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quinta-feira, 11 de julho de 2019
terça-feira, 9 de julho de 2019
Números
Governo abre concurso para contratação de 1.000 técnicos
Concurso está aberto durante 15 dias úteis.
Governo abriu um concurso para a contratação de 1.000 novos técnicos especializados para a Função Pública. O recrutamento foi iniciado com recurso à publicação do concurso no Portal de Emprego Público e tem uma validade de 15 dias úteis, a partir de 8 de julho. A remuneração cifra-se à volta dos 1.200 euros, correspondentes ao "15.º nível remuneratório (€ 1201,48) da carreira geral de técnico superior".
in TSF
Governo abriu um concurso para a contratação de 1.000 novos técnicos especializados para a Função Pública. O recrutamento foi iniciado com recurso à publicação do concurso no Portal de Emprego Público e tem uma validade de 15 dias úteis, a partir de 8 de julho. A remuneração cifra-se à volta dos 1.200 euros, correspondentes ao "15.º nível remuneratório (€ 1201,48) da carreira geral de técnico superior".
O
objetivo do Executivo é criar "reservas de recrutamento para a carreira
geral de técnico superior, com vista à constituição de vínculo de
emprego público na modalidade de contrato de trabalho em funções
públicas, por tempo indeterminado".
Os
candidatos devem, segundo o despacho publicado, ter "competências
transversais nas áreas jurídica; económico-financeira; de planeamento,
controlo e avaliação; de relações internacionais e ciência política; e
de estatística".
As formas de
seleção dos candidatos serão uma Prova de Conhecimentos e uma Avaliação
Psicológica. Caso sejam aprovados, os candidatos passam a integrar,
durante 24 meses, uma bolsa de recrutamento a que os serviços poderão
recorrer em caso de necessidade de pessoal.
segunda-feira, 8 de julho de 2019
Números
Temperaturas máximas vão subir mais de 10 graus até quinta-feira
Os termómetros vão subir até aos 40 graus em algumas regiões do país.
As temperaturas máximas deverão subir entre 10 e 13 graus Celsius até quinta-feira em Portugal continental, prevendo-se que os termómetros subam acima dos 30 graus e em alguns locais dos 40 graus.
"Na quarta-feira volta a
subir novamente. Para quarta e quinta-feira preveem-se temperaturas
acima dos 30 graus e próximo dos 40 no interior do Alentejo e região de
Vale do Tejo. Para Santarém estão previstos 40/41 graus", indicou.
Segundo o especialista do IPMA, a subida deverá ser entre 10 e 12/13 graus relativamente a esta segunda-feira.
Quanto às temperaturas mínimas, Ricardo Tavares adiantou que a subida deverá ser entre 2 e 3 graus na terça-feira e outros 2 e 3 graus na quarta-feira.
As temperaturas máximas deverão subir entre 10 e 13 graus Celsius até quinta-feira em Portugal continental, prevendo-se que os termómetros subam acima dos 30 graus e em alguns locais dos 40 graus.
Instituto
Português do Mar e da Atmosfera (IPMA) prevê para esta segunda-feira
períodos de céu muito nublado com possibilidade de precipitação fraca no
litoral oeste.
"Durante a tarde de hoje estão também previstos aguaceiros nas regiões do interior Norte e Centro que podem ser por vezes fortes, de granizo e acompanhados de trovoadas", adiantou o meteorologista do IPMA.
De acordo com Ricardo Tavares, as
temperaturas máximas começam a subir a partir de terça-feira, entre 3 e 5
graus, em praticamente todo o território.
Segundo o especialista do IPMA, a subida deverá ser entre 10 e 12/13 graus relativamente a esta segunda-feira.
Quanto às temperaturas mínimas, Ricardo Tavares adiantou que a subida deverá ser entre 2 e 3 graus na terça-feira e outros 2 e 3 graus na quarta-feira.
in TSF
quinta-feira, 4 de julho de 2019
Números
Os 10% mais pobres teriam de trabalhar 300 anos para ganhar o mesmo que os 10% mais ricos
Os 10% mais ricos recebem quase metade de todas as remunerações do mundo.
Dez por cento dos trabalhadores que auferem os salários mais altos recebem quase metade das remunerações pagas em todo o mundo, revela o relatório da Organização Internacional do Trabalho (OIT), apresentado esta quinta-feira.
O relatório compara dados pré e
pós crise (com estatísticas de 2004 e 2017), ainda que segundo a
metodologia usada haja diferentes conclusões sobre se a Grande Recessão
trouxe ou não maior desigualdade salarial.
Em termos absolutos, parece indicar que a desigualdade reduziu-se, já que a riqueza concentrada dos 10% de trabalhadores mais ricos passou de 55,5% para 48,9%.
Segundo os analistas da OIT, isto deveu-se principalmente ao crescimento económico de duas potências emergentes com grandes populações, como a China e a Índia, até tal ponto que quando não se têm em conta os dados destes dois países os dados de 2004 e 2017 não variariam.
Por outro lado, se o cálculo se ponderar dando maior peso às economias com maior Produto Interno Bruto (PIB), os resultados são muito diferentes e revelam em contrapartida uma maior desigualdade atual em relação a meados da década passada.
Tendo em conta esta ponderação, 20% dos trabalhadores que recebem salários mais altos teriam passado de concentrar 51,4% das remunerações em 2004 para 53,5% em 2017, enquanto as classes média e baixa sairiam a perder.
Os cerca de 20% dos assalariados que se encontram na parte mais baixa da tabela passariam de ganhar 3,9% do total em 2004 para apenas 3,5% em 2017, enquanto 60% da metade da tabela baixaria de 44,8% para 43% naqueles 13 anos.
"Na realidade, a desigualdade das remunerações a nível nacional está a aumentar", adverte a OIT no relatório, inclusivamente em países "com sucesso" depois da crise, como a China ou a Índia.
in TSF
Dez por cento dos trabalhadores que auferem os salários mais altos recebem quase metade das remunerações pagas em todo o mundo, revela o relatório da Organização Internacional do Trabalho (OIT), apresentado esta quinta-feira.
No
relatório apresentado numa conferência de imprensa em Genebra, a OIT
alerta para que quanto maior a pobreza num país, maior é a desigualdade
salarial e indica que 20% dos trabalhadores com salários mais baixos
(cerca de 650 milhões) recebe menos de 1% das despesas laborais
mundiais, num mercado global onde o salário médio mensal dos 10% mais
ricos é de 7.475 dólares e dos 10% mais pobres não ultrapassa 22
dólares.
"Os 10% mais pobres
teriam que trabalhar três séculos para ganhar o mesmo que os 10% mais
ricos num ano", exemplificou o economista do Departamento de Estatística
da OIT Roger Gomis.
Por países, o
relatório indica que os menos desenvolvidos são os que apresentam maior
concentração salarial nas partes mais altas da tabela, sendo nações
como a RD Congo, Costa do Marfim, Libéria, Níger ou Uganda os mais
desiguais, já que 10% dos trabalhadores mais ricos concentram entre 70% e
80% do total de salários pagos.
Em termos absolutos, parece indicar que a desigualdade reduziu-se, já que a riqueza concentrada dos 10% de trabalhadores mais ricos passou de 55,5% para 48,9%.
Segundo os analistas da OIT, isto deveu-se principalmente ao crescimento económico de duas potências emergentes com grandes populações, como a China e a Índia, até tal ponto que quando não se têm em conta os dados destes dois países os dados de 2004 e 2017 não variariam.
Por outro lado, se o cálculo se ponderar dando maior peso às economias com maior Produto Interno Bruto (PIB), os resultados são muito diferentes e revelam em contrapartida uma maior desigualdade atual em relação a meados da década passada.
Tendo em conta esta ponderação, 20% dos trabalhadores que recebem salários mais altos teriam passado de concentrar 51,4% das remunerações em 2004 para 53,5% em 2017, enquanto as classes média e baixa sairiam a perder.
Os cerca de 20% dos assalariados que se encontram na parte mais baixa da tabela passariam de ganhar 3,9% do total em 2004 para apenas 3,5% em 2017, enquanto 60% da metade da tabela baixaria de 44,8% para 43% naqueles 13 anos.
"Na realidade, a desigualdade das remunerações a nível nacional está a aumentar", adverte a OIT no relatório, inclusivamente em países "com sucesso" depois da crise, como a China ou a Índia.
in TSF
quarta-feira, 3 de julho de 2019
Números
Estado dá milhões sem rigor, controlo, transparência e com riscos de corrupção
Mais de 70 mil entidades receberam, em 2017, mais de 4 mil milhões de euros de subvenções e benefícios públicos.
A Inspeção-Geral de Finanças encontrou inúmeras falhas no controlo de subvenções e benefícios públicos concedidos pelo Estado. A entidade, que tem por missão controlar a administração financeira do dinheiro dos contribuintes, encontrou riscos de corrupção, falta de transparência e até falta de comunicações às finanças do dinheiro público que inúmeras entidades privadas recebem.
Ainda no capítulo falta de transparência, 32 dos 50
maiores beneficiários não divulgaram na Internet os 249 milhões de euros
que receberam, contrariando as boas práticas e a transparência
recomendadas.
Parte deste dinheiro público vai em vários casos para instituições particulares de solidariedade social (IPSS) sendo que 34% não apresentaram as contas de 2016 ou apresentaram-nas com atraso sem que se tivesse avançado com qualquer medida prevista na lei para corrigir o problema.
