sábado, 10 de fevereiro de 2007

Parabéns Pai

Joaquim Paulino

Hoje fazias 73 anos, mas não estás cá para festejar connosco.
Já o ano passado não tivemos a tua companhia, mas eu não tinha esta forma de falar contigo.
Envio-te um grande beijo e parabéns Pai.

Adeus Bacalhau

Um jogo do Alhandra SC no campo da Hortinha A notícia chegou, esta manhã, de forma telegráfica, via SMS: "O Zé António Vilaça morreu". Uma forma estúpida de iniciar o fim-de-semana.
Uma amizade com mais de trinta anos, iniciada nos campos de futebol, consolidada ao longo dos anos. No mundo do pontapé na bola, todos o conheciam por Bacalhau, uma alcunha que perdurou.
Fui ao baú das fotos onde descobri esta. Mais um jogo na Hortinha, em Alhandra, pelo clube do seu coração, do meu coração. Nessa tarde o Zé era o capitão da nossa equipa, o quarto da parte de cima, a contar da direita.
Foram tantas as horas que passamos juntos e sempre tão boas.
Os 50 anos chegavam em Abril, mas os cruzamentos da vida não deixaram.
Um abraço amigo Zé e até um dia deste, num campo qualquer.

sexta-feira, 9 de fevereiro de 2007

Fim à hipocrisia (2)

Rita Ferro Rodrigues A blogosfera está imparável. Há pouco, recebi uma mensagem, via mail, com um texto da Rita Ferro Rodrigues. Procurei descobrir a sua origem e encontrei o sorriso-do-bisturi, o blog da Rita.
Também ela procura explicar, com um texto brilhante, a realidade da actual hipocrisia.
Leia e pense bem. Ainda está a tempo.

Carminho senta-se nos bancos almofadados do BMW da mãe. Chove lá fora. Encosta o nariz ao vidro para disfarçar duas enormes lágrimas que lhe rolam pela face. A mãe conduz o carro e aperta-lhe ternamente a mão. Há muito trânsito na Lapa ao fim da tarde. A mãe tem um olhar triste e vago mas aperta com força a mão da filha de 18 anos. Estão juntas. A caminho de Espanha.

(Mais a baixo na cidade)

Sandra senta-se no banco côr-de-laranja do autocarro 22 que sai de Alcântara. Chove lá fora. Encosta o nariz ao vidro para disfarçar duas enormes lágrimas que lhe rolam pela face. A mãe está sentada ao lado dela. Encosta o guarda-chuva aos pés gelados e aperta-lhe ternamente a mão. Há muito trânsito em Alcântara ao fim da tarde. A mãe tem um olhar triste e vago mas aperta com força a mão da filha de 18 anos. Estão juntas. A caminho de casa de Uma Senhora.

O BMW e o autocarro 22 cruzam-se a subir a Avenida Infante Santo.

Carminho despe-se a tremer sem nunca conseguir estancar o choro. Veste uma bata verde. Deita-se numa marquesa. É atendida por uma médica que lhe entoa palavras doces ao ouvido, enquanto lhe afaga o cabelo. Carminho sente-se a adormecer depois de respirar mais fundo o cheiro que a máscara exala. Chora enquanto dorme.

Sandra não se despe e treme muito sem conseguir estancar o choro. Nervosa, brinca com as tranças que a mãe lhe fez de manhã na tentativa de lhe recuperar a infância. A Senhora chega. A mãe entrega um envelope à Senhora. A Senhora abre-o e resmunga qualquer coisa. É altura de beber um liquido verde de sabor muito ácido. O copo está sujo, pensa Sandra. Sente–se doente e sabe que vai adormecer. Chora enquanto dorme.

Carminho acorda do seu sono induzido. Tem a mãe e a médica ao seu lado. Não sente dores no corpo mas as lágrimas não param de lhe correr cara abaixo. Sai da clínica de rosto destapado. Sabe–lhe bem o ar fresco da manhã. É tempo de regressar a casa. Quando a placa da União Europeia surge na estrada a dizer PORTUGAL, Carminho chora convulsivamente.

