Mostrar mensagens com a etiqueta segunda-feira. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta segunda-feira. Mostrar todas as mensagens

segunda-feira, 29 de dezembro de 2025

Esporádicas Irritações


Maus a Contas


Há boa maneira portuguesa, os boletins de voto para as eleições presidenciais vão ter três candidatos que não contam, porque Joana Amaral Dias, Ricardo Sousa e José Cardoso não corrigiram as irregularidades detetadas pelo Tribunal Constitucional (TC), sendo que ainda podem recorrer para o plenário do TC.

O principal problema é a matemática, que nunca foi o forte dos portugueses.

Vamos lá ver, para todo este processo há prazos a cumprir, pelo que muito facilmente deviam ser feitas contas para se saber a data em que devia ser feita a impressão dos boletins de voto.

Um exemplo fictício, os papelinhos têm que estar prontos a 1 de janeiro, os candidatos têm um prazo para entregar as candidaturas, o TC tem x dias para os analisar, depois ainda pode haver recurso, pelo que imaginemos, se todo este percurso precisa de 60 dias, não se pode permitir que a entrega das candidaturas ocorra um mês antes.

Será assim tão difícil?

Como disse António Guterres, é só fazer as contas.

terça-feira, 2 de dezembro de 2025

Esporádicas Irritações


Falta de Comparência

 

Fez ontem 385 anos que aproveitámos a distração dos espanhóis com a Guerra dos Trinta Anos, liderados pela nobreza e apoiados por uma parte significativa da população, os portugueses conspiraram para proclamar a independência a 1 de Dezembro de 1640, pondo fim a 6 décadas de ocupação espanhola.

Este é o feriado civil mais antigo de Portugal ainda em vigor, desde a segunda metade do século XIX, sendo comemorado também durante a Primeira República e o Estado Novo.

Em 2012, o Governo social-democrata do primeiro-ministro Pedro Passos Coelho determinou o fim deste feriado a partir de 2013, mas no ano de 2016, o Governo socialista de António Costa decretou a reposição do feriado.

Nas cerimónias de ontem em Lisboa, Luís Montenegro esteve ausente, não se sabendo porquê.

Provavelmente aproveitou o dia de descanso e foi jogar golf com o seu amigo da Solverde.

domingo, 30 de novembro de 2025

Esporádicas Irritações


Inchado

 

Já se percebeu que Pedro Proença, presidente da Federação Portuguesa de Futebol gosta de aparecer quando ganha.

Ainda os jogadores portugueses não tinham recebido as medalhas no Qatar, já ela falava ao Canal 11, para enaltecer o trabalho da sua Direção.

Mas meteu os pés pelas mãos, referiu que último título tinha sido há 24 anos, quando foi há mais dez, elogiou Gilberto Madaíl pelos títulos em 1989 e 1991, quando ele não era presidente, mas sim Silva Resende e João Rodrigues.

Depois falou de Jorge Costa, recentemente falecido, por ter sido um dos últimos campeões, mas esqueceu-se de falar de Carlos Queiroz, reconhecido por todos com um dos grandes obreiros dessas vitórias, além de não ter referido Fernando Gomes, pois estes resultados são muito mais da anterior Direção do que desta.

Como escrevia João Pimpim, ontem no jornal A Bola, “... o mais provável é que, tal como Pedro Proença agora se esqueceu de um antecessor, também ele seja esquecido no futuro”.

Assino por baixo.

sexta-feira, 28 de novembro de 2025

Esporádicas Irritações


UEFA Implacável

 

Em Dublin, Cristiano Ronaldo fui expulso por agressão a um defesa irlandês, sendo que nas competições da UEFA costuma valer uma penalização de três jogos.

Contas feitas, logo se percebeu que o nosso capitão podia falhar dois jogos no Mundial.

A Federação Portuguesa de Futebol arranjou argumentos, que ele é muito bem-comportado, que nunca tinha visto nenhum vermelho nos jogos da seleção, tenham lá paciência.

Mas eles são implacáveis, o castigo saiu e Ronaldo foi castigado com três jogos, mas dois com pena suspensa.

Era uma chatice ele não estar nos dois primeiros jogos do Mundial, principalmente para a bilheteira dos jogos de Portugal, não para a nossa seleção.

quinta-feira, 27 de novembro de 2025

Esporádicas Irritações


Vivam os Ricos

 

Em tempo de Orçamento de Estado, duas medidas foram aprovadas, que, certamente vão ajudar os mais necessitados.

A Assembleia da República aprovou a redução do IVA de 23% para 6%, aplicável à venda de carne de caça e sobre as transações de obras de arte.

Digam lá mal dos nossos deputados.

quarta-feira, 26 de novembro de 2025

Esporádicas Irritações


RTP Distraída 

Esgotadas as semanais, logo prometi que não deixaria de me irritar, sempre que fosse necessário.

Ora cá vai uma.

Portugal jogou esta manhã (7:30) frente ao Japão, jogo do Mundial de futsal, com transmissão televisiva na RTP 2.

Às 11 da manhã, na RTP Notícias, passou uma peça que começava assim: “Portugal joga hoje com o Japão...”.

Será que a malta da 2 não fala com os das Notícias?

segunda-feira, 24 de novembro de 2025

Segunda-Feira, Porquê?


Divindade do Oráculo e Adeus

 

Tenho a consciência dos muitos defeitos e manias que tenho, mas olhando bem para mim, algumas virtudes e coisas boas também fazem parte do meu interior, mas não tenho a perceção da percentagem de cada um dos lados das minhas características.

