sábado, 30 de junho de 2007

30 de Junho

A Selecção Brasileira de Futebol é a selecção nacional que mais vezes conquistou o Campeonato do Mundo com cinco títulos. O ultimo foi há 5 anos, a 30 de Junho de 2002, quando derrotou por 2-0 a Alemanha, na final realizada no Estádio de Yokohama, Japão, treinada por Luiz Felipe Scolari.
Vejamos alguns dados das quatro vitórias anteriores.
O técnico do Brasil no Mundial de 1958 era Vicente Feola. Na final o Brasil bateu os donos da casa, a Suécia, por 5-2 vencendo pela primeira vez a competição e tornando-se a primeira nação a ganhar um título fora de seu próprio continente.
Em 1962 conseguiu o seu segundo título com Garrincha como a grande estrela, especialmente após Pelé se ter lesionado e ficar impossibilitado de jogar o resto da competição. Na final da prova realizada no Chile, vitória por 3-1 frente à Checoslováquia.
A terceira vitória chegou em 1970. Nessa conquista o Brasil colocou em campo a que foi considerada a melhor equipa de futebol de todos os tempos com Pelé, na sua última presença em Mundiais, Carlos Alberto Torres, Jairzinho, Tostão, Gérson, Piazza e Rivelino. No derradeiro jogo realizado no Estádio Azteca, México com capacidade para mais de 100.000 espectadores, os brasileiros golearam a Itália por 4-1.
Após esta dessa conquista, O Brasil esteve 24 anos sem conquistar um Mundial.
A quarta vitória aconteceu em 1994, nos Estados Unidos da América. Os brasileiros não era favorito, tendo-se classificado nas eliminatórias com grande dificuldade. Com a ajuda de Romário, que foi até apelidado de São Romário, a equipa dirigida por Carlos Alberto Parreira era considerado demasiado defensiva. No entanto foi ganhando jogo a jogo e na final derrotou a Itália nos pénalties (3-2), após um 0-0 no final do prolongamento.
A selecção brasileira tentará em 2008, em Pequim, a medalha de ouro nos Jogos Olímpicos, sendo o único torneio oficial organizado pela FIFA/COI que o Brasil ainda não conquistou.

1000 Escudos (1956)

sexta-feira, 29 de junho de 2007

29 de Junho

José Leitão de Barros nasceu em Lisboa a 22 de Outubro de 1896. Cineasta português distingui-se dos da sua geração pelo sentido estético das suas obras e por antecipar, sem bases teóricas, todo um movimento cinematográfico que se dedicou à prática da antropologia visual.
Frequentou a Faculdade de Ciências e também a Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa. Depois de concluir um curso da Escola Normal Superior de Lisboa, foi professor do ensino secundário e tirou também o curso de arquitectura na Escola de Belas-Artes.
Dramaturgo, peças suas subiram à cena em Lisboa, no Teatro Nacional. Cenógrafo, responsabilizou-se pela montagem de muitas peças e como jornalista colaborou, entre outros, nos jornais O Século, A Capital e o ABC. Fundou e dirigiu o Domingo Ilustrado, Notícias Ilustrado e o Século Ilustrado. Foi o principal animador da construção dos estúdios da Tobis Portuguesa, concluídos em 1933.
Mais tarde interessou-se pelo cinema tendo realizado inúmeros filmes, entre eles A Severa (1931), o primeiro filme sonoro português.
A Bienal de Veneza deu-lhe um dos seus prémios. Seria, a partir dos anos sessenta, um dos cineastas preferidos do regime.
Morreu em Lisboa a 29 de Junho de 1967, há 40 anos.

50 Escudos (1953)

quinta-feira, 28 de junho de 2007

Com humildade

A festa da Taça Há coisas assim. Ainda anteontem estava aqui escrever sobre um 3-2 feliz e logo me deparo com outro igualmente recheado de alegria.
Isto a propósito da vitória da equipa de Juvenis de hóquei em patins do Sport Alenquer e Benfica, na edição deste ano da Taça Associação de Patinagem de Lisboa (APL), depois da vitória de ontem à noite, por 3-2 (cá estão eles) sobre o Parede.
Depois do título de Campeão Distrital, a conquista da Taça e a respectiva dobradinha.
Se no Campeonato a vitória (ver post anterior) foi um verdadeiro passeio concluído com 18 vitórias em outros tantos confrontos, 144 golos marcados e 33 sofridos, já esta vitória tem um sabor bem especial.
Senão vejamos. O adversário de ontem é composto por atletas de 2ª ano da categoria, contrariamente ao SAB, que são todos de 1º ano e ainda com dois Inciados. Participaram no campeonato Nacional, ficaram em 2º lugar na Zona Sul e discutiram o título na Final-4.
Colocando em campo toda a sua vontade de vencer, os miúdos do SAB deram uma verdadeira lição de humildade, trunfo principal para levar de vencida uma equipa que foi demasiado altiva para perceber que as vitórias se conquista com esforço e não com convencimento. E o exemplo de falta de fair-play, aquando da entrega do troféu, demonstra que a formação cívica, aliada à desportiva, anda arredia das bandas da Parede.
Parabéns para todos, desde o treinador, passando pelos seccionistas e massagistas e terminando, como é obvio nos jogadores. Que mantenham esta postura.
Já agora parabéns para o meu Ricardo. E para mim, porque não, que nesta temporada tive o privilégio de acompanhar todos os jogos desta espectacular equipa.

