quarta-feira, 1 de novembro de 2023

Crónicas do Bom Malandro


Velhos, Bruxas e Finados

 

(28/10/2023) Não sei bem explicar porquê, mas há meses que eu gosto mais do que outros. Aliás, a explicação até não é muito difícil, são aqueles em que temos dias que nos marcam, ano após ano.

Este número dez, entenda-se o outubro, normalmente um craque dentro do campo, está agora a chegar ao fim, um daqueles que estão registados nos meus preferidos, o mês em que nasceu a Cláudia.

Depois temos o março, do Ricardo, da Princesa e do Francisco, e por último o meu, o dezembro, por ser o derradeiro do ano e do mais velho dos cinco, além ser o mês do Natal.

Quando era miúdo e os escudos escasseavam na minha casa, não gostava de ter nascido em dezembro, pois a proximidade com o dia vinte e cinco servia de justificação para a prenda do aniversário – a 12 - ser mais fraquinha.

A hora da nossa primeira reunião estava a chegar, pelo que depois de ter tomado o meu café matinal, liguei o portátil, com eles a surgirem logo de seguida.

“Bom dia Tio”, cumprimentaram-me os três.

“Bom dia juventude. Todos bem-dispostos?”.

“Sim, já passou a irritação de terça-feira”, riu-se a RODINHAS.

“Tal e qual como eu, dá-me forte, mas passa depressa”, explicou o ALÉU. 

“Começo por vos lembrar que esta madrugada muda a hora”, informei eu.

“Pois é, já tinha lido isso algures. Para mim é na boa, aproveitar bem mais esta hora de sono, pois em março temos que a devolver”, brincou o OLHA.

“Eu não gosto nada da mudança da hora, nomeadamente a de inverno, pois fica de noite muito cedo”, explicou o ALÉU.

“Mas de manhã o dia também nasce mais cedo, o que é bom quando vamos para a Faculdade”, afirmou a RODINHAS. “Mas também não sou muito fã desta alteração, cá para mim ficava tudo sempre igual como era antigamente”.

“Há pessoas que dizem que têm dificuldade em dormir quando muda a hora, mas cá a mim não me faz diferença nenhuma”, afirmou o OLHA.

“Confesso que a mim também me é indiferente, os dias têm sempre vinte e quatro horas, portanto continua tudo igual”, concluí com uma gargalhada. “Alguém tem algum tema para o fora da caixa?”.

“Tio, descobri que hoje é o teu dia”, afirmou a RODINHAS.

“O meu dia? Mas porquê?”.

“Porque hoje é Dia Mundial da Terceira Idade”, riu-se ela.

“Pois pode ser. Cá para mim é como a mudança da hora, não me faz diferença absolutamente nenhuma”.

“Mas achas que já reuniste as condições para hoje ser o teu dia?”, gozou o OLHA.

“Boa pergunta, mas não te sei responder, aliás, nem sei quando começa a terceira idade”.

“Normalmente liga-se essa fase quando se entra na idade da reforma”, explicou o ALÉU.

“Então já lá entrei em 2015”, brinquei eu.

“Ou seja, a terceira idade, não tem idade”, afirmou, com um sorriso, o OLHA.

“Parece-me uma boa definição. Como eu costumo dizer sempre, a nossa idade está na nossa cabeça, pois há pessoas que são velhas quando ainda são novas de idade”.

“Totalmente de acordo Tio, não esperava outra resposta tua que não fosse essa”, confirmou a RODINHAS. “Só me queria meter contigo”.

“Eu percebi. Antes de construirmos a nossa agenda para esta semana, quem viu os jogos de ontem da Primeirona?”. 

“O AMAGADINHO hoje não vem cá?”, perguntou o OLHA.

“Ele hoje não pode, mas não há problema que eu estive atento”.

“Eu também vi”, disse o ALÉU.

“Boa, como a semana passada estiveste folgado, conta-nos lá como começou a jornada cinco”.

“Dois jogos sem surpresas, um par de golos de diferença nos dois rinques, maior dificuldade do Benfica, que esteve a perder, enquanto que a Oliveirense esteve sempre na frente do resultado”.       

“Muito bem, vamos lá à escala. Eu vou ficar com FC Porto – Sporting, o ALÉU - eu disse que te ia castigar - ficas com os jogos dos quatro líderes da Terceirona, ou seja, Limianos, OH Sports, Alenquer B e Stuart Massamá”.

“Que exploração!”, reclamou com um sorriso o ALÉU.

“Sim, sim, o OLHA vai fazer o mesmo, mas na Segundona, jogos do Póvoa e do Parede, enquanto que a RODINHAS vai escolher um jogo de cada série da Feminona”.

“Desta vez é o Tio que está folgado”, afirmou o ALÉU.

“Além do jogo ainda tenho os outros espaços e a conversa com o AMAGADINHO.

“Eu sei Tio, estava no gozo. E o almoço para hoje é o quê?”.

“Hoje vou fazer um Bife à Pai”.

“Que maravilha, pena já não ter tempo para chegar aí a horas de almoçar”, brincou o OLHA.