Depois de me reformar, investi em ver televisão, tenho atualmente uma dezena de ecrãs no meu escritório, essencialmente focados nas áreas do desporto e informação.

Vou começar pelo meu trajeto de escolha, obviamente que vão redundar em irritações cutâneas e não só.

Muito facilmente eliminei a CMTV, uma autêntica aberração de comunicação, com uma exploração inacreditável e lamentável da dor humana.

A TVI também resvalou rapidamente, pois um canal que tem enésimos Big Brothers e afins, está banido, mas quando surgiu a CNN Portugal ainda fui lá espreitar, mas ao fim de poucos dias, já estava bloqueado.

Nos dias de hoje estou permanentemente na RTP Notícias, antiga RTP 3, espreitando a SIC Notícias pelo canto do olho, não são perfeitas, mas são as melhores.

Do lado do desporto tenho por lá a Sportv +, os dois canais da Eurosport, sendo que dos codificados, vou saltando entre a DAZN, mais que não seja para ouvir o Pedro Castelo, mas também vou à Sportv, Bola TV e BTV, sendo rapazinho para ir até aos canais do Sporting e FC Porto, se por lá tiver um bom jogo para acompanhar.

Mas uma das principais irritações, que ressaltam desta parafernália de canais e televisões, são os oráculos.

Mas o que é um oráculo?

Segundo o Priberam, em televisão, pode ser a legenda ou frase curta que aparece na parte inferior ou superior do ecrã durante uma transmissão televisiva, mas também é resposta da divindade a quem a consultava, lugar onde se consultava a divindade ou palavra infalível de inspiração divina.

Se a parte divina da palavra está em vantagem, quem escreve aquelas palavras que surgem em baixo ou em cima, ou nos dois extremos, dependendo do canal, deviam saber escrever em português.

Eu sei que o número de caracteres é finito, mas podiam ter mais cuidado com o que inserem no tal oráculo, nome que me irrita.

 

Cheguei à conclusão que os temas que me irritam estão circunscritos, pelo que as minhas irritações, com carácter semanal, ficam por aqui, até porque vem aí o Natal.

Mas quando me irritar com algo, fiquem descansados que vocês são os primeiros a saber.


segunda-feira, 17 de novembro de 2025

Segunda-Feira, Porquê?


Liberdade Para o Pescoço

 

Muitas das irritações que me atormentam nos dias de hoje, nasceram quando eu era miúdo, filho único e obrigado a fazer o que minha Mãe mandava, mesmo contra a minha vontade.

Segundo consta, eu nos primeiros anos era mau para comer, até ter sido operado às amígdalas, mas uma das coisas que me davam para engolir era sopa de feijão verde.

Não tenho nada contra a sopa, sempre comi e hoje ainda gosto mais, mas de feijão verde?

Vamos lá ver, provavelmente muitas crianças tem este vegetal na sua sopinha, mas não se esqueçam que há sessenta anos não havia varinhas mágicas, pelo que ele vinha em bocados grande, ainda com os interiores recheados de pevides ou caroços, nem sei bem o que aquilo era.

Nunca me vi livre deste trauma, mas ainda recentemente na Nazaré, quando lá estive nas narrações do futebol de praia, comia sopa todos os dias – quando tinha tempo para almoçar – mas sempre com a certeza de que ela não era de feijão verde.

Outra das minhas maldições eram as camisolas de mousse e gola alta, que tinha que vestir na altura do tempo mais frio.

Um dia destes estava a ver a conferência de imprensa do Francesco Farioli, treinador do FC Porto, lá estava ele com uma parecida, que me fez lembrar esse terror da minha juventude.

Durante muitos anos tive – mais uma obrigação – de usar gravata, mas estas coisas são muito piores, pois além de oprimirem o pescoço, são demasiado quentes.

Depois existem outras coisas que sempre desprezei.

Cachecóis!

Além de ser uma palavra difícil de escrever, aquilo sufoca-nos a maçã de Adão, os únicos que tive foram de clubes, nomeadamente do Benfica, mas para usar nas mãos durante o hino e quando chegavam os golos, onde ele esvoaçava nas minhas mãos. 

Mais recentemente inventaram as golas.

Mas aquilo serve para quê?

Para esconder uma barba mal feita?

Para não ser ver a parte de cima de uma camisola mal-enjorcada?

Não se esqueçam de um princípio básico, o frio é psicológico, pelo que abaixo os cachecóis, fora com as golas, liberdade para o pescoço, já!

 

Para a semana há mais irritações.

segunda-feira, 10 de novembro de 2025

Segunda-Feira, Porquê?


Televisão Avariada

 

A irritação de hoje vem de botas com pitons, um equipamento de última geração e uma bola.

Começo com uma declaração de interesses, conhecida por muitos.

Sou benfiquista!

Acho que esse facto não me impede de opinar sobre as demasiadas palermices, cometidas pelos três grandes, que acho que têm muito a ver com os presidentes que os gerem.

Houve uma altura em que eu acreditava que quando Rui Costa, Vítor Baía e Luís Figo fossem os líderes de Benfica, FC Porto e Sporting as coisas melhorariam significativamente.

Estava enganado.

Até ao momento só acertei no presidente das águias, não está totalmente fora de hipótese o Vítor e o Luís poderem vir a ser, mas já percebi que a minha ideia de paz, patrocinada por antigos jogadores, não tem pernas para andar.