28 de Junho

Peter Paul Rubens nasceu em Siegen, na Vestfália, em 28 de Junho de 1577, há 430 anos.
Nasceu fora da terra em que passou a maior parte de sua vida e à qual serviu com muito patriotismo, Flandres, hoje uma parte da Bélgica. Seus pais encontravam-se exilados na cidade de Siegen, por apoiarem a luta dos Países Baixos pela independência da Espanha.
Pintor flamengo inserido no contexto do Barroco, ao contrário de vários outros pintores posteriormente famosos, não enfrentou oposição da família pela carreira que escolhera. Pelo contrário, recebeu estímulo e incentivo, desde que correspondesse ao talento que lhe fosse exigido, algo que não tardou a acontecer. Já aos 15 anos tinha certeza da vocação e era aprendiz de pintores.
Não tarda a chegar a fama. A partir da primeira encomenda, feita pelo Cardeal da Áustria, muito bem recebida, sucedem-se várias outras.
Fica famoso e é conhecido entre as elites por ser, além de excelente pintor, uma pessoa de fácil relacionamento e grande simpatia.
Rubens possuía uma clientela literalmente poderosa e que pagava em dia. Um dos mais belos trabalhos que realizou, então no auge de sua carreira, foi a série de quadros contando, alegoricamente, a vida da regente de França, a Rainha Maria de Médici. Seguindo os parentescos das casas reais européias, Rubens acabou pintando para os principais reis, príncipes e duques de sua época.
Morreu em 30 de Maio de 1640, rico e bem-sucedido. Teve êxito em tudo que fez e deixou para a posteridade um legado de muita arte e expressão do mais puro Barroco, de forma sincera e verdadeiramente vivida.

20 Escudos (1951)

quarta-feira, 27 de junho de 2007

27 de Junho

Helen Adams Keller nasceu em Tuscumbia, Alabama, Estados Unidos da América, a 27 de Junho de 1880, há 127 anos.
Escritora, conferencista e activista social, foi dos maiores exemplos de que as deficiências físicas não são obstáculos para se obter sucesso.
Desde de tenra idade ficou cega e surda, devido a uma doença diagnosticada na época como febre cerebral, que hoje acredita-se que terá sido escarlatina, tendo superado todos os obstáculos, tornando-se uma das mais notáveis personalidades do século XX.
Tornou-se uma célebre escritora, filósofa e conferencista, uma personagem famosa pelo extenso trabalho que desenvolveu em favor das pessoas portadoras de deficiências.
Em 1904 graduou-se como bacharel em filosofia pela Universidade Radcliffe, instituição que a agraciou com o prêmio Destaque a Aluno, no aniversário dos cinquenta anos de sua formatura. Falava os idiomas francês, latim e alemão.
Ao longo da vida foi agraciada com títulos e diplomas honorários de diversas instituições, como a Universidade de Harvard e Universidades na Escócia, Alemanha, Índia e África do Sul.
Faleceu a 1 de Junho de 1968.

100 Escudos (1947)

terça-feira, 26 de junho de 2007

Palco dos sonhos - Parte 3

26/06/2005

O dia D nasceu muito quente. Já os anteriores o tinham sido, mas aquele estava de ananases. Os miúdos estavam num stress continuado. Nos seus olhares transparecia o que lhes ía na alma. A cada sim , a cada não, até no talvez, as emoções estavam ali, prontas a estourar no virar de uma esquina.
Depois de almoço procurámos encontrar um local tranquilo, mas não foi fácil. Até quase assistimos a um acidente, quando à nossa frente um condutor saiu da estrada, lavrou um bom bocado de campo, mas, como por milagre, voltou à rota como se nada tivese acontecido.
Chegou a hora. Começamos bem...1-0, 2-0 e 2-1 ao intervalo. A segunda metade foi enorme. Os jovens tripeiros à procura do empate, o Sporting tentando aumentar a distância, oportunidades de ambos os lados mas... marcou o FC Porto.
Os nossos tremeram, oscilaram mas, foram buscar forças, não se sabe muito bem onde.
E quando os dois minutos finais se aproximavam chegou o 3-2.
De novo o 3-2 de Santarém, mas a nosso favor. A minha previsão bateu certa.
Chegou a altura da festa, com muitas lágrimas, mas também com uma imensa alegria.
São momentos que nunca mais vou esquecer, num fim-de-semana trepidante.
Hoje faz dois anos.
Parabéns aos campeões.

26 de Junho

Gilberto Passos Gil Moreira nasceu há 65 anos.
Cantor e compositor brasileiro, formou-se em administração de empresas.
Iniciou a carreira como músico da bossa nova, mas logo começou a compor músicas que reflectiam um novo foco de preocupação política e activismo social, ao lado do parceiro Caetano Veloso. Foi a irmã de Caetano, a já reconhecida cantora Maria Bethânia, que o lançou nacionalmente como compositor, nos anos 60. Nos anos 70 acrescentou elementos novos, da música africana e norte-americana.
Em fins de 1968, Gil e Caetano, cuja importância no Brasil era de certa forma comparável à de John Lennon e Paul McCartney no mundo anglófono, foram presos pelo regime militar brasileiro devido a supostas actividades subversivas. Depois da amnistia exilaram-se, a partir de 1969, em Londres.
Quando o presidente Lula da Silva tomou posse, em Janeiro de 2003, nomeou Gilberto Gil para o cargo de Ministro da Cultura do Brasil, nomeação que originou severas críticas de personalidades como Paulo Autran e Marco Nanini.