Sandra não acorda. E não acorda. E não acorda. A mãe geme baixinho desesperada ao seu lado. Pede à Senhora para chamar uma ambulância. A Senhora não deixa, ponha–se daqui para fora com a miúda, há uma cabine lá em baixo, livre–se de dizer a alguém que eu existo.
A mãe arrasta a Sandra inanimada escada a baixo. Um vizinho cansado, chama o 112 e a polícia.
Sandra acorda no quarto 122 dias depois. As lágrimas cara abaixo. Não poderás ter mais filhos, Sandra, disse–lhe uma médica, emocionada.
Sai do hospital de cara tapada, coberta por um lenço. Não sente o ar fresco da manhã. No bolso junto ao útero magoado, a intimação para se apresentar a um tribunal do seu país: Portugal.

Eu voto sim. Pela Sandra e pela Carminho. Pelas suas mães e avós. Por mim.

Contrastes

Vencedora do World Press Photo 2006 Esta é a melhor foto de 2006, galardão atribuído pela World Press Photo, uma organização independente fundada em 1955, com o objectivo de apoiar internacionalmente o trabalho dos profissionais da fotografia de imprensa. O premiado foi o fotógrafo americano, Spencer Platt, da Agência Getty Images.
A imagem vencedora mostra-nos, alguns libaneses num descapotável vermelho a passearem-se em Beirute no meio dos escombros, depois dos bombardeamentos israelitas.

Fim à hipocrisia

Uma decisão da mulher No próximo domingo os portugueses vão ser chamados, pela segunda vez, a referendar a questão do aborto. Em 28/06/1998, aquando da primeira possibilidade de alterar a lei, o "NÃO" venceu com 50.07%, face aos 48.28% do "SIM", destacando-se uma elevada abstenção (68.11%).
Atentemos agora na pergunta concreta, idêntica nos dois referendos: «Concorda com a despenalização da interrupção voluntária da gravidez, se realizada, por opção da mulher, nas primeiras 10 semanas, em estabelecimento de saúde legalmente autorizado?».
Fica bem claro na questão levada a plebiscito popular, não deixando margem para duas interpretações, que o que se pretende saber é se se deve, ou não, criminalizar o acto de abortar até às 10 semanas.
O aborto é um acto do foro intímo da mulher, por vezes deixando marcas para toda a vida. Mas é uma opção que não se lhe pode negar, dentro do que estiver legalmente estipulado.
Não vale a pena perdermos muito tempo com outras considerações. Deixemo-nos de hipocrisias.
Eu vou votar "SIM".

quinta-feira, 8 de fevereiro de 2007

Lições de gestão

Hoje vou aproveitar um mail divertido que recebi, onde, supostamente, se aprendem algumas técnicas de gestão e respectivas conclusões.
Leiam e divirtam-se.

Gestão do Conhecimento Aqui, ainda não tinha deixado cair a toalha
Um homem entra no banho enquanto a mulher acaba de sair dele e se enxuga.
A campainha da porta toca. Depois de alguns segundos de discussão para ver quem iria atender, a mulher desiste, enrola-se na toalha e desce as escadas. Quando abre a porta, vê o vizinho Bob na soleira. Antes que ela possa dizer qualquer coisa, Bob diz:
"Eu dou-lhe 800 euros se você deixar cair essa toalha."
Depois de pensar por alguns segundos, a mulher deixa a toalha cair e fica nua. Bob, então, entrega-lhe os 800 euros prometidos e vai-se embora. Confusa, mas excitada com sua sorte, a mulher enrola-se novamente na toalha e volta para o quarto. Quando entra no quarto, o marido grita do chuveiro "Quem era?"
"Era o Bob, o vizinho da casa ao lado." - Diz ela.
"Óptimo! Ele deu-te os 800 euros que me estava a dever?"

Moral da história: Se compartilhares informações a tempo podes evitar exposições
desnecessárias.