“Juventude, até terça-feira, véspera de feriado”.

“Nada mau, um a meio da semana. Adeus Tio”, despediram-se eles.

Eles zarparam e eu fui para a cozinha.

Este prato tem que ser feito com muito amor e carinho.

 

No FORA DO RINQUE de hoje temos um atleta que conheço há muitos anos, com a curiosidade de me tratar por “Sô Paulino” desde sempre. 

 

Nome Completo: Anderson Raposo Luís

Clube atual: CRIAR-T

Alcunha (se tiver): Não tenho

Idade: 28 anos

Local de Nascimento: Paris (França), vim com 2 anos para Portugal (só tenho nacionalidade portuguesa)

 

Clube estrangeiro futebol: Real Madrid

Jogador português futebol: Cristiano Ronaldo

Jogador estrangeiro futebol: Toni Kross

Jogador de outra modalidade, português ou estrangeiro: Miguel Oliveira (Moto GP), Rafael Nadal (Ténis)

Prato: Bacalhau com Natas

Sobremesa: Cheesecake Frutos Vermelhos

Bebida: Coca-Cola

Filme: Ted

Ator: Travis Filmmel (Ragnar Lothbrok) da série Vikings

Atriz: Meghan Markle

Série televisiva: Suits

Livro: A paciente silenciosa (Alex Michaelides)

Cidade portuguesa: Porto

Cidade estrangeira: Paris

Animais de estimação: Cães e gatos

Jogo de computador/consola: Football Manager

Hobbies: Viajar

Outra modalidade desportiva, se não fosse o hóquei: Ténis

Aquele momento ou jogo, de hóquei, que nunca vais esquecer: HC Turquel – Forte dei Marmi (Taça CERS 2013/14).

 

(30/10/2023) Confesso que estou sempre à espera, com expetativa, desta conversa à segunda-feira.

Nunca se sabe que novidade ele nos traz, mais uma regra que ele pensa que devia ser aplicada, sendo que qualquer dia ainda acha que devia haver foras de jogo no hóquei em patins.

Pontualmente ele chegou à minha beira, como se diz por aqui.

“Boa noite Tio”,

“Boa noite AMAGADINHO. Está tudo bem contigo?”.

“Em grande. Vamos lá a isto, mas antes de falar desta jornada cinco, quero lançar mais uma ideia para melhorar a modalidade e o espetáculo do jogo”.

Mais uma, o que será desta vez?

“Venha lá ela!”.

“Como o Tio sabe eu sou um atento leitor deste site. Apesar de não ter sido na prova que acompanho, descobri que houve um jogo que terminou 1-0”.

“Sim, foi em Grândola, mas qual é o problema?”.

“Qual é o problema!? Andam a jogar cinquenta minutos de tempo útil e só marcam um golo!? O Tio acha isso normal?”.

“Normal não é, mas por vezes acontece”.

“Mas não pode acontecer”.

“Então como resolvias esta escassez de golos?”.

“Muito fácil. Nenhum jogo podia terminar com menos de cinco golos, no total”.

Nesta altura da conversa já estava a adivinhar o que lá vinha.

“Mas como o fazias na prática?”.

“No râguebi um jogo só acaba quando há uma falta ou bola sai do terreno de jogo. Aqui prolongávamos a partida até o quinto golo da partida ser obtido, mas com um pormenor”.

“Qual?”.

“O prolongamento do jogo era sem guarda-redes”.

Onde será que ela vai inventar estas coisas?

“Mais uma ideia que fica. Vamos lá a esta jornada”.

“Fica já este registo, que se esta regra existisse, só um jogo teria sido prolongado. Todos os jogos tiveram golos – como eu gosto – sendo que na frente da classificação não está nenhum dos três grandes, pois SC Tomar e Oliveirense só sabem ganhar. O Sporting sofreu a primeira derrota, o Famalicense venceu pela primeira vez e temos uma coincidência relacionada com o número 28”.

O que será que vêm aí agora?

“Já sei, duas vezes o Cais de Alhandra”, brinquei eu.

“Até podia ser, mas não. As três equipas mais realizadoras até agora marcaram todas vinte e oito golos”.

“Uma média de 5,6 por jogo, como tu gostas”.

“Exatamente. Na meia-dúzia do AMAGADINHO continua o Carvalhos na frente (1 ponto), na 2ª posição o HC Braga e Famalicense (4), seguido da Juventude Pacense (6) e o Murches (7) no 6º lugar”.

“Qual é a equipa que teve mais bónus na tua classificação, sabes?”.

“Claro que sim, é o OC Barcelos que já bonificou por quatro vezes”.

“E temos ALMOFADA?”.

“Temos sim senhor, o jogo foi no Municipal de Famalicão, Guillem Pérez utilizou os dois guarda-redes e o prémio vai para Guilherme Gui Duro (HC Turquel) que só sofreu três golos. Para terminar, tenho uma pergunta para o Tio”.

Pensava que já estava no fim, mas ainda vem lá mais qualquer coisa.

