domingo, 4 de novembro de 2018

Um olhar alentejano

Eleito que está Jair Bolsonaro como presidente do Brasil, vamos ver como se vai comportar este clone de Donald Trump.
Para já vai anunciando os nomes que vão compor o seu governo, já estando confirmado o juiz Sérgio Moro para ministro da Justiça.
Uma pequena cronologia.
Em 2017 Moro dá uma entrevista ao jornal Expresso. Questionado sobre a hipótese de entrar na política, afirmou "Já o repeti várias vezes. Não existe nenhum possibilidade".
No início deste ano, sondagens dão vitória a Lula da Silva, bem à frente de Bolsonaro.
Em Abril, na sequência do processo Lava Jato, Moro dá ordem de prisão a Lula, ficando impossibilitado de concorrer às eleições.
Muitas vozes habilitadas dizem que as provas não eram suficientes para a prisão do antigo presidente brasileiro.
Como a mulher de César, as contradições de Moro não deixam de levantar desconfiança. 

Por cá o irrevogável Paulo Portas - que tem andado, e ainda bem, desaparecido - foi comentador numa televisão sobre esta eleição.
Afirmou que depois de procurar não encontrou "nos 27 anos de vida pública do capitão Bolsonaro nenhum indicador eticamente reprovável em termos pessoais".
Para ele ser racista, machista, homofóbico, apoiar a tortura, desviar impostos, entre outras trafulhices, não é na de grave.        
Portas ou procurou pouco ou é parvo!

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sábado, 3 de novembro de 2018

Um olhar alentejano

Tenho ideia de que há algum tempo tinha reagido de outra forma.
Tinha dito uma carrada de palavrões, ficava revoltado com o mundo e estava umas horas bem zangado.
Acho que não foi a mudança para o Alentejo que alterou a minha forma de encarar estas situações, pois já antes isso acontecia.
Estou-me a referir a uma derrota do Benfica.
Aliás, três derrotas consecutivas, o que já não acontecia aos encarnados desde de 2010.
Claro que não deixo de ficar triste com os desaires do meu clube, mas ganho alguma coisa em ficar desesperado?
Muitos dos meus amigos benfiquistas, gostam de mostrar lenços brancos, trocar de treinador e de presidente - como o Sporting - muitas vezes, como se isso fosse a solução dos problemas.
Muitos ficam doentes, porque sabem que vão levar com os adeptos dos outros clubes nas redes sociais, porque fazem o mesmo quando eles perdem, uma coisa que eu nunca faço.
Deixem cada um sofrer com os maus momentos, sem deitar sal nas feridas.
Eu vou continuar a torcer pelo meu Benfica, apoiando o excelente trabalho de Luís Filipe Vieira e Rui Vitória, sabendo que estes são momentos porque todos os clubes vão passar.
Mais cedo ou mais tarde.

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sexta-feira, 2 de novembro de 2018

No Reino da Águia


O Benfica recebeu na Luz - que fez 15 anos recentemente - o Moreirense, jogo da 10ª jornada da Liga.
Os encarnados chegaram cedo ao golo - 100º golo de Jonas na Liga - mas uma excelente exibição dos visitantes, tornaram a vantagem madrugadora num pesadelo, chegando ao intervalo a vencer por 1-3.
Na segunda metade o Benfica tentou dar volta ao resultado, mas sem discernimento.
Vitória justa do Moreirense.
Só uma pergunta.
Este jogo teve VAR?

Um olhar alentejano

Aníbal Cavaco Silva lançou o segundo volume das suas memórias Quinta-Feira e outros dias.
Quando em março de 2016 abandonou o Palácio de Belém, deixou a convicção de não andaria por aí como Santana Lopes, sendo a política um capítulo encerrado na sua vida, prometendo, na altura, que iria escrever as suas memórias.
A ideia de vir para a praça pública contar episódios, que em minha opinião, deviam ficar na reserva de quem os proferiu, é sem dúvida nenhuma um ajustar de contas com alguns dos seus adversários, e não um prestar de contas, como prometeu aos portugueses.
Se as reuniões semanais entre Presidente da República e Primeiro-Ministro fossem para ser de conhecimento público, davam em direto nas televisões.
Depois há alguns capítulos que escaparam nestes dois livros de Cavaco Silva.  
Onde está o artigo sobre a queda do BES e o motivo de ter afirmado que os portugueses podiam confiar no Banco Espírito Santo? 
Porque não explica porque geria mal as suas receitas, quando afirmou que as pensões que recebia não davam para pagar as suas despesas?
Porque falta a explicação da sua ligação ao BPN e a Oliveira e Costa, assim como a sua associação à ascensão política de Dias Loureiro e Duarte Lima? 
E a sua ligação à PIDE foi apenas uma fake new?
Tenho esperança que vamos ficar esclarecidos no terceiro volume.

