sábado, 14 de julho de 2007

14 de Julho

Gerald Rudolph Ford Jr. nasceu em Omaha, a 14 de Julho de 1913, há 94 anos.
Foi o trigésimo oitavo presidente dos Estados Unidos da América (1974–1977). Foi o único a ser presidente sem ser eleito. Tal deveu-se ao facto de Spiro Agnew, vice-presidente de Nixon, ter também renunciado, junto a este, depois de comprovado o seu envolvimento em negócios ilícitos. Após assumir o cargo deixado vago por Richard Nixon, Ford fez um discurso no qual: "amnistiou o presidente Nixon de todos os crimes cometidos em sua presidência".
Considerado um político honesto e ideologicamente moderado, enfrentou uma inflação crescente, descrédito no mundo da política, promovendo os Direitos Humanos no âmbito do Conselho da Europa, o fim do regime branco na antiga Rodésia, e concluíu a saída dos EUA do Vietname.
Foram seus assessores personalidades que no futuro teriam destaque no Estados Unidos, como Dick Cheney e Alan Greenspan.
A sua decisão de conferir a Richard Nixon absoluto perdão presidencial foi na época muito criticada, mas, entre os anos de 1990 e 2000, a maioria da opinião pública norte-americana teve a noção de que sua escolha fora a mais adequada para evitar a continuidade do Caso Watergate.
Ford morreu no dia 26 de Dezembro de 2006, na sua casa, no Rancho Mirage, Califórnia, aos 93 anos de idade, tornando-se o ex-Presidente dos Estados Unidos com maior longevidade (93 anos e 121 dias).

50 Escudos (1980)

sexta-feira, 13 de julho de 2007

À volta da mesa

Por esta altura em que muitos já estão de férias, das aulas, entenda-se, procuramos juntar os que partilham as dificuldades e lutam do mesmo lado da barricada.
Concentração para um jantar, os habituais convites, as normais recusas, destas vez ainda mais de que o habitual.
Olhamos em redor e ficámos só os três.
Retrocedo vinte meses no calendário.
Depois dos primeiros contactos, deu para perceber como éramos muito diferentes.
Hoje, continuamos diferentes.
Talvez por isso gostamos de nos encontrar.
Até amanhã Jorge. Até amanhã Miguel.

13 de Julho

O Príncipe D. Afonso de Portugal nasceu em 18 de Maio de 1475 em Lisboa. Era o único filho e herdeiro de D. João II e de D. Leonor, reis de Portugal.
Ainda em criança, D. Afonso casou com a princesa Isabel de Aragão, filha mais velha dos reis católicos. Isabel I de Castela e Fernando II de Aragão tinham um herdeiro, Juan, que era um jovem frágil que não deveria chegar à idade adulta. A princesa Isabel era, portanto, a herdeira mais provável das coroas de Castela e Aragão e, como estava casada com o Príncipe herdeiro de Portugal, adivinhava-se uma união dos reinos ibéricos sob a alçada de Portugal. Os reis católicos tentaram manobrar diplomaticamente para dissolver o casamento, sem sucesso, dada a influência portuguesa junto do Papa. A sua causa estava aparentemente perdida, quando um acidente salvou Castela e Aragão de uma anexação.
Afonso morreu em circunstâncias misteriosas, de uma queda de cavalo durante um passeio à beira do Tejo, em 13 de Julho de 1491. A hipótese de assassinato nunca foi provada, mas os reis católicos tinham tudo a ganhar com este desaparecimento. Ainda para mais, o aio castelhano do jovem Afonso desapareceu para Castela no próprio dia, depois de ter sido a única testemunha ocular do incidente. Depois da morte de D. Afonso, D. João II nomeou como sucessor o Duque de Beja, seu primo, que viria a governar como D. Manuel I de Portugal.
Foi há 516 anos.

