quinta-feira, 14 de dezembro de 2006

Eu, Jorge

A capa do polémico livro Há diversos dias que ando a ser pressionado, das mais diversas formas, perseguido por todo o lado, até me dão elogios, num blog vizinho, para verem se me desconcentram. Mas como disse o Major "não li o livro, não faço comentários".
Deixo apenas esta pergunta. Se toda a gente pode escrever livros (até o Macaco dos Superdragões escreveu um) porque é que a Carolina Salgado não pode?
Ela puder... podia, mas se falasse de culinária. Agora dizer mal do Pinto da Costa?
Que maldade.

quarta-feira, 13 de dezembro de 2006

Parabéns Fernando

Fernando Correia Já não é a primeira vez, que aqui, refiro a minha paixão pela rádio. Durante perto de vinte anos, agora interrompidos pela minha incursão académica, foram muitas as horas de relatos de futebol e não só, estúdio e outras dentro do métier.
Desde miúdo, que me habituei a ouvir o futebol na rádio. E desculpem-me os puristas, mas aí, o jogo tem outro encanto, a imaginação toma-nos conta dos sentidos.
De dentro do pequeno rádio, cedo me habituei àquela voz. A voz de Fernando Correia. Durante cinquenta anos, festejados este mês, a sua voz tem-nos transportado para os estádios, connosco sentados no sofá.
Há quatro anos, durante um curso de Jornalismo Desportivo, tive o privilégio de o ter como professor. Pude verificar que, em conjunto com a sua competência e facilidade na transmissão dos seus conhecimentos, transmitiu-me, também, a sua amizade. A amizade de um grande senhor da comunicação.
Obrigado, amigo (deixe-me tratá-lo assim) Fernando.
Vamos-nos vendo por aí, num estádio qualquer.

terça-feira, 12 de dezembro de 2006

Quarenta e sete

Ricardo, Cláudia e Célia Sempre ouvi dizer, que a família é a sustentação de qualquer pessoa. Não posso estar mais de acordo. Sem ter percorrido o trilho, considerado normal, há luz dos padrões instituídos, mas felizmente, já quase banidos, a minha família dá-me a força que preciso para o dia a dia.
Esta parece uma frase feita, claro, para quem não tem o privilégio de ser pai e marido, destes grandes companheiros. Como o tempo é pouco, muito pouco, consegui juntar os meus filhos, ao almoço, à roda da mesa, para festejarmos os meus quarenta sete anos de vida. Ofereceram-me uma prenda, ritual normal. Um livro, com ele um postal, contendo dois versos, tão simples, como importantes:

Hoje fazes anos
não sabíamos o que te dar
Fizemos este poema
para contigo celebrar

Para além deste poema
demos-te um livro belo
Podes sempre lê-lo
a comer um caramelo

Não deixando de fora todos os que não se esquecem de mim, não só neste dia, mas em todos, só posso, abusando da liberdade da blogosfera, de pedir à Célia, à Cláudia e ao Ricardo, que sempre sejam como têm sido até hoje.

Incredulidade

Entrada principal do campo de concentração de Auschwitz (Birkenau) Confesso, que já poucas coisas me vão surpreendendo, nos dias que correm. A insensibilidade, a crise de valores, como escrevia há dias Jorge Monteiro, na sua Now Katrineta, a ausência de olharmos para o lado, para ajudar o nosso vizinho, todas estas constatações, já quase que me tornaram, também, alheio a alguns problemas.
Ontem, contudo, passando os olhos ao de leve pela televisão, retive duas notícias. Uma dava conta de uma conferência, no Irão, sobre o Holocausto. Mahmoud Ahmadinejad, presidente iraniano, já proclamou aos quatro ventos, que o brutal assassínio de milhares de judeus, é uma ficção ocidental para justificar a ocupação dos terrenos palestinianos. E agora vai fazer uma conferência, sobre um assunto, que segundo ele não existiu?
A segunda dizia respeito à morte do ditador Augusto Pinochet. Na rua, manifestações de apoiantes do general chileno, em oposição aos que se regozijavam com a sua morte. Como estarão as famílias, dos que foram assassinados, por ordem do general, cujos corpos nunca aparereceram? Como é possível dar vivas a quem, reconhecidamente, mandou matar todos, ou quase todos, os que lhe queriam fazer frente?
Estas notícias ainda me surpreendem. Mais, deixam-me incrédulo.
Será que todos os meios justificam os fins a que se destinam?