“Venha ela!”, exclamei eu, procurando mostrar grande entusiasmo.

“Qual é a possibilidade de uma equipa marcar nove golos e sofrer quatro num jogo, sendo que todos os jogadores de campo marcam e os guarda-redes sofrem dois golos cada um?”.

“Bolas, eu diria que é quase impossível!”.

“Mas aconteceu este sábado, na primeira vitória da rapaziada de Famalicão que conseguiu, como referi, a primeira vitória na prova”.

“Caraças, parece coisa de bruxas. Com todos esses feitos só num jogo, devia ter valido seis pontos para os minhotos!”.

“Está a ver Tio, com jeitinho vai lá. Até para a semana e um abraço”.

“Grande abraço também para ti e até segunda”.

Não sei porquê, mas termino este diálogo com o AMAGADINHO sempre muito cansado.

 

(31/10/2023) Enquanto esperava que chegasse a hora da nossa reunião de terça-feira, recordei-me da conversa de sábado sobre a terceira idade.

Descobri que desde 1944 que os 65 anos marcam a entrada nesse marco da nossa vida, numa altura em que começamos a pagar meio bilhete nos transportes públicos. No entanto, vários países, por exemplo o Japão, entendem que essa fronteira devia ser dilatada em dez anos, ou seja, só aos 75 anos se atingiria a tão falada idade da velhice.

O fator mais importante para podermos tabelar os escalões etários é a saúde. Quando ela não existe, torna-se mais difícil ultrapassar os escalões etários que vamos encontrar ao longo da nossa presença no mundo dos vivos.

Esta dissertação fez-me lembrar um filme animado que vi há tempos baseado no feriado mexicano do Dia dos Mortos, que se festeja no dia 2 de novembro.

“Boa noite Tio”.

Dei um grande pulo na cadeira e respondi: “Boa noite juventude. Estava aqui tão absorto que nem dei por vocês chegarem”.

“Pois foi, nós percebemos que te assustámos. O que te ia na cabeça?”, questionou o OLHA.

“Estava a pensar no assunto da terceira idade, que falámos no sábado, e o cérebro levou-me até um filme animado sobre uma tradição indígena mexicana, quando as almas são autorizadas a visitar os parentes vivos”.

“Esse filme é o Coco”, exclamou a RODINHAS. Também já vi”.

“Também vi, trata-se de um festejo na mesma data do nosso Dia de Finados”.

“Esperem lá, agora fiquei baralhado. O dia em que as pessoas, por cá, vão aos cemitérios colocar flores nas campas dos familiares não é a 1 de novembro?”, perguntou o ALÉU.

“Calma, vamos lá colocar ordem na mesa”, ri-me eu. “O primeiro dia de novembro é o Dia de Todos os Santos, que por ser feriado as pessoas aproveitam para se deslocarem aos cemitérios. O dia seguinte é o Dia de Finados, o tal Dia dos Mortos em muitos países. Tudo esclarecido?”.

Ninguém se manifestou, pelo que continuei. 

“Vamos lá ao fora da caixa de hoje. Temos sugestões?”.

“Tio, hoje é de caras. Falámos tanto em mortos, que agora só podemos falar no Dia as Bruxas que se comemora hoje”.

“Pois é, nem me tinha lembrado disso. Vocês alinham nos festejos?”.

“Em miúdo lembro-me de me juntar com os amigos, colocávamos máscaras e íamos de porta a porta dizendo: doçura ou travessura, se não nos dessem um doce podíamos fazer uma diabrura”, recordou a RODINHAS.

“Eu também fui algumas vezes, sendo que no final do porta a porta vínhamos com um saco cheio de guloseimas”, confirmou o ALÉU.

“Já agora vocês sabem porque se chama a este dia de Halloween?”, perguntei eu. 

“Eu sei”, avançou o OLHA. O termo Halloween é uma contração de All Hallows' Eve, que significa, em inglês, véspera de todos os santos. Já o Dia das Bruxas como o conhecemos hoje, com fantasias, abóboras esculpidas, doces e travessuras, é resultado de uma mistura de influências culturais e históricas ao longo dos séculos”, conclui ele.

“As coisas que eu já aprendi esta noite, ou seja, estes três dias estão ligados entre si. Eu sei que amanhã é feriado, mas temos que ir ao nosso trabalho que a conversa já vai longa. Quem quer arrancar com as hostilidades?”.

“Vou começar eu”, avançou o ALÉU. “Nesta minha visão dos jogos dos primeiros classificados da Terceirona, começo por destacar que as quatro equipas - Limianos, OH Sports, Alenquer B e Stuart Massamá - venceram os seus jogos e continuam na frente”.

“Parece-me uma redundância, se venceram todos tinham que continuar na frente”, interrompeu o OLHA.

“Não obrigatoriamente, pois por exemplo na série B, temos três equipas com os mesmos pontos, com o desempate a ser feito pela diferença de golos”.

“Certo, tens razão, uma delas podia ter ultrapassado a outra, apesar de as três terem vencido”.

