sexta-feira, 30 de março de 2007

Crónica divertida

Uma selecção do outro mundo Um momento de boa disposição com o futebol como pano de fundo. Uma crónica bem humorada do Portugal-Bélgica.
Qualquer semelhança com a realidade é pura coincidência.

0'- Moutinho acalma Ricardo, assegura que os assobios em Alvalade são mesmo para o hino belga.
1'- Quaresma finta meia equipa belga.
3'- Ronaldo finta a outra metade da equipa belga.
7'- Quaresma remata.
9'- Ronaldo remata.
14'- Quaresma remata de trivela para grande defesa do fala-barato.
20'- Ronaldo faz uma pedalada e remata para grande defesa do fala-barato.
27'- Quaresma finta a metade da equipa belga que ainda não tinha humilhado.
36'- Ronaldo vira-se para o banco e reclama com Scolari.
39'- João Moutinho faz andar o carrossel, os belgas já estão tontos.
41'- Ronaldo, zangado, continua a reclamar com o banco português.
42'- Scolari enche o saco e explica pela milésima vez a Cristiano que não vai nada atirar outra bola para o relvado, Ronaldo tem mesmo que partilhar aquela com Quaresma.
44'- Ronaldo sofre falta para grande penalidade. Nuno Gomes penteia-se, pensa que, finalmente, vai tocar na bola. Azar, o penalty não é assinalado. Ronaldo tenta explicar ao árbitro o que se sucedeu, mas da maneira que fala inglês o árbitro só tinha uma solução, a amostragem do cartão amarelo.
45'- Fim da primeira parte. Os jogadores recolhem aos balneários.

Passados 5' minutos alguém da Federação Portuguesa de Futebol volta ao campo porque deram pela falta de João Moutinho que ainda corria de um lado para o outro do campo. Tentam explicar-lhe que pode parar uns minutos para descansar. João Moutinho recusa e mantêm-se em campo.

46'- Início da 2ª parte. O árbitro apita e pára o jogo. Manda Cristiano chutar a bola para fora de campo, a que está em jogo é a que está nos pés de Quaresma.
46'- Ronaldo amua.
49' - Um tal de Tiago faz um cruzamento, Nuno Gomes, isolado, falha. A maior parte dos espectadores no estádio interroga-se sobre quem saiu ao intervalo para entrar Nuno Gomes, mas depois de algumas conversas apercebem-se que ele, afinal, entrou a titular.
53'- Grita-se golo nas bancadas! Ricardo, imediatamente começa a gritar com os seus companheiros da defesa dizendo que não pode fazer tudo sózinho e que a culpa não é dele. Jorge Andrade diz-lhe que o golo foi de Portugal e que estão a ganhar. Ricardo desculpa-se e diz que não sabia quem era o gajo de cabelo comprido que festejava, pensava que era um belga. Um a zero.
55'- Quaresma tira um coelho da cartola e faz uma chapelada ao guarda-redes belga. Ronaldo, ainda amuado, corre e encosta a bola para a baliza. Grita : "É meu, é meu". É golo de Portugal! Dois a zero.
58'- O jogo pára para a equipa médica assistir um jogador belga. Scolari grita com Moutinho, diz-lhe que pode parar de correr, Moutinho recusa e faz uma recuperação de bola ao apanha-bolas.
65'- Os belgas falham uma oportunidade de golo, de baliza aberta. Algures na frente de ataque de Portugal ouve-se uma voz : "Vêem, não sou só eu!".
67'- O treinador belga grita para dentro de campo : "Attention à la trivèle!". Os jogadores perguntam "Quoi?!"
68'- Goooooooooooooooooooooooooloooooooooooooooo de Quaresma. Três a zero.
69'- O árbitro apita 3 vezes e dá por encerrado o jogo. O público assobia, os belgas começam a sair acelerados em direcção ao balneário, as luzes do estádio apagam-se. A FPF queixa-se e pergunta o que se passa. O árbitro explica que depois do golo do cigano não suporta mais ver aquela humilhação, até ele - que é grego e viu a humilhação que passámos na final do Euro 2004 - diz que é desumano o que estão a fazer com os belgas. Scolari diz que se pode encontrar um compromisso. Promete deixar
Hugo Almeida no banco, Nuno Gomes os 90' que mete Fernando Meira a trinco e Hugo
Viana a número 10 para equilibrar o jogo. O árbitro diz que bastava deixar Nuno Gomes os 90' mas, realmente, assim até os belgas tinham hipótese de marcar. O jogo recomeça.
73'- Entretanto já tinha entrado Nani para o lugar de Quaresma. Os belgas perguntam que mal fizeram a Deus.
75'- Golo! Ronaldo faz o bailinho da madeira e diz ao fala-barato para ir buscá-la ao fundo das redes. Quatro a zero.
76'- O árbitro avisa que se não pararem com isso o jogo acaba mesmo.
77'- Scolari, assustado, mete Meira.
78'- Só para ter a certeza, de seguida entra o Hugo Viana.
81'- Como resposta a Meira, os belgas metem Van Damme, pelo menos na pancada não perdem.
90'- O jogo termina. Scolari pede a Petit para ir buscar o Moutinho que
continuava a correr atrás dos apanha-bolas.

