segunda-feira, 8 de janeiro de 2007

Recordações

A festa após a vitória sobre o FC Porto por 2-1, em Junho de 2004 Por vezes a procura de um tema, para motivar o meu post diário, torna-se numa árdua tarefa. Um blog é por definição, digamos assim, uma especie de diário pessoal, por isso, além de poder e dever ter actualidade, tem que traduzir as nossas sensações da altura.
Quando me deslocava para uma consulta de rotina, liguei o rádio do autómóvel, deparando com um tema dos Queen. Fiquei atento, pois sou fã do grupo, apesar de achar que depois da morte de Freddie Mercury, a banda terminou.
Há músicas que associamos a momentos, quase sempre recordações agradáveis. Este conjunto britânico e o seu tema "We are the Champions", vai para mim, ficar sempre ligado à conquista do Campeonato Nacional de Hóquei em Patins, na categoria de Infantis A, que o Ricardo ajudou a ganhar, na altura ao serviço do Sporting.
Hoje apetece-me voltar a ouvi-lo.

domingo, 7 de janeiro de 2007

Envergonhados

A imagem do desespero Domingo de futebol com Taça de Portugal, com jogos a horas normais, sem transmissões televisivas, é uma coisa de saudar.
De tempos a tempos, os três grandes do nosso cantinho, põem-se a jeito e deixam os seus adeptos, muito perto de um colapso cardíaco.
Quem não se recorda dos "recentes" tomba-gigantes Gondomar, para as bandas da Luz, os figueirenses da Naval, em divisão inferior, a arrancarem assobios em Alvalade, ou um irrequieto Torreense, em época de Carnaval a pregar uma partida, no desaparecido estádio das Antas?
Hoje, o Atlético Clube de Portugal, prestigiada colectividade de Alcântara, um dos bairros típicos de Lisboa, contrariou a máxima de que a história nunca se repete. Sessenta anos depois voltou a eliminar o F.C. Porto, numa eliminatória da Taça portuguesa.
No final do encontro o treinador azul-e-branco, Jesualdo Ferreira confessou que estava envergonhado com o resultado.
O que ele não disse, era que se não ficaria ainda mais envergonhado, caso Quaresma, tivesse transformado o "penalty" que poderia, mais tarde, causado a eliminação dos lisboetas.
Paulo Pereira, foi o árbitro do jogo. Ele não teve vergonha de marcar o castigo máximo.
Eu tenho vergonha do nosso futebol.

sábado, 6 de janeiro de 2007

Nostalgia

os gloriosos relatos...à molhada Nesta fase final do semestre escolar universitário, aumenta a quantidade de horas necessárias para levar esta aventura a sério. Por isso, o tempo para sair de casa, no fim-de-semana, fica restrito ao indispensável. Televisão quase nada, uma vista de olhos pelo diário desportivo do costume e rádio, que normalmente oiço no carro, nada.
Bem, deixem-me corrigir. Hoje, como jogava o meu Benfica para a Taça de Portugal, com o Oliveira do Bairro e não dava na televisão (coisa rara), liguei a telefonia - é assim que eu gosto de lhe chamar - para acompanhar a marcha do marcador.
O meu amor pela rádio volta à superfície quando oiço um relato de futebol. Chega-me uma nostalgia...sempre foram quase vinte anos a gritar golos, a dizer disparates, a fazer o que mais gosto.
Volto à terra. Talvez por defeito profissional, entenda-se da comunicação, estou sempre muito atento. No final de uma jogada, descrevia o repórter de "pista" que o guarda-redes, depois de uma defesa, tinha se deixado cair para ganhar tempo. Pois é...já foi assim...agora o goleiro, como dizem os brasileiros, só tem seis segundos para se livrar da "redondinha".
São lugares comuns, compreensíveis, mas que têm que ser actualizados, por outros.

