Durante muitas semanas, à terça-feira, "O canto da Princesa" marcou presença no Tio Jorge.
A Célia deixou as suas histórias, as suas opiniões.
Mas, tal como o passarinho que fica no ninho até aprender a voar, chegou a altura de a Princesa dar às asas e partir para a Menina dos Olhos de Água.
Voem até lá.
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terça-feira, 4 de março de 2008
terça-feira, 26 de fevereiro de 2008
O canto da princesa
Tenho um filho adolescente, é verdade, não tarda nada completa dezasseis anos.
Hoje falo sobre os receios desta fase da vida, que alguns apelidam de idade do armário.
É que ás vezes a vontade é fechá-los lá dentro e só abrir a porta quando já forem adultos.
Esta é uma maneira radical de abordar o tema e assim pouparmos as dores de cabeça que esta idade traz aos pais.
Pessoalmente, não tenho que me queixar.
O meu menino (que sempre o será) é bem-educado, bom estudante, bom desportista, no entanto não é perfeito e existem alguns medos que guardo comigo.
É algo que será comum a todos os que tentam dar o seu melhor, para que um dia mais tarde, estes meninos, possam tornar-se nuns adultos equilibrados e com bom íntimo.
Nunca temos cem porcento de certeza se escolhemos o caminho certo mas penso que o mais importante é ele saber que pode sempre contar com os pais, que seremos sempre o seu porto de abrigo.
Não podemos afirmar que vamos ser bem ou mal sucedidos, resta-nos esperar que os valores que tentamos transmitir ao longo da vida, estejam lá quando deles precisar.
Célia Paulino
Hoje falo sobre os receios desta fase da vida, que alguns apelidam de idade do armário.
É que ás vezes a vontade é fechá-los lá dentro e só abrir a porta quando já forem adultos.
Esta é uma maneira radical de abordar o tema e assim pouparmos as dores de cabeça que esta idade traz aos pais.
Pessoalmente, não tenho que me queixar.
O meu menino (que sempre o será) é bem-educado, bom estudante, bom desportista, no entanto não é perfeito e existem alguns medos que guardo comigo.
É algo que será comum a todos os que tentam dar o seu melhor, para que um dia mais tarde, estes meninos, possam tornar-se nuns adultos equilibrados e com bom íntimo.
Nunca temos cem porcento de certeza se escolhemos o caminho certo mas penso que o mais importante é ele saber que pode sempre contar com os pais, que seremos sempre o seu porto de abrigo.
Não podemos afirmar que vamos ser bem ou mal sucedidos, resta-nos esperar que os valores que tentamos transmitir ao longo da vida, estejam lá quando deles precisar.
Célia Paulino
terça-feira, 19 de fevereiro de 2008
O canto da princesa
Ao dar uma vista de olhos pelo Tertúlia com Sotaque e ler o post sobre o primo, senti uma súbita inspiração.
Não que o dia me tenha corrido mal, mas também não correu muito bem e sendo assim, temos de aproveitar.
Confesso que me irritam as pessoas que lá do seu alto pedestal, se julgam mais e melhores que os outros. Ou então aqueles a quem lhes fizerem bem, espetam ferros apenas, porque se calhar, pensam que lhes acham piada.
Irrita-me, põem-me possidónia. Sim, este é a palavra correcta, porque eu utilizo termos correctos e com classe... gargalhada.
Ou então aqueles que disparam em todas as frentes, pois já que ninguém lhes liga puto, termo já mais aligeirado, porque pode ser que assim acertem em alguém.
Há ainda os que falam de tudo e sempre com a razão.
Existem ainda aqueles que se põem em bicos dos pés porque antes que nos agradeçam, devemos nós vangloriar-nos primeiro. A estes costumo dizer, gaba-te cesto que amanhã vais para a vindima... nova gargalhada.
Enfim, depois existem os que são burros que nem uma porta e exibem essa grande deficiência como se de um grande feito se tratasse.
Bom, vá lá, bem vistas as coisas irritam-me mais os que o são e nem disso tomam consciência.
Célia Paulino
Não que o dia me tenha corrido mal, mas também não correu muito bem e sendo assim, temos de aproveitar.
Confesso que me irritam as pessoas que lá do seu alto pedestal, se julgam mais e melhores que os outros. Ou então aqueles a quem lhes fizerem bem, espetam ferros apenas, porque se calhar, pensam que lhes acham piada.
Irrita-me, põem-me possidónia. Sim, este é a palavra correcta, porque eu utilizo termos correctos e com classe... gargalhada.
Ou então aqueles que disparam em todas as frentes, pois já que ninguém lhes liga puto, termo já mais aligeirado, porque pode ser que assim acertem em alguém.
Há ainda os que falam de tudo e sempre com a razão.
Existem ainda aqueles que se põem em bicos dos pés porque antes que nos agradeçam, devemos nós vangloriar-nos primeiro. A estes costumo dizer, gaba-te cesto que amanhã vais para a vindima... nova gargalhada.
Enfim, depois existem os que são burros que nem uma porta e exibem essa grande deficiência como se de um grande feito se tratasse.
Bom, vá lá, bem vistas as coisas irritam-me mais os que o são e nem disso tomam consciência.
Célia Paulino
terça-feira, 12 de fevereiro de 2008
O canto da princesa
Bem sei que o Tio Jorge já postou ontem, sobre a minha avó Ângela mas não resisto a falar dela novamente. Porquê? Porque merece que eu fale nela todas as vezes que me apetecer.
São 79 anos ainda cheios de saúde e de vitalidade.
Sempre com o passo curto e apressado, faz a sua vida com a filha, os netos e os bisnetos no seu pensamento.
Foi assim enquanto eu e o meu irmão crescíamos, foi também com o Ricardo e agora com o Tomás. Os netos são a alegria da sua vida.
E nós, que sempre sentimos esse amor e dedicação, correspondemos, com o carinho e a ternura que ela merece.
Nas alturas difíceis que passámos, marcou sempre presença, sem dar palpites, sem acusar, sem cobrar, sempre esteve e está quando precisamos dela.
Espero que a minha avó nos faça companhia por mais anos, assim, como ela costuma dizer, a fazer a sua vidinha, independente e com saúde.
Parabéns avó por mais um ano de vida.
Célia Paulino
São 79 anos ainda cheios de saúde e de vitalidade.
Sempre com o passo curto e apressado, faz a sua vida com a filha, os netos e os bisnetos no seu pensamento.
Foi assim enquanto eu e o meu irmão crescíamos, foi também com o Ricardo e agora com o Tomás. Os netos são a alegria da sua vida.