quinta-feira, 29 de março de 2007

Fim

O final pode estar perto Ontem por motivos pessoais não me desloquei à Universidadade Independente, para tentar ter aulas. Já perto do final da noite tive oportunidade de assistir, via TV, às degradantes imagens do arrombamento da porta da Reitoria, efectuada por um aluno.
Tenho dificuldade em classificá-lo assim, pois estou a ofender quem lá anda para tirar um Curso, com os naturais sacrifícios daí decorrentes. Aquele selvagem deveria ser expulso da UnI.
Mas é compreensível, só assim é que os incompetentes podem ter alguns segundos de fama televisiva.
Aliás o argumento para tal atitude, que seria uma forma de reivindicar a passagem de certificados de habilitações para possibilitar as transferências de alguns alunos, cai pela base, sabendo-se que o prazo para as inscrições já terminou há algum tempo, e apenas uma decisão governamental poderá, penso eu, desbloquear esta situação, caso se dê o encerramento da UnI.
Hoje quando me deslocava para o trabalho, dei por mim a ponderar sobre tudo isto que tem acontecido na minha Universidade. Deixei de acreditar.
É verdade, não acredito que possa haver futuro que sobreviva a tanta desonestidade e selvajaria.
Vou continuar a ir lá. Até quando não sei.
Mas nada vai ser como dantes.

quarta-feira, 28 de março de 2007

"Amor, Escárnio e Maldizer"

Quase três anos depois de "Re-Definições", os Da Weasel lançam no próximo dia 2 de Abril "Amor, Escárnio e Maldizer". Simultaneamente o site do grupo de Pac e Compª, "Da Weasel Sessions" dá lugar a um novo espaço oficial na Net.
Como aperitivo deixo o vídeo "Dialectos da Ternura", que entre 21 e 27 de Março passou em exclusivo na MTV.