Finalmente, a IGF nota o "reduzido grau de execução", de apenas 7%, do Plano de Prevenção de Riscos de Corrupção e Infrações Conexas nas entidades concedentes do dinheiro.
Destaque ainda para as insuficiências nos controlos do dinheiro público, por exemplo através da falta de comunicabilidade entre sistemas de informação, da inexistência de uma base de dados com informação sobre os apoios financeiros (cumulativos) concedidos por entidades públicas e a ausência de registo, em base de dados, dos acompanhamentos e controlos feitos.
A Inspeção-Geral de Finanças encontrou inúmeras falhas no controlo de subvenções e benefícios públicos concedidos pelo Estado. A entidade, que tem por missão controlar a administração financeira do dinheiro dos contribuintes, encontrou riscos de corrupção, falta de transparência e até falta de comunicações às finanças do dinheiro público que inúmeras entidades privadas recebem.
Num
balanço de 2018 agora fechado, consultado pela TSF, a Inspeção-Geral de
Finanças (IGF) contou, em 2017, 72.931 beneficiários de subvenções e
benefícios públicos dados por 639 entidades públicas no valor de 4.232
milhões de euros.
A IGF começa por sublinhar que nas
transferências correntes e de capital do setor público (2.473 milhões de
euros com origem nacional) ainda não existe um regime jurídico
substantivo das subvenções públicas "que introduza maior rigor e
objetividade a este tipo de despesa".
Do
muito dinheiro que saiu do Estado para os privados, 16,5 milhões não
foram comunicados à IGF (como deviam), 605 milhões não foram
publicitados na internet e 3.187 milhões falharam as obrigações fiscais
declarativas.
Parte deste dinheiro público vai em vários casos para instituições particulares de solidariedade social (IPSS) sendo que 34% não apresentaram as contas de 2016 ou apresentaram-nas com atraso sem que se tivesse avançado com qualquer medida prevista na lei para corrigir o problema.
Finalmente, a IGF nota o "reduzido grau de execução", de apenas 7%, do Plano de Prevenção de Riscos de Corrupção e Infrações Conexas nas entidades concedentes do dinheiro.
Destaque ainda para as insuficiências nos controlos do dinheiro público, por exemplo através da falta de comunicabilidade entre sistemas de informação, da inexistência de uma base de dados com informação sobre os apoios financeiros (cumulativos) concedidos por entidades públicas e a ausência de registo, em base de dados, dos acompanhamentos e controlos feitos.
in TSF
terça-feira, 2 de julho de 2019
Números
Airbnb rendeu quase 17 milhões em taxa turística no Porto e em Lisboa
Só no primeiro trimestre deste ano os anfitriões da plataforma Airbnb contribuiu com 3 milhões de euros em taxa turística.
Os proprietários de casas e quartos da plataforma Airbnb no Porto e em Lisboa contribuíram com mais de 16,8 milhões de euros em taxa turística desde 2016.
"Os
quartos são residências principais nestas unidades e por isso não há
substituição de população nem um problema de ausência de autenticidade",
avança a plataforma em comunicado, indicando que "apresentou alegações à
regulação proposta pela Câmara Municipal, uma vez que as novas regras
propostas para as áreas de contenção não distinguem adequadamente os
profissionais de quem partilha casa (quartos), prejudicando as famílias
locais".
A Airbnb defende que não se pode comparar "uma atividade de partilha de casa com a atividade de investidores que têm o Alojamento Local como principal atividade profissional ou de fonte de rendimento".
"Devido a esta falta de diferenciação, todos os que partilham casa registaram a sua unidade de Alojamento Local nas mesmas modalidades de um investidor", pode ler-se na nota enviada às redações.
A nota lembra que "há novos residentes em Lisboa que conseguem viver em Lisboa, graças à renda extra que recebem do Alojamento Local, enquanto ajudam a recuperar o centro histórico de Lisboa", zonas que, de acordo com a Airbnb, estavam "a perder população antes da onda ou do turismo".
in TSF
Os proprietários de casas e quartos da plataforma Airbnb no Porto e em Lisboa contribuíram com mais de 16,8 milhões de euros em taxa turística desde 2016.
Numa
nota enviada às redações, a Airbnb adianta que "entregou à Câmara
Municipal de Lisboa mais de 13 milhões de euros de taxas recolhidas em
nome dos anfitriões desde 2016 (1,7 milhões em 2016, 3,8 milhões em
2017; 4,5 milhões em 2018 e 3 milhões no primeiro trimestre de 2019)".
No
Porto, que tem taxa turística desde maio de 2018, a plataforma
"entregou quase 3,8 milhões de euros em taxa turística (2,5 milhões em
2018 e mais de 1,2 no primeiro trimestre de 2019)".
A
plataforma Airbnb considera que "alugar quartos na residência principal
não deve ser contado como unidades que determinam o limite para
considerar uma área de contenção", isto é, uma zona onde estão suspensos
a novos registos para turismo de curta duração.
A Airbnb defende que não se pode comparar "uma atividade de partilha de casa com a atividade de investidores que têm o Alojamento Local como principal atividade profissional ou de fonte de rendimento".
"Devido a esta falta de diferenciação, todos os que partilham casa registaram a sua unidade de Alojamento Local nas mesmas modalidades de um investidor", pode ler-se na nota enviada às redações.
A nota lembra que "há novos residentes em Lisboa que conseguem viver em Lisboa, graças à renda extra que recebem do Alojamento Local, enquanto ajudam a recuperar o centro histórico de Lisboa", zonas que, de acordo com a Airbnb, estavam "a perder população antes da onda ou do turismo".
in TSF
segunda-feira, 1 de julho de 2019
Números
Aquecimento global pode custar 80 milhões de empregos até 2030
A
Organização Internacional do Trabalho antevê que daqui a 11 anos se
percam 2,2% do total de horas de trabalho, devido às altas temperaturas e
ao aumento do "stress térmico".
O aquecimento global e o respetivo impacto nos níveis de produtividade em diversos setores da atividade económica, como a agricultura ou a indústria, poderá levar à perda de 80 milhões de empregos até 2030, alertou esta segunda-feira a ONU.
"É aproximadamente o equivalente à economia do Reino Unido", afirmou
Catherine Saget, coautora do relatório, em declarações à imprensa e
citada pelas agências internacionais.
Segundo explicou a OIT, o "stress térmico" ocorre quando são registados níveis altos de calor aos quais os corpos das pessoas não conseguem tolerar sem sofrer qualquer tipo de dano fisiológico. Por exemplo, precisou a agência da ONU, quando ocorrem temperaturas superiores aos 35 graus Celsius com uma forte humidade.
"O impacto do 'stress térmico' na produtividade do trabalho é uma consequência grave das alterações climáticas", afirmou Catherine Saget.
"Podemos esperar que as desigualdades aumentem entre os países de alto rendimento e os países de baixo rendimento, que as condições laborais se deteriorem para os mais vulneráveis, bem como aumentem os deslocamentos de populações", advertiu a especialista.
Os setores de atividade mais expostos a este fenómeno são a agricultura, que emprega 940 milhões de pessoas no mundo inteiro e deve representar 60% das horas de trabalho perdidas até 2030, e a construção civil, com uma perda de produtividade na ordem dos 19%.
Apesar das regiões do Sudeste Asiático e da África Ocidental serem previsivelmente as mais afetadas com vagas de calor, Nicolas Maitre, economista da OIT, realçou que a Europa também não será poupada.
"Devemos esperar mais e mais períodos como aquele que ocorreu recentemente, cada vez mais frequentes e cada vez mais intensos", declarou Nicolas Maitre.
Na última semana, uma vaga de calor afetou vários países europeus, como Espanha, França, Itália ou Alemanha, com o registo de temperaturas recorde superiores a 45 graus Celsius, como ocorreu no território francês, e de cerca de uma dezena de mortos.
De forma a prevenir os riscos do "stress térmico", a OIT encoraja "a criação de infraestruturas adequadas e melhores sistemas de alerta precoce durante os episódios de calor muito intenso".
Os apelos para reforçar a ação climática a nível mundial são constantes, nomeadamente ao nível das Nações Unidas, a fim de alcançar o objetivo do Acordo de Paris, nomeadamente os esforços para limitar o aumento da temperatura a 1,5 graus Celsius acima dos níveis pré-industriais.
in TSF
O aquecimento global e o respetivo impacto nos níveis de produtividade em diversos setores da atividade económica, como a agricultura ou a indústria, poderá levar à perda de 80 milhões de empregos até 2030, alertou esta segunda-feira a ONU.
Num
relatório divulgado esta segunda-feira, a Organização Internacional do
Trabalho (OIT, agência da ONU especializada em questões relacionadas com
o trabalho) antevê que nessa data, ou seja, daqui a 11 anos, 2,2% do
total de horas de trabalho no mundo inteiro possam ser dadas como
perdidas por causa das altas temperaturas sentidas e ao consequente
aumento do "stress térmico".
O
impacto do "stress térmico" será maior no Sudeste Asiático e na África
Ocidental, onde cerca de 5% das horas de trabalho poderão ser encaradas
então como pouco produtivas, acrescentou o mesmo relatório intitulado
"Trabalhar num planeta mais quente: o impacto do stress térmico na
produtividade do trabalho e do trabalho decente".
Em termos totais, e à escala mundial, as perdas económicas poderão chegar até aos 2,4 biliões de dólares (2,1 biliões de euros).