sexta-feira, 5 de janeiro de 2007

Em português

o lance da polémica Numa altura em que tanto se fala da profissionalização da arbitragem no futebol português, não resisto a deixar aqui um texto que circula na Net há já algum tempo. Hipoteticamente, será um excerto do relatório do árbitro Carlos Xistra, aquando da recepção do Benfica ao Estrela da Amadora. Em causa a amostragem de um cartão amarelo a Miccoli, jogador dos encarnados:

O jogador da equipa visitada, Micolli, desmandou-se em velocidade tentando desobstruir-se no intuito de desfeitear o guarda-redes visitante. Um adversário à ilharga procurou desisolá-lo, desacelerando-o com auxílio à utilização indevida dos membros superiores, o que conseguiu. O jogador Micolli procurou destravar-se
com recurso a movimentos tendentes à prosecução de uma situação de desaperto mas o adversário não o desagarrava. Quando finalmente atingiu o desimpedimento desenlargando-se, destemperou-se e tentou tirar desforço, amandando-lhe o membro superior direito à zona do externo, felizmente desacertando-lhe. Derivado a esta atitude, demonstrei-lhe a cartolina correspectiva.


Confesso que tenho sérias dúvidas sobre a veracidade desta verdadeira pérola linguística.
Mas a ser real, é urgente, antes da profissionalização, que já se vislumbra no horizonte, dar umas aulas de português aos árbitros. E muitas.

quinta-feira, 4 de janeiro de 2007

Vergonha

Fernando Correia na apresentação do novo jornal Ontem à noite fui surpreendido com a notícia do despedimento do Fernando Correia da TSF, resultando dessa decisão, o fim da Bancada Central, um dos programas mais ouvidos da rádio portuguesa. Motivo argumentado por José Fragoso, director da estação, o facto dele ter assumido a direcção do "Diário Desportivo", o primeiro jornal grátis da temática a aparecer nas bancas amanhã.
Já tinha previsto escrever um post sobre o lançamento deste jornal. Nunca pensei foi que, em vez de estar aqui a desejar felicidades ao Fernando, tivesse que mostrar a minha indignação por esta enorme falta de respeito. Após cinquenta anos, sempre na rádio, além de outas actividades, ser despedido, por incompatibilidade do novo cargo, com a função na estação radiofónica, cheira a vingança.
Talvez a Controlinveste, detentora da TSF e também do jornal desportivo O Jogo, tenha ficado com medo desta nova concorrência na sua área.
Seria mais fácil introduzir qualidade no referido jornal, para não ter medo da concorrência.
Força Fernando, eu vou ler o teu "Diário Desportivo".

quarta-feira, 3 de janeiro de 2007

Figos e Ronaldos

As pernas que duram pouco O futebol português começa o ano como o acabou. Mal.
Os árbitros estão zangados com a Federação, porque não quer pagar as portagens das deslocações e só aumentou o valor do quilómetro em dois cêntimos.
Os jogadores de futebol profissional, também estão "danados", segundo o presidente do Sindicato, Joaquim Evangelista pois o governo, perto do fim que está o período de transição, quer colocá-los no regime igual ao comum dos portugueses (que já não são muitos).
Sempre tive esta opinião, por isso para mim, acho que os futebolistas devem ter um regime de excepção. Senão vejamos: trata-se de uma profissão que dura, a correr tudo bem, quinze anos; a média de vencimentos é superior à maioria das profissões, mas tratando-se de uma de desgate rápido, depressa termina, enquanto, outras também bem renumeradas, têm uma vida, geralmente até à reforma, que ainda querem que seja mais tarde.
Depois, tenho a consciência que apenas uma pequena minoria, termina a carreira com a sua situação financeira estável para o resto da caminhada. Já para não falar nos que auferindo vencimentos dentro do "normal", são apanhados pelos diversos clubes e dirigentes que raramente pagam os vencimentos dos seus atletas.
Não se esqueçam que Figos e Ronaldos há poucos.

