quarta-feira, 14 de novembro de 2018

Um olhar alentejano

Sempre que algo se transforma no maior do Mundo, tem direito ao merecido destaque.
Destronando o Aeroporto Internacional Hartsfield, em Atlanta, nos Estados Unidos da América, o novo Aeroporto Internacional de Istambul, Turquia, duplica a área da estrutura norte-americana. 
Quando a nova plataforma estiver totalmente completa, vai ter seis pistas, três terminais e a mais moderna tecnologia, com um sistema de segurança de última geração.
Situado na costa do Mar Negro, custou 4,5 mil milhões de euros e foi construído por 36 mil trabalhadores durante 10 anos.
A nova infraestrutura aérea com capacidade para 90 milhões de passageiros por ano, estimando-se que quando estiver na sua capacidade total de rotina possa receber 200 milhões, vem substituir o atual Aeroporto Internacional Atatürk, que vai funcionar em pleno a partir de 29 de dezembro, sendo que até lá garante apenas cinco voos diários.
Dizem as más línguas que o presidente Recep Erdogan deu ordens para acelerar os retoques finais, para que a inauguração ocorresse a 29 de outubro, dia do 95º aniversário da fundação da República da Turquia.
À boa maneira portuguesa.

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Novidade no Tio Jorge. 
A partir de hoje as Imagens vão ser legendadas.


O internacional britânico Joe Cole anunciou a sua retirada aos 37 anos.

terça-feira, 13 de novembro de 2018

Um olhar alentejano

Dois meses depois de chegar a Cabeça de Carneiro, dei por mim a pensar na simpatia e simplicidade das pessoas desta aldeia.
São um pouco mais de 200 habitantes, sendo que a chegada de umas caras novas suscita curiosidade.
Eu cheguei sozinho com o Pizzi - um dos nossos dois cães - e a minha Princesa veio mais tarde, trazendo o Pablo, o mais velho.
À primeira dificuldade - adquirir e montar uma torneira para a máquina de lavar - esta foi rapidamente resolvida.
Numa aldeia em que em termos de comércio existe uma padaria e dois cafés, uma ida ao Café O Rui - mesmo ao lado da nossa porta - resolveu logo o problema.
O Manel do Café falou com o Zé e passado pouco tempo a torneira tinha aparecido e estava montada.
Há dias foi uma pilha que faltava para o esquentador e logo ela surgiu das mãos do Sô Manel.
Mesmo sabendo que estamos de passagem até nos fixarmos, definitivamente, em Oriola - tudo indica que só em 2019 - já fazemos parte da comunidade local.
Há dias partilhámos a tristeza da partida de um dos nossos vizinhos da frente, o Zé Joaquim.
Com os seus 86 anos, também ele contribuiu para a nossa rápida integração.
Recordo as suas palavras, sempre que eu passava pela sua porta quando ia passear os cães "Então, mais uma voltinha!"

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segunda-feira, 12 de novembro de 2018

Um olhar alentejano

Há dias deparei-me com uma notícia bem interessante.
A cidade galega de Pontevedra tinha tirado os automóveis do seu centro histórico.
Claro que isto não se consegue num abrir e fechar de olhos, mas, principalmente, consegue-se com determinação.
O edil da cidade espanhola foi eleito em 1999, sendo que um mês depois já tinha tornado os 300 mil metros quadrados do centro histórico exclusivo para peões.
Em entrevista ao jornal britânico The Guardian, Miguel Lores explicou que antes de se tornar presidente passavam 14 mil carros na rua onde se situa a Câmara Municipal, em pleno centro histórico.
"Este zona estava morta. Havia drogas e muito trânsito. A cidade estava em declínio, poluída e todos os dias ocorriam acidentes de trânsito", confessou Lores.
A reestruturação da mobilidade deu prioridade em primeiro lugar aos peões, depois as bicicletas e os transportes públicos e, por fim, os automóveis.
Conclusão: diminuíram os óbitos devido a acidentes de viação, as emissões de dióxido de carbono baixaram significativamente e Pontevedra tem vindo a conhecer um aumento populacional.
Era bom que por cá olhassem para este excelente exemplo.
Primeiro as pessoas, depois as pessoas e no fim ... as pessoas!