segunda-feira, 11 de dezembro de 2006

Chumbo

Kikin Fonseca Na ressaca de mais um desesperante resultado do meu Benfica, dei por mim a ler a apreciação individual do mexicano Kikin Fonseca, titular devido à ausência de Nuno Gomes, expulso em Alvalade, de forma estúpida e justa. Escreve Nuno Perestrelo (será família do saudoso Jorge?) no jornal A Bola "Fez uma daquelas exibições que levaram à invenção do «avançado de equipa». Prendeu os defesas adversários, sim. Criou oportunidades para os colegas marcarem, sim. Antigamente chamava-se a estes jogadores «ponta-de-lança-que-não-marca-golos». Teve uma ou duas boas ocasiões para decidir o jogo, mas faltou-lhe instinto de matador e chumbou no teste".
Curioso...então os defeitos e as virtudes apontadas ao mexicano, não são os mesmos que fazem de Nuno Gomes, segundo a maioria da imprensa, indiscutível na equipa encarnada? E com a prestação em apenas um jogo, Fonseca já chumbou?
Por esta ordem de ideias, Nuno Gomes já teria chumbado há muito tempo.

sábado, 9 de dezembro de 2006

Etiquetas da moda

um exemplo da moda Ora cá estamos nós, a pairar sobre uma nova designação. É claro que andamos na Universidade para aprender, mas o Professor Bruno Júlio não nos dá descanso.

A proposta desta semana passa por falarmos de folksonomy, (expressão usada pela primeira vez por Thomas Vander Wal) que rapidamente os brasileiros transformaram em folksonomia. Trata-se de uma palavra com a origem em taxonomia, que significa uma nomenclatura de classificações, uma forma de indexação. Antecipando-lhe um folks (povos, tribos), temos o nosso trabalho semanal.
Estamos perante uma inversão das formas de busca. Se na maioria dos casos, efectuamos pesquisas segundo as regras que estão definidas, com a folksonomia, as normas são estabelecidas por nós.
Não existe uma hierarquia de responsabilidade, mas sim uma organização lógica e mental. Os utilizadores vão usar tags (etiquetas), de forma a catalogar a informação, sendo que essas palavras-chave, vão criando uma nuvem, onde surgem as que mais vezes são utilizadas.
Já existem diversos locais na Internet (como por exemplo o del.icio.us, o flickr e o youTube) três grandes exemplos de sucesso na Web 2.0 e que utilizam tags.
Como exemplo de utilidade, os leitores poderão montar um jornal só com assuntos do seu interesse, e os jornalistas podem usar as suas próprias palavras para classificar os seus contéudos.
O futuro está aqui. A tendência é para que muitos aplicativos, baseados na Internet, venham a adoptar este sistema. Aguardemos.

sexta-feira, 8 de dezembro de 2006

Morrer de amores pelo Pico [9]

Uma vista aérea da Montanha, com neve no Piquinho Estas espectaculares férias na Ilha do Pico estão a chegar ao fim. As malas já estão feitas, de fora apenas o necessário para os dois dias que nos restam. E claro tudo o que precisamos para a subida.
Uma aventura, daquelas que nunca mais nos esqueceremos.