terça-feira, 2 de janeiro de 2007

Civismo e educação

As crianças que podem mudar a actual situação Nunca comecei a escrever um post sem ter um tema para sobre ele opinar. Acho que tem a ver com a minha organização mental. Normalmente, aproveito a corrente noticiosa actual, para ganhar a inspiração necessária.
Hoje, sem futebol, vergonhosamente parado quase um mês, podia-me socorrer do discurso de ano novo do Presidente da Républica. Mas também por aí, as novidades foram...nenhumas.
Opto por aproveitar uma conversa da hora de almoço, com os meus amigos, Luis, José Manuel e Hélder. Na ressaca das festas, vieram à discussão os acidentes rodoviários.
Debatemos, discutimos, esgrimimos as nossas ideias, mas rapidamente concluímos que tudo passa pela educação. Essa mesmo, que tem que começar nos bancos da escola.
Quando conseguirmos que o civismo seja o principal motivo de orgulho dos portugueses, os acidentes nas estradas vão diminuir de forma drástica.
E em época de vacas magras, vamos poupar nas campanhas de segurança rodoviária.

segunda-feira, 1 de janeiro de 2007

Quatro endiabrados

Tio Jorge e o Tomás no Natal de 2006 No pontapé de saída do novo ano, aproveito para explicar a origem do nome do meu blog. Há quatro anos, frequentei um curso de Jornalismo Desportivo na Universidade Autónoma de Lisboa. Eu era, de longe, o mais velho. Para facilitar o relacionamento, comecei a dizer à rapaziada: "tratem-me por Tio Jorge". Aí ganhei uma boa dezena de sobrinhos (um beijo especial para a Maria João). Agora, no meu regresso ao estudos, utilizei a mesma formula e fiquei apelidado em definitivo. Mas só em Agosto deste ano, oficializei a minha alcunha. Chegou o Tomás, o meu verdadeiro sobrinho.
O Pedro e a Catarina Antes do Tio Jorge, chegaram os afilhados. Não aqueles de quem gostamos, no trabalho ou na vida, mas aqueles que os pais acham que podemos ser uma mais valia para eles. É assim que eu vejo a minha figura de padrinho, nesta altura, já a triplicar.
Primeiro chegou o Pedro. Nascido no continente, em Vila Franca de Xira, mas açoreano de gema. Sete anos de enorme energia e inteligência. Quatro mais tarde nasceu a Catarina, oferecendo os primeiros choros na Horta, transformando-se numa perfeita fotocópia da sua mãe, Isabel. Juntamente com o Emanuel, pai e marido desta família, vivem à sombra da mais bela montanha portuguesa, na lindíssima ilha do Pico, onde quero voltar em breve. Nessa altura somei mais uma afilhada.
A minha afilhada Rafaela
Pelo meio, os meus amigos Quim e Bela, foram pais. Em Vila Franca de Xira, há seis anos atrás nesceu a Rafaela. Nessa altura, fui padrinho pela segunda vez. Criada em Alverca, actualmente vive em Samora Correia. Uma verdadeira ribatejana. Difícil de gerir nos primeiros anos, vem paulatinamente ganhando competências que a transformam, nesta altura, numa linda menina.
Pedro, Rafaela, Catarina e Tomás, espero que possa estar perto de vocês sempre que precisem.

domingo, 31 de dezembro de 2006

Dois mil e sete

Com o dois mil e seis já de malas feitas, vou aproveitar este meu espaço para desejar a todos os que lerem este post, um novo ano recheado de tudo o que mais gostarem e precisarem.
Um ano que vai ser emocionante...já viram...007...bem, era um trocadilho.
Gostava, sempre que passem pelo "Tio Jorge", que deixem o vosso comentário, a vossa crítica, a vossa sugestão, para melhorar a qualidade.
Agora...desculpem, estão a bater à porta...é o dois mil e sete que está a chegar.