500 Escudos (1977)

quinta-feira, 12 de julho de 2007

12 de Julho

Laurence Kerr Olivier nasceu em Dorking a 22 de Maio de 1907.
Foi um dos maiores actores, produtores e directores cinematográficos ingleses de todos os tempos. Vencedor de prémios como o Óscar, o Globo de Ouro, o BAFTA e quatro vezes vencedor do Emmy. É considerado por muitos como o maior actor inglês de todos os tempos.
Filho de um pastor da igreja anglicana, pisou o palco pela primeira vez numa montagem amadora de Júlio César aos 10 anos de idade.
Foram justamente as peças de Shakespeare que lhe proporcionaram as maiores glórias da carreira, tanto no cinema como no teatro. Representou, produziu e dirigiu as obras Henrique V (1945), Hamlet (1948), Ricardo III (1956) e Otelo (1965).
O seu primeiro prémio, foi o Óscar (1946), pela sua actuação e direção em Henrique V. Dois anos depois devido à sua produção de Hamlet ganhou 4 Óscares: filme, actor principal (ele próprio), direcção de arte e figurino. Em 1978 recebeu um Óscar especial pelo conjunto de sua obra e pela sua contribuição para a arte cinematográfica.
Morreu em Sussex a 11 de Julho de 1989, faz hoje 18 anos.

20 Escudos (1971)

quarta-feira, 11 de julho de 2007

Nostalgia

Três fotos de anos anteriores, com os consagrados jornalistas Manuel José Madeira, Eduardo Gonçalves (Antena 1) e Paulo Cintrão (TSF) Já por várias vezes referi o meu interesse pelo ciclismo. Em vários anos consecutivos, esta era uma época de férias, preparadas e marcadas para acompanhar o Troféu Joaquim Agostinho.
Durante mais de uma dezena de anos, mais ano menos ano, estive lá, sempre bem acompanhado, lançado pelo Manuel José Madeira.
No princípio ao lado do jornal A Capital, escrevendo para a Vida Ribatejana, depois para a Rádio Ateneu e mais tarde para a Iris FM. Muitos amigos "agarrei" por lá.
A primeira ausência chegou aliada ao melhoramento da visão. Mais tarde chegou a Universidade, que me impossibilitou a presença.
Este ano, apesar da falta da "escola" ninguém me convidou. Naturalmente!
Esta manhã, quando abri o jornal desportivo habitual, chegou-me a novidade e alguma nostalgia. O Troféu começava hoje. Já fazia parte da minha vida.
Vários anos, por esta altura, lá estava, com a companhia do meu amigo MZM, mais tarde com o João Luís Rodrigues, várias vezes com os dois.
Também compartilhei estes momentos com o João Carlos Garcia, da Ateneu, da Antena 1, de todos nós, amigos dele, a olhar para o alto, onde ele deve estar, depois de nos ter deixado, há um ano a esta parte.
A prova termina no domingo.
Vou tentar lá estar, em cima da linha de meta, em Torres Vedras.

11 de Julho

George Gershwin nasceu a 26 de Setembro de 1898 em Brooklyn, Nova Iorque com o nome de Jacob Gershowitz. Os seus pais eram emigrantes oriundos da Rússia de religião judaica.
Compôs a maioria das suas obras conjuntamente com o seu irmão Ira Gershwin, autor lírico.
Destacou-se como compositor para a Broadway e para o teatro de concerto clássico, reunindo a sua música elementos destes distintos universos.
Em 1924 compôs Rhapsody in Blue, que se tornou numa das suas masis populares obras. O seu Concerto para Piano e Orquestra é menos conhecido, fazendo extenso uso de motivos de jazz.
Conheceu igualmente o sucesso na autoria de canções populares. Entre as suas composições, muitas foram usadas no cinema e algumas tornaram-se clássicos do jazz, em particular as partituras gravadas por Ella Fitzgerald, uma gravação memorável de 3 discos com Louis Armstrong e a orquestra de Nelson Riddle e também com Herbie Hancock e outros cantores.
Morreu há 70 anos.