E nós, que sempre sentimos esse amor e dedicação, correspondemos, com o carinho e a ternura que ela merece.
Nas alturas difíceis que passámos, marcou sempre presença, sem dar palpites, sem acusar, sem cobrar, sempre esteve e está quando precisamos dela.
Espero que a minha avó nos faça companhia por mais anos, assim, como ela costuma dizer, a fazer a sua vidinha, independente e com saúde.
Parabéns avó por mais um ano de vida.
Célia Paulino
terça-feira, 5 de fevereiro de 2008
O canto da princesa
O contraste foi grande no tempo que fez o fim-de-semana passado e este.
Um sol radioso emoldurou a escapadinha do casal cá de casa até ao Alentejo, onde o tempo é tempo. E é mesmo assim.
Carregar baterias num local assim é um luxo, ao qual não me importava de dar muito mais vezes.
Deste feita fomos até Cabeço de Vide, à Estalagem Rainha D. Leonor. Trata-se uma recuperação, muito bem conseguida de uma estação de comboios desactivada, que agora acolhe todos aqueles que pretendem passar uns bons momentos.
Até porque se é bom de dormir também é bom de se comer.
O antigo armazém da estação foi aproveitado para o restaurante.
E que restaurante. Ele já era nosso conhecido de Portalegre, onde o Rolo já existia e tínhamos tido o prazer de desfrutar de grandes jantares.
Mas agora num sítio tão calmo, com o quarto mesmo ao lado, foi aproveitar mesmo a sério.
Este meu lindo Alentejo, onde um dia espero viver, tem cada vez mais a oferecer.
Hoje deixo-vos esta sugestão para uns diazinhos bem passados.
Célia Paulino
Um sol radioso emoldurou a escapadinha do casal cá de casa até ao Alentejo, onde o tempo é tempo. E é mesmo assim.
Carregar baterias num local assim é um luxo, ao qual não me importava de dar muito mais vezes.
Deste feita fomos até Cabeço de Vide, à Estalagem Rainha D. Leonor. Trata-se uma recuperação, muito bem conseguida de uma estação de comboios desactivada, que agora acolhe todos aqueles que pretendem passar uns bons momentos.
Até porque se é bom de dormir também é bom de se comer.
O antigo armazém da estação foi aproveitado para o restaurante.
E que restaurante. Ele já era nosso conhecido de Portalegre, onde o Rolo já existia e tínhamos tido o prazer de desfrutar de grandes jantares.
Mas agora num sítio tão calmo, com o quarto mesmo ao lado, foi aproveitar mesmo a sério.
Este meu lindo Alentejo, onde um dia espero viver, tem cada vez mais a oferecer.
Hoje deixo-vos esta sugestão para uns diazinhos bem passados.
Célia Paulino
terça-feira, 29 de janeiro de 2008
O canto da princesa
Quando se fecha uma porta, abre-se sempre uma janela.
Ouvi este dito popular, há uns anos em jeito de aconchego, da boca de uma das minhas melhores amigas.
É verdade que assim é, com toda a certeza, se o povo o diz...
No entanto, entre o fechar e o abrir, é preciso ter poder de encaixe para ultrapassar os acidentes de percurso que nos aparecem pela frente.
A vida tem destas coisas, de vez em quando prega-nos umas partidas para nos pôr à prova.
Acredito que tal não aconteça por acaso, mas sim com o intuito de ficarmos mais fortes.
É assim que tento enfrentar os problemas.
Porque temos de olhar para um copo meio vazio, se também podemos vê-lo meio cheio?
Pois é meio cheio que o vejo, sempre com a esperança de tirar o melhor proveito de tudo o que me rodeia.
Célia Paulino
Ouvi este dito popular, há uns anos em jeito de aconchego, da boca de uma das minhas melhores amigas.
É verdade que assim é, com toda a certeza, se o povo o diz...
No entanto, entre o fechar e o abrir, é preciso ter poder de encaixe para ultrapassar os acidentes de percurso que nos aparecem pela frente.
A vida tem destas coisas, de vez em quando prega-nos umas partidas para nos pôr à prova.
Acredito que tal não aconteça por acaso, mas sim com o intuito de ficarmos mais fortes.
É assim que tento enfrentar os problemas.
Porque temos de olhar para um copo meio vazio, se também podemos vê-lo meio cheio?
Pois é meio cheio que o vejo, sempre com a esperança de tirar o melhor proveito de tudo o que me rodeia.
Célia Paulino
terça-feira, 22 de janeiro de 2008
O canto da princesa
Em rádio, utilizamos muita vez este jargão: "Por motivos de ordem técnica".
Foi mais ou menos o que aconteceu ao "canto" de hoje.
Resolvida a questão, a Princesa volta para a semana com mais uma opinião, uma história, uma reflexão, quem sabe.
Foi mais ou menos o que aconteceu ao "canto" de hoje.
Resolvida a questão, a Princesa volta para a semana com mais uma opinião, uma história, uma reflexão, quem sabe.
terça-feira, 15 de janeiro de 2008
O canto da princesa
Esta semana o tema é a lei anti-tabaco.
Serão os fumadores agora vítimas de perseguição?
Começo por dizer que estou de acordo. Não totalmente, mas em grande parte.
Concordo com a proibição nos restaurantes, locais onde se come acho por bem que não se fume, a não ser que haja um sítio indicado para o fazer.
Ainda hoje falava com a Palhota sobre isso. Eu e a minha parceira de fumo levantamo-nos e vamos até à rua. Claro que já solicitámos ao Isaías, um cinzeiro porque senão, a frente do Retiro mais vai parecer um cemitério de beatas.
Em relação a discotecas e pub’s já não alinho. São zonas de diversão, em que a bebida e a conversa, no segundo caso, puxa ao cigarrinho. Ainda há o caso dos centros comerciais. Alguém se imagina no meio do Colombo e ter de ir à rua fumar? Eu não, porque não vou lá enquanto não providenciarem uma zonas para os dependentes de nicotina.
Confesso que pensei que me incomodasse mais.
Tento espaçar mais os cigarros, sem grande alarme, mas ela tem razão, isto de proibir... Lá vem o ditado, o fruto proibido é o mais apetecido.
Acredito que haja muita gente que vai tentar deixar de fumar.
Não é o meu caso. Há-de chegar o dia em que vou querer largar o cigarrinho, mas por agora, não. E isto, meus amigos, os comprimidos e os tratamentos disto e daquilo, só fazem efeito se tivermos força de vontade.
Sei que fumar faz muito mal, no entanto isso continua a ser uma escolha de cada um.
Célia Paulino
Serão os fumadores agora vítimas de perseguição?
Começo por dizer que estou de acordo. Não totalmente, mas em grande parte.