terça-feira, 27 de março de 2007

À moda antiga

O palco do grande jogo Vou-me colocar na pele de adepto de futebol identificado com o Benfica, que tem um espaço para emitir opinião.
Assim, apesar de não escrever artigos no jornal A Bola, tento ficar em pé de igualdade com Miguel Sousa Tavares, que hoje reafirma, na sua crónica semanal que: "não sou isento clubísticamente".
Aqui já somos diferentes. Eu tento ser, se é que na nossa vida o conseguimos totalmente. Mas pelo menos tento.
Deixando já aqui bem claro, que é a última vez que vou utilizar os disparates do MST, para encontrar tema de conversa, leio e releio uma frase deste confesso e enviesado comentador azul-e-branco, referindo-se a Quaresma: "tenho um mau pressentimento que ele não vai acabar em jogo".
Qual Professor Chibanga do Gato Fedorento, ele já vai fazendo previsões para o Benfica-Porto do próximo domingo. Procurando condicionar adversários e árbitro, ao bom estilo de José Maria Pedroto, em vésperas de viagem à Luz, Tavares procura incendiar o ambiente que se quer e deseja de grande fair-play.
Se algum adepto, comentador ou dirigente do Benfica, afirmasse que estava com medo que o Simão não terminasse o jogo com os portistas, gostaria de saber o que diria o MST. Tombaria a Torre dos Clerígos, em confronto com o Carmo e a Trindade.
Apesar de referir constantemente que gosta muito de futebol, Tavares gosta é do seu umbigo e dos disparates que diz e escreve.
Ele merece que o Benfica ganhe com grande limpeza.

segunda-feira, 26 de março de 2007

Tubarões

Precisamos de uma mar assim... Eram 17h15 quando me sentei no café. Pedi um cerveja e uma sandes de queijo. À segunda-feira venho até ao Campo de Santana, alcunha para o Campo Mártires da Pátria.
Vou comendo e bebendo lentamente, recordando o que se passa na minha universidade...até onde pode chegar a ganância dos homens...
A ida ao Cenjor é como uma bóia de salvação, perante os graves problemas que se passam na Universidade Independente. O Professor Pardal tenta dar-nos ânimo, até na escolha da música com que sempre abre as aulas.
Por volta das 20h00, fazemos um pequeno intervalo e consultamos a Internet. Lá está, no site do Público a notícia: "Governo admite fecho da Universidade Independente se normalidade não for reposta". Olhamos uns para os outros, sem palavras.
A nossa tristeza aumenta, mas a aula tem que continuar. No final do trabalho de hoje, temos um tubarão a passear num mar azul e tranquilo.
Num mar que gostávamos fosse a UnI, mas sem tubarões.

Eu tenho vergonha

Uma foto do ditador Depois de dois grandes resultados no fim-de-semana, no futebol e no rugby, ontem ficámos a saber quem é para os portugueses o melhor de “Os grandes portugueses”, uma iniciativa da RTP.
Não tinha grandes expectativas em relação ao resultado final, nem estava preocupado com o vencedor, até considerando a forma como a escolha era efectuada.
Mas, confesso, não esperava que o vencedor fosse António Salazar.
Um ditador, que independentemente de alguns méritos que possa ter tido, mandou eliminar os que lhe faziam frente, fosse através da censura, da prisão ou pela morte, como fez com Humberto Delgado, não pode, NUNCA, ser considerado o melhor de todos nós.
Nestas alturas sinto vergonha de morar, lado a lado, com os que votaram em Salazar.

domingo, 25 de março de 2007

Bravos portugueses

O grito de incentivo antes dos jogos Há vários anos que não assistia a um jogo de rugby, na televisão. Ontem colei-me ao ecrã, torci e sofri pela selecção lusa, que em Montevideu geria sete pontos de vantagem, adquiridos duas semanas antes em Lisboa, no confronto com o Uruguai.
Perdemos por 18-12, mas um ponto mostrou-se suficiente para em Setembro marcarmos presença no Mundial que se vai disputar em França.
Agora que venham Nova Zelândia, Escócia, Itália e Roménia, que os nossos bravos lá estarão para dar o melhor de si.
Um título já ganhámos.
Seremos a única equipa amadora presente nessa prova.

sábado, 24 de março de 2007

Futuro negro

Está assim o futuro da UnI Tanto tempo calado e agora vejo-me obrigado a falar de novo da situação da Universidade Independente. No mínimo e cheio de boa vontade, uma vergonha.
Ontem foi convocado um plenário onde o Luíz Arouca tentou explicar a nova/velha situação. Além de não ter explicado nada, voltou à estafada conversa dos desvios de dinheiro, como se ele não tivesse a nada ver com isso.
Claro que os ânimos exaltados, principalmente de alguns professores, transformou o que deveria ser um esclarecimento, num aumentar da confusão actual.
Verificou-se que os docentes estão é preocupados em salvaguardar os seus horários, mesmo que isso provoque que as aulas não tenham o seu curso normal.
Só uma coisa ficou clara. O futuro da UnI é cada vez mais negro.
E preocupados com os alunos...só mesmo os alunos.