Chefia e Liderança Um génio moderno
Dois funcionários e o gerente de uma empresa saem para almoçar e na rua encontram uma antiga lampada a óleo. Esfregam a lampada e de dentro dela sai um génio. O génio diz:
"Eu só posso conceder três desejos, por isso, concederei um a cada um de vós".
"Eu primeiro, eu primeiro." Grita um dos funcionários. "Eu queria estar nas Bahamas a pilotar um barco, sem ter nenhuma preocupação na vida!" Puf...e lá se foi.
O outro funcionário apressa-se a fazer o seu pedido:" Eu quero estar no Havai com o amor da minha vida e um provimento interminável de piñas coladas!" Puf... e lá se foi.
"Agora você" diz o génio para o gerente. "Eu quero que aqueles dois voltem ao
escritório logo depois do almoço." - Diz o gerente.

Moral da História: Deixe sempre o teu chefe falar primeiro.

Zona de Conforto Foi antes de ser comido pela raposa
Um corvo está sentado numa árvore o dia inteiro sem fazer nada. Um pequeno coelho vê o corvo e pergunta: "Eu posso me sentar como tu e não fazer nada o dia inteiro?"
O corvo responde: "Claro, por que não?"
O coelho senta-se no chão, debaixo da árvore e relaxa. De repente, uma raposa aparece e come o coelho.

Moral da História: Para ficares sentado sem fazeres nada deves estar sentado bem no alto.

Motivação Estas conseguiram fugir do leão
Em África, todas as manhãs, uma gazela ao acordar, sabe que deve conseguir correr mais do que o leão se quiser manter-se viva. Todas as manhãs, o leão acorda e sabe que deverá correr mais do que a gazela se não quiser morrer de fome.

Moral da História: Pouco importa se és gazela ou leão, quando o sol nascer deves começar a correr.

Criatividade Será que ainda estão na lagoa?
Um fazendeiro resolve colher alguns frutos da sua propriedade. Pega num balde vazio e segue para o pomar. No caminho, ao passar por uma lagoa, ouve vozes femininas que provavelmente invadiram as suas terras.
Ao aproximar-se lentamente, observa várias raparigas nuas banhando-se na lagoa.
Quando elas se apercebem da sua presença, nadam até à parte mais profunda da lagoa e gritam: "Nós não vamos sair daqui enquanto você não se for embora".
O fazendeiro responde: "Eu não vim aqui para vos espreitar, só vim dar de comer aos jacarés!"

Moral da História: É a criatividade que faz a diferença na hora de atingirmos nossos objectivos.

quarta-feira, 7 de fevereiro de 2007

Tiro no pé

Uma caricatura de Alberto João Jardim Penso que já não é de estranhar as coisas que saem, amiudadamente, da boca de Alberto João Jardim.
Desde de chamar "bastardos" e "filhos da p..." aos jornalistas do continente, menosprezar as indicações do Tribunal de Contas, até ofender os mais altos representantes do nosso País, tudo é dito por este senhor, que domina a Madeira desde 1978.
Não tenho qualquer dúvida em afirmar que têm sido criadas na ilha excelentes infra-estruturas, nomeadamente turísticas, da responsabilidade de Jardim, apesar da existência de grande pobreza em certas zonas, algumas bem perto do Funchal.
Mas a evidência de trabalho executado, como é a seu dever, decorrente da sua eleição, não lhe dá o direito de ser mal educado.
A última grande novidade vinda deste conselheiro de Estado, foi a sua reacção à notícia de que o seu Governo Regional tinha concedido perto de cinco milhões de euros (quase um milhão de contos) ao Jornal da Madeira, só durante o ano de 2005.
Não negou, mas as suas explicações roçam o ridículo: "O Jornal da Madeira é hoje uma guerra de regime, não alinha pelo pensamento único e pela falta de pluralismo na comunicação social". Brilhante. Mas há mais: "Custe o que custar, tem que ser mantido para continuar a desenvolver a luta contra o sistema imposto".
Jardim que fica sempre tão zangado quando lhe falam do défice democrático, deu um tiro no pé, desvendando umas das mais elementares forma de controlo da informação, que ele tanto critica.
Pagar para escreverem o que ele achar melhor para o seu Governo. E até ele lá escreve.