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quinta-feira, 1 de novembro de 2018

Um olhar alentejano

Apaixonado pelo futebol e agora residente no Alentejo, andei a fazer uma pequena investigação sobre o futebol sénior do meu distrito: Évora.
No Redondo - terra de bons vinhos - está sediada a única equipa que disputa o Campeonato de Portugal, na série D: o Redondense.
Subiu a época passada, mas este ano as coisas não estão fáceis: 9 jogos e 9 derrotas!
Os campeonatos distritais têm duas divisões.
A primeira, a de Elite, com 14 equipas, e de Honra com 13 formações.
Começo pelo segundo escalão onde o líder é o Estremoz ao fim de 5 jornadas.
Esta divisão tem a curiosidade - para mim - de ter o Ouriolense, equipa da localidade onde me fixarei dentro de meses, Oriola, que conseguiu a primeira vitória no último domingo e segue na 11ª posição.
Relativamente à principal divisão - que é liderada pelo União de Montemor-o-Novo - vou olhar para as duas equipas que ficam mais perto de Cabeça de Carneiro.
O Corval, de São Pedro do Corval, localidade conhecida por ser a terra da olaria, concentrando o maior grupo de artesãos do País, está no 10º lugar com 4 pontos.
A outra é o Atlético de Reguengos de Monsaraz - cidade muito conhecida pelos seus belos vinhos - que está na 2ª posição com 12 pontos, ao fim de 5 jogos.
Vou tentar ver um jogo entre estas duas equipas, um derby, pois estão separadas por 6 quilómetros.

Há dias deixei aqui um desafio.
Adivinhar o nome do primeiro treinador a ser despedido na Liga principal do futebol português.
Na noite das Bruxas chegou o nome.
José Peseiro.
Deixo nova questão.
Quem será o terceiro treinador do Sporting esta temporada?

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quarta-feira, 31 de outubro de 2018

Um olhar alentejano

Não foi coincidência, nem foi ela que me inspirou.
Depois de ontem ter falado sobre a abstenção, texto que já tinha escrito, chegou a brilhante declaração de Assunção Cristas, líder do CDS.
Questionada - antes de ser conhecida a vitória de Bolsonaro - em quem votaria na segunda volta das eleições brasileiras, respondeu assim à líder centrista “Nestas eleições eu não votaria”. 
Regresso a 2017 e à polémica da realização de jogos de futebol no dia das eleições autárquicas e a sua influência na abstenção.
Vamos ver o que disse Cristas sobre isso.
"Com certeza que tudo ... terá alguma interferência, mas aquilo que enquanto política mais me preocupa é saber o que é que nós podemos fazer para que a nossa mensagem seja entendida por parte das pessoas a ponto de sentirem que vale a pena sair de casa e organizar o seu dia de domingo para poder passar pela mesa de voto".
Resumindo, uma das coisas que Cristas acha que influencia a decisão de ir votar é a mensagem dos políticos.
Esta que deixou em relação às eleições no Brasil - dizendo que se absteria - é a contradição do que apregoou em 2017.
Se não gosta de nenhum deles, deveria votar nulo, nunca ficar em casa.

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terça-feira, 30 de outubro de 2018

Um olhar alentejano

Há assuntos de que ouvimos falar frequentemente, mas que parece que ninguém quer resolver.
Sempre que se aproximam eleições e depois delas, lá chega o tema à discussão pública.
A abstenção.
Considerando só as eleições para a Assembleia da República, a evolução do abstencionismo cresceu desde o 8,5% em 1975, até 44,1% em 2015.
Quando os números começaram a ficar preocupantes, logo os políticos vieram dizer que a culpa era dos mortos.
Que os cadernos eleitorais contemplavam muitos eleitores que já tinham falecido.
Mais recentemente a culpa é dos vivos.
Daqueles que tiveram que emigrar para terem uma vida melhor, feridos pela economia.
Mas já alguém tentou fazer alguma coisa para tentar solucionar o problema?
Para quando podermos votar sem sair de casa?
Como diz o provérbio popular, entre mortos e feridos alguém há de escapar!

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segunda-feira, 29 de outubro de 2018

Um olhar alentejano

Hoje  recupero um texto que escrevi no dia 1 de setembro de 2017.
Já vão perceber porquê.

Os mais novos não se recordam de quem foi Veiga Trigo.
Andou na arbitragem durante 28 anos, foi polémico - qual o árbitro que não foi - e não tem saudades desses tempos.
Há uns anos conheci-o no ciclismo.
Sempre gostou da modalidade, sendo que este alentejano de Beja, arrumou o apito e pegou no microfone.
Este ano encontrámo-nos, mais uma vez, na Volta a Portugal em bicicleta.
Com o videoárbitro (VAR) em alta, não podia perder oportunidade de ouvir a sua opinião sobre este novo sistema.
Lado a lado, perguntei-lhe a sua opinião. “Só falo no fim do ano!”
Estranhei e expliquei-lhe que era uma conversa particular, nada para passar na rádio.
Reforçou “Só falo no fim da época”.
À segunda percebi e insisti “Mas não acredita no sistema?”.
“Amigo, vão mudar as queixas. Em vez de desconfiarem do árbitro de campo, vão pôr em causa o videoárbitro”.
Não é que o Veiga já começou a ter razão!

Este fim de semana o VAR voltou a desajudar no Belenenses-Benfica e no FC Porto-Feirense.
Como é possível o vídeo-árbitro validar um golo que o árbitro assistente anulou de forma correta?
E uma falta com interferência numa jogada que deu golo não foi vislumbrada pelo VAR?
Como tu tinhas razão Veiga Trigo!