sexta-feira, 23 de março de 2007

Alerta

Stijn Stijnen, o provocador Amanhã a Bélgica defronta Portugal, no Estádio de Alvalade, para a fase de apuramento para o Europeu de 2008, organizado pela Áustria e Suiça.
Se para os portugueses este jogo é muito importante, os belgas jogam tudo nesta partida.
Talvez por esse motivo, Stijn Stijnen, guarda-redes do Club Brugge e titular da selecção visitante, resolveu dar uma entrevista a um jornal belga onde disse, referindo-se a Cristiano Ronaldo: "Se for necessário vamos bater forte e feio, nem que seja logo aos dois minutos."
As reacções não se fizeram esperar, A Federação Portuguesa de Futebol fez queixa para a UEFA. A sua homóloga belga, pela voz do seu presidente, procurou pôr água na fervura, dando uma no cravo, outra na ferradura. Até que surgiu Sá Pinto.
A antigo jogador e capitão do Sporting, actualmente a jogar no Standard Liège, que ontem esteve em Lisboa, afirmou, tentado descodificar as declarações de Stijnen: "Percebi o sentido que ele quis dar quando disse essas palavras e não houve tanta agressividade quanto isso. Ele queria dizer que sabe que o Cristiano Ronaldo é um jogador muito importante para Portugal e que é preciso ter muita atenção com ele. Foi mais uma ideia de alerta."
Ora aí está. Eles têm que ter muita atenção ao nº 7 português. Se possível por pouco tempo, dois minutos, por exemplo. Porque ele é importante!
Estas declarações do ex-jogador sportinguista, tiveram para mim o condão de perceber um enigma com dez anos.
Quando em 1997 ele agrediu o seleccionador nacional, Artur Jorge, não o fez por mal. Foi só para a alertar os adversários da qualidade do nosso treinador da altura.

quinta-feira, 22 de março de 2007

Parte da solução

O edíficio da Universidade Independente Propositadamente, ainda não produzi qualquer informação sobre os problemas que têm ocorrido na Universidade Independente.
Eles são demasiados complexos, para se conseguir emitir opiniões devidamente fundamentadas, face ao desconhecimento da maioria dos elementos necessários à formação de uma opinião credível.
Uma das pessoas que têm dado a cara pela UnI, nesta fase de credibilização é o Director da Faculdade de Humanidades, João Carlos Santos. Foi meu professor de Economia no primeiro ano desta aventura universitária, em segundas núpcias.
Ele tem procurado transmitir uma mensagem de competência, preocupado com a qualidade do ensino, priveligiando o diálogo e reconhecendo aos alunos a importância que têm em todo o processo da partilha e aquisição de conhecimentos. Como rosto da estabilidade que se procura, tem tentado acorrer a todos os fogos, numa espécie de bombeiro voluntário.
Nesta fase complicada, o papel dos que lutam pela sua formação, o papel de todos nós, é participar na solução dos problemas, tentando não ser parte dos problemas.
Dar nas vistas, sim, mas com comportamentos dignos de estudantes universitários, que se esperam sejam bem diferentes de claques de clubes de futebol. Dentro e fora das salas de aulas.
Pela minha parte, João Carlos, pode contar comigo.

quarta-feira, 21 de março de 2007

Outro Professor

Passando os olhos pela maioria dos jornais generalistas da nossa praça, gratuitos ou não, encontramos a secção dos classificados, onde, para além de uma exponencial zona de massagens, deparamos com as ofertas dos Professores A, B ou X.
Eles são a solução para todos os problemas.
O Gato Fedorento também tem um.
Chama-se Professor Chibanga.