terça-feira, 6 de fevereiro de 2007

Estupidez

Um Benfica-Porto diferente Já não conseguindo encontrar desculpas para as medíocres exibições do FC Porto, Miguel Sousa Tavares continua a escrever nas páginas d’Bola, acusações graves, para a sua responsabilidade de opinion maker. Esta semana, após mais uma derrota, diz, ainda sobre a lesão de Anderson, que já ocorreu há alguns meses: “Quando ele foi cirurgicamente afastado dos campos (…)”. Será possível que alguém possa dizer que a lesão do jogador brasileiro, foi premeditada? É pena, que quando jogava no seu clube um jogador (se assim lhe posso chamar) de nome Paulinho Santos, que agrediu vários colegas de profissão, até colegas de equipa, MST não destilasse tamanha agressividade, como agora em relação a Katsouranis. Não quero sequer pensar que se trate de xenofobia. Acredito que seja estupidez.
O jornalista azul-e-branco, não contente, consegue escrever mais uma pérola de isenção. Leiam: “(…) e quando, finalmente, consegue arrancar a vitória, numa jogada bem construída já nos descontos, vê o golo anulado e a vitória esfumar-se (se houve fora-de-jogo no momento do cruzamento, foi milimétrico; se houve antes não conta)”. Onde já chega a vergonha. Um lance onde foi unânime a opinião sobre a sua ilegalidade.
Eu não tenho problema em escrever, como já comentei no meu círculo de amigos, que achei a expulsão de Ricardo Quaresma exagerada, assim como a sua punição. Mas como jurista que é não se devia esquecer que os castigos são dados com base no relatório do árbitro.
Da mesma forma acho que o Derlei devia ter sido expulso, no jogo com o Boavista.
Mas daí a escrever que tudo o acontece é para prejudicar os dragões em benefício do Benfica, parece-me doença e do foro psiquiátrico.
Porque será que ele não consegue esconder a raiva que tem contra os encarnados?
Vá lá, pelo menos esta semana não falou da Carolina.

segunda-feira, 5 de fevereiro de 2007

Eu não acredito, mas...

As noites das bruxas A jornada futebolística do primeiro fim-de-semana de Fevereiro foi verdadeiramente atípica, no que à Liga principal diz respeito. Senão vejamos.
Na sexta-feira o Benfica, que terá feito a melhor exibição desta temporada - enviou quatro bolas aos ferros - teve que se contentar com um empate a zero. Na Luz, segundo os críticos e o próprio treinador, nunca tinha jogado tão bem, mas contava com vitórias todos os jogos disputados, jogando alguns furos abaixo!?
No dia seguinte, o FC Porto defrontava o Estrela da Amadora, que ainda não tinha vencido fora esta época, apesar de já não perder há oito jornadas. Mas, acabou mesmo por ganhar, com um golo numa altura que os azuis-e-brancos já se tinham resignado com o empate.
E sabem quem marcou? Anselmo, jovem avançado, que já fez dupla com David - o “carrasco” dos portistas na Taça - precisamente no Torrense, equipa que também já eliminou os “dragões”, na mesma competição!?
Para terminar em beleza, o Sporting goleou o nacional da Madeira, mas esteve a perder até 15 minutos do fim, tendo mesmo desperdiçado uma grande penalidade. Depois…, bem depois entrou Carlos Bueno. Tinha marcado apenas um golo pelos sportinguistas na Liga dos Campeões. Tem jogado muito pouco, sendo a última opção de Paulo Bento para a linha avançada. E não é que o uruguaio marcou quatro golos em pouco mais de um quarto de hora!?
Como dizem os nuestros hermanos, aportuguesando a frase:
Eu não acredito em bruxas, mas que as há, há.

domingo, 4 de fevereiro de 2007

Roads

A Vera enviou-me este magnífico registo, que eu não conhecia, apesar de ter perto de dez anos, e que quero partilhar com vocês.