Segundo explicou a OIT, o "stress térmico" ocorre quando são registados níveis altos de calor aos quais os corpos das pessoas não conseguem tolerar sem sofrer qualquer tipo de dano fisiológico. Por exemplo, precisou a agência da ONU, quando ocorrem temperaturas superiores aos 35 graus Celsius com uma forte humidade.
"O impacto do 'stress térmico' na produtividade do trabalho é uma consequência grave das alterações climáticas", afirmou Catherine Saget.
"Podemos esperar que as desigualdades aumentem entre os países de alto rendimento e os países de baixo rendimento, que as condições laborais se deteriorem para os mais vulneráveis, bem como aumentem os deslocamentos de populações", advertiu a especialista.
Os setores de atividade mais expostos a este fenómeno são a agricultura, que emprega 940 milhões de pessoas no mundo inteiro e deve representar 60% das horas de trabalho perdidas até 2030, e a construção civil, com uma perda de produtividade na ordem dos 19%.
Apesar das regiões do Sudeste Asiático e da África Ocidental serem previsivelmente as mais afetadas com vagas de calor, Nicolas Maitre, economista da OIT, realçou que a Europa também não será poupada.
"Devemos esperar mais e mais períodos como aquele que ocorreu recentemente, cada vez mais frequentes e cada vez mais intensos", declarou Nicolas Maitre.
Na última semana, uma vaga de calor afetou vários países europeus, como Espanha, França, Itália ou Alemanha, com o registo de temperaturas recorde superiores a 45 graus Celsius, como ocorreu no território francês, e de cerca de uma dezena de mortos.
De forma a prevenir os riscos do "stress térmico", a OIT encoraja "a criação de infraestruturas adequadas e melhores sistemas de alerta precoce durante os episódios de calor muito intenso".
Os apelos para reforçar a ação climática a nível mundial são constantes, nomeadamente ao nível das Nações Unidas, a fim de alcançar o objetivo do Acordo de Paris, nomeadamente os esforços para limitar o aumento da temperatura a 1,5 graus Celsius acima dos níveis pré-industriais.
in TSF
domingo, 30 de junho de 2019
Números
Aos 20 anos, Alfa Pendular continua a ser um comboio rápido que anda devagar
Quando em 1999 o Alfa Pendular foi inaugurado,
demorava três horas e meia entre Lisboa e o Porto. Vinte anos depois a
modernização não foi concluída e a viagem faz-se em 2 horas e 50
minutos.
Foi a 1 de Julho de 1999 que o Alfa Pendular iniciou o seu serviço regular entre Lisboa e o Porto. Tinha sido comprado para ligar as duas cidades em duas horas, ma estreava-se com um tempo de percurso de 3 horas e 30 minutos porque a linha não estava preparada para um comboio tão rápido. Um dia antes tinha sido realizada uma viagem inaugural só para convidados, com o então ministro do Equipamento, João Cravinho, a bordo. A composição cometeu a proeza de atingir por, breves momentos, os 204 km/hora – deixando extasiados alguns dos passageiros -, mas isso foi devido às características VIP da viagem porque no serviço comercial o Alfa não iria passar dos 160 km/hora.
A verdade é que tudo correu mal, apesar de a CP ter anunciado na altura que o novo comboio era “um marco na história dos Caminhos de Ferro portugueses” e que representava para o país “a entrada na alta velocidade”. O pendular era para ter sido inaugurado um ano antes, aquando da Expo 98, mas o fabricante italiano atrasou-se e a primeira das dez unidades só entrou ao serviço com um ano e dois meses de atraso. Na Expo 98, o máximo que se conseguiu foi ter um comboio, ainda não testado, estacionado na gare do Oriente para ser visitado.
Por parte da infra-estrutura, a linha do Norte estava no auge das obras de modernização com três frentes de obra que tornava exploração complicadíssima e obrigou a CP a uma “política de verdade”, colocando o comboio mais rápido entre Lisboa e Porto a demorar mais meia hora do que o velho Foguete dos anos 80.
As próprias obras na via férrea também já estavam atrasadas. O projecto de modernização, demasiado optimista, não contava que a infra-estrutura estivesse em tão mau estado (sobretudo na zona do Ribatejo e nas bacias do Mondego e do Vouga devido à proximidade dos rios), o que obrigou a uma intervenção mais profunda. E depois acontecera a decisão política de mandar erguer aquilo que então se designava como “o apeadeiro mais caro da Europa”. A gare do Oriente não estava nos planos de modernização da linha do Norte e a sua construção atrasou ainda mais o projecto.
Resultado: quatro anos depois de iniciadas as obras, já se tinham gasto perto de 200 milhões de contos (997,6 milhões de euros) e só 10% da linha estava modernizada. No entanto, em 1995, quando tinha sido lançada a empreitada, acreditava-se que tudo estaria terminado em... 2001!
in Público
Foi a 1 de Julho de 1999 que o Alfa Pendular iniciou o seu serviço regular entre Lisboa e o Porto. Tinha sido comprado para ligar as duas cidades em duas horas, ma estreava-se com um tempo de percurso de 3 horas e 30 minutos porque a linha não estava preparada para um comboio tão rápido. Um dia antes tinha sido realizada uma viagem inaugural só para convidados, com o então ministro do Equipamento, João Cravinho, a bordo. A composição cometeu a proeza de atingir por, breves momentos, os 204 km/hora – deixando extasiados alguns dos passageiros -, mas isso foi devido às características VIP da viagem porque no serviço comercial o Alfa não iria passar dos 160 km/hora.
A verdade é que tudo correu mal, apesar de a CP ter anunciado na altura que o novo comboio era “um marco na história dos Caminhos de Ferro portugueses” e que representava para o país “a entrada na alta velocidade”. O pendular era para ter sido inaugurado um ano antes, aquando da Expo 98, mas o fabricante italiano atrasou-se e a primeira das dez unidades só entrou ao serviço com um ano e dois meses de atraso. Na Expo 98, o máximo que se conseguiu foi ter um comboio, ainda não testado, estacionado na gare do Oriente para ser visitado.
Por parte da infra-estrutura, a linha do Norte estava no auge das obras de modernização com três frentes de obra que tornava exploração complicadíssima e obrigou a CP a uma “política de verdade”, colocando o comboio mais rápido entre Lisboa e Porto a demorar mais meia hora do que o velho Foguete dos anos 80.
As próprias obras na via férrea também já estavam atrasadas. O projecto de modernização, demasiado optimista, não contava que a infra-estrutura estivesse em tão mau estado (sobretudo na zona do Ribatejo e nas bacias do Mondego e do Vouga devido à proximidade dos rios), o que obrigou a uma intervenção mais profunda. E depois acontecera a decisão política de mandar erguer aquilo que então se designava como “o apeadeiro mais caro da Europa”. A gare do Oriente não estava nos planos de modernização da linha do Norte e a sua construção atrasou ainda mais o projecto.
Resultado: quatro anos depois de iniciadas as obras, já se tinham gasto perto de 200 milhões de contos (997,6 milhões de euros) e só 10% da linha estava modernizada. No entanto, em 1995, quando tinha sido lançada a empreitada, acreditava-se que tudo estaria terminado em... 2001!
in Público
sábado, 29 de junho de 2019
Números
UE e Mercosul fecham acordo histórico após 20 anos de negociações
O
acordo em causa integra um mercado de 770 milhões de habitantes com
cerca de 100 mil milhões de euros em comércio bilateral de bens e de
serviços.
A União Europeia e o Mercosul fecharam, esta sexta-feira, um Acordo de Associação Estratégica que criará uma das maiores áreas de comércio livre do mundo.
"O acordo transcende os fins meramente comerciais", destaca.
Pela transição negociada, o acordo será aplicado de forma gradual para a adequação das economias de Brasil, Argentina, Paraguai e Uruguai à concorrência internacional.
Para os países do Mercosul, os prazos de transição nos seus setores mais sensíveis variam de 10 a 15 anos enquanto para a União Europeia os prazos são imediatos.
O acordo foi fechado depois de 48 horas de intensas negociações entre diversos ministros dos países do Mercosul e a Comissão Europeia, reunidos em Bruxelas. Os representantes dos dois blocos mantinham estreitos contactos com os líderes europeus e sul-americanos reunidos na Cimeira do G20 em Osaka, Japão.
Desde 1999, o Mercosul e a União Europeia mantêm um acordo de comércio livre. As negociações foram interrompidas em 2004 e retomadas em 2010, mas ganharam velocidade a partir de 2016, quando o Mercosul começou a sair do seu confinamento comercial e à medida que os Estados Unidos consolidavam uma postura protecionista na relação com o mundo.
Os sul-americanos vendem, principalmente, produtos agropecuários. Já os europeus exportam produtos industriais, como peças para automóveis, automóveis e farmacêuticos.
Os países europeus que mais resistiam a um acordo eram a França, Bélgica, Irlanda e Polónia receosos da concorrência agropecuária do Brasil, Argentina, Paraguai e Uruguai.
Pelo lado do Mercosul, Argentina e, sobretudo, Brasil mantinham resistência quanto a uma abertura industrial dos seus setores mais sensíveis.
in TSF
A União Europeia e o Mercosul fecharam, esta sexta-feira, um Acordo de Associação Estratégica que criará uma das maiores áreas de comércio livre do mundo.
Depois
de 20 anos de negociações, os dois blocos concluíram negociações para
um acordo sem precedentes na relação entre a Europa e a América Latina,
anunciou o Governo argentino, que detém a Presidência do Mercosul.