1000 Escudos (1968)

terça-feira, 10 de julho de 2007

10 de Julho

Maria de Lurdes Ruivo da Silva Matos Pintasilgo nasceu em Abrantes, a 18 de Janeiro de 1930.
Foi a única mulher que desempenhou o cargo de primeiro-ministro em Portugal, no V Governo Constitucional após a aprovação da Constituição de 1976.
Licenciou-se em Engenharia Químico-Industrial em 1953 no Instituto Superior Técnico. Entre 1952 e 1956 foi presidente da Juventude Universitária Católica Feminina. A partir desta data dirigiu também a Pax Romana (Movimento Internacional dos Estudantes Católicos) até 1958. Escreveu alguns ensaios sobre a Igreja católica e sobre o papel das mulheres na sociedade.
Ao longo da sua vida, além do cargo de primeira-ministra, exerceu outros de realce:
Ministro dos Assuntos Sociais do II e III Governos Provisórios, Embaixadora da UNESCO, Membro do Conselho das Universidades das Nações Unidas, Fundadora do Movimento para o Aprofundamento da Democracia em 1986 e Deputada pelo PS ao Parlamento Europeu em 1987
Foi candidata a presidente da República Portuguesa em 1986.
Faleceu na sua casa, na madrugada de 10 de Julho de 2004, vítima de paragem cardíaca.
Passaram 3 anos.

1000 Escudos (1967)

segunda-feira, 9 de julho de 2007

9 de Julho

Marcus Vinicius da Cruz de Mello Moraes ou Vinicius de Moraes, como ficou conhecido, nasceu no Rio de Janeiro, a 19 de Outubro de 1913.
Diplomata, jornalista, compositor e poeta, essencialmente lírico, o Poetinha notabilizou-se pelos seus sonetos, forma poética que se tornou quase associada ao seu nome.
Conhecido por também ser boémio inveterado fumador e apreciador do whiskey, sobre o qual dizia: "whiskey é o melhor amigo do homem. É o cachorro engarrafado".
Vinicius também era conhecido por ser um grande conquistador. Casou-se nove vezes ao longo de sua vida.
Sua obra é vasta, passando pela literatura, teatro, cinema e música. No campo musical, teve como principais parceiros Tom Jobim, Toquinho, Baden Powell e Carlos Lyra.
Temas como a Garota de Ipanema vão ficar para sempre ligados à memória deste grande artista.
Morreu no Rio de Janeiro, a 9 de julho de 1980, faz hoje 27 anos.

Sete a dobrar

Confesso que tinha criado uma grande expectativa relativamente a este evento. Não saí defraudado, mas estava à espera de ainda melhor. Mas foi interesssante.
Quem não gostou muito foi José Sócrates que ouviu a maior vaia da noite, quando apareceu nas écrãs do estádio, maior ainda da que foi prestada, aquando do anúncio da lista das candidatas, à Estátua da Liberdade, em Nova Iorque. A rapaziada não gosta do Bush.
Agradáveis momentos musicais, excepção a Joaquim Cortêz, que defraudou as suas fãs, não dançando, brilhante o mini espectáculo de Jennifer Lopez, que nos deixou com vontade de mais, e logo no início um excelente dueto com Carlos do Carmo e Mariza.
Em minha opinião foi uma noite bem passada.
Para quem não viu ou ainda não sabe, ficam aqui os eleitos a dobrar:

7 Maravilhas de Portugal: Mosteiro de Alcobaça, Mosteiro dos Jerónimos, Palácio da Pena (Sintra), Mosteiro da Batalha, Castelo de Óbidos, Torre de Belém e Castelo de Guimarães.

As novas 7 Maravilhas do Mundo: A Muralha da China, Petra (Jordânia), Cristo Redentor (Brasil), Machu Picchu (Peru), Chichen Itzá (México), Coliseu de Roma e Taj Mahal (Índia).

