Viage se chamasse Jorge Jesus, Rui Vitória ou José Mourinho, não estaria 80 dias de fora por algo normal e caricato".
Até fiquei com pena do homem!
Mas afinal porque motivo ele estava castigado?
No jogo do Campeonato de Portugal, agrediu um jogador do Fafe, aquando dos festejos de um golo, uma estalada que lhe valeu 45 dias de suspensão.
Durante o castigo - ao 26º dia - resolveu ir para o banco no jogo da Taça de Portugal, contra o Águeda, jogo que deu o passaporte para esta eliminatória, sendo suspenso por mais 30 dias.
Para já ficámos a saber que para Viage dar um estalo num jogador adversário é "algo normal e caricato".
Sobre o resto só me apetece dizer que é preciso ter uma grande lata e descaramento!
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