“Exatamente. Para terminar, só referir que temos onze equipas que ainda não perderam e seis que têm zero pontos”.

“Agora sou eu”, começou o OLHA. “Estive a observar os líderes da Segundona no arranque desta quarta jornada, sendo que se a Norte há duas formações que só sabem ganhar, a Sul elas já não existem. Começando pela parte de cima do nosso país, a equipa de Rúben Fangueiro goleou a Briosa, numa partida totalmente controlada pelo Póvoa, que continua na frente em igualdade pontual com o Espinho, mas com a diferença de golos a dar-lhe o 1º lugar. Já na parte de baixo do mapa tivemos um duelo entre dois candidatos - Parede e Alenquer – com o resultado sempre em aberto, os alenquerenses chegaram a ter dois golos de vantagem, já na segunda metade, reagiram os da casa que deram a volta ao marcador, mas a malta da Vila Presépio igualou já perto do fim. Curiosamente as duas equipas que só tinham vitórias, empataram as duas pelo mesmo resultado (4-4)”, terminou ele.

“Muito bem, vamos lá ouvir a RODINHAS”.

“O Tio esta semana foi um simpático e deixou-me escolher os jogos da Feminona”, afirmou a miúda.

“Deve ser por causa do teu charme feminino, a mim só me castiga”, gozou o ALÉU.

“Cala-te, não sejas parvo”, respondeu ela com firmeza. “Vou começar pela zona sul onde tivemos um jogo entre as finalistas da época passada, com vitória das atuais campeãs, mas com excelente réplica das meninas de Turquel. No centro estive em Oliveira de Azeméis, duas das mais fortes formações desta zona que ainda não tinham perdido, e assim se mantiveram, porque depois de um jogo muito equilibrado sobrou um ponto para cada lado. A norte temos só 5 equipas, por isso menos jogos, mas estive no Lordelo do Ouro, casa de um histórico do hóquei nacional, onde as miúdas de Gulpilhares golearam, mostrando ser, provavelmente, a equipa mais forte desta zona”, terminou ela.

“Fiquei para o fim, um olhar sobre o Clássico no Dragão que foi mais desequilibrado do que era previsível. Os leões sofreram a primeira derrota, numa partida onde os azuis-e-brancos estiveram sempre na frente, com enorme eficácia nas bolas paradas. Recordei-me da ideia do AMAGADINHO a semana passada. Sabem qual tinha sido o resultado se fossemos utilizar aquela cena dos quartos de golo? O FC Porto tinha ganho 5,5 a 3,25”, ri-me eu.

“Pelos menos os resultados ficavam com mais dígitos” afirmou o OLHA com uma enorme gargalhada.

“Boa disposição, uma excelente forma de terminar esta semana, além de que amanhã é feriado, coisa...”.

“... coisa que os reformados não têm”, interrompeu-me a RODINHAS.

“Vês como tu sabes. Até sábado”.

“Xau Tio, diverte-te”.

Altura de ir descansar, numa altura que alguma rapaziada anda mascarada e outra amanhã vai ao cemitério homenagear os entes queridos.

 

Hoje temos de voar para encontrar a SACADA desta semana.

Foi no Pavilhão Carlos Silveira em Ponta Delgada, na espetacular ilha de São Miguel, que tivemos dezassete golos, com destaque para Luís Santos (10) e Filipe Andrade (5), guarda-redes do Azeitonense.

 

Pela segunda semana consecutiva O VELHO vai para um jogador da equipa que patrocinou a SACADA.

O argentino Octavio Kochi Zangheri (Marítimo SC) marcou meia-dúzia de golos, ficando com a distinção de hoje, para um dia guardá-la em San Martín.

Alvorada do Avô


“Então hoje tivemos folga?”, perguntou o ESPERTO.

“Precisamente, aos fins de semana e feriados descansamos”.

“Quer dizer que hoje é feriado”.

“Exatamente, um feriado religioso, o Dia de Todos os Santos, uma festa celebrada em honra de todos os santos e mártires, conhecidos ou não”.

“Mesmo os que não são conhecidos?”.

“Verdade, para todos mesmo”.

“Além disso começa o mês de novembro”.

“Sabes quantos feriados temos, todos os anos, no primeiro dia de um mês?”.

“Essa é fácil, são quatro. Em janeiro, maio, novembro e dezembro”.

“Muito bem”.

 

 Até logo.

terça-feira, 31 de outubro de 2023

O Avô em Ceroulas


“Bolas, lá perdemos outra vez com a Áustria!”, exclamou o ESPERTO.

“De novo e pelo mesmo resultado, mas faltam-nos qualquer coisa para sermos melhor”.

“Tens ideia do que pode ser?”.

“Há muitos anos, na nossa seleção masculina, dizia-se que nos faltavam 30 metros, acho que são os mesmos que faltam à feminina”.

“Explica-me lá isso melhor, que eu sou muito novo”.

“Defendemos bem, trocamos com qualidade a bola no meio-campo, mas temos dificuldade em esticar o jogo e criar lances de golo”.

“Já percebi e estou de acordo”.