Concordo com a proibição nos restaurantes, locais onde se come acho por bem que não se fume, a não ser que haja um sítio indicado para o fazer.
Ainda hoje falava com a Palhota sobre isso. Eu e a minha parceira de fumo levantamo-nos e vamos até à rua. Claro que já solicitámos ao Isaías, um cinzeiro porque senão, a frente do Retiro mais vai parecer um cemitério de beatas.
Em relação a discotecas e pub’s já não alinho. São zonas de diversão, em que a bebida e a conversa, no segundo caso, puxa ao cigarrinho. Ainda há o caso dos centros comerciais. Alguém se imagina no meio do Colombo e ter de ir à rua fumar? Eu não, porque não vou lá enquanto não providenciarem uma zonas para os dependentes de nicotina.
Confesso que pensei que me incomodasse mais.
Tento espaçar mais os cigarros, sem grande alarme, mas ela tem razão, isto de proibir... Lá vem o ditado, o fruto proibido é o mais apetecido.
Acredito que haja muita gente que vai tentar deixar de fumar.
Não é o meu caso. Há-de chegar o dia em que vou querer largar o cigarrinho, mas por agora, não. E isto, meus amigos, os comprimidos e os tratamentos disto e daquilo, só fazem efeito se tivermos força de vontade.
Sei que fumar faz muito mal, no entanto isso continua a ser uma escolha de cada um.
Célia Paulino
terça-feira, 8 de janeiro de 2008
O Canto da Princesa
A inspiração era nula, não tinha tema para escrever, eis senão quando fui ao meu mail. Esqueço-me muitas vezes de o abrir, mas ainda bem que fui lá hoje.
O meu querido coleguinha e amigo Pedro enviou-me este teste que já me deliciei a fazer.
Deixo o endereço para cada um dos leitores testar a sua capacidade de manobrar um veículo.
Muito giro.
Ohhhh... pois é, o jogo é giro, mas não "cabe" aqui no Tio Jorge. Limitações do blog ou minhas, quem sabe.
Bem, mas não quero de vos deixar aqui um joguinho hoje. Veja lá se conhece este.
É só clicar...
E com ele vêm mais.
Até para a semana.
Célia Paulino
O meu querido coleguinha e amigo Pedro enviou-me este teste que já me deliciei a fazer.
Deixo o endereço para cada um dos leitores testar a sua capacidade de manobrar um veículo.
Muito giro.
Ohhhh... pois é, o jogo é giro, mas não "cabe" aqui no Tio Jorge. Limitações do blog ou minhas, quem sabe.
Bem, mas não quero de vos deixar aqui um joguinho hoje. Veja lá se conhece este.
É só clicar...
E com ele vêm mais.
Até para a semana.
Célia Paulino
terça-feira, 1 de janeiro de 2008
O Canto da Princesa
Encerrámos mais um ano.
Fazemos um balanço do que se passou e pensamos no que agora se inicia.
Eu não sou diferente de ninguém, mas confesso que não pertenço ao grupo que traça grandes metas para os 12 meses que aí vêm.
Deixo os dias fluírem com naturalidade, sem fazer grandes planos, porque defendo que quanto mais contas se fazem, maior é a probabilidade de saírem furadas.
Desejos que possa ter… vejamos… que o Ricardo continue a ser bom estudante e bom desportista, que o Tio Jorge termine a sua licenciatura, assim como a Cláudia.
Estes são mais específicos, porque para a família e todos os que me rodeiam, peço saúde e sorte.
Quanto ao resto, gostava de ver melhorias em vários sectores da nossa sociedade, mas não me alongo porque corro o risco de ser acusada de utópica.
Vou sonhando com um mundo melhor, de braço dado com uma esperança que alimenta esta longa-metragem que é a minha vida.
Um grande ano para todos.
Célia Paulino
Fazemos um balanço do que se passou e pensamos no que agora se inicia.
Eu não sou diferente de ninguém, mas confesso que não pertenço ao grupo que traça grandes metas para os 12 meses que aí vêm.
Deixo os dias fluírem com naturalidade, sem fazer grandes planos, porque defendo que quanto mais contas se fazem, maior é a probabilidade de saírem furadas.
Desejos que possa ter… vejamos… que o Ricardo continue a ser bom estudante e bom desportista, que o Tio Jorge termine a sua licenciatura, assim como a Cláudia.
Estes são mais específicos, porque para a família e todos os que me rodeiam, peço saúde e sorte.
Quanto ao resto, gostava de ver melhorias em vários sectores da nossa sociedade, mas não me alongo porque corro o risco de ser acusada de utópica.
Vou sonhando com um mundo melhor, de braço dado com uma esperança que alimenta esta longa-metragem que é a minha vida.
Um grande ano para todos.
Célia Paulino
terça-feira, 25 de dezembro de 2007
O Canto da Princesa
Mais um Natal que passou.
A família toda junta em convívio e com muito trabalhinho à mistura. Aqui tiro o chapéu à D. Berta, minha mãe. Apesar de ajudarmos em alguma coisa, a responsabilidade da parte gastronómica é toda dela.
É uma espécie de dom que nasceu com ela. Tudo é preparado ao pormenor, desde o bacalhau às couves, do borrego ao peru, enfim os pratos vão desfilando como se de a mesa fosse uma passerelle.
Seja feita justiça a quem passa grande parte destes dias na cozinha com o objectivo de ver os “seus mais que tudo”, confraternizarem à volta da mesa.
Os presentes, este ano, foram mais que muitos. Fizeram-me lembrar os Natais em que o Ricardo e a Cláudia eram pequenitos. Com o nosso Tomás as prendas pareciam intermináveis. Durou e durou a distribuição, que mais uma vez ficou a cargo do “Cacucho”.
O meu Menino Jesus foi generoso. Camisolas, filmes, livros, roupa interior e chocolates e ainda alguns euros em moeda que nos fazem sempre jeito.
Gostei de estar mais um ano com a família reunida e tudo ter corrido bem.
Sim, porque também é nestas alturas que, quer queiramos quer não, nos vem à cabeça que existe quem não pode dizer o mesmo.
Célia Paulino
A família toda junta em convívio e com muito trabalhinho à mistura. Aqui tiro o chapéu à D. Berta, minha mãe. Apesar de ajudarmos em alguma coisa, a responsabilidade da parte gastronómica é toda dela.
É uma espécie de dom que nasceu com ela. Tudo é preparado ao pormenor, desde o bacalhau às couves, do borrego ao peru, enfim os pratos vão desfilando como se de a mesa fosse uma passerelle.