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domingo, 11 de novembro de 2018

No Reino da Águia


Deslocação do Benfica a Tondela, com os encarnados obrigados a vencer, num dia de muita chuva.
Para complicar mais tarefa, os da casa marcaram - autogolo de Conti - antes de estar cumprido o primeiro minuto.
Boa reação e empate logo aos 9 minutos, numa cabeçada de Jonas.
Até ao intervalo o Benfica andou perto da vantagem, mas o poste e a falta de pontaria não o permitiu.
Na segunda parte o Tondela esteve perto de marcar, mas ficou reduzido a 10 jogadores, com as águias a passarem para a frente com um golo de Seferovic, acabado de entrar no jogo.
O Benfica marcou pela terceira vez, por Rafa, conseguindo uma vitória justa, mas muito valorizada pela exibição do pupilos de Pepa.

Um olhar alentejano

Uma proposta de Lei do Conselho de Ministros poderá causar uma revolução no combate à violência no desporto em Portugal.
São muitas as novidades que por aí vêm e que podem mudar radicalmente a forma como as claques tem atuado sem qualquer controlo.
Deixo aqui algumas delas.
Criação de um cartão especial de adepto, obrigatório para todos os elementos dos grupos organizados, obrigatoriedade dos clubes criarem nos seus estádios ou pavilhões zonas reservadas a esses grupos, com entrada exclusiva, não permitindo fisicamente a passagem e acesso a outras zonas ou setores.
Passa a existir um protocolo, obrigatório, entre clubes e claques e videovigilância em todo o recinto desportivo.
As multas são bem pesadas, monetárias até 200.000 € para clubes ou SAD, interdição do recinto desportivo, jogos à porta fechada, num máximo de 12 jogos, perdas de pontos, que em caso de reincidência podem estender-se a todas as competições profissionais do clube.
Individualmente os prevaricadores poderão ter interdição de acesso aos estádios e pavilhões, que em casos mais graves podem chegar a penas de prisão de 1 a 5 anos.
Que chegue rápido esta Lei, punindo sem olhar às cores clubísticas.
Antes que aconteçam mais desgraças!

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sábado, 10 de novembro de 2018

Um olhar alentejano

Há um acontecimento publicitário que me anda a intrigar.
Porque será que repentinamente tanta gente ficou preocupada com os surdos?
Basta ficar um bocado em frente à televisão para chegar a oferta.
Há para todos os gostos e para todos os ouvidos.
Com pilha e recarregáveis, eles lá ficam bem escondidinhos, resolvendo o problema do som alto, de não ouvir os carros nas passadeiras ou gritar nas conversas entre amigos.
E o preço?
São quase dados.
Eu, felizmente, ouço bem, mas como o pobre fico desconfiado.
Tão bons e quase de borla?
Pior que esta peste publicitária auditiva só aquela divulgação sobre a neuropatia.
Eu percebo que o assunto é sério, que de repente se tornou numa causa nacional, mas é necessário passar aquilo tantas vezes?
Pobres dos mimos, até já estão arrependidos de terem alinhado com a Rita Blanco!

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sexta-feira, 9 de novembro de 2018

Um olhar alentejano

Um dia destes fui surpreendido com uma notícia angustiante.
As alterações climáticas podem levar ao fim da cerveja.
Mau!
Vamos lá ver o que se passa.
Um estudo revela que as secas e as crescentes vagas de calor, agravadas pelo aquecimento global, deverão representar uma quebra, a nível mundial, de 17% nas colheitas de cevada, ingrediente fundamental para a produção de cerveja.
Segundo a mesma investigação, o primeiro efeito será o aumento significativo do preço da bebida, podendo uma cerveja chegar aos 3 €.
Sabe-se que apenas 17% da cevada colhida em todo o mundo é usada para a produção da cerveja , sendo que os restantes 83% tornam-se alimento para o gado.
E que tal chegarmos a um acordo?
Falamos com os representantes dos animais e a coisa fica nos 50% para cada lado.
A mim parece-me bem!

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quinta-feira, 8 de novembro de 2018

Um olhar alentejano

Um ponto prévio a este texto.
Sou sempre a favor das greves que têm como objetivo melhorias salariais, desde que racionais.
Fiz várias durante a minha carreira profissional e considero ser um pilar da relação laboral em democracia.
Duas classes profissionais muito importantes da nossa sociedade - enfermeiros e juízes - estão num processo reivindicativo sobre as suas carreiras.
Os primeiros têm paralisado várias vezes nos últimos tempos, enquanto que os juízes ameaçam com uma greve que pode demorar um ano, dividida por 21 dias.
A curiosidade da diferença das reivindicações é que me deixa perplexo.
Do lado da enfermagem pretende-se uma carreira que privilegie os especialistas e que valorize financeiramente os mais antigos na carreira.
Do lado dos magistrados uma visão contrária.
Não concordam que os que entram agora na função recebam menos dos que já lá estão há anos.
Acho que a expressão a velhice é um posto não deve servir para todas as situações, mas parece-me muito mais coerente a atitude daqueles que tão bem nos tratam da saúde.