Tratam-se dos Portishead, uma banda inglesa de Bristol, de Beth Gibbons e Geoff Barrow, com o tema Roads.
Espero que tenham gostado desta espectacular balada.

Bueno...não

Carlos Bueno ao serviço da selecção do Uruguai Numa altura em que a questão da arbitragem, volta a estar...melhor dizendo, está sempre nas discussões do dia a dia, o papel dos jornalistas é extremamente importante, para ajudar quem vê e ouve o futebol.
Claramente, os intervenientes no fenómeno desportivo devem ter uma conduta pedagógica, tendente a esclarecer as dúvidas dos menos informados, e muito desse papel passa pelos homens dos mídia.
Ontem estava a ver o jogo entre o Sporting e o Nacional da Madeira, com comentários de Valdemar Duarte, numa transmissão da TVI. A determinada altura, logo no início da partida, disparou esta afirmação: "Diego demorou na reposição...se o árbitro fosse o Lucílio Baptista, já tinha visto o amarelo".
Vou tentar esclarecer. O juíz da partida era Duarte Gomes e o Diego é o guarda-redes suíço dos madeirenses.
É com este tipo de comentários que se estraga o futebol, principalmente quando se está a falar para milhares de espectadores. Esquece-se, este recém-promovido a pessoa importante, que uma das funções dos comunicadores é esclarecer, promover o conhecimento e em caso algum usar a sua função para exprimir o que lhe vai no pensamento. Para isso há outros locais, de âmbito jornalístico, devidamente identificados.
Foi ainda este senhor que, durante a transmissão do mesmo jogo, afirmou: "No meio campo do Sporting, só há um avançado, Carlos Bueno", numa altura em que ele estava no banco. Talvez tenha confudido o centro do terreno com o banco dos suplentes.
Deu sorte aos verdes-e-brancos, pois o uruguaio entrou e marcou quatro golos.
Deste Valdemar já podemos esperar tudo, até que diga mais asneiras que o Gabriel Alves.
Assim...não.

sábado, 3 de fevereiro de 2007

Intervalo no Bolonha

Equilíbrio precisa-se no Bolonha Há duas horas atrás terminou o meu terceiro semestre, neste reinício, tardio, dos meus estudos universitários. Confesso que não terminou como eu esperava. Pouco a pouco, vou sendo engolido pela engrenagem, mas contrariado.
Discutimos muito nos dias que correm as competências. O Bolonha devia ser um paradigma, na palavra dos idealizadores do processo, dessa permanente necessidade de adquirir mais-valias.
Para mim foi uma desilusão.
Vamos aproveitar o intervalo semestral para que todos, estudantes, docentes e universidades, possamos reflectir e perceber que isto não foi, nem de perto, nem de longe, o que a comunidade estudantil precisava e desejava.
Podemos e devemos fazer muito melhor.

sexta-feira, 2 de fevereiro de 2007

Tudo o que se passa...

uma espécie de livro de estilo da TSF O meu descobrimento da blogosfera, abriu-me as portas a outros locais e a outras opiniões. Quem procura textos sobre a rádio que se faz por cá e não só, não pode deixar de visitar o Blogouve-se, do João Paulo Meneses, jornalista da TSF.
Muitos temas interessantes dentro desta área, com a possibilidade de adquirirem o livro “Tudo o que se passa na TSF”, que se encontra esgotado no mercado, mas que Meneses, autor do mesmo, disponibiliza alguns volumes que tem em seu poder.
Vá lá e veja como.
É o livro que estou a ler neste momento.

quinta-feira, 1 de fevereiro de 2007

Grande lata

Valentim Loureiro No próximo dia 6 de Março vamos ficar a saber se vamos ou não ter julgamento do caso Apito Dourado. Para quem tem acompanhado este caso, sabe que os advogados dos arguidos, entre eles o Major Valentim Loureiro, têm argumentado, como motivos para não haver julgamento, a ilegalidade das escutas telefónicas e a incontitucionalidade da lei anticorrupção, há anos aprovada na Assembleia da República.
Ontem o Major veio declarar que ficará triste se não houver julgamento, pelos motivos acima referidos, pois assim não pode provar a sua inocência. No entanto o advogado que o representa é que parece não estar de acordo.
Será que está a argumentar à revelia de Loureiro? Então porque é que não lhe dá instruções no sentido de querer ir a julgamento?
É preciso muita lata senhor Major.

quarta-feira, 31 de janeiro de 2007

Roubo

Recebi a mensagem que abaixo reproduzo, de um amigo. Leia que já conversamos.