50 Escudos (1944)

segunda-feira, 25 de junho de 2007

Palco dos sonhos - Parte 2

25/06/2005

Cedo chegámos ao Pavilhão Municipal do Entrocamento. Um treino de adaptação ao piso estava marcado. Os putos foram para a cabine para se equiparem. O João mandou equipar os guarda-redes, como se de um jogo se trata-se. O Ricardo fez uma birra. Chorou, ralhou, barafustou e...equipou-se.
Uma hora de treino, bem descontraída e uma fivela da caneleira rebentada. Voltou a chorar: "Como vou jogar logo com isto assim", desesperava ele. Procurei acalmá-lo, prometendo-lhe que ia resolver o assunto. E resolvi.
Foram as primeiras lágrimas da família, pois à noite houve mais, mas de alegria.
O almoço correu bem, apesar de ter que racionar o pão.
As horas custavam a passar. Ao jantar, tomado bem cedo, já ninguém sossegava.
Quando começamos a jogar já conhecíamos um finalista. Era o FC Porto.
A primeira parte resolveu tudo. Marcámos, sofremos, marcámos, sofremos e marcámos. E ficou assim, 3-2 e a primeira explosão de alegria.
Antes de irmos para cama, foi necessário refortalecer o estômago. Comeram tudo e mais que houvesse.
No hotel onde ficámos, distribuidos cirurgicamente por 4 quartos, a noite caiu de mansinho. Com todos a sonhar com o palco dos sonhos.
Amanhã era o grande dia.

25 de Junho

Álvaro Joaquim de Melo Siza Vieira nasceu em Matosinhos a 25 de Junho de 1933.
Arquitecto português de prestígio internacional, é um dos mais consagrados portugueses na sua área.
Formou-se na Escola Superior de Belas Artes do Porto, que frequentou de 1949 a 1955. Influenciado, numa primeira fase da sua obra, por nomes internacionais da arquitectura como Adolf Loos e Frank Lloyd Wright, cedo conseguiu afastar-se dessas influências claras e traçou a sua linguagem que nos remete, tanto para as influências clássicas, como para o desenho claro e limpo que definiu a obra de Mies van der Rohe, com os planos horizontais, a clareza das formas e o requinte do espaço.
Criando marcos arquitectónicos na história da arquitectura nacional como a Casa de Chá, as Piscinas de Matosinhos, o Museu Serralves ou mais recentemente o Museu para a Fundação Iberê Camargo no Brasil, marcando uma nova linguagem arquitectónica, muito à semelhança de Le Corbusier.
Siza realizou obras emblemáticas como o Pavilhão de Portugal da Expo'98, a Igreja de Santa Maria, em Marco de Canaveses ou o Museu de Arte Contemporânea na Galiza.
Sua obra pode ser encontrada em vários pontos do mundo além de Portugal.
Completa hoje 74 anos.

1000 Escudos (1942)

domingo, 24 de junho de 2007

Palco dos sonhos - Parte 1

24/06/2005

O sonho começou cedo. O João Baltazar falava nele amiúde: "Podemos chegar ao palco dos sonhos", enquando incentivava os miúdos, durante os treinos.
O início da época foi terrível. Despejados de Sacavém, devido a decisões extemporâneas, andámos, literalmente, quatro meses com a casa às costas. Entre Campo de Ourique e a Parede, começou o trajecto que nos fez chegar a este dia.
Amanhã começava a Final-Four de Infantis-A de hóquei em patins. O nervosismo tinha-se apoderado de quase todos, desde jogadores a dirigentes, passando, claro, pelos pais, esse mal necessário da modalidade, como eu costumo dizer.
FC Porto, Valongo, Paço de Arcos e Sporting, à data o clube do Ricardo, já tinham chegado ao palco dos sonhos.
No dia seguinte à noite, defrontávamos os valonguenses, que não conhecíamos bem. Com os rapazes da Linha, já nos tinham acontecido tudo, ganhar, perder e empatar.
Meses antes tinhamos jogado com o FC Porto, num Torneio em Santarém e perdemos 3-2. No final disse: "Se jogarmos com eles na final, vamos ganhar".
Entroncamento aí vamos nós.

Mau estado

Ontem passei numa estrada onde tem um sinal de trânsito há largos meses. É um sinal de perigo, com a informação: "Piso em mau estado".
Curioso...sabem que está em más condições, anunciam o facto, mas...passados larguissímos meses, tudo está na mesma.
O mais interessante é que a moda já pegou e as situações vão aumentando.
Dará muito trabalho mandar reparar? Será só uma questão de números?
Nós que temos que passar por lá diariamente, deteriorando as nossas viaturas e sem ter a quem reclamar, já nos acomodámos.
E nem podemos fazer greve.