Seja feita justiça a quem passa grande parte destes dias na cozinha com o objectivo de ver os “seus mais que tudo”, confraternizarem à volta da mesa.
Os presentes, este ano, foram mais que muitos. Fizeram-me lembrar os Natais em que o Ricardo e a Cláudia eram pequenitos. Com o nosso Tomás as prendas pareciam intermináveis. Durou e durou a distribuição, que mais uma vez ficou a cargo do “Cacucho”.
O meu Menino Jesus foi generoso. Camisolas, filmes, livros, roupa interior e chocolates e ainda alguns euros em moeda que nos fazem sempre jeito.
Gostei de estar mais um ano com a família reunida e tudo ter corrido bem.
Sim, porque também é nestas alturas que, quer queiramos quer não, nos vem à cabeça que existe quem não pode dizer o mesmo.
Célia Paulino
terça-feira, 18 de dezembro de 2007
O Canto da Princesa
Aproximamo-nos vertiginosamente do Natal.
Época, por excelência, em que nos sentimos invadidos por um espírito de caridade e compaixão. Dirão os mais sonhadores que deveria ser assim todo o ano, e com razão.
Mas voltemos às festividades.
Para mim o Natal é sinónimo de família, de união e de surpresas!
Quem não tem lembranças desta data enquanto criança, de acreditar no Pai Natal, de receber aquela prenda com que tanto sonhámos.
E são sem dúvida as crianças que enchem aquela noite de colorido e alegria.
Confesso que quando o Ricardo e a Cláudia fazem aquela cara de espanto e alegria, sinto uma satisfação imensa e de dever cumprido.
O nosso Natal é passado na casa dos meus pais com a família mais próxima.
As prendas são abertas ás dez e meia, mas muito mais cedo, eu e o Ricardo já andamos a chatear toda a gente: “Já está na hora”.
Perguntarão, tão cedo? Pois bem, o ritual lá de casa consta em o Ricardo, que é o Pai Natal, entregar a surpresa, dizer de quem e esperar que seja aberta. Como podem adivinhar, aquilo dura, dura… e dura.
E este ano, para ajudar a “arrumar” os papéis, temos o mais pequeno, o nosso Tomás, que o ano passado era ainda muito bebé.
Estou que nem posso de curiosidade para o ver a abrir as prendas e como é que reage a toda aquela festa.
Fico por aqui mas não termino com o tema. É que o dia 25 de Dezembro calha a uma terça-feira.
Adivinhem sobre o que vou escrever!?
Célia Paulino
Época, por excelência, em que nos sentimos invadidos por um espírito de caridade e compaixão. Dirão os mais sonhadores que deveria ser assim todo o ano, e com razão.
Mas voltemos às festividades.
Para mim o Natal é sinónimo de família, de união e de surpresas!
Quem não tem lembranças desta data enquanto criança, de acreditar no Pai Natal, de receber aquela prenda com que tanto sonhámos.
E são sem dúvida as crianças que enchem aquela noite de colorido e alegria.
Confesso que quando o Ricardo e a Cláudia fazem aquela cara de espanto e alegria, sinto uma satisfação imensa e de dever cumprido.
O nosso Natal é passado na casa dos meus pais com a família mais próxima.
As prendas são abertas ás dez e meia, mas muito mais cedo, eu e o Ricardo já andamos a chatear toda a gente: “Já está na hora”.
Perguntarão, tão cedo? Pois bem, o ritual lá de casa consta em o Ricardo, que é o Pai Natal, entregar a surpresa, dizer de quem e esperar que seja aberta. Como podem adivinhar, aquilo dura, dura… e dura.
E este ano, para ajudar a “arrumar” os papéis, temos o mais pequeno, o nosso Tomás, que o ano passado era ainda muito bebé.
Estou que nem posso de curiosidade para o ver a abrir as prendas e como é que reage a toda aquela festa.
Fico por aqui mas não termino com o tema. É que o dia 25 de Dezembro calha a uma terça-feira.
Adivinhem sobre o que vou escrever!?
Célia Paulino
terça-feira, 11 de dezembro de 2007
O Canto da Princesa
O meu post de hoje é sobre o responsável por este blog. Porquê? Tenho uma boa desculpa, amanhã ele é pequenino.
É sempre bom falarmos de quem nos trata bem e gosta de nós.
Pois bem, mais um ano que passa, e sendo assim já lá vão quarenta e oito.
As prendas já estão por cá, para serem entregues logo de manhã, bem cedinho.
Diz a tradição desta família, que os presentes são para abrir, antes de cada um ir à sua vidinha.
Há prendas e prendas é certo, e a primeira ficou para a história.
O Tio Jorge contou-me a certa altura que era doido por pistas de automóveis.
Pois bem, quando recebi o ordenado do part-time que fazia na rádio, fui direitinha à loja.
Sei que na altura, há dezoito anos atrás, não foi nada barato, mas a vontade de ver a reacção dele, foi mais forte.
A pista era um assombro, comprida, com várias curvas e loopings e com carrinhos tal e qual os dos rallies. Enfim, o objectivo era mesmo surpreendê-lo e consegui.
Quando lhe dei a caixa, estranhou, era enorme. Mas nunca na vida iria adivinhar o que estava lá dentro.
A surpresa foi imensa, porque o Tio Jorge nunca pensou que a miúda se lembrasse daquilo. A emoção foi grande, tão grande que chegou a lacrimejar!
Foi muito giro e foram muitas as horas que passámos a brincar com ela.
Com o passar dos anos houve coisas que gostou mais do que outras, no entanto é sempre um momento de felicidade o desembrulhar dos presentes.
Cá em casa comemoramos sempre os aniversários.
É verdade que ficamos mais velhos, dirão os mais pessimistas, mais experientes, dirão os optimistas.
Moral da história. É bom. É sinal que cá andamos, uns dias melhores, outros piores, mas andamos!
Celia Paulino
É sempre bom falarmos de quem nos trata bem e gosta de nós.
Pois bem, mais um ano que passa, e sendo assim já lá vão quarenta e oito.
As prendas já estão por cá, para serem entregues logo de manhã, bem cedinho.
Diz a tradição desta família, que os presentes são para abrir, antes de cada um ir à sua vidinha.
Há prendas e prendas é certo, e a primeira ficou para a história.
O Tio Jorge contou-me a certa altura que era doido por pistas de automóveis.
Pois bem, quando recebi o ordenado do part-time que fazia na rádio, fui direitinha à loja.
Sei que na altura, há dezoito anos atrás, não foi nada barato, mas a vontade de ver a reacção dele, foi mais forte.
A pista era um assombro, comprida, com várias curvas e loopings e com carrinhos tal e qual os dos rallies. Enfim, o objectivo era mesmo surpreendê-lo e consegui.