Bateram à porta. Era o Deodato. Vinha-nos buscar para irmos em busca do grande desafio. O tempo não estava colaborante. Muitas nuvens, a montanha envergonhada, escondia-se para lá da nossa visão. Conferimos se tudo estava preparado. O plano que o nosso amigo tinha idealizado, passava por subirmos no início da tarde, durante cerca de quatro horas. Nessa altura estaremos no Pico Alto, uma cratera com um perímetro de 700 metros e com uma profundidade de 30 metros. Montamos aí a nossa tenda e preparamo-nos para observar o pôr-do-sol. Numa das extremidades desta cratera, fica o Piquinho ou Pico Pequeno, um cone vulcânico de 70 metros de altura e que constitui o ponto mais alto da montanha. Aí esperamos ver o nascer do sol, por trás da ilha de S. Jorge, que projecta a sombra da montanha no outro lado do oceano.
Cada um de nós leva uma mochila e um cajado. Além de material para recolha de imagem, levamos uma muda de roupa, chocolates, água e pouco mais, pois a subida é difícil e quanto menos peso melhor. O Deodato leva a tenda e os saco-cama. O tempo é que não está a colaborar. Equacionámos a hipótese de não avançarmos. Mas estávamos decididos e o Deodato não nos quis contrariar.
O sol foi-nos acompanhando nos primeiros minutos da escalada, mas cedo percebemos que as condições meteorológicas não estavam connosco. Estugámos o passo, dentro do possível, para aproveitar-mos a ausência de chuva que estava eminente. Registámos, entre as muitas nuvens que já nos acompanhavam, alguns planos da ilha do Faial e da sua magnífica cidade da Horta.
Com mais de duas horas de caminho e alguns chocolates ingeridos, chegou a pluviosidade. Inicialmente, em jeito de humidade, envergonhada, como pedindo desculpa de nos molhar. Depois, mais atrevida, encharcando-nos até aos ossos. As dificuldades vão aumentando e o alto tão longe. Para percorrermos uma pequena dezena de metros, temos de contornar largos minutos de curvas e curvas, pelos trilhos delineados entre a rocha vulcânica e a vegetação selvagem.
O cansaço vai aumentado. A Célia “tenta” desanimar, mas nós não deixamos. Depois de mais de quatro horas, chegamos ao Pico Alto, onde as condições climatéricas estão ainda piores. Estamos todos desanimados. Tentamos montar a tenda, mudar de roupa e descansar, mas tenda esta encharcada e inutilizável. A mochila não resistiu à intempérie. Procurámos uma furna para nos abrigarmos e conseguimos encontrar uma, bem baixinha, o que nos proporciona algumas cabeçadas desagradáveis no tecto da nossa nova casa.
Estamos gelados. Rapidamente procuramos mudar de roupa. Pijamas por baixo, fatos de treino por cima, fórmula para ultrapassar o frio. Que não resulta. A temperatura ronda os oito graus. São sete da tarde. O vento sopra forte e a chuva não abranda. Com o evoluir da noite a temperatura vai atingir a proximidade do grau zero. A opção é resistir ao frio ou descer já, enquanto há uma réstia da luz natural. Optamos por avançar de imediato, apesar de outra dificuldade se avizinhar. Apenas o Deodato trouxe lanterna.
Depois de ultrapassarmos os trinta metros do Pico Alto, iniciamos a descida. Rapidamente a noite vai caindo. O tempo vai lentamente melhorando, mas, dizem os entendidos, descer é pior que subir. O nosso guia vai à frente, seguido pela Célia e eu. O piso está muito escorregadio. Apesar de conhecer muito bem o terreno, o nosso anfitrião escorrega e a lanterna caí e...já não volta a acender-se. A preocupação aumenta. E agora?
O Deodato transmite-nos tranquilidade. Deixamos os cajados, aproveitamos a vegetação para a utilizar como escorrega, encurtando caminho, mantendo-nos o mais junto possível, procurando, sempre que caminhamos na posição natural, colocar os pés de forma segura para evitar as quedas.
Estamos esgotados, após várias horas e muitos tombos. Pelo caminho ainda temos tempo para apreciar, de novo, o Faial, agora na versão nocturna. Espectacular. Esta visão vale a pena o esforço. Vislumbramos o fim da linha. As últimas centenas de metros parecem quilómetros, mas finalmente chegamos ao sopé desta Montanha gigantesca, após dez horas de caminhada.
Voamos a doze mil metros de altura. Dentro de uma hora vamos aterrar na Portela, dez dias depois da partida. Apesar dos músculos ainda queixosos, fruto da aventura na montanha, já temos vontade de voltar. E o Piquinho que se cuide, pois isto não vai ficar por aqui.