24 de Junho

Carlos Gardel nasceu a 11 de Dezembro de 1890 e foi o mais famoso dos cantores de tango argentino, país ao qual chegou aos dois anos de idade.
O lugar do seu nascimento constitui uma questão controversa. Alguns sustentam que terá nascido no interior do Uruguai, baseando-se em alguns documentos e matérias jornalísticas de época. Outros dizem que nasceu na cidade francesa de Toulouse. Gardel esquiva-se a falar sobre o tema e quando lhe perguntavam, dizia: "Nasci em Buenos Aires aos dois anos e meio de idade".
Cantor e actor consagrado em toda a América Latina pela divulgação do tango, inicia-se como cantor, ainda jovem, com o nome artístico de El Morocho, apresentando-se em cafés dos subúrbios da capital argentina. A sua primeira interpretação formal dá-se no Teatro Nacional de Corrientes, no qual também se apresenta Don José Razzano, com quem forma parceria durante vários anos.
Pela sensualidade da sua voz, que se prestava muito bem à interpretação da milonga – gênero precursor do tango – torna-se conhecido a partir de Mi noche triste, em 1917.
Gravou mais de novecentas canções, entre tangos, fox-trots, fados, pasodobles e músicas folclóricas, vendendo milhares de discos na América Latina e Europa.
Morreu num desastre de avião durante uma tourneé, em Medellín, Colômbia, há 72 anos.

500 Escudos (1942)

sábado, 23 de junho de 2007

23 de Junho

Zinedine Yazid Zidane nasceu em Marselha, França em 23 de Junho de 1972.
Conhecido também como Zizou, este ex-futebolista francês, jogou a sua última partida, pelo Real Madrid, no dia 8 de Maio de 2006, no Estádio Santiago Bernabeu, marcando um golo de cabeça no empate de 3 a 3 frente ao Villareal.
Encerrou sua carreira definitivamente após o Campeonato do Mundo de 2006, disputado na Alemanha. A França de Zidane, foi vice-campeã, perdendo na final com a Itália, após o desempate através de grandes penalidades.
A despedida de Zizou ficou manchada com a sua expulsão, após uma cabeçada no italiano Marco Materazzi, após provocação deste.
Descendente de berberes argelinos, promove a tolerância racial e religiosa, especialmente entre os jovens, que se reflete na sua vida pessoal, pois a sua esposa Veronique é descendente de cristãos espanhóis.
Zidane foi considerado por muitos o melhor jogador do mundo e um dos mais talentosos de todos os tempos. A sua fantástica visão de jogo e habilidade no passe, associado a um poder de drible notável, valeram-lhe os adjectivos de génio e mágico.
Foi escolhido três vezes (1998, 2000 e 2003) como o melhor jogador do mundo pela FIFA e uma vez como melhor jogador da Europa (1998). Em 2004 Zidane foi selecionado para o FIFA 100, lista dos 125 maiores jogadores vivos de futebol, escolhidos por Pelé para o centenário da FIFA.
Faz hoje 35 anos.

100 Escudos (1941)

sexta-feira, 22 de junho de 2007

Doping

Sou um leitor assíduo, digamos que preocupadamente atento, do VeloLuso do meu amigo MZM.
Digamos que em Portugal uma longa franja dos que gostam de desporto, gostam de ciclismo. Desde miúdo que me habituei a ir até à beira da estrada, com os meus pais, ver passar a caravana velocipédica.
A Volta passava com alguma frequência em Alverca, algumas vezes no Cabeço da Rosa, outras na Nacional 10, onde me recordo de um C/R entre Vila Franca de Xira e Lisboa, que, se a memória não me atraiçoa terminava no estádio José de Alvalade.
Há 15 anos atrás, mais ano menos ano, o MZM desafiou-me: "Anda comigo ver uma prova de ciclismo pelo lado de dentro".
E eu fui. Sempre na função de jornalista, cumpri durante mais de uma dezena de anos, onde vivi de perto a azáfama da caravana.
Esta introdução serve apenas para contextualizar a minha ligação ao fenómeno, que já vem de longe.
Não tenho, nem de perto nem de longe o knowhow do MZM nesta matéria. Mas há coisas que não posso deixar de exprimir a minha opinião.
Que fique bem claro que sou contra os batoteiros. Contra aqueles que não respeitem as regras, procurando ganhar a qualquer custo. Mas não me parece ser o caso da esmagadora maioria dos ciclistas.
Senão vejamos. Os controlos anti-doping são cada vez mais frequentes e precisos. Algum ciclista arrisca tomar alguma coisa por sua conta e risco?
A maior parte das equipas são sustentadas por grandes marcas internacionais, que investem somas elevadas, procurando, obviamente, retorno, se possível bem elevado.
Quem já verificou o esforço que os atletas despendem, em provas de vários dias, cada vez mais exigentes, só para falar nas de âmbito nacional, compreende que estes homens têm que ter um acompanhamento médico muito cuidado.
Que por vezes falha, já percebemos, mas quando aparece alguém culpado sem ser os ciclistas?
Uma pergunta que fica à espera de resposta.

22 de Junho

Dan Brown nasceu há 43 anos em Exeter, New Hampshire.
Escritor norte-americano, registou o seu maior sucesso com o polémico O Código da Vinci, mas mais três livros seus tiveram igualmente um grande volume de vendas.
Entre seus grandes feitos, está o de conseguir colocar os seus quatro primeiros livros simultaneamente na lista dos mais vendidos do The New York Times.
Seu pai, Richard G. Brown ensinava matemática para o ensino médio na Phillips Exeter Academy, um colégio interno particular.
Os professores do colégio eram requisitados a viver no Campus do colégio por diversos anos, por isso Brown e seus irmãos foram criados na escola, onde o ambiente social era o o cristão, frequentando a escola dominical, cantando no coro da igreja e passando os seus verões no acampamento da igreja.
Após a graduação na Phillips Exeter em 1982, entrou para o Amherst College, onde durante seu primeiro ano foi à Europa para estudar História da Arte na Universidade de Sevilha, Espanha, onde começou a estudar seriamente os trabalhos de Leonardo Da Vinci, que mais tarde teriam importância crucial no O Código da Vinci.
Actualmente encontra-se desenvolvendo um novo livro, ainda sem prazo para lançamento, com o título The Solomon Key.