O
acordo alcançado em Bruxelas integra um mercado de 770 milhões de
habitantes com cerca de 100 mil milhões de euros em comércio bilateral
de bens e de serviços.
"O acordo
garante os principais objetivos traçados pelos países do Mercosul ao
melhorar as condições de acesso de bens e serviços para as nossas
exportações ao mesmo tempo que permite um tempo de transição para a
abertura comercial de bens e serviços dos europeus", indica o comunicado
do Mercosul.
Pela transição negociada, o acordo será aplicado de forma gradual para a adequação das economias de Brasil, Argentina, Paraguai e Uruguai à concorrência internacional.
Para os países do Mercosul, os prazos de transição nos seus setores mais sensíveis variam de 10 a 15 anos enquanto para a União Europeia os prazos são imediatos.
O acordo foi fechado depois de 48 horas de intensas negociações entre diversos ministros dos países do Mercosul e a Comissão Europeia, reunidos em Bruxelas. Os representantes dos dois blocos mantinham estreitos contactos com os líderes europeus e sul-americanos reunidos na Cimeira do G20 em Osaka, Japão.
Desde 1999, o Mercosul e a União Europeia mantêm um acordo de comércio livre. As negociações foram interrompidas em 2004 e retomadas em 2010, mas ganharam velocidade a partir de 2016, quando o Mercosul começou a sair do seu confinamento comercial e à medida que os Estados Unidos consolidavam uma postura protecionista na relação com o mundo.
Os sul-americanos vendem, principalmente, produtos agropecuários. Já os europeus exportam produtos industriais, como peças para automóveis, automóveis e farmacêuticos.
Os países europeus que mais resistiam a um acordo eram a França, Bélgica, Irlanda e Polónia receosos da concorrência agropecuária do Brasil, Argentina, Paraguai e Uruguai.
Pelo lado do Mercosul, Argentina e, sobretudo, Brasil mantinham resistência quanto a uma abertura industrial dos seus setores mais sensíveis.
in TSF
sexta-feira, 28 de junho de 2019
Números
Militares vão pagar 60 milhões de renda pelo uso de quartéis e bases
Medida, que foi congelada durante o período da troika (2012), começa a ser aplicada a partir do orçamento de 2019.
As Forças Armadas vão começar a pagar rendas pelo uso dos edifícios que ocupam e que, em 2019, terão um teto máximo de 60 milhões de euros.
A informação consta do decreto de execução orçamental publicado esta sexta-feira em Diário da República e resulta da "aplicação do Princípio da Onerosidade aos imóveis afetos à prossecução das atividades operacionais das Forças Armadas".
Esse princípio, aprovado em 2007, foi regulamentado em 2012 - mas a sua aplicação às Forças Armadas ficou congelada num período de fortes restrições orçamentais na Defesa associadas à crise financeira do país e à presença da troika.
O DN perguntou ao Ministério da Defesa se o orçamento do setor para 2019 contempla verbas para esse efeito, mas ainda não obteve resposta.
O que também fica por saber é se foi feita alguma avaliação aos edifícios em uso - base naval de Lisboa (Alfeite), Academia Militar e Comando das Forças Terrestres (Amadora), base aérea de Monte Real (Leiria), entre muitos outros - para definir o valor das rendas a pagar pelos militares.
O princípio da onerosidade diz que "o espaço ocupado nos bens imóveis do Estado deve ser avaliado e sujeito a contrapartida", a qual "pode assumir a forma de compensação financeira a pagar pelo serviço ou organismo utilizador".
Esta medida surge numa altura em que continua por aprovar a revisão da Lei de Infraestruturas Militares (LIM) aprovada em 2015, que lista o conjunto de imóveis da Defesa já sem uso militar para rentabilizar (venda, arrendamento, permuta ou parcerias, entre outras modalidades).
A primeira dessas leis foi aprovada em 2008 e abrangia dezenas de edifícios, incluindo o do Estado-Maior General das Forças Armadas onde também está instalado o Ministério da Defesa.
Mas, a exemplo da primeira tentativa de alienação de imóveis militares feita no início dos anos 1990 com o então ministro Fernando Nogueira, as regras do mercado - com a Defesa numa posição vulnerável (a precisar de dinheiro) e os potenciais compradores a oferecerem valores considerados irrisórios - acabaram por dificultar esse processo.
O próprio Estado - através das câmaras municipais ou da empresa Estamo - acabou por ser o principal comprador dos edifícios militares que acabaram por ser alienados e segundo valores de mercado, desde logo por contemplarem o uso futuro de ocupação dos respetivos solos, conforme fontes ouvidas então pelo DN.
in DN
As Forças Armadas vão começar a pagar rendas pelo uso dos edifícios que ocupam e que, em 2019, terão um teto máximo de 60 milhões de euros.
A informação consta do decreto de execução orçamental publicado esta sexta-feira em Diário da República e resulta da "aplicação do Princípio da Onerosidade aos imóveis afetos à prossecução das atividades operacionais das Forças Armadas".
Esse princípio, aprovado em 2007, foi regulamentado em 2012 - mas a sua aplicação às Forças Armadas ficou congelada num período de fortes restrições orçamentais na Defesa associadas à crise financeira do país e à presença da troika.
O DN perguntou ao Ministério da Defesa se o orçamento do setor para 2019 contempla verbas para esse efeito, mas ainda não obteve resposta.
O que também fica por saber é se foi feita alguma avaliação aos edifícios em uso - base naval de Lisboa (Alfeite), Academia Militar e Comando das Forças Terrestres (Amadora), base aérea de Monte Real (Leiria), entre muitos outros - para definir o valor das rendas a pagar pelos militares.
O princípio da onerosidade diz que "o espaço ocupado nos bens imóveis do Estado deve ser avaliado e sujeito a contrapartida", a qual "pode assumir a forma de compensação financeira a pagar pelo serviço ou organismo utilizador".
Esta medida surge numa altura em que continua por aprovar a revisão da Lei de Infraestruturas Militares (LIM) aprovada em 2015, que lista o conjunto de imóveis da Defesa já sem uso militar para rentabilizar (venda, arrendamento, permuta ou parcerias, entre outras modalidades).
A primeira dessas leis foi aprovada em 2008 e abrangia dezenas de edifícios, incluindo o do Estado-Maior General das Forças Armadas onde também está instalado o Ministério da Defesa.
Mas, a exemplo da primeira tentativa de alienação de imóveis militares feita no início dos anos 1990 com o então ministro Fernando Nogueira, as regras do mercado - com a Defesa numa posição vulnerável (a precisar de dinheiro) e os potenciais compradores a oferecerem valores considerados irrisórios - acabaram por dificultar esse processo.
O próprio Estado - através das câmaras municipais ou da empresa Estamo - acabou por ser o principal comprador dos edifícios militares que acabaram por ser alienados e segundo valores de mercado, desde logo por contemplarem o uso futuro de ocupação dos respetivos solos, conforme fontes ouvidas então pelo DN.
in DN
quinta-feira, 27 de junho de 2019
Números
Heloísa é candidata onde a CDU não elege desde 1985. Há mais três deputados em risco
Dirigente
de Os Verdes é cabeça-de-lista em Leiria, onde o último deputado eleito
pela coligação foi em 1985. Miguel Tiago regressa às listas com missão
praticamente impossível em Viseu. Como são as de Rita Rato e Jorge
Machado.
Depois de completar sete legislaturas seguidas, Heloísa Apolónia arrisca-se a ficar fora do Parlamento, depois de a CDU a ter indicado como cabeça-de-lista para o distrito de Leiria onde a coligação de comunistas e ecologistas não elegeu nenhum deputado neste século - e o último foi eleito em 1985, há 34 anos, quando PCP e PEV se candidatavam coligados com o MDP sob o nome APU (Aliança Povo Unido). A lista dos números 1 da CDU por distritos foi revelada na noite de quarta-feira.
Segundo explicou fonte do partido ao DN trata-se de retomar uma "grande aposta" num distrito com tradições ambientalistas, onde nos anos 1980 nasceram movimentos antinucleares e ecologistas, nomeadamente na freguesia de Ferrel, em Peniche, que foi palco da primeira manifestação contra a instalação de uma central nuclear em Portugal. É deste movimento que se forja o Partido Ecologista "Os Verdes", formalizado em 1982 (então com o nome Movimento Ecologista Português - Partido "Os Verdes").
Heloísa Apolónia, 50 anos, completados no dia do anúncio desta candidatura, foi eleita deputada por Setúbal, é do Barreiro, e nas eleições autárquicas de 2017 foi candidata à Câmara de Oeiras. Na altura, sublinhava (em entrevista ao DN) "uma grande ligação aos distritos de Setúbal e de Lisboa", pela sua "vida pessoal e política". E contextualizava: "Até aos 26 anos vivi ligada a três concelhos em particular - Barreiro, Moita e Montijo. Quando vim, aos 26 anos, para a margem Norte, mantive uma ligação muito estreita também com três concelhos - Lisboa, Amadora e Oeiras. Portanto, Oeiras é um espaço para mim muito familiar."
Já Miguel Tiago será candidato por Viseu, naquela que é uma missão praticamente impossível: o PCP (nas suas mais variadas coligações) nunca elegeu um parlamentar por este distrito.