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quarta-feira, 7 de novembro de 2018

No Reino da Águia


Jornada quatro da Liga dos Campeões com o Benfica a receber o Ajax. 
Primeira parte muito disputada, com o metro quadrado de relvado muito caro.
Poucas oportunidades, mas o Benfica a marcar por Jonas, aproveitando bem uma falha do guarda-redes holandês.
A segunda metade foi bem melhor, mais bem jogada, mas o Ajax conseguiu chegar ao empate.
No último lance do jogo - com aconteceu em Amesterdão - o Benfica poderia ter saído com os três pontos, mas uma grande defesa de Onana negou a justiça do resultado.

Um olhar alentejano

Como diz o meu Amigo Manuel Russo "O Alentejo não é melhor, nem pior que outras zonas do País. É diferente!"
Estou totalmente de acordo.
Já tinha essa convicção, depois de passar férias por cá nos últimos cinco anos - onde a paixão foi ganhando asas - mas estar a morar em definitivo, têm um sabor e um carinho diferentes.
Até agora só encontrei uma situação que se assemelha à cidade.
As buzinadelas de sábado de manhã.
Eu explico.
Numa pequena aldeia onde o comércio de restringe a uma padaria - da Dona Inácia - e dois pequenos cafés, os artigos dos dia a dia chegam sobre rodas.
Logo pela fresquinha e até à hora de almoço, os diferentes sons, bem estridentes, dão-nos conta que chegou o peixe fresco, a fruta e os legumes, os produtos de mercearia e até os artigos de pronto a vestir.
Com o passar das semanas, já vou identificando os veículos antes de eles nos desvendarem o seu interior.
Em relação às buzinas, ainda só apanho o relinchar do cavalinho do peixeiro!

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terça-feira, 6 de novembro de 2018

Um olhar alentejano

Numa altura em que há dezenas de jogos de futebol na televisão, quem se lembra do primeiro jogo transmitido em direto pela RTP?
Mais um excelente texto publicado no jornal A Bola, leva-nos até às 18:30 do dia 22 de outubro de 1978.
É verdade já lá vão 40 anos.
A preto e branco, a estreia aconteceu no estádio do Bonfim, em Setúbal, com os sadinos a receberem o Belenenses.
Nessa altura os jogos dos campeonatos de Inglaterra, Alemanha, Itália e França não passavam em direto nas televisões dos seus países.
O Vitória recebeu 250 contos (mais ou menos 18.600 €) e o Belenenses 40 contos, valor que receberiam todos os visitantes nos 23 jogos a transmitir.
O Benfica e o Sporting não se mostraram interessados no negócio e FC Porto, Belenenses e Sporting de Braga eram os que como visitados mais recebiam: 400 contos.
Recordemos como decorreu o jogo.
Os da casa começaram melhor com golos de Vítor Batista - ele que se apelidava de O Maior - e de Vítor Madeira.
Na segunda parte os de Belém deram a volta ao resultado, marcaram Clésio, Lincoln e Cepeda.
Os primeiros 5 golos que passaram em direto na televisão portuguesa.

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segunda-feira, 5 de novembro de 2018

Um olhar alentejano

No início deste texto convém deixar a data em que foi escrito, pois quase todos os dias há novidades sobre o caso Tancos.
22 de outubro.
Já se demitiu o ministro da Defesa, foi exonerado o Chefe do Estado-Maior do Exército e o Major Vasco Brazão já entregou o memorando.
Até a Fátima Felgueiras já o leu.
Todos querem apurar responsabilidades políticas, mas parece que ninguém quer saber como aconteceu o desaparecimento/aparecimento do material militar roubado.
Deixo alguma perguntas que continuam sem resposta, mais de um ano passado, à luz dos dados que vão sendo conhecidos.
Quem ajudou o presumível ladrão - que está em prisão preventiva - a roubar as armas?
Quando ele se arrependeu, com quem contactou para as devolver?
Porque motivo a Polícia Judiciária Militar não se limitou a prender o ladrão e recuperar as armas, sem ter que criar a famosa encenação?
Quando estas três perguntas tiverem resposta, talvez se perceba melhor quem são os bons e os maus desta fita.

