quarta-feira, 16 de janeiro de 2008

Olhar jovem

Vou começar esta semana a falar-vos da minha “carreira” no hóquei em patins.
Tudo começou aos 5 anos, quando não conseguia estar parado em casa e os meus pais pensaram numa ideia brilhante: pôr-me a patinar, no Pavilhão Municipal de Alverca.
Ao início a birra era grande porque não conseguia manter-me em pé durante cinco segundos. Então quando era para andar de costas, ui, era uma desgraça. Mas com o tempo, lá consegui aprender a patinar razoavelmente.
O meu primeiro jogo foi em Alenquer, ao serviço do Alverca. Joguei alguns minutos e quando cheguei ao balneário, virei-me para o treinador e disse: “Quero ser guarda-redes!”
Apanhei todos de surpresa, até os meus pais.
Mais uma fase de aprendizagem, agora o básico do guarda-redes.
A estreia aconteceu na Parede, frente ao Paço de Arcos. Entrei a poucos minutos do fim e nunca mais me esqueço da minha primeira defesa.
Como naquela altura só sabia a posição de cócoras, era como estava. O jogador rematou, a bola veio direito ao capacete e com tanta força, que caí de rabo no chão!
Como o Alverca era uma equipa mais fraca, raros os títulos que ganhávamos. Mas o que eu me lembro melhor foi um ganho em Beja, num torneio local. Recordo-me que ganhámos ao Parede e Paço de Arcos, que na altura eram os “supra-sumo” do escalão de Infantis B. Esta vitória vai ficar recordada para sempre.
Ainda neste clube, venci alguns troféus individuais. Durante três anos seguidos fui eleito o Melhor Guarda-redes do torneio de Alverca e na minha estreia, ganhei o troféu de Jogador Mais Jovem, apenas com 6 anos.
Na primeira época como Infantil A, mudei para o Sporting, a convite do João Baltazar, que tinha sido o meu treinador no ano anterior, e o melhor que conseguimos foi a final na Taça APL, perdendo com o Sintra.
Bem, mas o texto de hoje já vai longo, para a semana conto o resto.
Beijinhos e abraços para todos.
Até para a semana.

Ricardo Paulino

terça-feira, 15 de janeiro de 2008

Após a fuga do Sol

Hoje o dia já vai longo e as novidades foram poucas.
Bem, sempre havia a Assembleia-Geral do BCP, onde Santos Ferreira e a sua lista ganharam "de goleada" à de Miguel Cadilhe. Perto de 98% dos votos, mas nem foi surpresa.
Quem não conseguiu a eleição para Comissão de Remunerações foi Joe Berardo, que teve 50,03% de votos contra. Foi tipo uma bola no poste.
Vamos ver se agora, durante uns tempos, temos sossego sobre notícias do Banco Comercial Português, que aproveitando a embalagem do post do Branco e Azul, também é uma boa feira de vaidades.

Ponto e vírgula

Aproveitando o tema de hoje da Célia, recorro a um mail que tenho recebido várias vezes.
Trata-se da reprodução das duas primeiras alíneas do Artigo 4º da Lei nº 37/2007, conhecida como a Lei Anti-Tabaco.
Diz assim o número 1 do referido artigo:

É proibido fumar:
a) Nos locais onde estejam instalados órgão de soberania, serviços e organismos da Administração Pública e pessoas colectivas públicas;
b) Nos locais de trabalho;
...


Hoje calha-me a mim desmontar esta “brincadeira”.
No mesmo artigo, que vai até a alínea ab), deixo mais alguns exemplos de outras proibições:

e) Nos lares e outras instituições que acolham pessoas idosas ou com deficiência ou incapacidade;
...
h) Nos centros de formação profissional;
...
t) Nos aeroportos, nas estações ferroviárias, nas estações rodoviárias de passageiros e nas gares marítimas e fluviais
...


Aqui também se trabalha.
Chama-se a isto, como gostam de dizer os políticos, descontextualizar.

Páginas de fora

The West Australian, publicado em Perth, Austrália.

Penso, logo...

"Deus quer, o homem sonha, a obra nasce."