quinta-feira, 7 de dezembro de 2006

A culpa é dos alemães

Mapa da Europa com a Alemanha em destaque Pela sexta vez este ano, o Banco Central Europeu vai subir a principal taxa de referência europeia, em mais vinte cinco pontos. Quer dizer que a taxa base, da esmagadora maioria dos empréstimos que andamos a pagar, vai passar para três e meio por cento.
Logo de manhã, na rádio, ouvi uma especialista a explicar que, esta subida é inevitável, que a economia dos vinte e cinco está a crescer, mais nuns lados do que em outros, (nós estamos nos outros), que esse crescimento está a ser suportado pelo consumo dos particulares, e que neste especial, a Alemanha tem tido um principal destaque. Daí, continuava a tal especialista, para evitar uma pressão inflacionista por aquelas bandas, toma lá mais um aumento da taxa.
Então os germânicos andam a gastar demais e temos que pagar todos? Não podem aumentar a taxa só para eles?
A economia é uma coisa muita complicada, não acham?

quarta-feira, 6 de dezembro de 2006

Faz de conta

Mais famosos que os musculados do wrestling
Durante dois dias, no Pavilhão Atlântico, em Lisboa, mais de vinte cinco mil pessoas, vibraram com o Wrestling, que é aquele desporto do faz de conta, popularizado pela televisão, com a especial atenção da SIC Radical.

Confesso que não sou fã (está na moda a frase, por causa do Scolari e da Caixa...mas aquela da vizinha...), pois gosto de desportos que não se saiba quem vai ganhar. Há algo mais bonito do que a incerteza do vencedor?
José Manuel Delgado, jornalista do diário desportivo A Bola, faz uma magnífica comparação, numa crónica publicada hoje. Com a devida vénia, transcrevo parte do texto "Um combate de wrestling é como uma aventura do Bip-Bip e do Coyote (...) sabe-se sempre quem vai ganhar e independentemente das maiores malfeitorias e violência, no fim ninguem se magoa."
Então digam lá, se há algo melhor de que uma bela aventura animada, com o pobre do Coyote a ser constantemente enganado pelo elegante papa-léguas?
Apetece-me terminar de forma sonora...bip-bip.

terça-feira, 5 de dezembro de 2006

Apanhar o comboio

A derradeira oportunidade Regressamos a um tema suscitado pela disciplina, «culpada», por esta necessidade de blogar constantemente, de seu nome Comunicação On-line.
A sugestão, prende-se com os blogues corporativos, a nascerem agora, longe da febre dos pessoais, mas cada vez mais implementados.
Digamos que tudo passa por apanhar o comboio, aproveitando esta expressão popular. Esta ferramenta, conforme vem referido num texto do jornal Expresso, está a ser cada vez mais usada, nomeadamente, por empresas de menor dimensão. Nesse artigo, David Brain, presidente da Edelman Portugal, representada em Portugal pelo grupo GCI, afirma que "esta área está a mudar muito rapidamente. As empresas chegaram à conclusão que existem pessoas a falar sobre elas em comunidades on-line e querem participar nesse diálogo, pois se não participarem, não é por isso que deixam de ser um tópico de debate".
Digamos que se trata de uma discussão entre várias vizinhas, moradoras no mesmo pátio. Até podem estar a dizer mal de mim, mas eu quero estar presente, para alimentar e contribuir na discusão.
O trilho do desenvolvimento é por aqui, não convém ficar por fora.

segunda-feira, 4 de dezembro de 2006

Rescaldo vermelho


Pode-se gostar ou não. É mais ou menos como...as favas. Há quem as deteste e outros comiam-nas, todos os dias, se pudessem. O Gato Fedorento é mais ou menos a mesma coisa.
No rescaldo de dérbi, mais um grande boneco, simpático para os vermelhos, deixando com azia os verdes. Mas mesmo assim, irresistível.