sábado, 30 de dezembro de 2006

Reveillon em Greenwich

Um comboio da zona urbana de Lisboa Os apelos à utilização dos transportes públicos nas áreas urbanas das grandes cidades, multiplicam-se. Por vezes até surgem ameaças, que os automóveis vão ficar à porta, ou entram pagando uma portagem.
Eu, há bastante tempo que aderi à causa. De comboio e autocarro, faço o meu circuito diário, de casa para o trabalho, daí para a Universidade e o regresso à residência, no final do dia.
Além da possibilidade de ler durante os percursos, gosto especialmente das informações prestadas, daqueles quadros, supostamente electrónicos, que se encontram nos locais onde aguardamos a chegada dos nossos meios de transporte.
As coisas até têm corrido bem. Um atraso aqui, mais uns minutos ali, mas como sou bastante paciente, até encaro estas situações com normalidade.
Mas ontem as coisas não correram bem. Ao chegar a estação da CP em Entrecampos, deparei que os comboios circulavam com mais de trinta minutos de atraso. Aí, pensei: "A Cláudia é que tem razão, eles andam sempre atrasados". Bem, concerteza terá acontecido alguma coisa anormal.
Um autocarro dos mais modernos da Carris Derivei para uma paragem dos autocarros da Carris, tentando ultrapassar aquela dificuldade, tipo "vou tentar enganar os comboios". Lá chegado, entrei no primeiro, a caminho da Gare do Oriente. Como não era directo para lá, fiz um transbordo, ou seja, saí dum e esperei por outro.
Espectáculo. Na paragem onde fiquei, pois nem todas têm, lá estava aquele magnífico quadro, que nos diz quanto tempo demora a chegar o nosso meio de transporte. Quatorze minutos era o tempo que faltava. Eram 18:10 horas.
A contagem decrescente era lenta, muito lenta, mas finalmente entrou na contagem dos cinco minutos finais. Quatro...três...quatro...cinco! Bem, o que se estará a passar? Será que o meu autocarro se arrependeu?
Afinal não, chegou às 18:50 horas. Quatorze minutos que demoraram quarenta!?
Será que o meridiano de Greenwich já estava a preparar o reveillon?

sexta-feira, 29 de dezembro de 2006

Pelas nossas crianças

Em cada dois dias, uma criança portuguesa é vítima de maus-tratos, que muitas vezes provocam a morte, segundo um estudo da Associação Portuguesa de Apoio à Vítima (APAV) Desde menino que oiço esta frase "as crianças são a melhor coisa do Mundo" e eu assino por baixo. Lamentavelmente, ainda há pessoas, se assim se podem considerar, que não concordam.
Ao passar os olhos pelo jornal, encontrei uma notícia, que já não sendo de hoje, vem mais pormenorizada. Trata-se do caso da Sara, a criança de Monção que morreu, vítima de espancamento efectuado pela própria mãe, que já terá confessado a autoria das selvagens agressões.
A Sara tinha dois anos e meio. Tinha mais três irmãos que estranhamente, ou talvez não, nunca apresentaram sinais de maus tratos. Segundo os mais próximos da família, ela era um caso à parte, completamente marginalizada.
Não me vou deter sobre os aspectos bárbaros deste caso. Espero que o Tribunal puna exemplarmente este caso, mais um de violência infantil.
O meu apelo vai para todos nós. Há mais de um mês que ela aparecia no infantário com nítidos sinais de violência. A comunicação às entidades competentes terá pecado por tardia. Provalvemente, podia-se ter salvado a Sara.
Vamos todos evitar que continuem a matar as nossas crianças, denunciando as situações que tivermos conhecimento.
Podemos ganhar um inimigo, mas salvaremos uma vida inocente.