Talvez ainda não se tenha apercebido do facto, mas o serviço informativo,
gratuito, de números de telefone através da Internet 118.net (http://www.118.net) foi descontinuado e substituído pelo novo serviço informativo 1820 (http://www.1820.pt/1820pt), cuja página de abertura aparece assim nos nossos monitores:

este é o ecrãn inicial
Ou seja, no momento em que precisa de saber o número de telefone de alguém a quem pretende ligar - e essa necessidade até pode ter carácter de urgência - em vez de aceder directamente à informação que procura e que a PT é obrigada a fornecer gratuitamente, "tropeça" num complexo processo de registo, processo que não passa de um "convite" a que desista dessa diligência e, em alternativa, recorra ao serviço informativo por telefone, e para tal lá está o lembrete: "ligue 1820 da rede fixa ou móvel".
Esse serviço, contudo, não é gratuito e vai-lhe custar 0,52 € nos primeiros 30 segundos, mais 0,29 € por minuto, durante a restante duração da chamada, tempo que, além do mais, irá ser habilmente prolongado...e prolongado...e prolongado...com música de espera e múltiplas questões pseudotécnicas e muitas, muitas, muitas interrupções...intercaladas com "um muito obrigado por ter aguardado".


Fui experimentar. O endereço antigo está mesmo desactivado, aparecendo no mesmo endereço um site chinês!? Entrei no novo, e como dizia o meu amigo, tive que fazer um registo, onde tinha que incluir uma morada de mail. Assim fiz. Logo de seguida recebi um e-mail que me informava que para finalizar o processo de registo tinha de enviar um SMS para um número da rede fixa com uma determinada mensagem, prometendo que de seguida me enviariam uma password para o mail que eu forneci.
Já mandei o SMS à uma hora e resposta...nada.
Portanto, a informação do meu amigo é fidedigna, e nem consegui chegar ao fim do registo. Eles querem é que a "malta" ligue, para transformar um serviço gratuito, num pago e bem pago.
Devemos reclamar e podemos fazê-lo para ANACOM (Autoridade Nacional de Comunicações), para o IC (Instituto do Consumidor) e para a DECO/PROTESTE.
Isto chama-se roubo.

terça-feira, 30 de janeiro de 2007

Assim Sim


Começo a ter dificuldade em conseguir adjectivar as imitações de Ricardo Araújo Pereira, um dos quatro Gato Fedorento.
Desta vez a "vítima" é Marcelo Rebelo de Sousa e o seu vídeo de lançamento do Assim Não, um movimento de apoio ao Não no referendo sobre o aborto, lançado pelo Professor.

Pedaladas

Uma das belas imagens que nos proporciona o ciclismo Quem vai acompanhando com alguma assiduidade o meu blog, já percebeu o meu gosto pelas ondas do éter. Posso afirmar que das muitas reportagens que fiz para rádio, o ciclismo tem um cantinho muito especial nas minhas simpatias.
Vício induzido pelo meu amigo Manel-Zé Madeira, os primeiros troféus Joaquim Agostinho, na sua companhia, depois mais de uma dezena para a Rádio Irís, três Voltas ao Alentejo, com o João Luis Rodrigues, e também para a rádio de Samora Correia, uma volta a Portugal.
Todas me deram muito gozo.