Um dia

A imaculada amizade Não sou um apaixonado por poesia, da mesma forma que, apesar de lhe reconhecer o imenso talento, não sou leitor de Fernando Pessoa. Contudo há poemas e poemas. Este, que me chegou através de um amigo, é sobre ele, é sobre os nossos amigos. Sem mais palavras...

Um dia a maioria de nós irá separar-se.
Sentiremos saudades de todas as conversas jogadas fora,
das descobertas que fizemos, dos sonhos que tivemos,
dos tantos risos e momentos que partilhamos.
Saudades até dos momentos de lágrimas, da angústia, das
vésperas dos finais de semana, dos finais de ano, enfim... do
companheirismo vivido.

Sempre pensei que as amizades continuassem para sempre.
Hoje não tenho mais tanta certeza disso.
Em breve cada um vai para seu lado, seja
pelo destino ou por algum desentendimento, segue a sua vida.
Talvez continuemos a nos encontrar, quem sabe... nas
cartas que trocaremos.

Podemos falar ao telefone e dizer algumas tolices...
Aí, os dias vão passar, meses... anos... até este
contacto se tornar cada vez mais raro.
Vamo-nos perder no tempo...
Um dia os nossos filhos verão as nossas fotografias
e perguntarão:
"Quem são aquelas pessoas?"
Diremos... que eram nossos amigos e... isso vai doer tanto!
-"Foram meus amigos, foi com eles que vivi tantos bons anos da minha vida!"

A saudade vai apertar bem dentro do peito.
Vai dar vontade de ligar, ouvir aquelas vozes novamente...
Quando o nosso grupo estiver incompleto...
reunir-nos-emos para um último adeus de um amigo.

E, entre lágrima abraçar-nos-emos.
Então faremos promessas de nos encontrar mais vezes daquele dia em diante.
Por fim, cada um vai para o seu lado para continuar a viver a isolada do
passado.

E perder-nos-emos no tempo...
Por isso, fica aqui um pedido deste humilde amigo:
não deixes que a vida passe em branco, e que pequenas adversidades sejam a
causa de grandes tempestades...

Eu poderia suportar, embora não sem dor, que tivessem
morrido todos os meus amores, mas enlouqueceria se
morressem todos os meus amigos!"

Fernando Pessoa

sábado, 2 de dezembro de 2006

Coincidências

O verdadeiro local do dérbi
Mantendo o clima de boa disposição, trago mais uma descontraída anedota. Com o futebol como pano de fundo, mas indo ao encontro de uma outra variante.


Uma associação de anões portugueses, combinou um jogo de futebol entre eles. Um Sporting-Benfica. Encomendaram os equipamentos, às suas medidas, marcaram o campo e lá foram eles. Chegados ao local, verificaram que o recinto não disponha de balneários para se equiparem. No entanto, ao lado ficava a taberna do António. Lá foram e pediram ao dono, explicando os motivos, se podiam utilizar a casa de banho para se equiparem, ao que ele acedeu de imediato.
Primeiro equiparam-se os do Sporting, que pouco depois passaram, em passo de corrida, para o campo.
Gervásio, presença habitual, já bem bebido, viu-os passar. Esfregou os olhos, coçou a cabeça e ficou a pensar "já bebi demais hoje". Pouco tempo depois, passaram os do Benfica, velozmente em direcção ao local do jogo.
Gervásio, ficou incrédulo e não se contendo, gritou para o dono:
- Oh António, não o sei o que se passa, mas os teus matraquilhos vão a fugir!
Como curiosidade, e em jeito de rodapé, os do Benfica ganharam 2-0.