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domingo, 4 de novembro de 2018

Um olhar alentejano

Eleito que está Jair Bolsonaro como presidente do Brasil, vamos ver como se vai comportar este clone de Donald Trump.
Para já vai anunciando os nomes que vão compor o seu governo, já estando confirmado o juiz Sérgio Moro para ministro da Justiça.
Uma pequena cronologia.
Em 2017 Moro dá uma entrevista ao jornal Expresso. Questionado sobre a hipótese de entrar na política, afirmou "Já o repeti várias vezes. Não existe nenhum possibilidade".
No início deste ano, sondagens dão vitória a Lula da Silva, bem à frente de Bolsonaro.
Em Abril, na sequência do processo Lava Jato, Moro dá ordem de prisão a Lula, ficando impossibilitado de concorrer às eleições.
Muitas vozes habilitadas dizem que as provas não eram suficientes para a prisão do antigo presidente brasileiro.
Como a mulher de César, as contradições de Moro não deixam de levantar desconfiança. 

Por cá o irrevogável Paulo Portas - que tem andado, e ainda bem, desaparecido - foi comentador numa televisão sobre esta eleição.
Afirmou que depois de procurar não encontrou "nos 27 anos de vida pública do capitão Bolsonaro nenhum indicador eticamente reprovável em termos pessoais".
Para ele ser racista, machista, homofóbico, apoiar a tortura, desviar impostos, entre outras trafulhices, não é na de grave.        
Portas ou procurou pouco ou é parvo!

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sábado, 3 de novembro de 2018

Um olhar alentejano

Tenho ideia de que há algum tempo tinha reagido de outra forma.
Tinha dito uma carrada de palavrões, ficava revoltado com o mundo e estava umas horas bem zangado.
Acho que não foi a mudança para o Alentejo que alterou a minha forma de encarar estas situações, pois já antes isso acontecia.
Estou-me a referir a uma derrota do Benfica.
Aliás, três derrotas consecutivas, o que já não acontecia aos encarnados desde de 2010.
Claro que não deixo de ficar triste com os desaires do meu clube, mas ganho alguma coisa em ficar desesperado?
Muitos dos meus amigos benfiquistas, gostam de mostrar lenços brancos, trocar de treinador e de presidente - como o Sporting - muitas vezes, como se isso fosse a solução dos problemas.
Muitos ficam doentes, porque sabem que vão levar com os adeptos dos outros clubes nas redes sociais, porque fazem o mesmo quando eles perdem, uma coisa que eu nunca faço.
Deixem cada um sofrer com os maus momentos, sem deitar sal nas feridas.
Eu vou continuar a torcer pelo meu Benfica, apoiando o excelente trabalho de Luís Filipe Vieira e Rui Vitória, sabendo que estes são momentos porque todos os clubes vão passar.
Mais cedo ou mais tarde.

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sexta-feira, 2 de novembro de 2018

No Reino da Águia


O Benfica recebeu na Luz - que fez 15 anos recentemente - o Moreirense, jogo da 10ª jornada da Liga.
Os encarnados chegaram cedo ao golo - 100º golo de Jonas na Liga - mas uma excelente exibição dos visitantes, tornaram a vantagem madrugadora num pesadelo, chegando ao intervalo a vencer por 1-3.
Na segunda metade o Benfica tentou dar volta ao resultado, mas sem discernimento.
Vitória justa do Moreirense.
Só uma pergunta.
Este jogo teve VAR?

Um olhar alentejano

Aníbal Cavaco Silva lançou o segundo volume das suas memórias Quinta-Feira e outros dias.
Quando em março de 2016 abandonou o Palácio de Belém, deixou a convicção de não andaria por aí como Santana Lopes, sendo a política um capítulo encerrado na sua vida, prometendo, na altura, que iria escrever as suas memórias.
A ideia de vir para a praça pública contar episódios, que em minha opinião, deviam ficar na reserva de quem os proferiu, é sem dúvida nenhuma um ajustar de contas com alguns dos seus adversários, e não um prestar de contas, como prometeu aos portugueses.
Se as reuniões semanais entre Presidente da República e Primeiro-Ministro fossem para ser de conhecimento público, davam em direto nas televisões.
Depois há alguns capítulos que escaparam nestes dois livros de Cavaco Silva.  
Onde está o artigo sobre a queda do BES e o motivo de ter afirmado que os portugueses podiam confiar no Banco Espírito Santo? 
Porque não explica porque geria mal as suas receitas, quando afirmou que as pensões que recebia não davam para pagar as suas despesas?
Porque falta a explicação da sua ligação ao BPN e a Oliveira e Costa, assim como a sua associação à ascensão política de Dias Loureiro e Duarte Lima? 
E a sua ligação à PIDE foi apenas uma fake new?
Tenho esperança que vamos ficar esclarecidos no terceiro volume.