1000 Escudos (1938)

quinta-feira, 21 de junho de 2007

Empatas

Este primeiro dia de Verão, que começou às 19 horas e alguns minutos, foi desportivamente um fiasco.
Na Suíça, Portugal jogou os quartos-de-final do Mundial de hóquei em patins, defrontando a equipa local. Nunca tinhamos ficado de fora das meias-finais desta competição. Ficámos hoje, pois perdemos 3-2 no golo de ouro, na 2ª parte do prolongamento.
No futebol os sub-21 procuravam o apuramento para os Jogos Olímpicos de Pequim. 0-0 mesmo após o prolongamento e, claro, perdemos nas grandes penalidades (3-4), apesar da Itália ter jogado 45 minutos com dez jogadores.
Há dias em que não se pode sair de casa, diz o povo.
Cá para mim estes formas de desempate são um atraso de vida e deixam a malta zangada.
Regresso da moeda ao ar, já.

Solstício de Verão

Dada a nossa origem de povo dado ao sol, o dia de hoje é sem margem para dúvidas o maior e o melhor do ano.
Conseguir juntar, no mesmo espaço, o melhor e o maior, não é fácil. Mas é o que acontece hoje.
O dia em que o sol mais tempo nos oferece o seu explendor, é motivo para saudação. Se a esse pormenor metereológico lhe juntarmos o primeiro dia da estação mais querida dos portugueses, podemos afirmar que hoje é um dia do caraças, digno de uma ponte ou mesmo de um feriado.
Que o sol nos acompanhe durante três meses, sem intensos calores, mas com muita alegria.

21 de Junho

Jean-Paul Charles Aymard Sartre nasceu em Paris no dia 21 de Junho de 1905, há 102 anos.
Filósofo existencialista dizia vir a existência antes da essência. Assim, no existencialismo o papel da filosofia é invertido.
Desde Platão, quando surge o nascimento da linguagem filosófica, em forma de diálogo, a preocupação desta é o universal em detrimento do particular. A existência toma o seu lugar na discussão filosófica, partindo de questões quotidianas, caminhando em direcção à universalidade.
Em 1929 conheceu Simone de Beauvoir que se tornaria sua companheira e colaboradora até o fim de sua vida.
Sartre e Beauvoir não formavam um casal comum de acordo com padrões da época. Ambos possuíam amantes e partilhavam confidências sobre suas relações com outros parceiros. Este modo de vida violava os valores da tradicional sociedade francesa, que se escandalizou com essa relação.
Em 1943 publicou o seu mais famoso livro filosófico, O ser e o nada, que condensa todos os conceitos importantes da primeira fase de seu sistema filosófico.
No período mais prolífico de sua carreira escreve ainda várias peças de teatro e ensaios. Na década de 1950 assume uma postura política mais actuante e abraça o comunismo.
Morre a 15 de Abril de 1980 em Paris, sendo o seu funeral acompanhado por mais de 50.000 pessoas. Está enterrado no Cemitério de Montparnasse, na capital francesa.

20 Escudos (1937)

quarta-feira, 20 de junho de 2007

20 de Junho

Alexandre Kay Rala Xanana Gusmão nasceu a 20 de Junho de 1946, em Manatuto, quando Timor estava sob o domínio português.
Hoje faz 61 anos.
Aos 16 anos deixou os estudos, por razões económicas, e teve vários empregos não qualificados. Em 1966 passou a ter um emprego na administração pública que lhe permitiu continuar a estudar. Em 1968 Xanana foi recrutado para o exército português onde serviu durante três anos.
Em 1971 completou o serviço militar e em 1974 envolveu-se na organização nacionalista encabeçada por José Ramos-Horta.
Durante 1975 houve conflitos entre as duas facções rivais em Timor, com Xanana a envolver-se profundamente na facção da FRETILIN, que em 28 de Novembro de 1975 declarou a independência de Timor Português como República Democrática de Timor-Leste.
Nove dias depois a Indonésia invadiu Timor-Leste.
Xanana envolve-se totalmente nas actividades da resistência e em meados da década de 1980 passa a ser o grande líder da resistência.
Em Novembro de 1992 foi preso, julgado e condenado a prisão perpétua pelo governo indonésio onde foi brutalmente violado pelo colega de cela. Foi-lhe negado o direito a se defender. A sua libertação, no entanto, ocorreria em fins de 1999.
As eleições presidenciais em Abril de 2002, deram-lhe uma vitória concludente, convertendo-o no primeiro presidente de Timor-Leste quando o País se tornou formalmente independente em 20 de Maio de 2002.

100 Escudos (1930)

terça-feira, 19 de junho de 2007

Amar

Apeteceu-me ouvir um sotaque do lado de lá do Atlântico. Calmo e melancólico em final de dia.
Adriana e Daniela, duas vozes que não nos deixam indiferentes...amar também é isto.