sexta-feira, 1 de dezembro de 2006

Dia de dérbi

Hoje é um dia de grandes emoções. Sporting e Benfica vão jogar mais logo, em Alvalade. Em Portugal, costuma ser apelidado como o dérbi dos dérbis. Vermelhos e verdes-e-brancos, mais logo vão lutar pela vitória. Normalmente, os ânimos exaltam-se, a cabeça pára de pensar, o coração pula. Que ganhe o melhor.
Em dia de jogo grande de futebol, fui descobrir, enviado por um amigo, um vídeo excelente. O São Pedro da Cova, dos distritais, ía jogar com o Alverca, na altura, na 1ª liga, para a Taça de Portugal.
O objectivo era "danificar" a camisola. Deliciem-se com a entrevista.

quinta-feira, 30 de novembro de 2006

Morrer de amores pelo Pico [8]

Ermida de S. Pedro, o primeiro templo a ser construído na ilhaO dia D tinha chegado. Os mais de dois mil e trezentos metros de altitude, esperavam-nos por detrás de um manto de nuvens cinzentas. Antes de partirmos para o sopé da montanha, tempo para recordarmos alguns pontos indispensáveis numa visita à ilha do Pico.


(continuação) O dia já ia longo, o alto da montanha estava coberto por um manto de nuvens, deixando a extremidade descoberta, o sol já preparava para se esconder ao fundo do Atlântico. Por hoje vamos ficar por aqui, regressando à nossa “adega” para descansarmos e carregar as “baterias” para outros dias intensos. Combinada, com o Deodato, está a subida ao alto da montanha do Pico.
O dia da escalada tinha chegado. A estadia no Pico foi apaixonante, todo o que vimos e visitámos, deixa-nos “convencidos” a voltar de novo. O dia da partida, para Lisboa, estava a aproximar-se rapidamente. Guardamos para o fim aquela subida. E que subida. Para trás ficaram na retina recordações de olhares não transmissíveis.
E observámos tanta coisa. O Museu do Vinho, que nos conta a história do vinho nesta ilha. A Adega Cooperativa onde se produz o famoso verdelho tão apreciado e que recebe habitualmente os visitantes, oferecendo-lhe uma prova do VLQPRD “Lajido”. Os Arcos do Cachorro, uma formação rochosa com a configuração do focinho de um cão deram o nome a esta zona. O mar penetra pelos diversos túneis feitos pela erosão, fazendo efeitos interessantes. Também nesta zona, foi construída uma central eléctrica, que funciona com a energia resultante da força das ondas. A Quinta das Rosas, parque florestal com espécies exóticas.
O Museu Industrial, situado em S. Roque do Pico, está instalado na antiga Fábrica das Armações Baleeiras, onde existem apetrechos utilizados na transformação da baleia em produtos como a farinha e o óleo. As lagoas do Capitão, Caiado e Paul, zonas de interessante paisagem. Os Mistérios de Santa Luzia, Prainha e S. João, formados pela lava de erupções vulcânicas, que se verificaram no mar e que se uniram à ilha. A Furna de Frei Matias, perto da vila da Madalena, é um local de interesse. Santo Amaro, conhecida por ser uma terra onde a construção naval, teve grande importância. Ainda hoje funcionam aí alguns pequenos estaleiros navais.
A Piedade, no parque Matos Souto, onde existem espécies vegetais raras. O Miradouro da Terra Alta, situado na estrada que circunda a ilha pelo Norte. Deste miradouro pode-se observar a Ilha de S. Jorge, assim como a paisagem que a riqueza florestal da Ilha do Pico nos oferece. A Calheta do Nesquim, povoação com pequeno porto de pesca com grande tradição baleeira. Foi neste local que se constituiu a primeira Armação Baleeira. Ribeiras, freguesia com porto de pesca, com grandes tradições na actividade piscatória, terra de bons marinheiros.
Claro que não perdemos a oportunidade de visitar as Igrejas que são os principais monumentos desta ilha. A Igreja de Santa Maria Madalena, a mais importante da ilha, construída no Séc. XVII. O Convento S. Pedro de Alcântara, edifício do Séc. XVII com interior muito valioso. A Ermida de S. Pedro que foi o primeiro templo a ser construído na ilha, datado do primeiro quartel do Séc. XV, situando-se nas Lajes do Pico. A Igreja de Nossa Senhora da Conceição, construída no Séc. XVIII. A Igreja de Santa Bárbara, nas Ribeiras, foi construída no Séc. XVII e reconstruída no Séc. XX e a Igreja de S. Sebastião, na Calheta do Nesquim, construção do Séc. XIX no local onde existia uma capela do Séc. XVI.(continua)