 

Jogo do Benfica em Arouca, na estreia dos encarnados na Taça da Liga, que até podia ser uma despedida da prova.

Primeira parte totalmente dominada pelo campeão nacional, chegando ao intervalo a vencer (0-1), escasso para o domínio exercido.

Melhor resposta dos arouquenses na segunda metade, mas o Benfica marcou o segundo e arrumou o jogo.

Roger Schmidt hoje jogou com três centrais.

Ocasionalmente ou para continuar?  

 

Até amanhã. 

O Digestivo do Avô


“Que conversa era aquela desta manhã sobre a subida ao Pico?”, questionou o ESPERTO.

“Agora andas a ouvir as minhas conversas com a Princesa?”.

“Nada disso, foi ao pé de mim”.

“Estava a brincar. Hoje faz anos que subimos com o Deodato, um amigo nosso de lá, uma aventura que não correu muito bem”.

“Isso foi à quanto tempo?”.

“Não temos bem a certeza, mas acho que foi em 2001. Cinco depois nasceu este blogue e escrevi lá vários textos sobre a nossa ida à ilha Montanha. Vou deixar aqui um – sobre a subida – para tu leres”.

“Vamos a isso”.

 

Bateram à porta. Era o Deodato. Vinha-nos buscar para irmos em busca do grande desafio. O tempo não estava colaborante. Muitas nuvens, a montanha envergonhada, escondia-se para lá da nossa visão. Conferimos se tudo estava preparado. O plano que o nosso amigo tinha idealizado, passava por subirmos no início da tarde, durante cerca de quatro horas. Nessa altura estaremos no Pico Alto, uma cratera com um perímetro de 700 metros e com uma profundidade de 30 metros. Montamos aí a nossa tenda e preparamo-nos para observar o pôr-do-sol. Numa das extremidades desta cratera, fica o Piquinho ou Pico Pequeno, um cone vulcânico de 70 metros de altura e que constitui o ponto mais alto da montanha. Aí esperamos ver o nascer do sol, por trás da ilha de S. Jorge, que projecta a sombra da montanha no outro lado do oceano.

Cada um de nós leva uma mochila e um cajado. Além de material para recolha de imagem, levamos uma muda de roupa, chocolates, água e pouco mais, pois a subida é difícil e quanto menos peso melhor. O Deodato leva a tenda e os saco-cama. O tempo é que não está a colaborar. Equacionámos a hipótese de não avançarmos. Mas estávamos decididos e o Deodato não nos quis contrariar.

O sol foi-nos acompanhando nos primeiros minutos da escalada, mas cedo percebemos que as condições meteorológicas não estavam connosco. Estugámos o passo, dentro do possível, para aproveitarmos a ausência de chuva que estava eminente. Registámos, entre as muitas nuvens que já nos acompanhavam, alguns planos da ilha do Faial e da sua magnífica cidade da Horta.

Com mais de duas horas de caminho e alguns chocolates ingeridos, chegou a pluviosidade. Inicialmente, em jeito de humidade, envergonhada, como pedindo desculpa de nos molhar. Depois, mais atrevida, encharcando-nos até aos ossos. As dificuldades vão aumentando e o alto tão longe. Para percorrermos uma pequena dezena de metros, temos de contornar largos minutos de curvas e curvas, pelos trilhos delineados entre a rocha vulcânica e a vegetação selvagem.

O cansaço vai aumentado. A Célia “tenta” desanimar, mas nós não deixamos. Depois de mais de quatro horas, chegamos ao Pico Alto, onde as condições climatéricas estão ainda piores. Estamos todos desanimados. Tentamos montar a tenda, mudar de roupa e descansar, mas tenda esta encharcada e inutilizável. A mochila não resistiu à intempérie. Procurámos uma furna para nos abrigarmos e conseguimos encontrar uma, bem baixinha, o que nos proporciona algumas cabeçadas desagradáveis no tecto da nossa nova casa.

Estamos gelados. Rapidamente procuramos mudar de roupa. Pijamas por baixo, fatos de treino por cima, fórmula para ultrapassar o frio. Que não resulta. A temperatura ronda os oito graus. São sete da tarde. O vento sopra forte e a chuva não abranda. Com o evoluir da noite a temperatura vai atingir a proximidade do grau zero. A opção é resistir ao frio ou descer já, enquanto há uma réstia da luz natural. Optamos por avançar de imediato, apesar de outra dificuldade se avizinhar. Apenas o Deodato trouxe lanterna.

Depois de ultrapassarmos os trinta metros do Pico Alto, iniciamos a descida. Rapidamente a noite vai caindo. O tempo vai lentamente melhorando, mas, dizem os entendidos, descer é pior que subir. O nosso guia vai à frente, seguido pela Célia e eu. O piso está muito escorregadio. Apesar de conhecer muito bem o terreno, o nosso anfitrião escorrega e a lanterna caí e... já não volta a acender-se. A preocupação aumenta. E agora?