Quando lhe dei a caixa, estranhou, era enorme. Mas nunca na vida iria adivinhar o que estava lá dentro.
A surpresa foi imensa, porque o Tio Jorge nunca pensou que a miúda se lembrasse daquilo. A emoção foi grande, tão grande que chegou a lacrimejar!
Foi muito giro e foram muitas as horas que passámos a brincar com ela.
Com o passar dos anos houve coisas que gostou mais do que outras, no entanto é sempre um momento de felicidade o desembrulhar dos presentes.
Cá em casa comemoramos sempre os aniversários.
É verdade que ficamos mais velhos, dirão os mais pessimistas, mais experientes, dirão os optimistas.
Moral da história. É bom. É sinal que cá andamos, uns dias melhores, outros piores, mas andamos!
Celia Paulino
terça-feira, 4 de dezembro de 2007
O Canto da Princesa
Hoje, eu e o Tio Jorge estamos de parabéns, completamos catorze anos de casados. Festejamos a assinatura no papel uma vez que, de vida em comum, já vamos a caminho dos dezanove.
Confesso que esta não é nossa data mas mesmo assim festejamos, sempre que os horários permitem, que não é o caso deste ano, jantando no local da festa.
Este acto foi mais o de formalizar a nossa relação do que outra coisa, embora tenha sido um dia muito bem passado.
O consentimento foi dado na sede da Junta de Freguesia de Alverca seguido de um passeio em grupo até ao Jardim Parque para as fotos.
A apatia era tal, não só nossa, mas geral, que ninguém se lembrou das fotos dos noivos só com os filhos, a Cláudia e o Ricardo, que na altura já tinha quase dois anos.
O rapaz, que era um bebé tão bem disposto, não gostou nada de ver a mãe vestida de noiva, fugiu de mim e bateu com a cara numa porta, enfim, coisas de rapazes pequenos.
Sempre a pé, lá fomos para os comes e bebes com direito a uma paragem na nossa rua para cumprimentar alguns vizinhos.
O que desconhecíamos era que, na nossa casa estava o grupo todo da Rádio, a fazer das deles. Nós ali mesmo à frente e nem nos passava pela cabeça o que ia lá dentro.
No fim da festa foi o sorteio da liga, com a particularidade do mesmo ter sido feito pelo noivo, que como vergonha tem muito pouca, acabou por fazer uma maquia bem jeitosa.
O regresso a casa era só para mudar de roupa, pois estava combinado um encontro, num bar próximo para a última parte da festa.
Pois é, mas a casa não estava bem como a tinha deixado. Papel higiénico por todo o lado, os sofás sem as almofadas e virados de pernas para o ar, recadinhos com batom nos espelhos, cuecas e soutiens pendurados, sei lá, cd’s escondidos em todo o lado. É que não estão bem a ver, mas a colecção já era muito grande, e o trabalho foi tão bem feito, que na estação seguinte, cada vez que usávamos um casaco, encontrávamos mais uns tantos. Foi giro.
Não vou alongar-me muito mais, mas quero ainda deixar um parágrafo para ti, Jorge.
As dificuldades foram muitas, pouca gente nos deu a mão e acreditou, mas nós lutámos e provámos que este amor era muito mais forte.
Parabéns Tio Jorge!
Célia Paulino
Confesso que esta não é nossa data mas mesmo assim festejamos, sempre que os horários permitem, que não é o caso deste ano, jantando no local da festa.
Este acto foi mais o de formalizar a nossa relação do que outra coisa, embora tenha sido um dia muito bem passado.
O consentimento foi dado na sede da Junta de Freguesia de Alverca seguido de um passeio em grupo até ao Jardim Parque para as fotos.
A apatia era tal, não só nossa, mas geral, que ninguém se lembrou das fotos dos noivos só com os filhos, a Cláudia e o Ricardo, que na altura já tinha quase dois anos.
O rapaz, que era um bebé tão bem disposto, não gostou nada de ver a mãe vestida de noiva, fugiu de mim e bateu com a cara numa porta, enfim, coisas de rapazes pequenos.
Sempre a pé, lá fomos para os comes e bebes com direito a uma paragem na nossa rua para cumprimentar alguns vizinhos.
O que desconhecíamos era que, na nossa casa estava o grupo todo da Rádio, a fazer das deles. Nós ali mesmo à frente e nem nos passava pela cabeça o que ia lá dentro.
No fim da festa foi o sorteio da liga, com a particularidade do mesmo ter sido feito pelo noivo, que como vergonha tem muito pouca, acabou por fazer uma maquia bem jeitosa.
O regresso a casa era só para mudar de roupa, pois estava combinado um encontro, num bar próximo para a última parte da festa.
Pois é, mas a casa não estava bem como a tinha deixado. Papel higiénico por todo o lado, os sofás sem as almofadas e virados de pernas para o ar, recadinhos com batom nos espelhos, cuecas e soutiens pendurados, sei lá, cd’s escondidos em todo o lado. É que não estão bem a ver, mas a colecção já era muito grande, e o trabalho foi tão bem feito, que na estação seguinte, cada vez que usávamos um casaco, encontrávamos mais uns tantos. Foi giro.
Não vou alongar-me muito mais, mas quero ainda deixar um parágrafo para ti, Jorge.
As dificuldades foram muitas, pouca gente nos deu a mão e acreditou, mas nós lutámos e provámos que este amor era muito mais forte.
Parabéns Tio Jorge!
Célia Paulino
terça-feira, 27 de novembro de 2007
O Canto da Princesa
Tenho saudades do meu avô Manuel.
Já lá vão mais de vinte anos mas quando penso nele, sinto sempre um grande vazio.
Era um homem honesto, trabalhador, respeitado por todos os que conhecia e um babado com a filha e os netos.
Cortador de profissão, era conhecido pelo Manel do Talho e, ainda hoje, fico muito orgulhosa quando me identificam como sua neta.
Sócio fervoroso do Belenenses, nunca perdia um jogo em casa. Era também um fumador inveterado.
A minha infância foi toda passada ao seu lado.
Estávamos sempre lá por casa.
Se nos portávamos mal, bastava ele abrir os olhos, nem era preciso dizer mais nada.
O respeitinho é muito bonito.
Foram muitas as horas passadas no talho, algumas a vê-lo desmanchar as peças de carne, explicando sempre o que estava a fazer.
Quando queria uma moedita para os cromos, a fartura ou o bolinho, o Manel lá ia ao bolso.
Nunca dizia que não e quando olhava para mim, eu sentia sempre que o fazia com uma grande ternura e orgulho.