quinta-feira, 28 de dezembro de 2006

Nascido à sexta-feira

Kofi Annan, dez à frente da ONU Confesso que tinha uma simpatia por ele. Postura elegante, pose calma, discurso tranquilo, eram atributos que me faziam admirar Kofi Annan, o ainda secretário-geral da Organização das Nações Unidas, cargo que vai deixar em um de Janeiro, sendo substituído pelo sul-coreano, Ban Ki-Moon.
Foi indigitado para o cargo, há dez anos, com o total apoio dos Estados Unidos, que agoram, na despedida o atacam duramente, fruto das críticas à postura dos americanos na guerra do Iraque. Críticas que só pecaram por tardias. Ao longo do seu mandato, fica a sensação de tentar fazer muito, mas pouco ou nada concretizar.
Mas o seu principal pecado foi deixar-se envolver, no tristemente célebre caso do programa "Petróleo por alimentos", que em traços gerais - criado em 1994 após o final da primeira guerra no Iraque - vendia licenças de exportação de petróleo iraquiano a companhias internacionais e usava as receitas para comprar alimentos para os iraquianos e para compensar o Kuwait.
Até aqui tudo bem. O pior foram a irregularidades surgidas, conforme descreve em pormenor o artigo do Diário Económico, tudo com o beneplácito de Kofi Annan.
Este ganês, nascido há sessenta oito anos, cujo nome na sua terra natal, significa "nascido à sexta-feira", desiludiu-me. Sim porque foi desilusão o que eu senti ao perceber que o senhor simpático, que eu gostava de ver e ouvir, também estava envolvido em estratagemas sujos.

quarta-feira, 27 de dezembro de 2006

Pobreza dos ricos

Um dos muitos sem abrigo de Lisboa Todos os dias de trabalho o encontro. Ao fundo das escadas da estação ferroviária, cabelo branco desgrenhado, chapéu-de-chuva a imitar uma bengala, com a mão esticada. Mais tarde na deslocação para o almoço, outra cara familiar. Corpo curvado sobre um pau, barba por fazer, voz rouca, implorando numa ladainha imperceptível, uma moeda.
Dois exemplos que espelham a pobreza em que vive grande parte da nossa população.
Relanço os olhos por uma banca de jornais, onde alcanço a manchete do dia “Portugueses gastaram na quadra natalícia mais 11 milhões por dia, do que em 2005”.
Detenho o passo, olho para os que vão passando em passo acelerado, pouco preocupados com a minha incredulidade. Recordo o meu professor de Economia que dizia, mais ou menos isto “é inevitável com a globalização, os ricos vão ficar cada vez mais ricos e os pobres cada mais pobres “
Que raio de inevitabilidade. Que País insensível, perante os milhares de pessoas que vivem abaixo do limiar da pobreza. Que País desprezível, que sabe disso e não faz quase nada para o evitar.
Que pobreza moral têm os ricos.

terça-feira, 26 de dezembro de 2006

A extinção dos dinossauros

Uma das várias especies de dinossauros conhecida Este regresso ao trabalho, após a Consoada, é penoso, digamos que é uma terça pior que uma segunda. Habituados ao stress diário, até dele sentimos falta, num dia em que mais de meio país parou. Lojas fechadas, ruas semi-desertas, transportes colectivos vazios, enfim, o habitual em ressaca de festa, complementada por uma tolerância de ponto para os funcionários públicos, menos para os da Câmara Municipal do Porto. Uma forma de dar nas vistas.
Hoje de manhã lia sobre o boxing day, onde no Reino Unido, se realiza mais uma jornada da Liga de futebol, depois de terem jogado a vinte e três, de jogarem de novo a trinta e repetirem a dose no primeiro dia de 2007, sempre com os estádios cheios. Por cá temos o oposto, perto de um mês sem futebol, num negócio que vai de mal a pior, nomeadamente nas assistências aos jogos.
Também não sou defensor do esquema inglês, mas o nosso...Ainda há poucos anos discutiamos o facto de quase não se parar na quadra natalícia, mas rapidamente fomos do oito ao oitenta.
Vitor Serpa, director do jornal A Bola no seu editorial de hoje, faz uma análise perfeita do estado do nosso futebol. É preciso derrubar tudo e começar de novo, para recuperar a credibilidade. Mas para isso as figuras têm que mudar, como ele bem assinala: "Só não tenho a certeza de que não seja necessário que os dinossauros excelentíssimos se extingam para que o futebol português recupere a sua vitalidade".
Numa altura em que, na Batalha, descobriram mais um esqueleto de dinossauro, com mais de 150 milhões de anos, desejo que não seja preciso tanto tempo para extingir com os que estão a mais no nosso futebol.