1000 Escudos (1965)

domingo, 8 de julho de 2007

Promessa

Num fim-de-semana muito movimentado, talvez até demais para mim, assunto não falta como motivo de conversa.
Tenho algumas histórias para contar, conforme prometi, maravilhas de cá e de lá, acontecimentos bem perto de nós, que ficam por registar, mas por pouco tempo.
Entre o Estádio da Luz e o pelado do Alenquer, o registo vai aqui chegar.
Não prometam que sejam 7...

8 de Julho

Marguerite Yourcenar, pseudónimo de Marguerite Cleenewerck de Crayencour, nasceu a 8 de Junho de 1903, em Bruxelas, Bélgica, há 104 anos.
Escritora belga de língua francesa, foi a primeira mulher eleita pela Academia Francesa em 1980, após uma campanha e apoio activos de Jean d'Ormesson, que escreveu o discurso de sua admissão.
Foi educada de forma privada e de maneira excepcional. Lia Jean Racine com oito anos de idade, e o pai ensinou-lhe o latim aos oito anos e grego aos doze.
Em 1939 mudou-se para os Estados Unidos, onde passou o resto de sua vida, obtendo a cidadania amaricana em 1947 e ensinando literatura francesa até 1949.
As suas Mémoires d´Hadrien de 1951, tornaram-na internacionalmente conhecida. Este sucesso seria confirmado com a A Obra em Negro, de 1968, uma biografia de um herói do século XVI, chamado Zénon, atraído pelo hermetismo e a ciência.
Publicou ainda poemas, ensaios e memórias, manifestando uma atracção pela Grécia e pelo misticismo oriental, patente em trabalhos como Mishima,La vision du vide (1981) ou em Comme l´eau qui coule (1982).
Faleceu em 17 de Dezembro de 1987, em Mount Desert Island, Maine, EUA.

100 Escudos (1965)

sábado, 7 de julho de 2007

7 de Julho

Arthur Ignatius Conan Doyle nasceu a 22 de Maio de 1859, em Edimburgo, Escócia, tendo ficado mais conhecido como Sir Arthur Conan Doyle.
Escritor britânico, mundialmente famoso pelas suas 60 histórias sobre o detective Sherlock Holmes, que foram consideradas uma grande inovação no campo da literatura criminal.
No ano de 1887 trava seu primeiro contacto com o Espiritismo, iniciando neste mesmo ano, junto ao seu amigo Ball, arquitecto de Portsmouth, sessões mediúnicas que o fizeram rever seus conceitos. Sua obra literária, então, ganha notoriedade, atingindo milhares de leitores.
A sua convicção foi ao ponto de para receber o título de Par do Reino Inglês, foi-lhe imposta a condição de renunciar às suas crenças. Confrontando todos e ao sectarismo vigente, permaneceu fiel à fé que abraçara, que o acompanhou até aos seus últimos dias. Foi Presidente Honorário da Federação Espírita Internacional, Presidente da Aliança Espírita de Londres e Presidente do Colégio Britânico de Ciência Espírita.
De entre suas obras, destacam-se os dois volumes de A História do Espiritismo, pormenorizado estudo sobre a história dos movimentos espiritualista anglo-saxónicos e espírita francês.
Um dos importantes aspectos desse período de sua vida foi o livro de 1921, The Coming of the Fairies (A Chegada das Fadas). Ele estava, aparentemente, totalmente convencido da veracidade das fotografias das fadas de Cottingley[1], que foram reproduzidas no livro, juntamente com outras teorias da natureza e existência de fadas e espíritos.
Foi um escritor prolífico cujos trabalhos incluem histórias de ficção científica, novelas históricas, peças e romances, poesia e obras de não-ficção.
Morreu a 7 de Julho de 1930, em Windlesham, Sussex, Inglaterra, há 77 anos.

50 Escudos (1964)