terça-feira, 20 de março de 2007

Paris

Entrada principal do Moínho Vermelho Dei por mim esta manhã a pensar numa das viagens que fiz com a Célia, juntamente com os nossos amigos Tó e Teresa.
Foram quatro dias espectaculares na lindíssima Paris. Se tal for possível, gostaria de lá voltar, com mais tempo, talvez uma viagem para a reforma.
Os Campos Elísios, o Arco do Triunfo, a Bastilha, La Defense, o Sagrado Coração e, claro, a deslumbrante Torre Eifeel, são na verdade locais onde não se pode deixar de ir, numa visita à capital francesa, além de muitos outros pontos de interesse, todos eles com um encanto particular. Palmilhámos quilómetros e quilómetros, a pé, que nos cansaram as pernas, mas nos deliciaram a vista.
Um dos pontos altos da nossa "peregrinação", foi o espectáculo no Moulin Rouge, que apesar de já ter visto várias vezes na televisão, ao vivo é algo de inolvidável. Num reduzido espaço, juntam-se perto 900 pessoas, devidamente arrumadas, para assistirem a duas horas de perfeito glamour.
A única recordação negativa aconteceu quando o meu companheiro de mesa, que eu não conhecia de lado nenhum, resolveu entornar o copo do champagne por cima das minhas calças.
Um acidente que não manchou estes magníficos quatro dias passados na cidade-luz.
Prometo que um dia vou lá voltar.

segunda-feira, 19 de março de 2007

Privilégio

A ditadura do calendário provoca estas coincidências. Ainda ontem falava do aniversário do Ricardo, e já hoje volto a falar dele.
Hoje é o dia do Pai, que já o disse noutras ocasiões, trata-se essencialmente de mais uma data comercial.
No entanto, para mim este dia é muito importante.
Não que esteja à espera de receber prendas. Mas porque neste um trezentos e sessenta e cinco avos do ano encontro mais um motivo para falar deles por aqui.
Os filhos são dos acontecimentos mais sensacionais da vida de um ser. Os meus não são melhores nem piores que os outros, nem isso me preocupa. São os meus filhos.
A Cláudia e o Ricardo dão-me motivos para me achar o melhor progenitor do mundo e por isso sou um privilegiado pela felicidade de os ter a meu lado.
Continuem assim.

domingo, 18 de março de 2007

Orgulhosos

Ricardo Paulino Ainda não tinha três anos de idade. A Cândida mandou-nos chamar e disse, com um olhar de espanto: "O Ricardo sabe ler!".
Nós já desconfiávamos e a educadora do infantário que ele frequentava confirmou.
Desde de muito cedo que elegeu A Bola como uns dos seus brinquedos favoritos. Jornal aberto no chão, de joelhos com o traseiro espetado, lá passava atentamente as várias páginas, durante largos minutos. A sua preferência ia para os guarda-redes das equipas de futebol da Liga principal.
Um dia chegou perto de nós e disse, naquele seu dialecto espanholado: "O Baptista não jogou!?"
Olhámos um para o outro, sem perceber muito bem o que se passava. Corremos para o local onde estava a sua leitura preferida. Procuramos a notícia sobre a União de Leiria, equipa do Baptista, e lá estava a sua ausência na ficha do jogo.
Pois é, daí para frente foi sempre a evoluir, ao ponto de noutro infantário que frequentou terem criado um cantinho da leitura onde o Ricardo lia histórias para os seus amiguinhos. Isto muito antes do ensino escolar obrigatório.
Curioso era, também, ver os seus colegas do hóquei em patins que quando chegavam aos diversos pavilhões, iam chamá-lo para ele ler os resultados e as classificações que geralmente estavam afixadas e que eles ainda não conseguiam decifrar.
Estamos orgulhosos deste filho que hoje faz 15 anos.
Parabéns para ti, Célia.
Para o Ricardo além dos parabéns, o desejo de que nos tragas sempre motivos de orgulho.