(Fernando Pessoa)

Arraiolos - Évora

15 de Janeiro


Há 79 anos, nasce Martin Luther King, líder norte-americano dos direitos humanos.
Morreu com 39 anos.

in Wikipédia

Geórgia

O canto da princesa

Esta semana o tema é a lei anti-tabaco.
Serão os fumadores agora vítimas de perseguição?
Começo por dizer que estou de acordo. Não totalmente, mas em grande parte.
Concordo com a proibição nos restaurantes, locais onde se come acho por bem que não se fume, a não ser que haja um sítio indicado para o fazer.
Ainda hoje falava com a Palhota sobre isso. Eu e a minha parceira de fumo levantamo-nos e vamos até à rua. Claro que já solicitámos ao Isaías, um cinzeiro porque senão, a frente do Retiro mais vai parecer um cemitério de beatas.
Em relação a discotecas e pub’s já não alinho. São zonas de diversão, em que a bebida e a conversa, no segundo caso, puxa ao cigarrinho. Ainda há o caso dos centros comerciais. Alguém se imagina no meio do Colombo e ter de ir à rua fumar? Eu não, porque não vou lá enquanto não providenciarem uma zonas para os dependentes de nicotina.
Confesso que pensei que me incomodasse mais.
Tento espaçar mais os cigarros, sem grande alarme, mas ela tem razão, isto de proibir... Lá vem o ditado, o fruto proibido é o mais apetecido.
Acredito que haja muita gente que vai tentar deixar de fumar.
Não é o meu caso. Há-de chegar o dia em que vou querer largar o cigarrinho, mas por agora, não. E isto, meus amigos, os comprimidos e os tratamentos disto e daquilo, só fazem efeito se tivermos força de vontade.
Sei que fumar faz muito mal, no entanto isso continua a ser uma escolha de cada um.

Célia Paulino

segunda-feira, 14 de janeiro de 2008

Após a fuga do Sol

Portugal falhou 73% dos objectivos estabelecidos para o Ambiente e Qualidade de Vida.
O relatório do Estado do Ambiente, divulgado hoje, com dados de 2006, mostra que Portugal tem uma tendência desfavorável em relação à poluição do ar por particular e emissões de poluição para o ozono.
Negativo, também a qualidade das massas de água de superfície e subterrâneas, assim como a ausência de análise às águas, sobretudo em zonas de abastecimento inferior a cinco mil habitantes.
Balanço muito negativo, numa área onde Portugal ainda não conseguiu dissociar o crescimento económico de um impacto contrário no ambiente.

Páginas de fora

Trud, publicado em Sófia, Bulgária.

Penso, logo...

"A amizade não pede nada em troca, apenas um pouco de manutenção."

(Georges Brasssens)

Alandroal - Évora

14 de Janeiro

Há 67 anos, nasce Faye Dunaway, actriz norte-americana.

in Wikipédia

Gâmbia

domingo, 13 de janeiro de 2008

Após a fuga do Sol

Afinal Artur Jorge não vai treinar a selecção do Irão.
O treinador português foi rejeitado pela Federação iraniana, após ter sido indicado recentemente pelo Comité Transitório da Federação de Futebol do Irão.
Entretanto, foi empossado um novo presidente, Ali Kafashianque, que afirmou: "Artur Jorge não tem as condições devidas para conduzir a equipa nacional até ao Campeonato do Mundo e dar-nos vitórias".
O técnico referiu que estava quase tudo: "apalavrado" até 2010, embora ainda não tivessem assinado qualquer compromisso contratual.
Pois é, enquanto não estiver preto no branco...

Agenda Setting

José Sócrates anunciou esta semana que o novo Aeroporto Internacional de Lisboa vai ser em Alcochete.
Será que vai?
Recordo que há meses o ministro da tutela, Mário Lino, afirmou que na margem sul: "Jamais", num francês macarrónico, nunca em português, indo mais longe, falando em deserto, para apelidar o local na altura falado.
Esta história da localização para o novo aeroporto já tem barbas.
Os primeiros estudos remontam a 1969, onde Marcelo Caetano terá iniciado esta saga.
Três anos depois eram apontadas quatro localizações, todas na margem sul: Fonte da Telha, Montijo, Porto Alto e Rio Frio.
Cerca de 10 anos mais tarde surgiu a hipótese Ota, sendo, em 1998, efectuados estudos comparativos entre esta localização e Rio Frio.
Um ano mais tarde, o governo de então, anunciou que o novo aeroporto seria na Ota.
Em 2005 o actual governo decide avançar para a construção, confirmando a localização anterior.
Depois de muitos protestos, em Junho de 2007, Sócrates decide mandatar o Laboratório Nacional de Engenharia Civil (LNEC) para efectuar um estudo comparativo entre Alcochete – que nunca fora opção ao longo destes quase 40 anos – e a Ota.
Se for desta, segundo as previsões, ficará pronto em 2017.
É caso para dizer que o novo aeroporto vai nascer no deserto.

Páginas de fora

The Telegraph, publicado em Calcutá, India.

Penso, logo...

"Um beco sem saída é apenas um bom local para dar a volta."

(Naomi Judd)

Soure - Coimbra