Partiu sem avisar, de um momento para o outro.
O coração deixou de bater e foi posto um ponto final na vida de uma das pessoas que eu mais amava.
Foi um golpe muito duro.
Os avós são, sem dúvida, das personagens que mais marcam a nossa vida.
Termino como comecei.
Tenho saudades do meu avô Manuel.
Célia Paulino
Já lá vão mais de vinte anos mas quando penso nele, sinto sempre um grande vazio.
Era um homem honesto, trabalhador, respeitado por todos os que conhecia e um babado com a filha e os netos.
Cortador de profissão, era conhecido pelo Manel do Talho e, ainda hoje, fico muito orgulhosa quando me identificam como sua neta.
Sócio fervoroso do Belenenses, nunca perdia um jogo em casa. Era também um fumador inveterado.
A minha infância foi toda passada ao seu lado.
Estávamos sempre lá por casa.
Se nos portávamos mal, bastava ele abrir os olhos, nem era preciso dizer mais nada.
O respeitinho é muito bonito.
Foram muitas as horas passadas no talho, algumas a vê-lo desmanchar as peças de carne, explicando sempre o que estava a fazer.
Quando queria uma moedita para os cromos, a fartura ou o bolinho, o Manel lá ia ao bolso.
Nunca dizia que não e quando olhava para mim, eu sentia sempre que o fazia com uma grande ternura e orgulho.
Partiu sem avisar, de um momento para o outro.
O coração deixou de bater e foi posto um ponto final na vida de uma das pessoas que eu mais amava.
Foi um golpe muito duro.
Os avós são, sem dúvida, das personagens que mais marcam a nossa vida.
Termino como comecei.
Tenho saudades do meu avô Manuel.
Célia Paulino
terça-feira, 20 de novembro de 2007
O Canto da Princesa
O Tio Jorge antecipou-se, no entanto, este já era o tema para hoje.
Foi escolhido durante a tarde, quando algumas ruas de Vila Franca de Xira já testemunhavam algumas enchentes.
A água é essencial, é um bem precioso, eu bem sei, mas para o nosso dia-a-dia é uma grande chatice.
Já toda a gente falava da chuva que não caía, por causa das barragens, da agricultura, do frio.
Enfim chegou.
Estávamos a ficar mal habituados é certo, mas quando a chuva cai, ela atrapalha, ai isso atrapalha.
Vejamos, o trânsito fica caótico.
Pronto, vou só abrir um parêntese, para dar uma bicada aos mais incautos senhores de volante na mão. Conduz-se como se a estrada estivesse seca e logo se ouvem anunciar acidentes por aí fora.
Depois é a preocupação com os miúdos que apanham uma molha valente e podem ficar doentes.
E quem tem de apanhar transportes? Concordemos que não é nada agradável.
Principalmente quando vamos de chapéu na mão, um carro passa por uma poça e levamos uma valente banhada.
Estou contigo Tio Jorge, irrita até um santo! E logo a uma segunda-feira de manhã…
Confesso o meu desconforto quando a água começa a cair e não dá indícios de acalmar.
A vida não pára e depois da escrita, ainda tenho de sair, mas vou já adiantando que a vontade é pouca.
O desejo era só um, estarmos todos em casa, de pijaminha vestido e enroscados no sofá.
Para compor a foto de família, só mesmo uma lareira, para apreciar a lenha a arder e aconchegar o ambiente. Aqui está uma coisa que tenho muita pena de não ter.
Hoje fico por aqui, a culpada é a chuva!
Célia Paulino
Foi escolhido durante a tarde, quando algumas ruas de Vila Franca de Xira já testemunhavam algumas enchentes.
A água é essencial, é um bem precioso, eu bem sei, mas para o nosso dia-a-dia é uma grande chatice.
Já toda a gente falava da chuva que não caía, por causa das barragens, da agricultura, do frio.
Enfim chegou.
Estávamos a ficar mal habituados é certo, mas quando a chuva cai, ela atrapalha, ai isso atrapalha.
Vejamos, o trânsito fica caótico.
Pronto, vou só abrir um parêntese, para dar uma bicada aos mais incautos senhores de volante na mão. Conduz-se como se a estrada estivesse seca e logo se ouvem anunciar acidentes por aí fora.
Depois é a preocupação com os miúdos que apanham uma molha valente e podem ficar doentes.
E quem tem de apanhar transportes? Concordemos que não é nada agradável.
Principalmente quando vamos de chapéu na mão, um carro passa por uma poça e levamos uma valente banhada.
Estou contigo Tio Jorge, irrita até um santo! E logo a uma segunda-feira de manhã…
Confesso o meu desconforto quando a água começa a cair e não dá indícios de acalmar.
A vida não pára e depois da escrita, ainda tenho de sair, mas vou já adiantando que a vontade é pouca.
O desejo era só um, estarmos todos em casa, de pijaminha vestido e enroscados no sofá.
Para compor a foto de família, só mesmo uma lareira, para apreciar a lenha a arder e aconchegar o ambiente. Aqui está uma coisa que tenho muita pena de não ter.
Hoje fico por aqui, a culpada é a chuva!
Célia Paulino
terça-feira, 13 de novembro de 2007
O Canto da Princesa
A propósito de uma conversa de hoje, passada no emprego, dei por mim a pensar como seria giro ter um cão.
Quem me conhece sabe que sempre defendi que ter um destes animais devia ser engraçado, mas uma chatice completa, começando pelo trabalho que dão, passando pela responsabilidade e acabando na prisão a que nos forçam.
O meu primeiro bicho de estimação foi um canário, oferecido pelo meu vizinho do andar de cima. Era muito pequena e lembro-me bem do dia em que fomos dar com ele no fundo da gaiola, já sem vida. Tivemos outros pássaros em casa, mas aquele era o que me enchia as medidas, cantava que só visto e por isso foi baptizado com o nome de um fadista famoso da altura, o Fernando Farinha.
O Tio Jorge já apresentou os nossos bichos de estimação, todos arranjados pelos homens cá da casa, em substituição de um cão.
A caturra é engraçada, mas diz-me pouco, assim como o esquilo que, na minha opinião, tem algo de irritante.
O menino dos meus olhos é mesmo o Bunny. Tinha um mês quando veio e passados alguns dias começou a perder muito pêlo. O veterinário chegou a dizer que não acreditava que o mesmo voltasse a crescer.
A hipótese encontrada foi dar-lhe banho uma vez por semana e esfregá-lo todos os dias com dois tipos de líquidos, durante umas largas semanas.
Pois bem o pêlo nasceu, o que devia ter e o que não devia. A dedicação da dona fez com que ficasse mais bonito do que já era!
