A Maternidade Alfredo da Costa (MAC) é um local que me diz muito.
Foi lá que eu nasci, acho que nunca mais lá entrei, mas mantenho o carinho por aquela unidade hospitalar.
Durante a greve dos enfermeiros, na altura do Natal, a MAC voltou à ribalta por causa da falta de um anestesista e dos que trabalhavam por 500€ à hora.
Mentira disse o bastonário da Ordem dos Médicos, verdade disse a Ministra da Saúde e foi mesma verídica a proposta.
Mas voltemos ao assunto que me trouxe de regresso à minha origem.
Assunção Cristas, líder do CDS, depressa pediu uma visita à MAC, para lá criticar o Governo de António Costa por não serem dadas condições para a maternidade funcionar como devia ser.
Há coisas curiosas.
Foi o governo que esta senhora integrava que quis fechar a MAC.
Foi um grupo de cidadãos que interpôs uma previdência cautelar que evitou o fecho da MAC.
Onde estava o seu nível de preocupação com a MAC nessa altura?
Compreendo que Cristas não tenha precisado da MAC para ter os seus quatros filhos, mas podia ao menos ter um pingo de vergonha e guardar as lágrimas de crocodilo para aqueles que não têm memória.
sexta-feira, 4 de janeiro de 2019
Imagens
Jogo entre os Toronto Maple Leafs e os Minnesota Wild, no Scotiabank Arena, Toronto, Canadá.
3/01/2019
quinta-feira, 3 de janeiro de 2019
Um olhar alentejano
Acho que já o disse uma vez.
Não votei em Marcelo Rebelo de Sousa, mas acho que tem feito um excelente trabalho, principalmente no seu estilo apaziguador e agregador de diferenças.
Por ele ter estas características, não estranhei a sua presença na tomada de posse de Jair Bolsonaro como presidente brasileiro.
Mas não concordei.
Apesar de não ser determinante, além do presidente português, o único país europeu representado foi a Hungria, pelo seu primeiro-ministro Viktor Orbán, líder de um partido nacionalista e conservador, conhecido por atitudes xenófobas e racistas.
Argumentou Marcelo que o Brasil é um País amigo e aliado, pertencente à CPLP.
Se tivermos um amigo, que vimos a descobrir que tem posições marcadamente racistas, xenófobas, machistas, homofóbicas e contra os direitos humanos, além de ser assumidamente preconceituoso, vamos mantê-lo ao nosso lado?
Percebo que Marcelo Rebelo de Sousa queira dar o benefício da dúvida a Bolsonaro, esperando para ver como vai ser a prestação do governo brasileiro, mas podia ter esperado para ver em Lisboa, poupando uma deslocação a Brasília.
Não votei em Marcelo Rebelo de Sousa, mas acho que tem feito um excelente trabalho, principalmente no seu estilo apaziguador e agregador de diferenças.
Por ele ter estas características, não estranhei a sua presença na tomada de posse de Jair Bolsonaro como presidente brasileiro.
Mas não concordei.
Apesar de não ser determinante, além do presidente português, o único país europeu representado foi a Hungria, pelo seu primeiro-ministro Viktor Orbán, líder de um partido nacionalista e conservador, conhecido por atitudes xenófobas e racistas.
Argumentou Marcelo que o Brasil é um País amigo e aliado, pertencente à CPLP.
Se tivermos um amigo, que vimos a descobrir que tem posições marcadamente racistas, xenófobas, machistas, homofóbicas e contra os direitos humanos, além de ser assumidamente preconceituoso, vamos mantê-lo ao nosso lado?
Percebo que Marcelo Rebelo de Sousa queira dar o benefício da dúvida a Bolsonaro, esperando para ver como vai ser a prestação do governo brasileiro, mas podia ter esperado para ver em Lisboa, poupando uma deslocação a Brasília.
Imagens
O suiço Roger Federer durante o jogo da Taça Hopman com o grego Stefanos Tsitsipas, na RAC Arena em Perth, Austrália.
3/01/2019
quarta-feira, 2 de janeiro de 2019
No Reino da Águia
Arranque do Benfica em 2019 com uma deslocação a Portimão.
Primeira metade com as equipas muito encaixadas e pura felicidade do Portimonense, conseguindo marcar dois golos sem rematar nenhuma vez à baliza, dois autogolos de Rúben Dias e Jardel.
A segunda parte foi melhor, com um Benfica mais perigoso, até o árbitro ter inventado a expulsão de Jonas.
Continua a ser muito fácil expulsar jogadores encarnados.
Um olhar alentejano
O final do ano terminou com mais umas greves, curiosamente todas de três dias consecutivos
Mas antes de falarmos nas áreas que foram mais reivindicativas quando o 2018 dava as últimas, vamos olhar para o calendário.
O Governo deu tolerância de ponto a 24 e 31 de dezembro, duas segundas-feiras, terça foi dia de Natal e os últimos dias de trabalho do ano eram de 26 a 28, para os funcionários do Estado.
Ora aqui está uma boa oportunidade pensaram alguns sindicatos dos trabalhadores dos Registos e Notariado, Serviço de Estrangeiros e Fronteiras e das Finanças.
Depois de olharem para o calendário resolveram paralisar nos tais três dias que atrás referi.
Ou seja, o dia 21 foi o último em que trabalharam no ano passado.
Eu sei que a esmagadora maioria das greves não são pagas, mas estamos a falar de carreiras que mesmo sem receberem três dias, dá perfeitamente para fazer um reveillon mais alargado e quiçá mais distante.
Para mim uma greve que utiliza estas artimanhas temporais não tem a mínima credibilidade e o motivo da greve cai do alto do descaramento.
Estão a reivindicar o quê?
Mas antes de falarmos nas áreas que foram mais reivindicativas quando o 2018 dava as últimas, vamos olhar para o calendário.
O Governo deu tolerância de ponto a 24 e 31 de dezembro, duas segundas-feiras, terça foi dia de Natal e os últimos dias de trabalho do ano eram de 26 a 28, para os funcionários do Estado.
Ora aqui está uma boa oportunidade pensaram alguns sindicatos dos trabalhadores dos Registos e Notariado, Serviço de Estrangeiros e Fronteiras e das Finanças.
Depois de olharem para o calendário resolveram paralisar nos tais três dias que atrás referi.
Ou seja, o dia 21 foi o último em que trabalharam no ano passado.
Eu sei que a esmagadora maioria das greves não são pagas, mas estamos a falar de carreiras que mesmo sem receberem três dias, dá perfeitamente para fazer um reveillon mais alargado e quiçá mais distante.
Para mim uma greve que utiliza estas artimanhas temporais não tem a mínima credibilidade e o motivo da greve cai do alto do descaramento.
Estão a reivindicar o quê?
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