Ao logo dos anos esta rivalidade, que podia ser saudável, nunca o foi, patrocinada pelos que mandam, mas muito incendiada pelos simples adeptos, que como os Pais nos escalões de formação, são um mal necessário.

Acredito que Villas-Boas, Varandas e Costa tenham muitas vezes, e até o façam, vontade de criticarem o treinador após uma derrota ou um jogo mal conseguido, mas é muito mais fácil mandar os canais de comunicação desancar no árbitro, aproveitando para enviar recados venenosos para os adversários.

A clubite aguda cega a vista e o raciocínio de quase todos, contribuindo para a intoxicação da maralha, que perante casos demasiado evidentes, chutam para canto, recorrendo aquela frase que os miúdos dizem muito na escola, tu é que és, ou, quem diz é quem é.

O problema é que aqui as repercussões são muito mais graves.

Acham imaginável pessoas responsáveis dos três grandes – hoje só me refiro a estes – virem dizer que o árbitro ou VAR não estiveram bem e fomos beneficiados?

Nunca!

Ao longo de uma temporada, FC Porto, Sporting e Benfica tem sempre um saldo positivo em relação a reclamações arbitrais, mas a memória só consegue reter os erros que alguém cometeu no jogo do seu rival, mas esquecem-se de quando esses lapsos, cometido pelo mesmo, acabaram por os beneficiar.

Todos tem o direito a emitir a sua opinião, mas nós, amantes do futebol, também gostávamos de saber, porque raio estava uma televisão no balneário do árbitro no Estádio do Dragão.

É habitual existir uma onde os homens do apito mudam de roupa?

Não sei, mas se é, não podiam lá colocar uma que se pudesse desligar?

Se aquela malta estiver farta de futebol, não pode ver o Taskmaster, por exemplo?

Claro que as indignações surgiram de todos os lados, mas explicação de aquele objeto lá estar, ficou esquecida nas ruas da amargura.

 

Para a semana há mais irritações.

segunda-feira, 3 de novembro de 2025

Segunda-Feira, Porquê?


Dois Segundos 

Este é um assunto que eu trago várias vezes à baila, a necessidade de alteração das regras de modalidades desportivas, nomeadamente do futebol.

Há muitos anos que se percebeu que quem tem o poder de fazer estas alterações, são muito conservadores, demorando imenso tempo a fazê-las, o que me irrita solenemente.

Depois há outros desportos que são o reverso da medalha, ou seja, ainda não houve tempo para se perceber se teve efeito o que se pretendia, já está a ser de novo alterada, como é o caso do hóquei em patins.

No arranque desta temporada voltaram a ser efetuadas várias alterações às regras deste desporto, o que aliás acontece quase todas as épocas.

Só para perceberem do que falo, sem grande preocupação da ordem cronológica, vou só dar o exemplo da marcação de uma grande penalidade nesta modalidade.

Durante muito tempo a marcação era possível de executar, após o apito do árbitro, mas há uns anos, sem se perceber muito bem porquê, o homem do apito deixou de apitar, fazendo gestos com o braço, sinalizando o tempo que o jogador tinha para alvejar a baliza de forma direta, mas, felizmente, já se voltou à apitadela para autorizar a movimentação.

Nestas situações o guarda-redes já teve várias exigências, desde de nem sequer puder mexer os olhos, passou a ser possível movimentar-se, mas só dentro da sua área, até chegar aos dias de hoje, onde pode mexer-se após o apito do árbitro.

Também a marcação do penálti já teve mais que uma versão, desde deixar ao jogador a escolha do remate direto ou seguir para a baliza, passou a ser obrigatório o remate direto, para esta temporada voltar a deixar para o autor da cobrança a escolha. 

Tudo isto, como é natural, irrita-me, pois é preciso dar tempo para ver se a coisa beneficia, ou não, o desporto em causa, o que não tem acontecido nesta modalidade de que tanto gosto.

Mas para não dizerem que eu só sei é dizer mal, não sou capaz de elogiar alguma coisa, para esses, preparem-se e oiçam bem.

Estou muito contente com a nova lei dos oito segundos no futebol.

Verdade!

De um momento para o outro dois segundos resolveram um problema que se arrastava há anos.

Mas é por causa de dois segundos?

Claro que não, o que aconteceu é que como o árbitro tem que sinalizar os cinco segundos finais da contagem dos oito, ele não pode fazer de conta que não sabe contar e deixar a coisa correr, como acontecia anteriormente.

 

Para a semana há mais irritações.

segunda-feira, 27 de outubro de 2025

Segunda-Feira, Porquê?


Meio Sem Virtude

 

Confesso que nunca fui daqueles que gosta muito de conduzir, como uma loucura que muitos têm, sem falar dos pilotos profissionais.

Tirei a carta com 18 anos, tive um acidente, com alguma gravidade, meses depois e fiquei-me por aqui, mas nunca fui um grande acelera.

Nunca liguei muito a automóveis, um dos piores negócios que fazemos na vida, mas tive vários, sendo que o Chico Picasso já vai a caminho dos dezoito anos.

Com o avançar do calendário, a vontade de pegar no volante foi diminuindo, pelo que sempre que posso substituir o automóvel pelo comboio ou autocarro, o Chico fica em repouso, já para não falar nos euros que poupo, pois só as portagens para ir até à capital ou arredores, são bem superiores que o preço do bilhete.