19 de Junho

Salman Rushdie nasceu em Bombaim, India, a 19 de Junho de 1947, faz hoje 60 anos.
Ensaísta e autor de ficção, muita da qual encenada em território indiano. O seu estilo narrativo, mesclando o mito e a fantasia com a vida real, tem sido descrito como conectado com o realismo mágico.
Já era um autor consagrado quando venceu o Prémio Booker em 1981, com a obra Os Filhos da Meia-Noite, mas tornou-se incomparavelmente mais famoso após a publicação do livro Versículos satânicos, em 1989, que causou controvérsia no mundo Islâmico, devido à sua descrição ofensiva do profeta Maomé.
A 14 de Fevereiro de 1989 foi ordenanda a sua execução pelo o líder do Irão, Ruhollah Khomeini, defenindo o seu livro como uma: "Blasfémia contra o Islão".
Tudo isto porque Rushdie comunicava através do romance que já não acreditava no Islão. Khomeini ordenou a todos os: "muçulmanos zelosos" o dever de tentar assassinar o escritor, os editores do livro que soubessem dos conceitos do livro e quem tomasse conhecimento de seu conteúdo.
A obra infanto-juvenil Haroun e o Mar de Histórias foi escrita pelo autor como uma forma de explicar ao seu filho porque razão tinha perdido a liberdade de expressão.

5 Escudos (1925) [2]

segunda-feira, 18 de junho de 2007

Rita Ferro

Estava a ler o desabafo do Ouriço ao meu post sobre A cidade dos deuses selvagens, que entretanto já terminei. Já percebi que ele gosta da autora.
Eu também gostei. Curiosamente foi o segundo livro que li da Isabel Allende, o outro foi o Zorro. Agora fiquei curioso em ler A casa dos espíritos, que já deu origem a um filme gravado no nosso Alentejo.
Agora enquanto o Ouriço anda de volta do Kafka, eu sigo para uma literatura mais light. Tenho por aqui dois ou três livros da Rita Ferro, que ofereci à Célia e escolhi o último editado por esta escritura, Não me contes o fim.
Ainda vou nas primeiras páginas, mas dentro do estilo, parece-me interessante.
Aqui fica a sinopse.

Numa ilha brasileira, uma jovem do Porto vive e trabalha numa estância de turismo. Intercalando a narração com as aventuras e desventuras do seu quotidiano e do grupo de colegas de várias nacionalidades com quem o partilha, vivemos o seu percurso desde a adolescência no seio de uma família tradicional, as suas relações, a descoberta da vida, do amor e da sexualidade, e, acima de tudo, a vontade de se afirmar e de sobreviver.

18 de Junho

Hector Yazalde nasceu a 29 de Maio de 1946 em Buenos Aires, tendo-se tornado, como jogador do Sporting, num dos mais temíveis goleadores que vestiu a camisola verde-e-branca.
Devido à sua condição social desfavorecida, começou a trabalhar aos 13 anos para ajudar no sustento da família. Vendeu jornais, depois bananas e por último a partir gelo.
Em 1965 foi assistir ao treino do seu amigo Horácio Aguirre, no Piraña, clube de amadores de Buenos Aires e pediu que alguém lhe emprestasse um equipamento para treinar. Na mesma tarde assinou o contrato e recebeu 2.000 pesos argentinos, que era o equivalente ao que recebia num mês.
Dois anos passados transferiu-se para o Independiente de Buenos Aires. Aos 20 anos, sagrou-se pela primeira vez campeão e recebeu o troféu de melhor marcador. Pouco tempo depois foi chamado à selecção Argentina.
Em 1968 revalidou o título de Campeão Nacional da Argentina.
Em 1970, surgiram convites do Santos, do Palmeiras, do Valência, do Lyon, do Nacional de Montevidéu e do Boca Juniors, mas quem o convenceu foi o Sporting.
Na primeira temporada que jogou pelo Sporting, Yazalde não apareceu, mas na temporada de 1973/1974, o popular Chirola marcou 46 golos em 30 jogos e conquistou a Bota de Ouro europeia.
Em 1975, transferiu-se para o Marselha, mas não foi feliz. Voltou para a Argentina, onde se tornou empresário de futebol.
Faleceu há 10 anos em Buenos Aires.

20 Centavos (1925)

domingo, 17 de junho de 2007

De branco

Terminou há minutos o campeonato espanhol de futebol com a vitória do Real Madrid.
Eu fiquei satisfeito.
Desde de miúdo que gosto dos merengues por causa...da côr. Eu explico.
Quando era miúdo e via os, poucos, jogos de futebol que dava na TV, quase sempre entre equipas estrangeiras, perguntava ao meu pai de quem ele era. Ele dizia que não era de nenhum, mas eu insistia, até que lá dizia: "Sou dos brancos". E eu também era.
Daí vem o meu gosto pelo Real.
Mais tarde, quando joguei mais de uma dezena de anos no Alhandra Sporting Club, lá ía tentando a minha sorte junto do Senhor Sesimbra - roupeiro do clube durante décadas - quando os adversários tinham equipamentos semelhantes ao nosso: "Hoje podíamos jogar à Real Madrid". Nunca me fez a vontade. O mais perto que andei, se a memória não me atraiçoa, foi jogar de camisola e calção branco e meias...vermelhas.
Com esta vitória os madrilenos conseguiram atingir a bonita marca de 30 títulos de campeão.