sábado, 17 de março de 2007

3, 2, 1, Go

Ora aí está outro desporto de que eu gosto particularmente. Fórmula 1.
Apesar de este ano não contar com nenhum português - Tiago Monteiro vai dedicar-se a outras corridas - vou estar atento às transmissões, que esta temporada são na Sportv.
Amanhã, às três horas da madrugada, lá estarei em frente ao televisor para o início da época 2007, que começa na Austrália e termina a 21 de Outubro, no Brasil.
Como aperitivo deixo-lhe um resumo do Grande Prémio australiano do ano passado.

sexta-feira, 16 de março de 2007

Sex day

Habitualmente neste dia, quando chegava ao trabalho, olhava o relógio, que também tinha o dia da semana. E lá estava ele, apresentando além das horas, em letras grandes e vermelhas, três letras atrevidas: “SEX”. A partir desta visão erótica, este dia da semana passou a ser para mim o Sex Day. Boa inspiração, não?
Quem anda a precisar de inspiração, é o 24 horas. Volto ao tema de ontem para ver se consigo esclarecer as cabeças iluminadas daquele exemplo de mau jornal.
Bastava terem perdido poucos minutos para descobrir. Um verdadeiro ovo de Colombo. A UnI não tem uma, mas duas tunas.
A Tuna Académica da Universidade Independente (TAUI), composta pelo lado masculino, com presenças assíduas em diversos certames do género. Para saber mais sobre a TAUI, veja o seu site aqui.
Depois temos a vertente feminina, de seu nome Indepedentuna. Perceberam pessoal do 24 Horas?
Mas fui mais longe para não restarem dúvidas. Descobri uma pequena actuação da TAUI, no bar da Universidade, que apesar da deficiente condição do som, prova que sempre temos tuna. E até podemos ver as nossas moças da Independetuna, aplaudindo os seus colegas.
Vamos lá ver o vídeo.
Ainda bem que hoje é Sex Day. Assim, já não penso mais no 24 Horas.

quinta-feira, 15 de março de 2007

Tuna sim, mau jornalismo, não

Uma actuação da TAUI em Loures, no passado mês de Março Já por várias vezes o afirmei que sou fã do Gato Fedorento, mas esta minha admiração pelo seu trabalho, não me tolda a visão, caso seja necessário fazer alguma crítica. Aliás, nem todos os sketches que eles produzem são do meu agrado.
Vem esta introdução a propósito do último “Diz que é uma espécie de Magazine”, exibido no domingo passado.
O momento musical com que sempre termina o programa foi esta semana dedicado à confusão reinante na minha UnI. Foi anunciada a presença da Tuna Académica da Universidade Independente (TAUI), para cantar a “Melhor gorda”, um clássico das tunas, interpretada com um texto adaptado, na maioria da letra, às graves acusações feitas, aquando do despoletar da crise interna.
A TAUI – que foi convidada para o programa, mas não aceitou – reagiu em comunicado, o presidente da Associação Académica ameaçou com um processo contra o programa e a RTP, estando também à espera de um pedido de desculpa por parte da Tuna Médica de Lisboa, que “se fez passar” pela da UnI, conforme foi referido no final do programa.
Em minha opinião não me parece haver motivo para tanto alarido. O texto da canção não tinha nenhum elemento que não tivesse sido do conhecimento público, repetido em todas as televisões pelo próprio Reitor, pelo que acho descabida tamanha altercação.
Mais curioso e demonstrativo da falta de qualidade do jornal 24 horas, é a peça produzida na terça-feira, da qual o comunicado acima citado também faz referência, lamentando a falta de rigor, onde é escrito que a TAUI nem sequer existe!?
Custava muito à Ana Meireles, jornalista que assina o artigo, ter feito um telefonema para confirmar que a Tuna existe, que está de boa saúde e que ainda este fim-de-semana participou no VIII El Açor - Festival Internacional de Tunas dos Açores, que decorreu em Ponta Delgada?
E quando esteve a ouvir o presidente da Associação Académica não lhe podia ter perguntado?
Mau jornalismo a que já nos habituou este diário sem qualidade.