O ex-deputado, de 39 anos, que tinha sido eleito por Lisboa na atual legislatura, deixou o Parlamento em setembro de 2018, desiludido e muito crítico da instituição. "Julgo que o Parlamento não representa o país tal como o conhecemos. As pessoas expressam aquela opinião no voto, não retiro nenhuma legitimidade, mas o sistema eleitoral e o sistema democrático em que supostamente vivemos têm muitas insuficiências", justificava-se numa entrevista ao jornal Público, em agosto de 2018.
Estes dois nomes somam-se a outros dois atuais deputados que podem também ficar de fora: Jorge Machado, que deixa o Porto e é agora número 1 em Viana do Castelo, onde a CDU nunca elegeu um deputado desde 1975; e Rita Rato, que encabeça a lista do círculo da Europa, que na democracia só teve deputados eleitos pelo PSD e PS.
Outro deputado que deixa o Parlamento é Paulo Sá, que foi eleito há quatro anos por Faro e regressa agora à vida académica. Foi o próprio que o explicou na sua página do Facebook, ao partilhar uma foto com Tiago Raposo, que será o primeiro candidato da CDU pelo distrito nas eleições legislativas. "É com grande honra que serei o mandatário desta candidatura. Depois das eleições, após oito anos do exercício das funções de deputado do PCP na Assembleia da República, regressarei à vida académica na Universidade do Algarve", escreve Paulo Sá.
A coligação que une comunistas e ecologistas anunciou na quarta-feira à noite a lista dos seus cabeças-de-lista, mantendo alguns rostos mais conhecidos: João Oliveira encabeça Évora, Francisco Lopes repete Setúbal, Carla Cruz volta a liderar em Braga e António Filipe, que está há nove legislaturas na Assembleia da República, volta a ser candidato pelo círculo de Santarém. O secretário-geral do PCP, Jerónimo de Sousa, será o número 1 de Lisboa.
No Porto, no lugar de Jorge Machado, avança a atual deputada Diana Ferreira. Psicóloga, de 38 anos, Diana tinha sido a segunda na lista portuense em 2015 e era a quinta dos comunistas nas eleições europeias de maio. Em Beja, o número 1 será João Dias, que substituiu João Ramos, em março de 2018. Para Aveiro avança o ex-eurodeputado Miguel Viegas. Manuel Pires da Rocha será o candidato em Coimbra.
Em círculos eleitorais onde dificilmente a CDU elege representantes, a coligação apresenta António Almeida nos Açores, Fátima Bento por Bragança, Ana Leitão em Castelo Branco, André Santos na Guarda, Herlanda Amado pela Madeira, Manuela Cunha (dos "Verdes") em Portalegre, Manuel Cunha em Vila Real, e Dulce Kurtenbach, no círculo de Fora da Europa.
in DN
Depois de completar sete legislaturas seguidas, Heloísa Apolónia arrisca-se a ficar fora do Parlamento, depois de a CDU a ter indicado como cabeça-de-lista para o distrito de Leiria onde a coligação de comunistas e ecologistas não elegeu nenhum deputado neste século - e o último foi eleito em 1985, há 34 anos, quando PCP e PEV se candidatavam coligados com o MDP sob o nome APU (Aliança Povo Unido). A lista dos números 1 da CDU por distritos foi revelada na noite de quarta-feira.
Segundo explicou fonte do partido ao DN trata-se de retomar uma "grande aposta" num distrito com tradições ambientalistas, onde nos anos 1980 nasceram movimentos antinucleares e ecologistas, nomeadamente na freguesia de Ferrel, em Peniche, que foi palco da primeira manifestação contra a instalação de uma central nuclear em Portugal. É deste movimento que se forja o Partido Ecologista "Os Verdes", formalizado em 1982 (então com o nome Movimento Ecologista Português - Partido "Os Verdes").
Heloísa Apolónia, 50 anos, completados no dia do anúncio desta candidatura, foi eleita deputada por Setúbal, é do Barreiro, e nas eleições autárquicas de 2017 foi candidata à Câmara de Oeiras. Na altura, sublinhava (em entrevista ao DN) "uma grande ligação aos distritos de Setúbal e de Lisboa", pela sua "vida pessoal e política". E contextualizava: "Até aos 26 anos vivi ligada a três concelhos em particular - Barreiro, Moita e Montijo. Quando vim, aos 26 anos, para a margem Norte, mantive uma ligação muito estreita também com três concelhos - Lisboa, Amadora e Oeiras. Portanto, Oeiras é um espaço para mim muito familiar."
Já Miguel Tiago será candidato por Viseu, naquela que é uma missão praticamente impossível: o PCP (nas suas mais variadas coligações) nunca elegeu um parlamentar por este distrito.
O ex-deputado, de 39 anos, que tinha sido eleito por Lisboa na atual legislatura, deixou o Parlamento em setembro de 2018, desiludido e muito crítico da instituição. "Julgo que o Parlamento não representa o país tal como o conhecemos. As pessoas expressam aquela opinião no voto, não retiro nenhuma legitimidade, mas o sistema eleitoral e o sistema democrático em que supostamente vivemos têm muitas insuficiências", justificava-se numa entrevista ao jornal Público, em agosto de 2018.
Estes dois nomes somam-se a outros dois atuais deputados que podem também ficar de fora: Jorge Machado, que deixa o Porto e é agora número 1 em Viana do Castelo, onde a CDU nunca elegeu um deputado desde 1975; e Rita Rato, que encabeça a lista do círculo da Europa, que na democracia só teve deputados eleitos pelo PSD e PS.
Outro deputado que deixa o Parlamento é Paulo Sá, que foi eleito há quatro anos por Faro e regressa agora à vida académica. Foi o próprio que o explicou na sua página do Facebook, ao partilhar uma foto com Tiago Raposo, que será o primeiro candidato da CDU pelo distrito nas eleições legislativas. "É com grande honra que serei o mandatário desta candidatura. Depois das eleições, após oito anos do exercício das funções de deputado do PCP na Assembleia da República, regressarei à vida académica na Universidade do Algarve", escreve Paulo Sá.
A coligação que une comunistas e ecologistas anunciou na quarta-feira à noite a lista dos seus cabeças-de-lista, mantendo alguns rostos mais conhecidos: João Oliveira encabeça Évora, Francisco Lopes repete Setúbal, Carla Cruz volta a liderar em Braga e António Filipe, que está há nove legislaturas na Assembleia da República, volta a ser candidato pelo círculo de Santarém. O secretário-geral do PCP, Jerónimo de Sousa, será o número 1 de Lisboa.
No Porto, no lugar de Jorge Machado, avança a atual deputada Diana Ferreira. Psicóloga, de 38 anos, Diana tinha sido a segunda na lista portuense em 2015 e era a quinta dos comunistas nas eleições europeias de maio. Em Beja, o número 1 será João Dias, que substituiu João Ramos, em março de 2018. Para Aveiro avança o ex-eurodeputado Miguel Viegas. Manuel Pires da Rocha será o candidato em Coimbra.
Em círculos eleitorais onde dificilmente a CDU elege representantes, a coligação apresenta António Almeida nos Açores, Fátima Bento por Bragança, Ana Leitão em Castelo Branco, André Santos na Guarda, Herlanda Amado pela Madeira, Manuela Cunha (dos "Verdes") em Portalegre, Manuel Cunha em Vila Real, e Dulce Kurtenbach, no círculo de Fora da Europa.
in DN
quarta-feira, 26 de junho de 2019
Números
Mais de 5 mil tartarugas bebés descobertas em mala num aeroporto
As tartarugas estavam a ser contrabandeadas para a Índia, onde seriam vendidas como animais de estimação.
Mais de 5 mil tartarugas-de-orelha-vermelha bebés foram encontradas numa mala no aeroporto de Kuala Lumpur, na Malásia. As tartarugas estavam a ser transportadas para serem vendidas como animais de estimação na Índia.
De acordo com a União Internacional para a Conservação da Natureza,
as tartarugas-de-orelha-vermelha são a subespécie de tartarugas mais
popular no mercado animal.
A Malásia é um local de passagem para muitos contrabandistas de animais, que procuram fazer negócio em vários países asiáticos.
in TSF
Mais de 5 mil tartarugas-de-orelha-vermelha bebés foram encontradas numa mala no aeroporto de Kuala Lumpur, na Malásia. As tartarugas estavam a ser transportadas para serem vendidas como animais de estimação na Índia.
De acordo com a BBC
, dois homens de nacionalidade indiana foram detidos, na última
semana, pelas autoridades malaias. Os dois suspeitos, com 30 e 42 anos
de idade, podem enfrentar uma pena de cinco anos de prisão, além de uma
multa.
As 5.254 tartarugas apreendidas têm, no total, um valor total estimado em 12.700 dólares (11.150 euros, aproximadamente).
As tartarugas vão agora ficar aos cuidados das autoridades responsáveis pela proteção da vida selvagem.
A Malásia é um local de passagem para muitos contrabandistas de animais, que procuram fazer negócio em vários países asiáticos.
in TSF
terça-feira, 25 de junho de 2019
Números
Falsos assistentes sociais assaltavam idosos. GNR já deteve 13 pessoas
A megaoperação, que envolve 275 elementos das Forças de Segurança, decorre em vários pontos da Grande Lisboa.
Guarda Nacional Republicana (GNR) tem em curso uma megaoperação para desmantelar uma rede de assaltos, que resultou na detenção de pelo menos 13 pessoas, no Bairro Alfredo Boa Saúde, na Portela, e em São João da Talha, no concelho de Loures, assim como na Margem Sul do Tejo.