quarta-feira, 29 de novembro de 2006

Gestão por objectivos

As portas do céuAs anedotas fazem parte do imaginário dos portugueses. Somos mesmo muito bons a criá-las. Tem o condão de nos alegrar o interior, contribuindo para o aparecimento de um sorriso, que teimava em se esconder. Aqui vai uma, bem engraçada, reflectindo um tema da moda.


Numa cidade do interior, viviam duas mulheres que tinham o mesmo nome: Flávia.
Uma era freira e a outra taxista. Quis o destino, que morressem no mesmo dia. No céu, São Pedro esperava-as.
- Como te chamas?
- Flávia
- A freira?
- Não, a taxista.
São Pedro consulta as suas notas e diz:
- Bem, ganhastes o paraíso. Leva esta túnica com fios de ouro. Podes entrar. A seguir...
- Como te chamas?
- Flávia
- A freira?
- Sim, eu mesmo.
- Bem, ganhastes o paraíso. Leva esta túnica de linho. Podes entrar. A religiosa diz:
- Desculpe, mas deve haver algum engano. Eu sou Flávia, a freira!
- Sim, minha filha, e ganhastes o paraíso. Leva esta túnica de linho...
- Não pode ser! Eu conheço a outra, Senhor. Era taxista, vivia na minha cidade e era um desastre! Subia as calçadas, batia com o carro todos os dias, conduzia pessimamente e assustava as pessoas. Nunca mudou, apesar das multas e repreensões policiais. E quanto a mim, passei 65 anos pregando todos os domingos na paróquia. Como é que ela recebe a túnica com fios de ouro e eu esta?
- Não há nenhum engano - diz São Pedro. É que aqui, adoptamos uma gestão mais profissional do que a de vocês lá na Terra...
- Não entendo!
- Eu explico: Já ouviu falar de gestão de resultados? Pois bem, agora nos orientamos por objectivos, e observámos que nos últimos anos, cada vez que tu pregavas, as pessoas dormiam. E cada vez que ela conduzia o táxi, as pessoas rezavam! O Resultado final é que importa!

A esfera negra

Uma esfera inspiradora Cedo conheceu as primeiras palavras, através do jornal A Bola, entre os dois e os três anos de idade. O gosto pela língua portuguesa foi aumentado. Mais tarde chegou a poesia. Fica aqui um exemplo, com a promessa de mais.

Aqui vou eu,
no aconchego
deste mundo ambulante,
com um sorriso nos lábios,
pensando
na esfera negra, brilhante,
com vida.

Depois de entrar na
nuvem envelhecida, vou em
ritmo lento,
de forma a ver a paisagem nocturna,
reluzente
num momento.