17 de Junho

Eddy Merckx nasceu em 17 de Junho de 1945 em Meensel-Kiezegem, Bélgica, há 62 anos. Foi na opinião de muitos o maior ciclista de todos os tempos.
A sua carreira começa em 1961 e três anos depois ganha seu primeiro título importante a 5 de Setembro de 1964: Campeão Mundial amador. No ano seguinte torna-se profissional.
Possui a mais impressionante lista de títulos do ciclismo mundial, obtendo 525 vitórias ao longo de toda a sua viada desportiva. O seu apetite voraz por vitórias valeu-he a alcunha de Canibal.
Ganhou o Giro e o Tour cinco vezes e uma vez a Vuelta. No Tour, em França, obteve 34 vitórias em etapas e vestiu a camisa amarela durante um total de 96 dias. Em 1969 Merckx terminou o Tour com as camisolas amarela, verde (pontos) e das bolinhas (montanha).
Obteve o recorde mundial da hora em 25 de outubro de 1972 no México com 49,431 km.
É considerado o maior atleta belga de todos os tempos, tendo sido nomeado três vezes como atleta mundial, em 1969, 1971 e 1974.
Merckx retirou-se das competições em Maio de 1978.
Actualmente é um empresário de sucesso como fabricante de bicicletas e comentador desportivo de ciclismo. Quando lhe perguntam que conselho daria a ciclistas jovens que desejam ser profissionais, diz: "Pedalem bastante".

10 Escudos (1925)

sábado, 16 de junho de 2007

Desilusão, parvoíce e afins

Acabei de ver Portugal, com a sua selecção de sub-21, ficar de fora das meias-finais do Europeu. Já se sabia que a tarefa era quase uma missão impossível, não na dificuldade em bater Israel, mas sim na impossibilidade de Holanda e Bélgica conseguirem outro resultado que não fosse um empate. Nem que fosse 50-50. Razão têm a rapaziada do basquetebol, onde não há empates para ninguém, que é o mesmo que dizer que nunca um resultado pode ser bom para os dois.
É o que dá deixar as resoluções para o fim.
Este campeonato está a ser transmitido pela TVI, de longe o pior canal dos que podem ser vistos em Portugal.
Até pode ser coincidência, mas dois Europeus dados pelo antigo canal da Igreja, nós duas vezes fora das meias-finais de Europeus de sub-21.
Proponho que proibam a televisão do Moniz de dar futebol, principalmente este categoria. E o Benfica também.
A conversa já vai longa não quero deixar de falar do Valdemar Duarte, narrador de tudo o que é futebol neste canal.
Há dois anos quando João Pereira jogava no Benfica, este senhor repetia vezes sem conta que "João Pereira não tem categoria...". Agora já consegue descobrir grandes qualidades no jovem lateral direito nacional.
Das duas uma, ou é parvo ou a culpa é do Gil Vicente, onde o João jogou este ano. Estou mais inclinado para a primeira hipótese.

16 de Junho

David de Jesus Mourão-Ferreira nasceu a 24 de Fevereiro de 1927. Escritor e poeta lisboeta licenciado em Filologia Românica pela Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa em 1951, onde oito anos mais tarde foi professor.
Destacou-se como um dos grandes poetas contemporâneos do Século XX.
Trabalhou em várias publicações, das quais se destacam a Seara Nova e o Diário Popular, para além de ter sido um dos fundadores da revista Távola Redonda.
Entre 1963 e 1973 foi secretário-geral da Sociedade Portuguesa de Autorese no pós-25 de Abril, foi director do jornal A Capital e director-adjunto de O Dia.
No governo, desempenhou o cargo de Secretário de Estado da Cultura de 1976 a Janeiro de 1978 e em 1979.
Foi autor de alguns programas de televisão de que se destacam "Imagens da Poesia Europeia", para a RTP.
Em 1981 é condecorado com o grau de Grande Oficial da Ordem de Santiago da Espada. Em 1996 recebe o Prémio de Carreira da Sociedade Portuguesa de Autores e, no mesmo ano, recebe a Grã-Cruz da Ordem de Santiago da Espada.
Escreveu diversas obras em poesia e prosa, das quais de destaca Um Amor Feliz, romance que o consagrou como ficcionista valendo-lhe vários prémios.
Faleceu há 11 anos.

5 Escudos (1925)

sexta-feira, 15 de junho de 2007

A cidade dos deuses selvagens

Depois de jantar, sentei-me em frente do portátil. A ideia era fazer um post. Sobre o quê?
Pensei, voltei a pensar mas decidi ir acabar de ler o livro que estou a terminar.
Em 2002 Isabel Allende escreve A cidade dos deuses selvagens.
Uma ficção à volta do jovem Alexander Cold, que devido à doença da mãe parte com a extravagante avó Kate, numa expedição da National Geographic à selva amazónica, em busca de um estranho animal que muito pouca gente viu e que os indígenas chamam "A Besta". Outros membros da expedição, dirigida por um petulante antropólogo, são dois fotógrafos norte-americanos, uma bela médica, um guia venezuelano e a sua surpreendente filha de nove anos.
Estou a poucas páginas do fim, vamos lá ver como termina...