segunda-feira, 25 de dezembro de 2006

Carta atrasada

Nos primeiros anos de idade sempre acreditei no Pai Natal. E gostava. Mas nunca lhe escrevi nenhuma carta.
Hoje a febre consumista, transformou esta época num delírio. Compra-se quase tudo, mesmo que não se goste, mesmo que os que a vão receber não gostem.
Apesar de já ir atrasada, este tema do Boss AC, é uma carta dirigida ao Pai Natal, em estilo crítico, revelando algumas das falhas da nossa sociedade.
Quer gostem ou não do tema, eu vou continuar a gostar do Pai Natal.

domingo, 24 de dezembro de 2006

Sem blog

a imagem da dificuldade Por muito que tentemos ser originais, esta é a época das trivialidades. Por mais que rebusquemos na nossa criatividade, chega-nos sempre uma frase feita.
É verdade que, nesta quadra, pensamos mais nos que têm vidas complicadas, mas porquê só nesta data?
Um grande Natal para todos os que nunca vão saber o que é um blog.
A mensagem há-de lhes chegar.

sábado, 23 de dezembro de 2006

Dos amigos

Eram muitos os teus amigos. Foram à tua despedida, dizer-te um até breve, seja onde for o lugar do reencontro. Fernando Alves, seu colega, seu amigo, no seu sinais da TSF, bem ao seu jeito, bem à sua maneira, muita vezes metafórica, mas sempre bela, deixou que as palavras homenageassem a nossa Leonor.



Tentei encontrar uma forma de me despedir de ti. Fui encontrar esta fotografia, onde o teu belo sorriso, sereno e calmo se destaca. Tu atiravas-me arroz, hoje envio-te um beijo.
Até sempre Leonor. Leonor Colaço (1967-2006)

sexta-feira, 22 de dezembro de 2006

Testemunhos

Linda, como sempre Continuo olhar para ti, Leonor. Ontem à noite, foi à procura das fotos do meu casamento, onde estiveste presente. Lá estavas, ora atirando arroz para cima de mim e da Célia, ora compenetrada, durante o repasto.
Fechei o álbum e foi ao VeloLuso do Manuel José Madeira. Lá estava a Leonor, numa bela fotografia, que não resisto a publicar, assim como as lembranças do Paulo Cintrão, colega da Leonor durante muitos anos.
Logo vou à tua despedida, para te puder dizer...até já.

quinta-feira, 21 de dezembro de 2006

Em busca da Leonor

uma rosa na despedida Nestes momentos de saudade, procuro algo na Net. Vou encontrar um post no irreal tv.
Uma uma visão de Rui Cádima, com uma citação do Fernando Alves, como só ele sabe. Mais alguns cliques, descubro um de Nuno Markl no seu blog.
Continuo neste desvario de busca, como se estivesse à procura da Leonor, descobrindo o MZM. Passamos tantos momentos juntos, na nossa rádio. As lágrimas não resistem, rolando pela minha face, revoltada.
Leonor, os teus amigos de sempre estão contigo.

Com...laço

Uma paisagem como a Leonor, bela e tranquila Era assim que eu gostava de lhe chamar. Leonor Com...laço.
Tudo começou na aventura da rádio em Alverca. Era o tempo das piratas. O entusiasmo era enorme.
A Leonor Colaço (assim, sem a minha autoria), sempre foi reservada, introvertida até. Mas uma grande amiga.
No final dos anos oitenta, a 2000, que era a nossa rádio, a menina dos nossos olhos, acabou. Coisas da legislação da altura.
A Leonor continuou. Correio da Manhã Rádio, Rádio Comercial, e há meia dúzia anos a TSF, a telefonia sem fios.
Não nos víamos muitas vezes. Mas também não era preciso, pois a nossa amizade era muito superior à possibilidade de nos encontrarmos amiúde.
Ontem ela partiu. Sem avisar.
Uma coisa eu tenho a certeza. Quando nos voltarmos a encontrar, para fazer aquilo que gostamos, vai ser na Rádio Paraíso.
Um beijo para ti Leonor.