Cheguei ao
rectângulo branco.
E a esfera negra na
minha direcção. O que fazer?
Vou, não vou?
E com um batimento fortemente suave,
acaba esta “viagem”…

Ricardo Paulino

terça-feira, 28 de novembro de 2006

Em quatro rodas

Automóveis e árvores de Natal, por vezes parecidos Ontem, surpreendeu-me a notícia daquele casal da Guarda, que entrou no túnel do Metro do Porto – o andante, como dizem os locais – percorrendo perto de mil metros, até se deter. Até aqui tudo bem, até engraçado. O pior é que parece que já não é a primeira vez que tal acontece…só que agora estava lá a televisão. Será que a sinalização é a mais correcta?
Já que estou na maré dos automobilistas, não posso deixar passar dois reparos. O primeiro vai direitinho para os que, nas estradas com três faixas, persistem em seguir sempre na faixa do meio. Tenho perguntado a mim mesmo, porque será? Será que gostam de ver passar os outros, dos dois lados do carro? Ou será que adoptaram o ditado de que no meio é que está a virtude? Provavelmente pertencem a um partido centrista.
O segundo vem iluminado. Os veículos de quatro rodas têm, a maioria, faróis de nevoeiro, à frente e atrás. Servem para situações de visibilidade reduzida. O pior é que a rapaziada usa e abusa deles, até de dia e com boas condições atmosféricas. Hoje, quando vinha a caminho do emprego – de automóvel, pois a CP está em greve – vi vários nestas condições, bem coloridos, cheios de luzinhas. Mas, pronto, nesta altura do ano até se compreende. Também eles querem imitar as árvores de Natal.

segunda-feira, 27 de novembro de 2006

Fim da vida

Símbolo de mau tempo Portugal tem sido, nos últimos dias, assolado pelo mau tempo. Principalmente na última sexta-feira, de norte a sul, chuvas intensas, empurradas por fortes rajadas de vento, deixaram este nosso cantinho quase às avessas.
No meu trajecto matinal para o trabalho, encontrei, hoje, diversas vítimas da intempérie. A maioria esventrada, algumas, ainda mostrando as suas cores garridas, mas todas já com o seu ciclo de vida terminado.
Um silêncio respeitoso pelos derrotados chapéus-de-chuva.

domingo, 26 de novembro de 2006

Marketing Viral

O mail é uma das principais ferramentas para a divulgação do marketing viralMais uma proposta interessante, para um assunto, para mim, até agora, desconhecido.
Percebe-se, de imediato, que se trata de uma forma de publicidade apelativa, através do poder de uma comunicação baseada no «boca a boca». Ou como diriam os franceses «système du bouche à oreille» (segredo ao ouvido).
A táctica é fácil. Uma disseminação idêntica à de um vírus informático, daí o nome. Trata-se de uma forma de propagação, de uma mensagem, atraente, calculada para seduzir o receptor, muitas vezes apelando ao «coração», para que a cadeia não se quebre. Tal e qual os e-mail’s que recebemos, com ameaças de desgraças sem fim, caso não os reenviemos a todos os nossos amigos. Nada mais fácil.
Há quem chegue perto da comparação entre marketing viral e spam. A distância não é grande. Esperamos que a qualidade dos profissionais da área a torne enorme.
Como exemplo, fica a Festa da Gil, descrita, numa notícia do Diário de Notícias.
O livro do Guinness tem registada a maior acção de marketing viral, a Festa do Gil, de nacionalidade portuguesa. Desta vez, a missão da iniciativa tinha um cariz social, nomeadamente a ajuda da Fundação do Gil, de apoio à infância.
O arranque foi dado pela presidente da instituição, Maria José Ritta, ao enviar o primeiro convite para a festa de solidariedade. Depois, os interessados só tinham de visitar o site da só Vector21 e requisitar um ou mais convites para o e-mail pretendido. Posteriormente, tinham de os imprimir e distribuí-los por familiares e amigos.
A fase final consistia na entrega dos convites nos quiosques criados para o efeito, na Alameda dos Oceanos. Por cada convite entregue, a Fundação do Gil recebia um euro dos patrocinadores. Resultado 60
mil pessoas visitaram o site e 80 mil compareceram na festa de solidariedade.