Por falar em dinheiro, deixem-me recordar que os milhões que se gastaram em alcatrão ao longo de muitos anos, em autoestradas onde passa um veículo de tempos a tempos, se tivessem sido investidos na via férrea nacional - estupidez que andamos agora a tentar recuperar à pressa - teríamos muito mais gente a utilizar os transportes públicos, o que diminuiria drasticamente o número de automóveis na estrada.

Voltando às viagens no Chico, por vezes ele tem mesmo que entrar ao serviço, lá está, porque para a ir a Paço de Arcos, por exemplo, não era fácil chegar lá sem ele, como aconteceu há umas semanas.

Lá fui mais a minha Princesa, sempre na minha calma de condutor sem pressa, mas já irritado por saber que tinha que passar na Ponte 25 de Abril.

Sempre que por lá passo, ficou com uma enorme pena de todo aqueles que a frequentam diariamente, pelos menos duas vezes, pois acho que eles mereciam um desconto no IRS, além de um passe grátis para o comboio que passa por baixo.

Mas muito mais irritante que tudo isto, é quando a autoestrada tem três vias. 

Porque será que uma enorme quantidade de condutores segue na faixa do meio, quando não há automóveis nos outros dois espetros políticos da estrada?

Será que não querem ser da direita?

Provavelmente ouviram aquele velho ditado que diz que a virtude está no meio, mas neste caso está a estupidez.

 

Para a semana há mais irritações.

segunda-feira, 20 de outubro de 2025

Segunda-Feira, Porquê?


Diferença de Golos

 

Quem me conhece minimamente, sabe que tenho uma alergia a termos estrangeiros, nomeadamente as chamadas inglesices.

Não é a primeira vez que toco neste assunto, mas acho inacreditável, nós portugueses, que temos uma língua tão rica, termos que recorrer a palavras de outras línguas, por vezes até dou por mim a pensar que estamos na terra de Sua Majestade.

Claro que todos os temas que passam por este espaço, são assuntos que me irritam, mas também é evidente que há uns que me provocam mais urticária do que outros, sendo este um dos casos.

Alguns exemplos que ouvimos no dia a dia, briefing (resumo), deadline (data limite), meeting (reunião), brainstorming (procurar novas ideias), link (ligação) e upgrade (atualização), estes são alguns, sem ninguém estar preocupado se a maioria das pessoas não sabe do que se fala.

Virando-me para o lado do desporto, a situação não é melhor, começo por um que quase todos dizem, flash interview (entrevista rápida), offside (fora de jogo), clean sheet (não sofrer golos), time out (desconto de tempo), handicap (desvantagem) e overlap (sobreposição) são muitas das que deixam muita gente perdida numa narração.

Depois há mais uma que me tira do sério, muitos jornalistas, talvez a esmagadora maioria, quando questionam um treinador, na sala imprensa ou na zona de entrevistas rápidas, começam por “Mister...”.

Mas porquê? Porquê!?

Se não sabem o nome dele ou se apenas se esqueceram, façam perguntas sem essa introdução parva.

Há erros que vêm do antigamente, como a utilização da expressão goal average, utilizada quando a forma de desempate numa qualquer competição por pontos era decidida dessa forma, ou seja, pela divisão entre os golos marcados e os sofridos, método que já deixou de ser utilizado há muitos anos.

Atualmente esse desempate é feito pela diferença entre os golos obtidos e os sofridos, que é muito diferente do que apurar o resultado de uma conta de dividir, mas, infelizmente, ainda temos jornalistas e plataformas que confundem duas coisas tão diferentes.  

E depois pedem-me para eu não me irritar!?

 

Para a semana há mais irritações.

segunda-feira, 13 de outubro de 2025

Segunda-Feira, Porquê?


Intermitente

 

Numa altura em que metade do Mundo anda zangado com a outra metade, sendo que a linha do Equador está inocente, estou a ficar preocupado.

Agora que estou a chegar perto da minha sexagésima irritação, estou com dificuldade em encontrar assunto, logo numa altura em que também elas, as irritações, passam na Voz de Alenquer.

Quando comecei esta saga, fiz um ficheiro para não repetir os assuntos que me aborrecem, mas já cheguei à conclusão que alguns já passaram no Avó Jorge no Alentejo - para a malta da rádio, podem ler todos em tiojorge.blogspot.com - mais de que uma vez, pelo que me surgiu uma dúvida.

Será que esgotei as minhas irritações?

Fiquei a pensar nesta minha dúvida e refleti sobre as minhas opções.

Vamos lá ver, tenho evitado temas fraturantes, como o ananás na pizza, comida crua dos chineses ou, até, os jejuns intermitentes.

Mas hoje não resisti e vou falar deste flagelo que é a alimentação, que se confunde com os semáforos que estão avariados.

Que raio é isso de um jejum intermitente?

Vamos por partes, pedindo auxílio ao nosso extraordinário vocabulário.

 Jejum, é a privação de comida ou redução das refeições diárias, uma espécie de greve de fome, muitas vezes utilizada por motivos políticos ou de reivindicação de algumas causas.

Intermitente, é um adjetivo que descreve algo que não é contínuo, ou seja, que tem pausas, interrupções ou paragens e depois recomeça, alternando períodos de atividade com outros de inatividade, mas se o adequarmos a esta questão da alimentação, temos uma espécie de interruptor que só não percebo onde está ligado.