"Os suspeitos selecionavam as vítimas, maioritariamente idosos vulneráveis, residentes na zona interior do país, e através de manobras de distração entravam nas suas residências das quais furtavam ouro e dinheiro, recorrendo à violência sempre que estas ofereciam resistência", informa a GNR.
Os assaltantes faziam-se passar por empregados de limpeza da paróquia ou assistentes sociais do centro de saúde para ajudar os idosos a tomar a medicação e solicitavam papel e caneta para deixar um recado a vizinhos. Houve ainda casos em que solicitavam um copo de água, alegando que um deles se sentia mal.
"Para não serem detetados, alternavam, com muita frequência, de viaturas de aluguer de curta duração nos seus deslocamentos ao longo de todo o território nacional", explica a GNR.
De acordo com o tenente-coronel e Oficial de Relações Públicas da Unidade de Intervenção da GNR, Carlos Almeida, os indivíduos "alugavam viaturas, para mais facilmente ludibriarem as autoridades, e depois deslocavam-se essencialmente até zonas mais remotas do país, e tentavam abordar pessoas mais vulneráveis, quer pela sua idade, quer pela sua capacidade de mobilidade ou de dar resposta a estes indivíduos".
Tratava-se de grupos de cinco, com, pelo menos, um elemento do sexo masculino, que ficava na viatura, e "três ou quatro do sexo feminino, que abordavam as vítimas através de uma história de cobertura".
A ação, de âmbito nacional, teve lugar em Ponte de Lima, Castelo Branco, Cacém, "principalmente durante a semana, para evitar encontrar pessoas mais novas nas residências". Até ao momento, estão contabilizados 32 processos.
in TSF
Guarda Nacional Republicana (GNR) tem em curso uma megaoperação para desmantelar uma rede de assaltos, que resultou na detenção de pelo menos 13 pessoas, no Bairro Alfredo Boa Saúde, na Portela, e em São João da Talha, no concelho de Loures, assim como na Margem Sul do Tejo.
Num
comunicado, a GNR adianta que, através da Secção de Investigação
Criminal da Unidade de Intervenção, foram emitidos 42 mandados de busca,
dos quais 26 em habitações e em veículos. Há ainda 16 mandados de
detenção, apesar de, até ao momento, só estar confirmada a detenção de
13 pessoas.
A operação envolve 275
elementos das Forças de Segurança, entre militares da GNR, nomeadamente
da Unidade de Intervenção, da Direção de Investigação Criminal, do
Grupo de Intervenção de Ordem Pública e dos Comandos Territoriais de
Leiria, Lisboa, Santarém e Setúbal, e elementos da Polícia de Segurança
Pública.
A investigação decorria
há cerca de dois anos, com mais de 30 vítimas registadas pela GNR e a
quem foram roubados bens num valor total superior a 100 mil euros.
Os
detidos vão ser presentes a um juiz no Tribunal Judicial de Sintra na
quinta-feira, para serem interrogados e para lhes serem aplicadas
medidas de coação."Os suspeitos selecionavam as vítimas, maioritariamente idosos vulneráveis, residentes na zona interior do país, e através de manobras de distração entravam nas suas residências das quais furtavam ouro e dinheiro, recorrendo à violência sempre que estas ofereciam resistência", informa a GNR.
Os assaltantes faziam-se passar por empregados de limpeza da paróquia ou assistentes sociais do centro de saúde para ajudar os idosos a tomar a medicação e solicitavam papel e caneta para deixar um recado a vizinhos. Houve ainda casos em que solicitavam um copo de água, alegando que um deles se sentia mal.
"Para não serem detetados, alternavam, com muita frequência, de viaturas de aluguer de curta duração nos seus deslocamentos ao longo de todo o território nacional", explica a GNR.
De acordo com o tenente-coronel e Oficial de Relações Públicas da Unidade de Intervenção da GNR, Carlos Almeida, os indivíduos "alugavam viaturas, para mais facilmente ludibriarem as autoridades, e depois deslocavam-se essencialmente até zonas mais remotas do país, e tentavam abordar pessoas mais vulneráveis, quer pela sua idade, quer pela sua capacidade de mobilidade ou de dar resposta a estes indivíduos".
Tratava-se de grupos de cinco, com, pelo menos, um elemento do sexo masculino, que ficava na viatura, e "três ou quatro do sexo feminino, que abordavam as vítimas através de uma história de cobertura".
A ação, de âmbito nacional, teve lugar em Ponte de Lima, Castelo Branco, Cacém, "principalmente durante a semana, para evitar encontrar pessoas mais novas nas residências". Até ao momento, estão contabilizados 32 processos.
in TSF
segunda-feira, 24 de junho de 2019
Números
Fuga às filas. Mais de 1400 pessoas já pediram renovação do Cartão de Cidadão online
"Estas medidas estão já a ter impacto no descongestionamento dos balcões", garante o Ministério da Justiça.
Mais de 1400 cidadãos já fizeram o pedido de renovação do Cartão de Cidadão através da internet. A medida está em vigor há apenas quatro dias e é aplicável a todos os cidadãos com mais de 25 anos.
Os cidadãos que disponibilizaram os seus contactos
começaram a receber via SMS um alerta para a aproximação do fim do
prazo de validade do CC já com uma proposta de data e local para o
agendamento.
De acordo com o Ministério da Justiça "foram enviados 2.401 SMS, com uma taxa de aceitação do pré-agendamento proposto na ordem dos 20%", uma medida que está em vigor nos concelhos de Lisboa e Portalegre.
"Estas medidas estão já a ter impacto no descongestionamento dos balcões", garante o Ministério da Justiça.
in TSF
Mais de 1400 cidadãos já fizeram o pedido de renovação do Cartão de Cidadão através da internet. A medida está em vigor há apenas quatro dias e é aplicável a todos os cidadãos com mais de 25 anos.
De acordo com
a nota enviada às redações pelo Ministério da Justiça, é apenas
necessário que: o cidadão "se autentique de forma segura no portal
ePortugal,
através de Chave Móvel Digital ou do leitor de CC", "os serviços
competentes disponham de impressões digitais do titular relativamente ao
CC a renovar", "o motivo da renovação seja o decurso do prazo de
validade e/ou a desatualização dos elementos de identificação" e "o
cartão de cidadão a renovar tenha sido emitido pelo prazo de 5 anos".
Além
disso, a nota lembra que há outras formas de acelerar o processo: "Se
tiverem mais de 25 anos podem também fazer o pedido de renovação do CC nos Espaços Cidadão
da área metropolitana de Lisboa, aproveitando os dados biométricos -
fotografia, assinatura, altura e impressão digital - que contam no
sistema."
A nota explica ainda que
"os cidadãos que fizerem os seus pedidos através da internet ou nos
Espaços Cidadãos podem, nesse momento, escolher em que balcão desejam
levantar o CC".
De acordo com o Ministério da Justiça "foram enviados 2.401 SMS, com uma taxa de aceitação do pré-agendamento proposto na ordem dos 20%", uma medida que está em vigor nos concelhos de Lisboa e Portalegre.
"Estas medidas estão já a ter impacto no descongestionamento dos balcões", garante o Ministério da Justiça.
in TSF
domingo, 23 de junho de 2019
Números
"Corrida brutal" ao solar. Já entraram 80 pedidos para megacentrais em Portugal
Esta
procura excessiva por projetos solares de grande dimensão está a causar
mal-estar na REN, que avisou que "um programa agressivo de aposta na
energia solar" pode "exigir um maior investimento na rede e ter impacto
nas tarifas" finais aos consumidores.
A corrida aos projetos de energia solar em Portugal está a atrair mais interessados do que nunca. À Direção-Geral de Energia e Geologia (DGEG) terão chegado, até agora, cerca de 80 candidaturas para projetos "muito grandes" - na ordem dos 500 MW a 1 GW de capacidade instalada - de promotores nacionais e internacionais dispostos a investir em força e a pagar do seu bolso a ligação à rede nacional de transporte, sem passar pelos leilões de julho.
Além dos 300 promotores que o secretário de Estado da Energia, João Galamba, garante que estão interessados em participar nos primeiros leilões de energia renovável que vão realizar-se em julho, o DN/Dinheiro Vivo sabe que está também em marcha uma "corrida brutal" para construir centrais solares de maior dimensão.
João Galamba admitiu que, à margem dos leilões, a DGEG recebeu apenas três ou quatro pedidos para instalar megaparques solares em território nacional, mas fonte conhecedora do processo confirmou ao DN/Dinheiro Vivo que o número de candidaturas e o valor do investimento são muito superiores ao anunciado.
Tendo em conta que cada megawatt exige um investimento de cerca de 800 mil euros, nas contas do governo, para construir um único projeto com 1000 MW (1 GW) seria necessário um valor a rondar os 800 milhões de euros.
Ou seja, investimentos também eles de enorme dimensão, que vão somar-se aos 1120 milhões de euros de investimento potencial que será necessário para instalar nos próximos três anos os primeiros 1400 MW, que vão a leilão já na primeira quinzena de julho. Isto, de acordo com a mesma fonte, para construir dez quilómetros de ligação à rede nacional "não compensa construir uma central com menos de 500 MW".
O DN/Dinheiro Vivo sabe que este cenário de procura excessiva pelo solar está a causar mal-estar e descontentamento na REN - Redes Energéticas Nacionais, que já avisou que "um programa agressivo de aposta na energia solar", tal como o que está neste momento em curso no país - com 19 centrais solares fotovoltaicas programadas pelo governo para entrar em produção já em 2019 -, pode "exigir um maior investimento da REN, o que poderá ter impacto nas tarifas" finais aos consumidores. Até 2021 serão 38 as novas centrais solares em Portugal, segundo as licenças já atribuídas pelo governo.