O Deodato transmite-nos tranquilidade. Deixamos os cajados, aproveitamos a vegetação para a utilizar como escorrega, encurtando caminho, mantendo-nos o mais junto possível, procurando, sempre que caminhamos na posição natural, colocar os pés de forma segura para evitar as quedas.

Estamos esgotados, após várias horas e muitos tombos. Pelo caminho ainda temos tempo para apreciar, de novo, o Faial, agora na versão nocturna. Espectacular. Esta visão vale a pena o esforço. Vislumbramos o fim da linha. As últimas centenas de metros parecem quilómetros, mas finalmente chegamos ao sopé desta Montanha gigantesca, após dez horas de caminhada.

Voamos a doze mil metros de altura. Dentro de uma hora vamos aterrar na Portela, dez dias depois da partida. Apesar dos músculos ainda queixosos, fruto da aventura na montanha, já temos vontade de voltar. E o Piquinho que se cuide, pois isto não vai ficar por aqui.

 

A seleção feminina regressa à competição, 4ª jornada da Liga das Nações, na Póvoa de Varzim recebe (18:15) a Áustria, depois da derrota (2-1) em Altach.

Também o Benfica joga esta noite (20:15) em Arouca, jogo da Taça da Liga.

 

Até logo.

Alvorada do Avô


“Hoje não havia nevoeiro”, afirmou o ESPERTO.

“Nada, tudo bem visível”.

“Descobri que temos três novos habitantes de Oriola”.

“Verdade, três pequenas ovelhas, com alguns dias de vida”.

“Tão pequeninas!”.

 

O argentino Lionel Messi venceu a Bola de Ouro pela oitava vez, com Bernardo Silva a ficar no 9º lugar.

No lado feminino a espanhola Aitana Bonmati foi eleita a melhor do Mundo.

 

 Até logo.

segunda-feira, 30 de outubro de 2023

O Avô em Ceroulas


“Tens aqui no Facebook mais umas memórias, a 30 de outubro, de viagens aos Açores”, informou-me o ESPERTO.

“Acredito que sim, pois já lá muitas vezes fazer relatos de futebol e de hóquei em patins. Em que anos foram as deslocações e a que ilha?”.

“Espera... em 2016 foste à Terceira e em 2021 ao Pico”.

“Não queres que saiba isso de memória, pois não?”.

“Acredito que não seja fácil, pelo que vou dar-te um bocadinho para me consultares”, brincou ele.

Fui espreitar o Google, para confirmar aquilo de que me lembrava.

“Já sei tudo. Há sete anos fui até Praia da Vitória, uma viagem de véspera para o relato do Lusitânia – Vilafranquense que terminou empatado a zero, no Estádio João Paulo II”.

“O AMAGADINHO não ia gostar desse resultado”, brincou o ESPERTO.

“Pois não. Já há dois anos, voei no próprio dia, fui à boleia da minha Comadre até à Candelária, onde fiz a narração de um jogo de hóquei em patins, com os picoenses a vencerem (4-3) o Alenquer, sendo que no dia seguinte, no Dia das Bruxas, fui até São Miguel onde os alenquerenses bateram (2-6) o Marítimo”.

“Tens ideia de quantas vezes já foste aos Açores só para fazeres relatos desportivos?”.

“Tenho pena de não ter nada registado de tudo o que fiz nesta área do jornalismo, mas quando comecei não havia internet, nem um simples ficheiro de Excel, pelo que não tenho nada anotado. Nas ilhas dos Açores e Madeira já devo ter feito umas três dezenas, mas desde que comecei, certamente que já ultrapassei, largamente, as mil narrações”.

“Bolas Tio, já são muitas!”.

“Uma brincadeira que começou há mais de 38 anos!”.

“E esta foto?”.

“Foi tirada em 2016 na Praia da Vitória”.

 

Até amanhã. 

O Digestivo do Avô


“Esta fotografia é de que cão?”, perguntou o ESPERTO.

“É uma cadela, de nome Bira”.

“Vais ficar com mais um?”.

“Calma, deixa-me explicar. Ontem, depois de uma conversa com a Princesa, lembrei-me de mandar uma mensagem à senhora que nos deu o Pizzi. Perto de onde ela morava – na zona do Estoril – andava uma cadela de rua, daquelas que não queria ter dono. Sempre que ela ficava prenha, a Maria João lá ia recolher os novos patudinhos”.

“Calculo que não era fácil”.

“Pois não, pois ela não paria sempre no mesmo sítio. Segundo ela me disse, deu 42 cães de ninhadas da Bira, ela que é a Mãe do Pizzi”.

“Parece-me uma labradora?”.

“Sim, mas já deve ter morrido, porque nunca mais foi vista por lá. Sabes que os cães de rua vivem muito menos tempo”. 

“Obviamente, falta-lhe o carinho e os cuidados dos humanos”.

 

Mais logo temos o jogo de encerramento da 9ª jornada da Liga portuguesa, no Bessa (20:15), entre Boavista e Sporting.

 

Até logo.

Alvorada do Avô


“Puxa, que nevoeiro estava hoje”, afirmou o ESPERTO.

“Verdade, mesmo bem intenso”.