Mas porque é que alguém utiliza este tipo de alimentação aos pulinhos?

Muitas vezes é por motivos de saúde, outras para reduzir o peso, ou simplesmente porque a malta está a falar disto nas redes sociais.

Quando não existia a divulgação destes assuntos, só me recordo da utilização do termo jejum, quando precisávamos de fazer análises sanguíneas, ou quando alguém se lamentava de que com o ordenado que recebia, alguns dias tinham que ser só com almoço, ou seja, jejum ao jantar, deixando cair, de caras, o pequeno-almoço.

A minha principal irritação, que se junta a todas anteriores, é porque raio não fazem uma dieta, dita normal.

Com a qualidade dos alimentos que temos em Portugal seria assim tão difícil?

 

Para a semana há mais irritações.

segunda-feira, 6 de outubro de 2025

Segunda-Feira, Porquê?


Proteções e Afins

 

Como nem todos saberão, vou fazer uma pequena introdução à minha carreira desportiva que começou no ensino secundário, onde joguei andebol e basquetebol, além do futebol no pátio da velhinha Gago Coutinho em Alverca.

Aos quatorze anos entrei oficialmente no reino do pontapé na bola, em simultâneo com a prática do andebol, em Alhandra e Alverca, respetivamente, o que obrigava a uma gestão complicada das deslocações para os jogos e treinos.

Vamos lá entrar no campo da minha irritação de hoje, numa altura em que a única coisa que me chateava era o facto de jogar de óculos, principalmente no futebol, onde os pelados, em tempo de chuva, complicavam a minha visão.

Já como sénior, depois do andebol tinha ficado pela formação, quando tive de optar por uma das modalidades, por essa altura não era obrigatório o uso de caneleiras, o que para mim era ótimo, pois eu gostava de jogar de meias em baixo, pois elas apertavam-me os gémeos, coisa que também me irritava, mas muitos dos meus colegas já as utilizavam, pois era uma forma de proteção.

Lá me convenceram, comprei umas, mas foram escudos mal empregues, pois usei-as em dois treinos, para me adaptar para o próximo jogo, mas quinze minutos depois do apito inicial já elas estavam a descansar no banco de suplentes.

Nos dias que correm, em que a sua obrigatoriedade é total, vemos que elas são cada vez de tamanho mais reduzido, ficando até a dúvida da sua eficácia, caso para dizer eu dizer, irritado, claro, estas até eu usava.

Ao longo dos anos, depois de arrumadas as botas, regressei ao andebol, nas provas do INATEL, onde muitas vezes fui guarda-redes, mas nessa situação a irritação passava a obrigação, pois a conquilha, objeto de plástico que protege as partes genitais, era mais do que fundamental para não acabar a gritar com dores e estragar o instrumento.

Há umas semanas comecei a frequentar, em Évora, o Walking Football, que como o próprio nome indica, é um jogo de pontapé na bola sem se puder correr, não se pode dar mais que três toques seguidos na redondinha, nem fazê-la subir acima da anca, ou seja, mais ou menos um metro.

No primeiro treino entusiasmei-me, esquecendo-me que o joelho direito tem com destino uma prótese, face aos danos que sofreu ao longo dos anos, onde foi vítima de três intervenções cirúrgicas.

Como não sou rapaz de desistir às primeiras dificuldades, continuei a ir lá todas as segundas-feiras - dia de treino - mas com o joelho devidamente protegido com uma joalheira ortopédica, que me irrita, mas que não posso deixar em casa.

 

Para a semana há mais irritações.

segunda-feira, 29 de setembro de 2025

Segunda-Feira, Porquê!?


Sem Bateria

 

Numa altura em que o Mundo anda, há muitos anos, aos encontrões, até parece ser fácil encontrar uma irritação a cada minuto.

Nada de mais errado.

Quando eu me irrito com um assunto, é porque acho que tinha uma boa ideia para resolver o motivo da mesma, apesar de muitas vezes a culpa ser de cada um de nós.

Já vou regressar à inspiração para o tema de hoje, mas antes vou até aos anos 90 do século anterior, numa altura em que ainda não havia telemóveis.

Os da minha idade, ou até um bocadinho mais novos, recordam-se que para um qualquer equipamento, que não estava ligado à energia elétrica, deixasse de funcionar, era porque as pilhas tinham acabado e não tínhamos umas suplentes ali à mão de semear.

Principalmente com a chegada dos telefones móveis, passámos a ter mais um problema na vida, pois além de não nos podermos esquecer da carteira e da chave de casa, dentro da própria, o telemóvel precisava de bateria para sobrevir até ao regresso, até porque o carregador era grande e pesado.

Com o passar dos anos tudo se tornou mais leve, pelo que precisámos de apenas encontrar um local para efetuar o carregamento, o que nem sempre era fácil, pois as fontes de alimentação já tinham trabalho que chegasse.

As soluções foram surgindo ao longo dos tempos, carregadores portáteis, que também precisam de ser alimentados, mas, da mesma forma em que nos prometiam que os telemóveis tinham uma bateria com maior duração, chegavam com uma velocidade bem maior, aplicações que nos gastavam a energia acumulada muito rapidamente.

A tecnologia foi ganhando asas, até chegar ao momento em que já não precisamos do cartão bancário para pagar compras, facilidade a que eu de imediato aderi, até porque muitas vezes apenas trago o telemóvel comigo.

Volto ao tema de abertura e da minha irritação, que aconteceu há dias.