No entanto, esta corrida brutal aos megaprojetos solares não implica que os leilões de julho fiquem vazios, garante a mesma fonte, dando como exemplo uma única empresa nacional que desde o passado dia 18 de junho (data em que abriram as candidaturas no site do governo) já submeteu, pelo menos, 26 pedidos de pontos de ligação à rede, na ordem dos 20, 30 e 40 MW de capacidade.
Além dos grandes players nacionais, como a EDP e a Galp, entre outros, há também gigantes mundiais da energia e fundos de investimento internacionais "a olhar para o mercado português das renováveis" e a contactar sociedades de advogados e elétricas nacionais para agirem como seus intermediários nos leilões.
Foi o próprio João Galamba quem anunciou esta nova opção de investimento no solar, que passa pela exclusão dos leilões de projetos de maior dimensão, na ordem dos 500 MW ou 1 GW, precisamente porque não existe esta capacidade nas diferentes zonas de rede. "Temos várias manifestações de interesse de grandes parques, com mais de 500 MW, mas esses não vão a leilão. Em leilão não há nenhum lote com mais de 200 e poucos MW. Para projetos maiores, que os há, tem de ser via DGEG", explicou, acrescentando que "nestes casos terão de ser feitos pedidos via DGEG, sendo o próprio promotor a criar espaço para o seu projeto, via a construção de nova linha ou reforço de linha existente".
O governante garante que nos leilões "o risco de esmagamento está acautelado. Há limites. Ninguém pode ficar com mais de 50% do leilão (cerca de 700 MW). E ninguém pode ter uma quota de mercado superior a 40% do Mibel. Há um limite à concentração máxima de mercado". Depois há também limites técnicos: quem ligue à rede nacional de distribuição não pode ter projetos inferiores a 10 MW e quem ligue à rede nacional de transporte não pode ter menos de 50 MW.
in DN
A corrida aos projetos de energia solar em Portugal está a atrair mais interessados do que nunca. À Direção-Geral de Energia e Geologia (DGEG) terão chegado, até agora, cerca de 80 candidaturas para projetos "muito grandes" - na ordem dos 500 MW a 1 GW de capacidade instalada - de promotores nacionais e internacionais dispostos a investir em força e a pagar do seu bolso a ligação à rede nacional de transporte, sem passar pelos leilões de julho.
Além dos 300 promotores que o secretário de Estado da Energia, João Galamba, garante que estão interessados em participar nos primeiros leilões de energia renovável que vão realizar-se em julho, o DN/Dinheiro Vivo sabe que está também em marcha uma "corrida brutal" para construir centrais solares de maior dimensão.
João Galamba admitiu que, à margem dos leilões, a DGEG recebeu apenas três ou quatro pedidos para instalar megaparques solares em território nacional, mas fonte conhecedora do processo confirmou ao DN/Dinheiro Vivo que o número de candidaturas e o valor do investimento são muito superiores ao anunciado.
Tendo em conta que cada megawatt exige um investimento de cerca de 800 mil euros, nas contas do governo, para construir um único projeto com 1000 MW (1 GW) seria necessário um valor a rondar os 800 milhões de euros.
Ou seja, investimentos também eles de enorme dimensão, que vão somar-se aos 1120 milhões de euros de investimento potencial que será necessário para instalar nos próximos três anos os primeiros 1400 MW, que vão a leilão já na primeira quinzena de julho. Isto, de acordo com a mesma fonte, para construir dez quilómetros de ligação à rede nacional "não compensa construir uma central com menos de 500 MW".
O DN/Dinheiro Vivo sabe que este cenário de procura excessiva pelo solar está a causar mal-estar e descontentamento na REN - Redes Energéticas Nacionais, que já avisou que "um programa agressivo de aposta na energia solar", tal como o que está neste momento em curso no país - com 19 centrais solares fotovoltaicas programadas pelo governo para entrar em produção já em 2019 -, pode "exigir um maior investimento da REN, o que poderá ter impacto nas tarifas" finais aos consumidores. Até 2021 serão 38 as novas centrais solares em Portugal, segundo as licenças já atribuídas pelo governo.
No entanto, esta corrida brutal aos megaprojetos solares não implica que os leilões de julho fiquem vazios, garante a mesma fonte, dando como exemplo uma única empresa nacional que desde o passado dia 18 de junho (data em que abriram as candidaturas no site do governo) já submeteu, pelo menos, 26 pedidos de pontos de ligação à rede, na ordem dos 20, 30 e 40 MW de capacidade.
Além dos grandes players nacionais, como a EDP e a Galp, entre outros, há também gigantes mundiais da energia e fundos de investimento internacionais "a olhar para o mercado português das renováveis" e a contactar sociedades de advogados e elétricas nacionais para agirem como seus intermediários nos leilões.
Foi o próprio João Galamba quem anunciou esta nova opção de investimento no solar, que passa pela exclusão dos leilões de projetos de maior dimensão, na ordem dos 500 MW ou 1 GW, precisamente porque não existe esta capacidade nas diferentes zonas de rede. "Temos várias manifestações de interesse de grandes parques, com mais de 500 MW, mas esses não vão a leilão. Em leilão não há nenhum lote com mais de 200 e poucos MW. Para projetos maiores, que os há, tem de ser via DGEG", explicou, acrescentando que "nestes casos terão de ser feitos pedidos via DGEG, sendo o próprio promotor a criar espaço para o seu projeto, via a construção de nova linha ou reforço de linha existente".
O governante garante que nos leilões "o risco de esmagamento está acautelado. Há limites. Ninguém pode ficar com mais de 50% do leilão (cerca de 700 MW). E ninguém pode ter uma quota de mercado superior a 40% do Mibel. Há um limite à concentração máxima de mercado". Depois há também limites técnicos: quem ligue à rede nacional de distribuição não pode ter projetos inferiores a 10 MW e quem ligue à rede nacional de transporte não pode ter menos de 50 MW.
in DN
sábado, 22 de junho de 2019
Números
João Félix 'blindado' pelo Atlético Madrid com cláusula de 350 milhões
Jornal 'As' adianta que é a maior cláusula de rescisão da história do clubeJoão Félix sai do Benfica por 120 milhões e só deixa o Atlético Madrid por 350 milhões. Foi este o valor da cláusula de rescisão que os colchoneros colocaram no contrato do jovem craque português, segundo avança este sábado o jornal 'As'.
Trata-se da cláusula mais alta da história do clube de Madrid. Até à sua chegada ao Wanda Metropolitano, Antoine Griezmann e Diego Costa eram os jogadores 'blindados' de forma mais avultada: 200 milhões de euros cada. Mas no caso do francês, o contrato contempla uma alínea que prevê a redução para 120 milhões a partir de 1 de julho, data em que se saberá para onde o internacional gaulês se mudará.
in Record
sexta-feira, 21 de junho de 2019
Números
Trump diz que cancelou ataque ao Irão para poupar 150 vidas
Donald Trump explicou o recuo abrupto na decisão de bombardear o irão: seria uma resposta desproporcionada ao abate de um drone.Donald Trump diz que cancelou o ataque aéreo contra o Irão em resposta ao abate de um drone americano que sobrevoava espaço aéreo iraniano para salvar vidas humanas.
O Presidente dos Estados Unidos da América já tinha navios em posição e aviões no ar para atacar o Irão com mísseis, mas decidiu voltar atrás com a ordem.
Nenhum míssil foi disparado. O recuo abrupto de Donald Trump impediu
aquilo que seria a terceira ação militar de Trump nos países do Médio
Oriente, depois de ter atacado a Síria, em 2017 e em 2018.
No
Twitter, Donald Trump explicou porque decidiu abortar o ataque:
"estávamos armados e em riste para retaliar na última noite em três
locais diferentes quando eu perguntei 'quantos vão morrer'. '150
pessoas, senhor', foi a resposta de um general. 10 minutos antes do
ataque eu parei-o. Não era proporcional a abater um drone não pilotado."
"Não tenho pressa (...) o exército
dos EUA é o melhor do mundo", acrescentou o presidente norte-americano,
afirmando que o Irão nunca poderá ter armas nucleares.
O comandante dos Guardas da Revolução do Irão, o general iraniano Qassem Soleimani, disse esta quinta-feira que o país "não tem qualquer intenção" de entrar em conflito com algum país do mundo mas "está pronto para a guerra".
A declaração do Irão surge depois de o país ter anunciado, esta quinta-feira, o abate de um drone (avião não tripulado) norte-americano, em violação do espaço aéreo no sul do país, enviando assim uma "mensagem clara" aos Estados Unidos, segundo o general.
in TSF
quinta-feira, 20 de junho de 2019
Números
Lisboa é a 10ª cidade com melhor qualidade de vida do mundo
Capital portuguesa subiu dois lugares no ranking da revista britânica Monocle.
Lisboa entrou para o top ten das cidades com melhor qualidade de vida do mundo no ranking da revista Monocle. A capital portuguesa subiu dois lugares relativamente a 2018 e ocupa agora a décima posição, numa lista encabeçada por Zurique, que este ano tirou o primeiro lugar à cidade alemã de Munique.