quarta-feira, 14 de março de 2007

Pés de barro

As mudanças de camisola vão ser mais frequentes Segundo notícia do jornal A Bola de hoje, o Supremo Tribunal de Justiça considerou nulas três cláusulas do Contrato Colectivo de Trabalho celebrado entre a Liga de Clubes e o Sindicato dos Jogadores, em 1999.
Uma revolução pode suceder no futebol português, face a esta decisão.
Passemos à parte prática. Nos dias de hoje se um jogador rescindir sem justa causa o contrato que o liga a um clube, tem de avançar com uma choruda indemnização. A partir desta decisão o valor a pagar, nestas situações, é o correspondente ao valor que o atleta teria que receber até ao final do contrato. E mais, pode mudar-se para outro clube em Portugal, o mais tardar na época seguinte e não no final do contrato então rescindido.
Só como exemplo, se o sportinguista Nani pretendesse sair do seu clube para o FC Porto, já na próxima temporada, teria de indemnizar o seu clube em perto de 200 mil euros, apenas.
E as cláusulas milionárias de rescisão existentes nos contratos dos jogadores, também deverão sofrer profundas alterações, face a este novo enquadramento jurídico.
Se os jogadores já eram vistos, por uma grande parte da sociedade, como mercenários sem amor à camisola, a partir de agora, os artistas da bola, serão cada vez mais ídolos com pés de barro.

terça-feira, 13 de março de 2007

Professor Pardal

O verdadeiro Professor Pardal Neste reinício atribulado de aulas na UnI - pouco a pouco a estabilidade vai regressando - as segundas-feiras são, como já o referi anteriormente, no Cenjor, sendo neste semestre leccionada a cadeira de Atelier Multimédia.
O Professor, perdão o Formador, como ele gosta de dizer é o Pardal. Exactamente. Para mim é o Professor Pardal, até porque eu gostava dessa figura da BD.
O homem é uma "pedra", fazendo com que as horas que ali passamos se transformem em poucos minutos, tal é a intensidade e a facilidade de transmissão de conhecimentos.
Até aqui tudo bem. O pior é o Photoshop, ferramenta que estamos a aprender a utilizar.
Ontem fui completamente bombardeado com informação acerca deste excelente programa, que faz maravilhas, mas que também me deixou com a cabeça às voltas.
Ao fim de três horas de intensa injecção de novas funções do Photoshop, fiquei com a sensação de que não percebi nada daquilo. E o pior é que não é só sensação.
Mas eu não sou de desistir, por isso só me resta uma coisa.
Gritar.
Professor Pardal ajude-me!

segunda-feira, 12 de março de 2007

Segunda angustiante

Os horários também contribuem para a angústia Por muito que eu tente, as segundas-feiras são para mim um doloroso início de semana.
Eu bem procuro encontrar um antídoto para combater este dificuldade, mas nada resulta. É claro que se não tivesse que vir trabalhar, com horários a cumprir, gravata ao pescoço e outras obrigações...obrigatórias, nem dava pelo dia da semana.
O futuro dos mais novos, fruto da globalização e da incerteza do mercado do trabalho, vai fazer com que poucos consigam uma colocação para toda a vida.
Apesar da pouca estabilidade que esta situação vai provocar, a possibilidade de em determinada altura da vida mudar de emprego, para uma área totalmente diferente, vai trazer novos desafios, que aliados a um constante estado de estudo, criam responsabilidades acrescidas e desafios que vão manter o interesse no mundo do trabalho.
Para mim já vem tarde.
Espero que o meus filhos possam aproveitar, para não sentirem a angústia de 2ª feira.