Diariamente, a meio da tarde, vou até ao Quiosque de Oriola comprar tabaco para a minha Princesa, passando lá um bocado na esplanada exterior, bebendo uma, ou duas, cervejas bem frescas, levando como meio de pagamento uma nota ou algumas moedas.

Muitas vezes neste intervalo do dia, recordo-me de algo que faz falta em casa, pelo que antes de regressar ao número 6 da Rua de Portel, passo pelo Zé Mau, um dos dois minimercados locais, com a intenção de que o pagamento é feito com recurso ao telemóvel, além de que tenho sempre um saco de plástico na minha bicicleta que serve de transporte nesta digressão.

Foi o que aconteceu desta vez, fui até lá, comprei o que precisava, disse à Neuza que queria pagar com o Esperto, ela colocou-me o terminal à minha frente, mas quando ia abrir a aplicação ele desligou-se.

Fiquei irritado com a bateria que podia ter durado mais um minuto, paguei com algumas moedas que tinha na carteira, para evitar ter lá voltar, pois o bom de morar numa aldeia é que podes fazer compras hoje e pagar no dia seguinte, já levando o cartão, não vá a bateria voltar a falhar.

Para quando o telemóvel que não precise de bateria?

 

Para a semana há mais irritações.

segunda-feira, 22 de setembro de 2025

Segunda-Feira, Porquê?


Que Sonho!

 

A conversa começou há hora do café, numa pequena pausa no trabalho, quando no calendário se aproximavam as férias.

“Onde vais este ano?”, perguntou-me o John.

“Estava a pensar em ir dar uma volta a Portugal”.

“Já percebi que queres ir ver um jogo do Real Madrid, certo?”.

“John, Madrid é em Espanha, a capital do país”.

“Não é o no mesmo?”.

“Não, Espanha e Portugal são países vizinhos, mas são dois, independentes um do outro”.

“Isso também não interessa nada, eu cá este ano vou ao México”.

“Não sei se o teu amigo Presidente vai gostar muito dessa ideia”, ri-me eu.

“Então porquê?”.

“Porque ele quer correr com os mexicanos para a terra deles, se calhar não é uma boa ideia”.

“Acho muito bem, que grande presidente que nós temos, um dos melhores momentos da minha vida foi quando ele me pediu para atacarmos o Capitólio, depois daquele velho ter vigarizado as eleições”.

“Acho mesmo que isso aconteceu?”.

“Ele telefonar-me?”.

“Não, ter havido trafulhice nos resultados eleitorais”.

“George, claro que sim, se ele disse que sim, foi porque aconteceu mesmo”.

“Tu sabes que eu não ligo à política, mas não gosto muito dele”.

“Então porquê?”, perguntou-me o John, já muito exaltado.

“Porque tenho impressão que ele mente muitas vezes, repara que ele disse que se fosse presidente não tinha começado a guerra na Ucrânia, se fosse eleito resolvia a questão em 24 horas, mas já lá vão uns meses... e nada”.

“Mas a culpa não é dele, os russos e os ucranianos é que não se entendem, além dos vizinhos, da, da... como é que aquilo se chama?”.

“Europa”.

“Sim, isso, eles também não colaboram connosco”.

“Mas quando as coisas não dependem só de nós, não podemos afirmar que resolvemos a questão num piscar de olhos”.

“Já percebi que tu gostas é dos democratas”, gritou ele.

“Se quiseres continuar a conversar comigo, acalma-te”.

“Ok, ok”.

“Há dias o presidente afirmou que já tinha terminado com sete guerras, sem ser preciso cessar-fogo, mas que guerras foram essas?”.

“Achas que isso é importante?”.

“Não achas que o presidente do maior país do Mundo não deve mentir?”.

“Cá para mim não me faz diferença nenhuma, para mim ele pode mentir, desde que seja sempre eleito”.

“Mas ainda há pouco estavas a dizer que o anterior presidente falsificou os resultados das eleições, mas se for o atual a mentir já não te importas?”.

“Tu és um grande filho da ...”.

Só me lembro de ele me dar um grande soco, altura em que o meu sonho americano foi interrompido.

Acordei muito irritado, irritação que se estendeu por todo o dia, principalmente por não ter conseguido convencer o John de que este presidente é mentiroso.

 

Para a semana há mais irritações.

segunda-feira, 15 de setembro de 2025

Segunda-Feira, Porquê?


Areia Irritante

 

Quando o Pedro Castelo me pediu para escrever umas palermices, para passarem na Voz de Alenquer à quarta-feira, referiu que eu devia evitar referências ao nome da pessoa envolvida, isto porque ele tinha andando a espreitar as minhas publicações, relacionadas com o primeiro dia de trabalho da semana.

Pedro, fica descansado que eu não sei o nome do senhor que motivou a minha irritação de hoje, mas acho que esta merece passar por aqui, não só porque me enervou, mas porque também acaba por ter o seu quê de hilariante.

Em 2017 fui questionado se percebia de futebol de praia, pois queriam um narrador para um evento na Nazaré, mas como eu só sei falar português, a coisa caiu, mas no ano seguinte ela voltou e lá foi fazer a narração da Liga Europeia da modalidade, para passar nas plataformas da Câmara Municipal.

Semanas antes de ir, andei a estudar as regras da modalidade, vi imensos vídeos, para perceber todo o envolvimento da modalidade, sendo que nesse mesmo ano regressei ao estádio do Viveiro para uma prova de andebol, para a qual tive a necessidade de fazer a mesma preparação.