"Uma cidade ensolarada que goza de uma nova energia" - é assim que a Monocle descreve Lisboa. Para já, a revista britânica, que publicou a lista através da sua newsletter, ainda não divulgou mais pormenores sobre a escolha. No ano passado, o 12º lugar atribuído à capital portuguesa foi justificado assim: "Lisboa fervilha com novas pessoas e novas ideias. Os seus empreendedores continuam a abrir novos negócios e a cidade esforça-se arduamente por garantir as condições de vida dos seus residentes face às mudanças na cidade. Está a ser planeada mais habitação acessível e os velhos elétricos têm uma nova vida".
O ranking foi agora divulgado em antecipação à Conferência anual sobre Qualidade de Vida nas Cidades que a Monocle promove em Madrid, entre 27 e 29 de junho. Há treze anos que a publicação faz o ranking das cidades do mundo com melhores condições de vida, elaborado com base em critérios como as infraestruturas ao nível dos transportes, a vida cultural, o número de espaços verdes, o custo da habitação ou o ambiente empresarial.
Este ano, Zurique (Suíça) lidera a lista, escalando da quarta posição de 2018 para a primeira. Para a Monocle, a cidade representa uma "combinação ganhadora" entre a segurança, transportes públicos "excecionalmente funcionais" e os inúmeros locais para mergulhar no lago que é a imagem de marca da cidade. E se em tempos Zurique levantava barreiras burocráticas aos empreendedores que se queriam ali instalar, a Monocle diz que a metrópole suíça deu a volta a essa situação e é agora uma incubadora de talentos. Outro ponto que levou Zurique ao primeiro lugar foi a localização e as excelentes ligações com o exterior - "A partir de Zurique pode-se viajar para qualquer lugar na Europa em poucas horas. Mas é sempre bom voltar".
Seguem-se Tóquio (Japão), Munique (Alemanha) e Copenhaga (Dinamarca) no ranking das cidades com melhor qualidade de vida. Na quinta posição surge Viena (Áustria), depois Helsínquia (Finlândia), Hamburgo (Alemanha), Madrid (Espanha), Berlim (Alemanha) e Lisboa, a fechar os dez primeiros.
Depois, surgem na lista Melbourne (Austrália), Estocolmo (Suécia), Sidney (Austrália), Amesterdão (Holanda) e Vancouver (Canadá).
in DN
Lisboa entrou para o top ten das cidades com melhor qualidade de vida do mundo no ranking da revista Monocle. A capital portuguesa subiu dois lugares relativamente a 2018 e ocupa agora a décima posição, numa lista encabeçada por Zurique, que este ano tirou o primeiro lugar à cidade alemã de Munique.
"Uma cidade ensolarada que goza de uma nova energia" - é assim que a Monocle descreve Lisboa. Para já, a revista britânica, que publicou a lista através da sua newsletter, ainda não divulgou mais pormenores sobre a escolha. No ano passado, o 12º lugar atribuído à capital portuguesa foi justificado assim: "Lisboa fervilha com novas pessoas e novas ideias. Os seus empreendedores continuam a abrir novos negócios e a cidade esforça-se arduamente por garantir as condições de vida dos seus residentes face às mudanças na cidade. Está a ser planeada mais habitação acessível e os velhos elétricos têm uma nova vida".
O ranking foi agora divulgado em antecipação à Conferência anual sobre Qualidade de Vida nas Cidades que a Monocle promove em Madrid, entre 27 e 29 de junho. Há treze anos que a publicação faz o ranking das cidades do mundo com melhores condições de vida, elaborado com base em critérios como as infraestruturas ao nível dos transportes, a vida cultural, o número de espaços verdes, o custo da habitação ou o ambiente empresarial.
Este ano, Zurique (Suíça) lidera a lista, escalando da quarta posição de 2018 para a primeira. Para a Monocle, a cidade representa uma "combinação ganhadora" entre a segurança, transportes públicos "excecionalmente funcionais" e os inúmeros locais para mergulhar no lago que é a imagem de marca da cidade. E se em tempos Zurique levantava barreiras burocráticas aos empreendedores que se queriam ali instalar, a Monocle diz que a metrópole suíça deu a volta a essa situação e é agora uma incubadora de talentos. Outro ponto que levou Zurique ao primeiro lugar foi a localização e as excelentes ligações com o exterior - "A partir de Zurique pode-se viajar para qualquer lugar na Europa em poucas horas. Mas é sempre bom voltar".
Seguem-se Tóquio (Japão), Munique (Alemanha) e Copenhaga (Dinamarca) no ranking das cidades com melhor qualidade de vida. Na quinta posição surge Viena (Áustria), depois Helsínquia (Finlândia), Hamburgo (Alemanha), Madrid (Espanha), Berlim (Alemanha) e Lisboa, a fechar os dez primeiros.
Depois, surgem na lista Melbourne (Austrália), Estocolmo (Suécia), Sidney (Austrália), Amesterdão (Holanda) e Vancouver (Canadá).
in DN
quarta-feira, 19 de junho de 2019
Números
Desemprego atinge valor mais baixo em 28 anos
O
número de desempregados inscritos no IEFP foi apenas mais baixo em
1991. Em maio havia menos 45 mil pessoas sem trabalho do que no mesmo
mês de 2018, o que representa uma descida de 12,9%.
O número de desempregados inscritos no IEFP foi em maio de 305.200, valor mais baixo em 28 anos, o que significa uma descida de 12,9% face ao período homólogo, refere o Instituto do Emprego e Formação Profissional.
Quanto ao número de desempregados de longa duração inscritos nos serviços de emprego desceu para 136,2 mil, com um decréscimo homólogo de 21,0% (-36,2 mil) e uma redução em cadeia de 3,8% (-5,3 mil).
A redução homóloga do desemprego registado foi transversal a todas as categorias, com destaque para os homens (com uma queda de 14,8%), os adultos com idades iguais ou superiores a 25 anos (com uma descida de 12,7%), os inscritos há um ano ou mais (menos 21%), os que procuravam novo emprego (menos 12,2%), e os que possuem como habilitação escolar o 1.º ciclo básico (menos 18,5%).
A redução foi também transversal a todas as regiões do país, com os decréscimos de 14,5% em Lisboa (menos 15,4 mil) e de 14% no Norte (menos 20,6 mil).
Segundo os dados do IEFP, o desemprego diminuiu em termos homólogos em todos os setores de atividade com exceção de um ligeiro acréscimo nas indústrias extrativas (com mais 154 pessoas), com a maior redução homóloga a ocorrer mais uma vez na construção (menos 24,3).
in TSF
O número de desempregados inscritos no IEFP foi em maio de 305.200, valor mais baixo em 28 anos, o que significa uma descida de 12,9% face ao período homólogo, refere o Instituto do Emprego e Formação Profissional.
"Trata-se
do valor mais baixo em 28 anos, uma vez que é preciso recuar até
dezembro de 1991, altura em que havia 296,6 mil desempregados inscritos,
para encontrar um número mais baixo de desempregados do que o registado
em maio deste ano", segundo informação divulgada pelo Ministério do Trabalho, Solidariedade e Segurança Social.
Em maio havia menos 45 mil pessoas sem trabalho do que no mesmo mês de 2018, o que representa uma descida de 12,9%. Já na comparação mensal, relativamente a abril, a quebra do número de desempregados foi de 5%.
O
número de jovens desempregados ficou nos 30 mil, com uma redução
homóloga de 14,2% (-5,0 mil) e com uma diminuição em cadeia de 8,3%
(-2,7 mil).
A redução homóloga do desemprego registado foi transversal a todas as categorias, com destaque para os homens (com uma queda de 14,8%), os adultos com idades iguais ou superiores a 25 anos (com uma descida de 12,7%), os inscritos há um ano ou mais (menos 21%), os que procuravam novo emprego (menos 12,2%), e os que possuem como habilitação escolar o 1.º ciclo básico (menos 18,5%).
A redução foi também transversal a todas as regiões do país, com os decréscimos de 14,5% em Lisboa (menos 15,4 mil) e de 14% no Norte (menos 20,6 mil).
Segundo os dados do IEFP, o desemprego diminuiu em termos homólogos em todos os setores de atividade com exceção de um ligeiro acréscimo nas indústrias extrativas (com mais 154 pessoas), com a maior redução homóloga a ocorrer mais uma vez na construção (menos 24,3).
in TSF
terça-feira, 18 de junho de 2019
Números
Três semanas de férias no Natal. Como vai ser o calendário do próximo ano letivo
O ano escolar arranca entre os dias 10 e 13 de setembro.
O primeiro período do novo ano escolar vai ter início entre os dias 10 e 13 de setembro e as férias do Natal vão ter mais uma semana do que o habitual, isto é, de 17 de dezembro a 6 de janeiro.
São informações publicadas esta terça-feira em Diário da República.
in TSF
O primeiro período do novo ano escolar vai ter início entre os dias 10 e 13 de setembro e as férias do Natal vão ter mais uma semana do que o habitual, isto é, de 17 de dezembro a 6 de janeiro.
São informações publicadas esta terça-feira em Diário da República.
Já o segundo período arranca a 6 de Janeiro e termina a 27 de Março, enquanto que o terceiro período começa a 14 de Abril.
Para
os alunos de 9.º, 11.º e 12.º anos de escolaridade, anos que realizam
exames nacionais, o terceiro e último período termina a 4 de junho. Já
para os alunos dos 5.º, 6.º, 7.º, 8.º e 10.º anos escolares, o terceiro
período termina a 9 de junho.
Para o pré-escolar e para o 1.º ciclo, o ano letivo termina a 19 de junho.
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