“Tão intenso que até perdemos o Eduardo e o Trovão”.

“Pois foi, como ele não me via, voltou para trás mais cedo que o habitual”.

“Ele é um malandro”, riu-se ele.

 

 Até logo.

domingo, 29 de outubro de 2023

O Avô em Ceroulas


“Vamos caminhar amanhã, certo?”, perguntou o ESPERTO.

“Sim, desde que não esteja a chover”.

“Que circuito vamos fazer esta semana?”.

“Como o Eduardo e o Trovão vão connosco, vamos à Lentisca”.

“Parece-me bem!”.

 

Ela já chegou há alguns dias, mas ainda não teve direito a notícia por aqui.

Depois da sua prima ter dado o berro, chegou uma nova torradeira.

Para já a portar-se muito bem!

 

Até amanhã. 

O Digestivo do Avô


“Ontem, mais ou menos por esta hora, fiz-te uma pergunta”, afirmou o ESPERTO.

“Já não me recordo qual foi”.

“Perguntei-te se continuavas a confiar em Roger Schmidt”.

“Ah sim, recordo-me”.

“Respondes a mesma coisa hoje?”.

“Claro que sim. Como tu sabes eu joguei futebol, sempre a nível distrital, mas não deixa de ser muito diferente. Quando os jogadores não querem ou não podem, não há treinador que resista”.

“Queres dizer que os jogadores não estão a dar o máximo?”.

“Acho que podem fazer mais”.

“Então concordas que temos crise no Benfica?”.

“Quando os encarnados perdem dois jogos seguidos, esse passa a ser o tema de conversa”.

 

Mais três jogos da 9ª jornada da Liga portuguesa, o Rio Ave – Farense (15:30), Estrela Amadora – Famalicão (18:00) e Vizela – FC Porto (20:30).

 

Até logo.

Alvorada do Avô


“Já chegou a Celine”, constatou o ESPERTO.

“Vamos ter um domingo muito chuvoso”.

“Vai ser uma semana toda assim?”.

“Parece que amanhã e terça não chove, mas ela pode voltar na quarta e quinta”.

“Estamos no tempo dela e faz muita falta”.

“O outono começou quente, mas rapidamente acertou o passo”.

 

 Até logo.

sábado, 28 de outubro de 2023

O Avô em Ceroulas


“Apesar de já teres ganho a nossa competição interna, estavas a puxar pela África do Sul?”, perguntei eu ao ESPERTO.

“Claro que sim, porque também queria acertar no novo campeão mundial. Grande vitória dos Springboks”.

“Mas os All Blacks estiveram perto da vitória, apesar de terem jogada grande parte da final com menos um jogador”.

“Poucos pontos, apenas um ensaio e um grande jogo carregado de emoção e polémica na arbitragem”.

“Também no râguebi?”.

“Também no râguebi”.

 

Estava aqui a pensar qual a melhor maneira para começar a falar do empate (1-1) do Benfica esta tarde.

Talvez uma frase popular portuguesa defina bem o que se passa com o campeão nacional: “Quando um gajo estás em baixo, até os cães lhe mijam em cima”.

Três perguntas – e respostas - sobre esta partida.

Os encarnados jogaram o suficiente para ganhar?

Não!

Faltou aquela pontinha de sorte que por vezes resolve um jogo?

Sim!

Roger Schmidt está a conseguir lidar com o momento atual da equipa?

Não!

 

Cá está aquela noite do ano em que dormimos mais uma hora.

Às duas da manhã atrase o relógio uma hora.

Chega a hora de inverno.

 

Até amanhã. 

O Digestivo do Avô


“Tu sabes que eu não tenho clube, mas estou a ficar preocupado com a prestação do Benfica. Achas que a culpa é do treinador?”, questionou o ESPERTO.

“Vou-te responder como o faço habitualmente. Para mim o técnico dos encarnados até pode ser a mulher da limpeza... desde que ganhe”.

“Percebi, só os resultados é que importam”.

“Claro que sim. Os adeptos querem que a sua equipa ganhe todos os jogos. Se me perguntares se estou contente com as exibições, não. Mas por vezes é preciso ter paciência”.

“Posso depreender que continuas a confiar em Roger Schmidt?”.

“Claro que sim!”.

 

Continua a 9ª jornada da Liga portuguesa, com quatro jogos.

Temos o Portimonense – Estoril (15:30), Benfica – Casa Pia e Vitória SC – Desportivo Chaves (18:00) e o Gil Vicente – SC Braga (20:30).

 

Até logo.

Alvorada do Avô


“Então vamos ter outra depressão feminina para estragar o fim de semana”, afirmou o ESPERTO.

“Desta vez é a Celine, mas por aqui só vai trazer chuva amanhã, mas vai afetar muito a zona norte do país”.

“Quem ficou com o 3º lugar no Mundial de râguebi?”.

“Foi a Inglaterra (26-23), num jogo muito equilibrado, com os argentinos a falharem uma penalidade – que dava o empate – a cinco minutos do fim”.

“Logo temos a final (20:00) entre a Nova Zelândia e a África do Sul”.