Durante alguns anos voltei lá, para esses dias de narração ininterrupta, de manhã à noite, muito cansativa, mas eu que eu fazia com enorme prazer, sendo que nos últimos dois anos tive a companhia do Pedro Castelo, só no futebol de praia, que fez o trabalho de casa, mas sempre que tinha alguma dúvida logo a esclarecia comigo.

Aproveito para fazer uma referência elogiosa – não é só irritar-me – ao António Almeida, árbitro internacional deste desporto, e também de futsal, que se reformou recentemente, que esteve sempre disponível para me esclarecer, sempre que me surgia alguma dúvida sobre uma decisão arbitral.

Vamos lá então à irritação de hoje, Portugal disputou recentemente as Superfinais, feminina e masculina da Liga Europeia, que, ao contrário do que é habitual, não foram transmitidas no Canal 11, onde temos o melhor conhecedor português da modalidade, o Rui Delgado, mas passaram na SportTV.

O primeiro jogo foi das nossas miúdas frente a Suíça, comecei a ouvir, fui percebendo que ele não dominava muito bem a coisa, achei que seria a primeira vez que fazia a narração de futebol de praia, mas para azar do rapaz, o jogo chegou ao fim dos três períodos empatado.

E azar porquê?

Porque ele não fazia ideia que aquilo não podia terminar igualado em golos, despedindo-se com a referência que Portugal tinha começado a prova com um empate.

Segundos de silêncio, pois ninguém abandonava o areal, até que o grafismo e o auricular o foram ajudando, lá referiu que havia um prolongamento, que só a vitória no tempo regulamentar dava três pontos, pelo que a equipa que ganhasse só ganhava dois, argumento que levou até ao fim, mesmo quando a vitória só surgiu nas grandes penalidades, com a seleção lusa a conquistar só um ponto, coisa que ele nunca referiu.

Tinha sido muito complicado ter perdido uma hora a preparar o trabalho?

Pelo menos não tinha feito esta triste figura.

 

Para a semana há mais irritações.

segunda-feira, 8 de setembro de 2025

Segunda-Feira, Porquê?


Respeito Pelo Aléu

 

A minha irritação de hoje nasceu no primeiro dia de setembro, na altura em que fui espreitar o calendário do Europeu de hóquei em patins, que começava nesse dia no norte do país, em Paredes.

A minha paixão por esta modalidade tem três fases importantes, a primeira quando eu ainda era muito novo, pois nessa altura era das poucas coisas que dava em direto na televisão, ainda a preto e branco, além dos portugueses serem muito bons neste jogo do aléu.

Mais tarde, por culpa do meu filho, voltei ao interesse por este jogo, pois o Ricardo foi guarda-redes desde dos seis anos, sendo que além de Pai, fui também seccionista – nome que se dá ao delegado da modalidade - durante algum tempo, tendo andando sempre por perto dele até ele ter autonomia para ir sozinho para os treinos e jogos.

A terceira fase foi de microfone da mão, que decorreu em simultâneo com a atividade dele, que ainda vai durando nos dias de hoje, de tempos a tempos, com a curiosidade de eu ter estado na narração e ele na baliza, pelo menos uma vez isso aconteceu. 

Feita esta introdução, para perceberem a minha paixão por este desporto, fico sempre muito irritado quando alguém diz mal dele.

Recordo-me que durante alguns anos havia poucas transmissões televisivas, com o argumento de que não se via a bola, pois ele confundia-se com a cor do piso.

Outros detratores da modalidade referiam que ela só jogava em Portugal, Espanha, Itália, numas ruas do Brasil e num bairro na Argentina, chegou a ser modalidade de exibição numa Olimpíada, mas não passou daí na prova dos cinco anéis.

Regressando aos dias de hoje, a ideia que tenho é que a modalidade é mal gerida em termos organizativos.

Quase todos os anos existem alterações às regras, algumas pertinentes, mas é preciso serem alteradas tantas vezes?

Quando os jogadores e o público já estão habituados, eis que surge mais uma mudança, ficando sempre a ideia que existe um grande experimentalismo em tudo isto.

Recuo ao início do texto, motivo da minha irritação de hoje.

No Europeu, que realizou em Portugal, a prova tinha oito seleções, entre 1 e 6 de setembro realizaram-se quatro jogos diariamente, com a seleção nacional a jogar todos os jogos da prova às 21:45 horas.

Ouviram bem, um quarto de hora antes das dez da noite, com os jogos a terminarem quando o ponteiro das horas já via a meia-noite.

É desta forma que querem promover o hóquei em patins?

Não sei se foi alguma exigência televisiva, mas a modalidade merece mais respeito, pelo que acho que está na altura de correr com os Velhos do Restelo que gerem o jogo do aléu, só preocupados com o seu umbigo e nada com este espetacular desporto.

 

Para a semana há mais irritações.

segunda-feira, 1 de setembro de 2025

Segunda-Feira, Porquê?


Nas Ondas em Oriola

 

A irritação de hoje nasceu a 13 de fevereiro, quando se celebra o Dia Mundial da Rádio, data em que a Voz de Alenquer premeia, com a sua presença, a localidade donde ligarem mais pessoas para o telefone da rádio.

Foi da minha aldeia que chegaram mais chamadas, pelo que como prometido, uma equipa arrancou da Vila Presépio para vir a Oriola fazer três horas de emissão bem animadas.