Como costumo dizer, é parecido com um cão, só que melhor.
Vejamos. Deixa fazer festas, sem morder, come pouco, só faz as necessidades na gaiola e não ladra. É um querido. Está bem, temos de ter cuidado com os fios, pois roê-los é o seu passatempo preferido.
Passei a compreender as pessoas que adoram os seus animais e têm grandes desgostos quando os perdem. Nem quero pensar quando isso acontecer.
Quanto ao cão, um pedido feito incessantemente pelos senhores, não passa de uma hipótese remota. Mas confesso, gosto de ouvir a Andreia a falar do Sebastião e a Teresa da Laica, um cão e uma cadela de raça Labrador que é uma espécie com que simpatizo, parecem-me carinhosos, amigos e meio trapalhões.
Para quem gosta destes cães, deixo uma proposta de leitura: Marley & Eu: A vida e o amor do pior cão do mundo.
Vai fazê-los rir, sorrir e chorar também. Uma história a não perder!
Célia Paulino
Quem me conhece sabe que sempre defendi que ter um destes animais devia ser engraçado, mas uma chatice completa, começando pelo trabalho que dão, passando pela responsabilidade e acabando na prisão a que nos forçam.
O meu primeiro bicho de estimação foi um canário, oferecido pelo meu vizinho do andar de cima. Era muito pequena e lembro-me bem do dia em que fomos dar com ele no fundo da gaiola, já sem vida. Tivemos outros pássaros em casa, mas aquele era o que me enchia as medidas, cantava que só visto e por isso foi baptizado com o nome de um fadista famoso da altura, o Fernando Farinha.
O Tio Jorge já apresentou os nossos bichos de estimação, todos arranjados pelos homens cá da casa, em substituição de um cão.
A caturra é engraçada, mas diz-me pouco, assim como o esquilo que, na minha opinião, tem algo de irritante.
O menino dos meus olhos é mesmo o Bunny. Tinha um mês quando veio e passados alguns dias começou a perder muito pêlo. O veterinário chegou a dizer que não acreditava que o mesmo voltasse a crescer.
A hipótese encontrada foi dar-lhe banho uma vez por semana e esfregá-lo todos os dias com dois tipos de líquidos, durante umas largas semanas.
Pois bem o pêlo nasceu, o que devia ter e o que não devia. A dedicação da dona fez com que ficasse mais bonito do que já era!
Como costumo dizer, é parecido com um cão, só que melhor.
Vejamos. Deixa fazer festas, sem morder, come pouco, só faz as necessidades na gaiola e não ladra. É um querido. Está bem, temos de ter cuidado com os fios, pois roê-los é o seu passatempo preferido.
Passei a compreender as pessoas que adoram os seus animais e têm grandes desgostos quando os perdem. Nem quero pensar quando isso acontecer.
Quanto ao cão, um pedido feito incessantemente pelos senhores, não passa de uma hipótese remota. Mas confesso, gosto de ouvir a Andreia a falar do Sebastião e a Teresa da Laica, um cão e uma cadela de raça Labrador que é uma espécie com que simpatizo, parecem-me carinhosos, amigos e meio trapalhões.
Para quem gosta destes cães, deixo uma proposta de leitura: Marley & Eu: A vida e o amor do pior cão do mundo.
Vai fazê-los rir, sorrir e chorar também. Uma história a não perder!
Célia Paulino
terça-feira, 6 de novembro de 2007
O Canto da Princesa
Confesso que não tinha tema para hoje.
Pensei e voltei a pensar. O que escrever para a minha “coluna” semanal do Tio Jorge? Sim porque neste blog tudo é muito profissional, como se fosse uma verdadeira redacção, entenda-se.
Os textos têm de ser entregues na véspera, para serem publicados após a meia-noite! Isto não se brinca em serviço cá em casa. No entanto a ausência de tema é complicado.
Os últimos dias têm sido um pouco agitados devido a situações anómalas relacionadas com o hóquei do Ricardo, por isso vou falar de coisas que gosto. Pode ser que assim arrebite e vá mais bem disposta para uma reunião que é daqui a pouco e não será muito agradável, digo eu.
Pois bem começo pelos relógios - Ouriço, sei que é algo que temos em comum - especialmente os da Swatch. A minha colecção já conta com uns quantos mas isso não me impede de namorar sempre mais algum.
Gosto de tulipas, as minhas flores preferidas, fazem-me lembrar o campo, a paz, os passarinhos a chilrearem e com isto chego a outra das minhas paixões, o Alentejo, mais o Alto do que o Baixo.
Tudo é feito com tempo, adoro o sotaque alentejano, o artesanato, a gastronomia, sei lá, acho que me identifico com quase tudo.
Em oposição à paz do campo também me conforta o barulho e a revolta do mar. Sou do signo Peixes e se há coisa que gosto, não é de ir para a praia, mas sim de ir ver-o-mar. Sentada a olhar, apenas a olhar...
Gosto muito de ser tia. Só tenho sobrinho há um ano e pouco e nunca pensei que o sangue falasse tão alto. É raro o dia em que não pense nele mas quando estou com o Tomás, sinto uma emoção tremenda. Esperei muito pelo rapaz pequeno mas valeu a pena, saiu melhor que a encomenda!
Fico por aqui. Certo é que há muito mais coisas que me satisfazem e dão muita alegria, mas fica para outro dia.
Célia Paulino
Pensei e voltei a pensar. O que escrever para a minha “coluna” semanal do Tio Jorge? Sim porque neste blog tudo é muito profissional, como se fosse uma verdadeira redacção, entenda-se.
Os textos têm de ser entregues na véspera, para serem publicados após a meia-noite! Isto não se brinca em serviço cá em casa. No entanto a ausência de tema é complicado.
Os últimos dias têm sido um pouco agitados devido a situações anómalas relacionadas com o hóquei do Ricardo, por isso vou falar de coisas que gosto. Pode ser que assim arrebite e vá mais bem disposta para uma reunião que é daqui a pouco e não será muito agradável, digo eu.
Pois bem começo pelos relógios - Ouriço, sei que é algo que temos em comum - especialmente os da Swatch. A minha colecção já conta com uns quantos mas isso não me impede de namorar sempre mais algum.
Gosto de tulipas, as minhas flores preferidas, fazem-me lembrar o campo, a paz, os passarinhos a chilrearem e com isto chego a outra das minhas paixões, o Alentejo, mais o Alto do que o Baixo.
Tudo é feito com tempo, adoro o sotaque alentejano, o artesanato, a gastronomia, sei lá, acho que me identifico com quase tudo.