“Duas seleções que já venceram a prova por três vezes”.

“Quer dizer que uma delas vai vencer pela quarta vez e torna-se na que mais vezes venceu o Mundial”.

“Vai ser um grande jogo”.

 

 Até logo.

sexta-feira, 27 de outubro de 2023

O Avô em Ceroulas

 

“Então o que achaste do jogo da nossa seleção?”, perguntou-me o ESPERTO.

“Ainda estou zangado. Excelente primeira parte, mas a faltar-nos o golo, reagiram as austríacas na segunda metade, fizeram três remates à baliza e marcaram por duas vezes, beneficiando de uma enorme infelicidade da nossa seleção – um autogolo inacreditável – ainda conseguimos marcar, mas não a tempo de empatar o jogo, que seria, no mínimo, o resultado mais justo”.

“A próxima jornada da Liga das Nações é cá, de novo com a Áustria e vamos ganhar”.

“Acredito que sim”.

 

Lia esta amanhã que o International Board, organismo que regulamenta as regras do futebol, vai rever o protocolo do VAR de forma a definir que jogadas devem, ou não, ser revistas pelo sistema de videoarbitragem.

Na mesma reunião onde foi tomada esta decisão, entre vários assuntos, mereceu especial atenção a regra dos seis segundos que o guarda-redes pode ter a bola na mão.

Depois de eu tanto ter lutado pelo cumprimento desta lei - semelhante ao que já acontece no futebol de praia e no futsal – será que vai ser desta vez que os árbitros vão passar a assinalar esta infração recorrente em todos os jogos de futebol?

Se assim não for, mas vale eliminá-la.

 

Até amanhã. 

O Digestivo do Avô


“Então hoje regressa a Liga portuguesa”, afirmou o ESPERTO.

“Certo, começa a 9ª jornada com o Arouca a receber (20:15) o Moreirense”.

“Também a nossa seleção feminina regressa à Liga das Nações”.

“Vamos ter a dupla jornada com a Áustria, hoje em Altach às 5 da tarde”.

“Para terminarmos esta vertente desportiva, temos o regresso do Mundial de râguebi”.

“Às oito da noite, Argentina e Inglaterra vão discutir o 3º e 4º lugar da prova”.

“A final é amanhã?”.

“Exatamente, e à mesma hora de hoje”.

 

Até logo.

Alvorada do Avô


“Dia bem simpático, esta sexta-feira, pelo menos no início”, constatou o ESPERTO.

“Verdade, apesar de quando saímos estava uma ligeira neblina”.

“Esta semana já está, para a próxima há mais”.

“Que vai ser depois de entrarmos na hora de inverno”.

“Pois é, a hora muda na madrugada de domingo”.

 

 Até logo.

quinta-feira, 26 de outubro de 2023

O Avô em Ceroulas


“O Trovão lá foi para a casa dele”, afirmou o ESPERTO.

“Claro, o Eduardo regressou e ele foi”.

“Eu gosto dele, não me importava que ele ficasse sempre cá”.

“Nós também não, mas ele tem a casa dele e o seu Pai”.

“Ao princípio ele estava muito aborrecido, mas depois já fazia parte da família”.

“Um patudo muito dono do seu nariz”.

“Isso mesmo!”.

 

Hoje tivemos o Sporting na Liga Europa, chegou ao intervalo com menos um jogador e um golo de avanço, terminando o jogo num empate (1-1) que não foi mau.

 

Até amanhã.

O Digestivo do Avô


“Depois de uma jornada da Liga do Campeões, hoje temos a Liga Europa”, informou o ESPERTO.

“Certo, o Sporting joga (17:45) na Polónia, frente ao Rakow”.

“Num país onde os leões nunca venceram”.

“Mais um borrego para o Amorim matar, pois também nunca tinha ganho na Áustria”.

“Também acredito que sim”.

 

Já ontem aqui falei dos 20 anos do Estádio da Luz.

O Benfica aproveitou a oportunidade para inaugurar o Mural dos Campeões, resultado de uma votação feita pelos sócios, que escolheu os melhores que vestiram o Manto Sagrado nas últimas duas décadas.

Os guarda-redes Oblak e Ederson, os defesas André Almeida, Nélson Semedo, Luisão, Garay, Rúben Dias, Otamendi e Grimaldo, os médios Rui Costa e Aimar, os extremos Simão Sabrosa, Di María, Salvio, Gaitán e Rafa e os avançados Nuno Gomes, Cardozo, Jonas e João Félix foram as escolhas dos adeptos para aparecer no mural.

Eu não votei – já não sou sócio – mas atrevi-me a escolher um 11 entre estes.

Não é fácil, porque não se pode jogar só com defesas e avançados, mas se fosse eu o treinador, como era Camacho há 20 anos, esta era a minha equipa inicial num 4x4x2: Oblak; Nélson Semedo, Luisão, Rúben Dias e Grimaldo; André Almeida, Aimar, Simão Sabrosa e Di María; Jonas e Cardozo. 

 

Até logo.