O dia para a realização do mesmo foi trabalhado com tempo, nos primeiros contactos não havia data para a inauguração da praia fluvial, local de eleição para o programa, mas ficou em cima da mesa o 15 de agosto, feriado da Assunção de Nossa Senhora, Padroeira da aldeia.

Depois do João Horado e o Pedro Castelo terem efetuado uma primeira visita ao terreno, semanas antes, uma equipa de meia-dúzia de alenquerenses veio até cá no dia da ativação do bar da praia, cuja estrutura balnear já tinha sido inaugurada no primeiro dia de agosto.

Chegaram a Cristina Simões, Carolina Vieira, Filipe Loureiro, Rodrigo Maurício e o Pedro Correia, além do João, isto porque o Castelo trocou o areal, de que não gosta e se lhe enfia nos dedos dos pés, para se estrear nas voltas da Volta pela Renascença.

Da equipa titular da rádio neste jogo de três horas, em simultâneo com uma transmissão televisiva, à boleia do Facebook, não conhecia o Rodrigo e a Carol, nome artístico como é conhecida a Carolina, mas rapidamente a empatia se criou entre nós.

Para juntar a este plantel, temos a Joana e o Miguel, os proprietários do bar, que tudo fizeram para que a equipa tivesse todas as condições, incluindo o almoço que, segundo constou, estava muito bom, além da minha Princesa, que serviu de ponte entre os que chegaram e os que já cá estavam como convidados para a emissão.

Os cento e oitenta minutos passaram de forma rápida, numa tarde bem quente, para justificar a fama do calor alentejano, tudo correu da melhor maneira, com a equipa a merecer uma boa salva de palmas no final da emissão, sendo que o João, o Filipe e o Rodrigo ainda tiveram tempo para provar a temperatura da água da albufeira da Albergaria dos Fusos que banha Oriola.

Material arrumado, cabos e microfones acomodados em seu sítio, a malta partiu satisfeita no regresso a casa, com vontade de regressar, não sem antes eu ter feito uma promessa à Carolina, que vou agora cumprir.

Por esta altura está toda a gente a perguntar-me.

Mas hoje estás irritado com quê?

Com a altura da Carol, que é bem mais alta do que eu!

 

Para a semana há mais irritações.

segunda-feira, 25 de agosto de 2025

Segunda-Feira, Porquê!?


Divórcio Caro

 

O problema de termos nascido há muitos anos, é que nos recordamos de anúncios como aquele do bacalhau, onde uma senhora diz qualquer coisa, do estilo, no tempo dela não era assim.

Reparem bem que eu comecei a trabalhar com 19 anos, nessa altura tudo era feito manualmente, computadores só na série Espaço 1999, onde o século XX era uma miragem onde todos nós viajaríamos no céu.

Quando eu entrei para a Caixa Geral de Depósitos, em 1982, as agências estavam a começar a ser informatizadas, um ano depois essa maravilha começou a chegar, mas durante muitos anos, a palavra offline era o terror dos bancários.

Muito rapidamente as coisas foram evoluindo, dez anos depois tive o primeiro telemóvel, fiz narrações, de ciclismo, com um tijolo móvel às costas, que no fim dos cinco dias, deixava-me dores nas costas para um mês.

Já não sei em que ano, fiz o primeiro contrato com uma operadora de telecomunicações, daquelas que ofereciam um pacote completo, TV, telemóvel e internet, com um preço fabuloso, mas obrigando, a essa palavra que nos irrita, uma fidelização, uma espécie de casamento para toda a vida.

Nesta altura do campeonato, referindo-me só às três principais operadoras em Portugal, sou cliente de duas, mas já passei pelo ficheiro de todas, mas porque não quero fazer publicidade a nenhuma delas, vou identifica-las por números, UM, DOIS e TRÊS, até para vos deixar a imaginar qual delas será.

Com a UM as coisas correram bem durante algum tempo, até me fazerem uma canalhice, daquelas que eu gritei: com esta nunca mais!

Mudei de imediato para a DOIS, uma das que ainda sou cliente, na minha opinião a melhor, mas quando nos mudámos, há sete anos, para o Alentejo, em Cabeça de Carneiro, só havia, em condições, a UM, pelo que mordi a língua e voltei para os braços dela.

Continuei aconchegado na UM até chegar a Oriola, meses mais tarde quis mudar de Satélite para ADSL, por sugestão dela, pois que a internet era mais estável se chegasse pelo chão.

Tudo o que tinha para correr mal, correu, deitaram-me o sistema abaixo antes da data definida, falharam duas vezes no agendamento, pelo que, depois de profundamente irritado, mudei para a TRÊS.

Fiz a respetiva reclamação, pois a respetiva fidelização com a UM estava em vigor, mas deram-se ao luxo de me apagar do telemóvel – não me perguntem como – as mensagens que me enviaram a dizer que estavam a chegar para fazer a instalação, principal argumento que eu tinha.

Nos dias de hoje estou na DOIS, que, tirando o facto de há umas semanas ter ficado oito dias sem serviço, sem ninguém percebesse o que se passava, não tenho grande razão de queixa.

Enquanto espero que a fibra aterre em Oriola, tenho uma certeza e uma dúvida.

Dormir com a UM nunca mais, mas porque será que hoje não podemos mudar de operadora, a qualquer altura, como acontece na energia elétrica, sem sermos penalizados?

 

Para a semana há mais irritações.