Em oposição à paz do campo também me conforta o barulho e a revolta do mar. Sou do signo Peixes e se há coisa que gosto, não é de ir para a praia, mas sim de ir ver-o-mar. Sentada a olhar, apenas a olhar...
Gosto muito de ser tia. Só tenho sobrinho há um ano e pouco e nunca pensei que o sangue falasse tão alto. É raro o dia em que não pense nele mas quando estou com o Tomás, sinto uma emoção tremenda. Esperei muito pelo rapaz pequeno mas valeu a pena, saiu melhor que a encomenda!
Fico por aqui. Certo é que há muito mais coisas que me satisfazem e dão muita alegria, mas fica para outro dia.
Célia Paulino
terça-feira, 30 de outubro de 2007
O Canto da Princesa
"Conta-me como foi" é uma série de ficção portuguesa que elegi como uma das minhas favoritas. Trata-se de uma adaptação, muito boa, na minha opinião, da série espanhola : “Cuentame como pasó”. Esta tem por objectivo retratar, de forma bem-humorada, o ambiente socio-económico, desde 1968, de uma família de classe média baixa.
Ainda não era nascida nessa altura, o meu ano é o de setenta e um, mas o que passam a cada domingo, faz-me voltar à minha infância.
O trabalho está tão bem feito que não foi esquecido qualquer pormenor.
Os utensílios da cozinha são facilmente identificados, os frascos da massa, do feijão, da farinha... São mesmo iguais aos que a minha mãe e avó usavam.
Lembro-me das rendas distribuídas por tudo o que era superfície plana. A casa de banho com o banquinho e o móvel branco com espelho pendurado na parede. Os miúdos a brincarem na rua até se cansarem. As roupas eram mesmo assim!
A maior aventura foi a compra de uma televisão e o sonho era um carro.
Curioso também o pensamento da altura. Só alguns exemplos.
Apenas os filhos podiam continuar a estudar, as filhas iam trabalhar até casarem, cedo. É engraçado, nem tinham opção de escolha. O divórcio não era permitido, a mulher não podia trabalhar fora de casa e o marido tinha de dar autorização se quisesse montar um negócio.
O homem era o chefe da casa, se bem que quem tinha a responsabilidade de gerir o dinheiro da casa era a mulher. Sair de casa, à noite, só com o marido!
Entendo melhor agora a vida dos meus pais e dos meus avós.
Não tenho saudades do que já vivi mas gosto muito de relembrar tempos que passaram.
Esta é sem dúvida uma excelente maneira de encerrar o fim-de-semana.
Aos domingos a seguir ao Gato Fedorento, a não perder!
Célia Paulino
Ainda não era nascida nessa altura, o meu ano é o de setenta e um, mas o que passam a cada domingo, faz-me voltar à minha infância.
O trabalho está tão bem feito que não foi esquecido qualquer pormenor.
Os utensílios da cozinha são facilmente identificados, os frascos da massa, do feijão, da farinha... São mesmo iguais aos que a minha mãe e avó usavam.
Lembro-me das rendas distribuídas por tudo o que era superfície plana. A casa de banho com o banquinho e o móvel branco com espelho pendurado na parede. Os miúdos a brincarem na rua até se cansarem. As roupas eram mesmo assim!
A maior aventura foi a compra de uma televisão e o sonho era um carro.
Curioso também o pensamento da altura. Só alguns exemplos.
Apenas os filhos podiam continuar a estudar, as filhas iam trabalhar até casarem, cedo. É engraçado, nem tinham opção de escolha. O divórcio não era permitido, a mulher não podia trabalhar fora de casa e o marido tinha de dar autorização se quisesse montar um negócio.
O homem era o chefe da casa, se bem que quem tinha a responsabilidade de gerir o dinheiro da casa era a mulher. Sair de casa, à noite, só com o marido!
Entendo melhor agora a vida dos meus pais e dos meus avós.
Não tenho saudades do que já vivi mas gosto muito de relembrar tempos que passaram.
Esta é sem dúvida uma excelente maneira de encerrar o fim-de-semana.
Aos domingos a seguir ao Gato Fedorento, a não perder!
Célia Paulino
terça-feira, 23 de outubro de 2007
O Canto da Princesa
É verdade, estou de férias.
Um intervalo nos horários a cumprir no emprego porque todos os outros se mantêm. Os que dizem respeito ao Ricardo.
Entre a natação e o hóquei, poucos são os dias em que posso chegar a casa a horas decentes. Mas não lamento o tempo que perco, dou-o por muito bem empregue, tenho a consciência que faz muito bem ao “pequeno”.
No entanto nas férias confesso que sinto falta da minha Palhota e da minha Tere, como carinhosamente lhes chamo.
Tenho o privilégio de ter um excelente ambiente de trabalho e sinto saudades dos que me são mais próximos, mas aquelas duas são mais que especiais. São amigas fora do trabalho e acabamos por passar juntas a maior parte do tempo. É a elas que recorro quando é preciso.
São dez horas todos os dias da semana. Mais tempo do que o que passo com a minha família. Partilhamos tudo o que nos acontece de bom e de mau. Ás vezes nem é preciso falar, funciona como uma espécie de telepatia que nos dá a perceber o que está a acontecer.
São quase 12 anos de companheirismo, ao longo dos quais fomos cultivando e colhendo os frutos desta amizade que faz com que festejemos as alegrias e partilhemos as tristezas.
Até 2ª meninas e com o almoço que a gente sabe!
Célia Paulino
Um intervalo nos horários a cumprir no emprego porque todos os outros se mantêm. Os que dizem respeito ao Ricardo.
Entre a natação e o hóquei, poucos são os dias em que posso chegar a casa a horas decentes. Mas não lamento o tempo que perco, dou-o por muito bem empregue, tenho a consciência que faz muito bem ao “pequeno”.
No entanto nas férias confesso que sinto falta da minha Palhota e da minha Tere, como carinhosamente lhes chamo.
Tenho o privilégio de ter um excelente ambiente de trabalho e sinto saudades dos que me são mais próximos, mas aquelas duas são mais que especiais. São amigas fora do trabalho e acabamos por passar juntas a maior parte do tempo. É a elas que recorro quando é preciso.
São dez horas todos os dias da semana. Mais tempo do que o que passo com a minha família. Partilhamos tudo o que nos acontece de bom e de mau. Ás vezes nem é preciso falar, funciona como uma espécie de telepatia que nos dá a perceber o que está a acontecer.
São quase 12 anos de companheirismo, ao longo dos quais fomos cultivando e colhendo os frutos desta amizade que faz com que festejemos as alegrias e partilhemos as tristezas.
Até 2ª meninas e com o almoço que a gente sabe!
Célia Paulino
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