15 de Junho

José Sobral de Almada Negreiros nasceu em Trindade, S. Tomé e Príncipe a 7 de Abril de 1893. Foi um artista multidisciplinar, diversificando a sua actividade como pintor, escritor, poeta, ensaísta, dramaturgo e romancista, tendo ficado ligado ao grupo modernista.
Em 1913 apresenta na Escola Internacional de Lisboa, a sua primeira exposição individual composta de 90 desenhos. Aqui trava conhecimento com Fernando Pessoa, com quem edita a Revista Orpheu juntamente com Mário de Sá Carneiro.
Júlio Dantas, médico, poeta, jornalista e dramaturgo, era a maior figura da intelectualidade da época e afirma que a revista é feita por gente sem juízo. Irónico, mordaz, provocador mesmo, Almada responde com o Manifesto Anti-Dantas, onde escreve: "...uma geração que consente deixar-se representar por um Dantas é uma geração que nunca o foi. É um coio d’indigentes, d’indignos e de cegos, e só pode parir abaixo de zero! Abaixo a geração! Morra o Dantas, morra! Pim!"
De entre os seus inúmeros trabalhos ficou célebre o retrato de Fernando Pessoa, pintado em 1954.
Faleceu a 15 de Junho de 1970, há 37 anos, no Hospital de S. Luís dos Franceses, em Lisboa, no mesmo quarto onde morrera seu amigo Fernando Pessoa.

20 Centavos (1922)

quinta-feira, 14 de junho de 2007

Hábitos

Há hábitos que se adquirem cedo e que se mantêm aos longo dos anos.
Um deles foi o que acabei de fazer: preencher o Totoloto e o Euromilhões.
Desde miúdo que me lembro do meu pai fazer o Totobola e comecei também a pôr as cruzes. Perdão, números, pois nessa altura ainda se colocava o 1, X ou 2.
Anos mais tarde e bastantes, surgiu o Totoloto, que foi uma grande novidade e quase acabou com o Totobola. Para ajudar, juntou-se-lhe o Loto 2.
Finalmente surgiu, mais recentemente, o Euromilhões, que qual galinha dos ovos de ouro, quase terminou com a vida dos restantes jogos da Santa Casa da Misericórdia de Lisboa. Não morreram, mas estão a sôro.
Os tempos mudaram e hoje já nem vou ao agente, pois faço tudo via Internet.
Prémios é que nem vê-los, mas não perco a esperança de um dia deste virar excêntrico.

14 de Junho

Foi baptizado como Enrico Nicola Mancini e nasceu em Cleveland, Estados Unidos da América, a 16 de Abril de 1924.
Conhecido como Henry Mancini, foi um compositor e realizador musical.
É lembrado principalmente por ter sido um dos mais conhecidos compositores de bandas sonoras para a televisão e o cinema, ganhando um número considerável de prémios Grammy's, equivalente aos Óscares para música.
Nascido numa família ítalo-americana, Mancini nasceu no estado de Ohio e cresceu em West Aliquippa, na Pensilvânia. Apesar de ter sido colocado no exército durante a 2ª Guerra Mundial, conseguiu trocar a infantaria pela banda.
As composições pelas quais é mais conhecido incluem Moon River, música do filme de 1961, Breakfast at Tiffany's e o tema dos filmes A Pantera Côr-de-Rosa.
Grande parte do seu trabalho pode ser classificado no género easy listening.
Mancini morreu aos setenta anos de idade em Beverly Hills, Califórnia, Estados Unidos da América.
Faz hoje 13 anos.

10 Centavos (1922)

quarta-feira, 13 de junho de 2007

13 de Junho

Santo António de Lisboa nasceu em Lisboa a 15 de Agosto de 1195, de seu nome de baptismo Fernando Martim de Bulhões e Taveira Azevedo.
É também conhecido como Santo António de Pádua, por ter vivido e falecido naquela cidade italiana, em 13 de Junho de 1231. Regra geral, os Santos católicos são conhecidos pelo nome da cidade onde falecem e onde permanecem as suas relíquias - pois na doutrina cristã a morte não é mais que a passagem para a verdadeira vida - e não daquela que os viu nascer. Assim sucede com Fernando de Bulhões, que nas demais línguas europeias é chamado de Pádua e apenas referenciado pelos povos de língua portuguesa como de Lisboa.
Era um pregador culto e apaixonado, conhecido pela sua devoção aos pobres e pela habilidade para converter heréticos.
Santo António detém o recorde de canonização da Igreja Católica. Foi declarado santo menos de um ano decorrido sobre a sua morte, em 30 de Maio de 1232.
É o santo padroeiro das cidades de Pádua e de Lisboa, sendo que nesta última substituiu a antiga devoção ao mártir São Vicente de Saragoça.
Morreu há 776 anos.

Recordação

Foi há 18 anos. Eu e a Célia tinhamos acabado de juntar os trapinhos.
Juntámos um grupo de amigos e lá fomos. Andámos quilómetros no meio da multidão. Pelo caminho fomos apanhando outros amigos que se juntavam a nós.
Pelas ruelas mais ou menos inclinadas dos bairros típicos de Lisboa, lá fomos festejando o Santo António.
Foi uma noite de arromba que terminou, já o sol nascia, nas instalações do Correio da Manhã Rádio, nas Amoreiras, onde tinhamos um amigo nosso a trabalhar.
Por um motivo ou outro, não repetimos a experiência.
Fica a recordação dessa viagem pelas ruas de Lisboa, para nós inesquecível.

2 Escudos e 50 Centavos (1922)