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quinta-feira, 1 de novembro de 2018

Um olhar alentejano

Apaixonado pelo futebol e agora residente no Alentejo, andei a fazer uma pequena investigação sobre o futebol sénior do meu distrito: Évora.
No Redondo - terra de bons vinhos - está sediada a única equipa que disputa o Campeonato de Portugal, na série D: o Redondense.
Subiu a época passada, mas este ano as coisas não estão fáceis: 9 jogos e 9 derrotas!
Os campeonatos distritais têm duas divisões.
A primeira, a de Elite, com 14 equipas, e de Honra com 13 formações.
Começo pelo segundo escalão onde o líder é o Estremoz ao fim de 5 jornadas.
Esta divisão tem a curiosidade - para mim - de ter o Ouriolense, equipa da localidade onde me fixarei dentro de meses, Oriola, que conseguiu a primeira vitória no último domingo e segue na 11ª posição.
Relativamente à principal divisão - que é liderada pelo União de Montemor-o-Novo - vou olhar para as duas equipas que ficam mais perto de Cabeça de Carneiro.
O Corval, de São Pedro do Corval, localidade conhecida por ser a terra da olaria, concentrando o maior grupo de artesãos do País, está no 10º lugar com 4 pontos.
A outra é o Atlético de Reguengos de Monsaraz - cidade muito conhecida pelos seus belos vinhos - que está na 2ª posição com 12 pontos, ao fim de 5 jogos.
Vou tentar ver um jogo entre estas duas equipas, um derby, pois estão separadas por 6 quilómetros.

Há dias deixei aqui um desafio.
Adivinhar o nome do primeiro treinador a ser despedido na Liga principal do futebol português.
Na noite das Bruxas chegou o nome.
José Peseiro.
Deixo nova questão.
Quem será o terceiro treinador do Sporting esta temporada?

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quarta-feira, 31 de outubro de 2018

Um olhar alentejano

Não foi coincidência, nem foi ela que me inspirou.
Depois de ontem ter falado sobre a abstenção, texto que já tinha escrito, chegou a brilhante declaração de Assunção Cristas, líder do CDS.
Questionada - antes de ser conhecida a vitória de Bolsonaro - em quem votaria na segunda volta das eleições brasileiras, respondeu assim à líder centrista “Nestas eleições eu não votaria”. 
Regresso a 2017 e à polémica da realização de jogos de futebol no dia das eleições autárquicas e a sua influência na abstenção.
Vamos ver o que disse Cristas sobre isso.
"Com certeza que tudo ... terá alguma interferência, mas aquilo que enquanto política mais me preocupa é saber o que é que nós podemos fazer para que a nossa mensagem seja entendida por parte das pessoas a ponto de sentirem que vale a pena sair de casa e organizar o seu dia de domingo para poder passar pela mesa de voto".
Resumindo, uma das coisas que Cristas acha que influencia a decisão de ir votar é a mensagem dos políticos.
Esta que deixou em relação às eleições no Brasil - dizendo que se absteria - é a contradição do que apregoou em 2017.
Se não gosta de nenhum deles, deveria votar nulo, nunca ficar em casa.

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terça-feira, 30 de outubro de 2018

Um olhar alentejano

Há assuntos de que ouvimos falar frequentemente, mas que parece que ninguém quer resolver.
Sempre que se aproximam eleições e depois delas, lá chega o tema à discussão pública.
A abstenção.
Considerando só as eleições para a Assembleia da República, a evolução do abstencionismo cresceu desde o 8,5% em 1975, até 44,1% em 2015.
Quando os números começaram a ficar preocupantes, logo os políticos vieram dizer que a culpa era dos mortos.
Que os cadernos eleitorais contemplavam muitos eleitores que já tinham falecido.
Mais recentemente a culpa é dos vivos.
Daqueles que tiveram que emigrar para terem uma vida melhor, feridos pela economia.
Mas já alguém tentou fazer alguma coisa para tentar solucionar o problema?
Para quando podermos votar sem sair de casa?
Como diz o provérbio popular, entre mortos e feridos alguém há de escapar!