Aos arquivos, fui recuperar o som de um final de étapa da prova de Torres Vedras. Uma chegada ao Alto de Montejunto, que quase todos os anos decide o vencedor, desta prova, que ano após ano homenegeia o maior ciclista português de todos os tempos, Joaquim Agostinho.

segunda-feira, 29 de janeiro de 2007

Metereologia

A minha filha Cláudia Faz precisamente hoje um ano que nevou em todo o País. Claro que também tudo ficou branco em Alverca, fenómeno que não acontecia há mais de 50 anos e que eu tive a oportunidade de o ver pela primeira vez.
Estas coisas da metereologia são um bocadinho complicadas, apesar de agora eu ter a minha filha Cláudia que me ajuda a interpretar o funcionamento do tempo.
Já aqui expliquei, que foi por causa dela, que regressei aos estudos. Entrámos os dois para Universidade no mesmo ano. Ela para a Nova em Geografia e Planeamento Regional, que está a cumprir com gosto, apesar do muito trabalho, num curso muito exigente.
Ora, é por isso que sempre que o tempo está mau, eu digo que a culpa é da Cláudia, pois se é ela que anda estudar as superfícies frias, as frontais, as massas de ar...deve que ter alguma responsabilidade, pois acho que o tempo não gosta que se metam na vida dele.
Força filhota.

domingo, 28 de janeiro de 2007

The must

Roger Federer, o melhor jogador do Mundo As manhãs de domingo começam cedo, pois logo às nove horas, eu a Célia e o Ricardo, praticamos sessenta minutos de ténis.
Chegados a casa, estava a disputar-se a final do Open da Austrália, no início da noite, em Melbourne, princípio de dia chuvoso e frio em Alverca.
Há muito que gosto deste desporto, que apesar de parecer fácil, é extremamente exigente. Nomes como o sueco Bjorn Borg ou o americano Pete Sampras, fazem parte dos jogadores que gostava de ver jogar.
Mas voltemos à final. Roger Federer, o suíço actual número um mundial, defrontava o chileno Fernando Gonzalez. Federer venceu por três sets a zero, com naturalidade, demostrando, mas uma vez, ser o melhor do mundo e talvez o melhor de sempre.
Com apenas 25 anos já conquistou 10 títulos do Grand Slam , que corresponde aos torneios de Melbourne (Austrália), Roland Garros (França), Wimbledon (Inglaterra) e Flushing Meadows (Estados Unidos), os maiores torneios do ATP, estando a quatro de igualar o record de Sampras.
A sua classe é impressionante. A sua simplicidade e modéstia dentro do court, ultrapassa a normalidade. Dá gosto vê-lo jogar.
Roger Federer... the must.

Inqualificável

O central brasileira em acção Volta a estar na ordem do dia a possibilidade de outro jogador brasileiro, na circunstância Pepe, poder a vir jogar na selecção nacional de futebol, depois de Deco.
Se muita polémica gerou na altura, a utilização, do então jogador do FC Porto, que agora actua com a camisola do Barcelona, a possibilidade do defesa central dos azuis-e-brancos, vestir a camisola das quinas, volta a trazer à berra a "justiça" destas opções, até porque há outros candidatos nas mesmas condições, como por exemplo o sportinguista Liedson.
É verdade que por esse Mundo fora, esta situação já se tornou recorrente. Em Portugal, já aconteceu noutras modalidades, sem qualquer confusão, sendo o caso mais flagrante o do atleta Francis Obikwelu. Já ganhou várias medalhas e detém o record da Europa dos 100 metros, tudo de vermelho e verde vestido.
Aquando da utilização de Deco, fui dos que estiveram de acordo que ele representasse a selecção de todos os nós, tendo tido uma postura digna, até ao momento.
No caso de Pepe, a minha posição mantêm-se. Se está disponível e tem qualidade, por mim tudo bem. No entanto, apesar da sua reconhecida mais-valia, não pode ter atitudes inqualificáveis como as de anteontem em Leiria, onde depois de passar ao lado do cartão vermelho, terminou a sua actuação vergonhosa, cuspindo num apanha-bolas.
Assim não. Por mim, já não vestia a camisola lusa.